As tartes de aspargos com parma, shitake com queijo de cabra e outros sabores da Depois de Paris.

Depois de Paris propões comida com afeto. Em destaque, a tarte de aspargos com parma

Há um ano, a Karina Gentile, minha amiga Kay, decidiu seguir seu coração e criou a Depois de Paris, que oferece tartes, quiches, muffins, brownies e outras delícias por encomenda. A inspiração veio depois de uma viagem à cidade luz, com a família, e do encanto pelas tartes, as tortas abertas francesas.

Tartes têm ingredientes orgânicos e opção de massa integral, em 3 tamanhos: indivisual, médio e grande

Ingredientes orgânicos e opção de massa integral em 3 tamanhos: individual, médio e grande

A Kay é designer, mas sempre amou cozinhar e faz isso muito bem. Nas tardes de papos com ela e, rapidinho, saía um fettuccine Alfredo, um risoto ou uma sopinha de grão de bico. Simples e reconfortante. É aquela comida que te dava um abraço, sabe? Com a Depois de Paris, não foi diferente. Seu lema: “Pra gente, gourmet é afeto”.

Os maravilhosos muffins de escarola (muito fofos e bem recheados) têm versão com bacon

O maravilhoso muffin de escarola (grande, fofinho e bem recheado) têm versão com bacon

Me lembro também da primeira vez que provei as tartes, no ano passado. A Kay tinha feito pesquisas, cursos técnicos, criado um conceito e montado uma cozinha pró em casa. E lá estava a mesa cheirosa e colorida com tartes de aspargos com parma, de queijo de cabra com shitake e de espinafre. Fiquei impressionada com a consistência, macia, com o recheio farto e o equilíbrio de sabores.

Tarte de espinafre. Massa macia, com recheio farto e saboroso

Tarte de espinafre: macia com recheio farto e muito saboroso

Karina tem princípios. Todos os ingredientes são orgânicos e de fornecedores selecionados. O queijo que recheia o bolo salgado com presunto e tomate, por exemplo, vem de um fornecedor do Mercado Municipal e este fornecedor será. Ela tem opção de massa integral (muito boa), mas não dispensa glúten ou latose. O muffin de escarola (fofinho e bem recheado) também tem versão com bacon. Gosto de princípios.

Torta Marguerita com tomates e queijo, também faz sucesso.

Torta Marguerita: combinação perfeita de tomates e queijo

Ainda não provei todos os quitutes – tem uma Quiche Lorraine me esperando para hoje à noite. Oba -, mas a tarte de espinafre é um destaque, na minha opinião. Muito bem recheada, leve e saborosa. Outro sucesso é a Margherita, de tomates e queijo, feita a pedido do marido Maurício, o Mau. Legal ver o efeito de um bom trabalho com ingredientes simples e de qualidade. E ainda por cima é saudável.

O 'brownie da Sabine': massa com chocolate belga e os tradicionais pedaços de chocolate branco

O ‘brownie da Sabine’: massa com chocolate belga e os tradicionais pedaços de chocolate branco

O cardápio também tem doces como o cheesecake com frutas vermelhas e o brownie da Sabine, irmã da Kay. Esse clássico, eu conheci há uns 20 anos, quando papeava na cozinha com os Gentile, enquanto a Sabine cortava o chocolate branco que dá o toque no meio da massa. A Depois de Paris resgata a receita com fidelidade e belos pedaços de chocolate branco. É só alegria.

EmbalagemDepois
A Depois de Paris entrega em diversos bairros de São Paulo e está sempre conectada. No Facebook, no Instagram  e no site você pode fazer pedidos, ver os locais de entrega e o cardápio completo, com os preços (a torta média custa R$ 55 e dá para quatro pessoas enquanto o ‘super’ muffin sai por R$ 12 a unidade). Espero que você experimente e se emocione como eu.

Depois de Paris
Facebook: https://www.facebook.com/depoisdeparis
Instagram: @depoisdeparis
Site: http://www.depoisdeparis.com.br/

Udon artesanal e tempurás do 'Meu Udon', casa especializada na Liberdade

Udon artesanal e tempurás do ‘Meu Udon’, nova casa especializada na Liberdade

No restaurante Meu Udon você pode provar udon artesanal, quente ou frio, feito na hora. Na chegada, eu e o Edgard Kanamaru, brother e guia da culinária japonesa, vimos o proprietário, Yoshio Mizumoto, preparando a massa na cozinha, que foi aberta há menos de um mês, na Liberdade. Depois fechamos com um acepipe no Bar Kintaro, logo em frente.

Importante: vale chegar cedo para garantir seu udon. A massa, que leva 20 horas para ficar pronta, pode acabar no fim da noite. 

Veja também: Japa quente: 8 dicas de lamen e udon para se esquentar em SP

Yoshio Mizumoto, o mestre do udon. Massas preparadas na hora e servidas no esquema self-service

Yoshio Mizumoto serve a massa após 20 horas de preparo. Chegue cedo para garantir seu udon

O projeto de Mizumoto começou no ano passado com o ‘Meu Gohan’, em um espaço improvisado na Vila Mariana. Na casa nova, que fica no andar de cima do Espaço Kazu, o esquema self service tem um passo a passo ilustrado para você não se perder. Achei divertido.

Passo a passo do udon self service para ninguém se perder

Passo a passo do udon para ninguém se perder (E o reflexo dos ‘turistas’ tirando foto de tudo)

Então você escolhe a massa (mais ‘al dente’ ou mais macia, com pouco ou muito caldo, quente ou fria), em porção normal (300 g) ou grande (500 g). E se tiver dúvida pode perguntar ao senhor Yoshio, que ele explica na maior boa vontade.

Balcão de tempurás (R$ 4 a R$ 5.50 cada) para acompanhar

Balcão de tempurá (R$ 4 a R$ 5.50 cada) para acompanhar

Na média, os pratos de udon custam R$ 20, exceto o Kare Udon, o curry japonês com frango e tofu, que custa R$ 27. Depois de pegar seu belo prato de cerâmica com a massa é hora de escolher os tempurás de acompanhamento (abóbora japonesa, aspargo, lula, frango, batata doce, berinjela etc.). Cuidado com a empolgação porque são cobrados à parte (entre R$ 4 e R$ 5,50 cada). O de lula é o mais gostoso.

Udon Kama-Taka com ovo cru e cebolinha e o imperdível tempurá de lula

Udon Kama-Tama com ovo cru e cebolinha e o imperdível tempurá de lula

O meu udon foi o Kama-Ague (R$ 19,80), no estilo Sanuki, um dos mais populares no Japão, segundo a casa. A massa, bem macia, vem servida com um pouco do caldo de cozimento, mas a graça é o caldo concentrado, servido à parte (a dica é acrescentar gengibre moído e cebolinha). Basta mergulhar o udon no caldo e ser feliz.

Casa aberta em junho no andar superior do espaço Kazu, na Liberdade

Casa aberta em junho no andar superior do espaço Kazu, na Liberdade

Edgard, o destemido, escolheu o Kama-Tama Udon, servido com um ovo cru, que se mistura à massa e vira uma espécie de carbonara. “Só faltou o bacon”, brincou. Para acompanhar, ele pediu um “tempurá arte” com cebolas, cenoura e batata (mas o de lula ainda é melhor) e oniguiri, bolinho de arroz envolto em alga com o clássico recheio de ameixa japonesa (umeboshi) em conserva.

Senhor Yoshio, o mestre do udon, iniciou projeto com o 'Meu Gohan' na Vila Mariana

Yoshio, o mestre do udon, agradecendo a visita

Para beber você pode escolher uma xícara de Bancha (cortesia), chás frios da casa, cervejas e refris. A gente tomou chá grátis. Só me empolguei muito com os tempurás e minha conta saiu R$ 51, mas valeu muito a pena. Eles aceitam cartões (débito e crédito).

‘Menino de ouro’
Depois do udon, atravessamos a rua para tomar uma cervejinha e provar um petisco do Bar Kintaro, um boteco familiar bem pequenininho, que serve acepipes especiais japoneses preparados pela Dona Líria.

Porção de moela cozida em molho de shoyu, gengibre e cebola da Dona Líria, no Bar Kintaro. Molho de pimenta tem cebola picada.

Moela cozida em molho de shoyu, gengibre e cebola da Dona Líria, no Kintaro. No inverno, o bar também serve oden (legumes cozidos em molho de shoyu e peixe)

Conseguimos uma das duas mesinhas de dois lugares nos fundos e o Edgard recomendou a porção de moela curtida em molho à base de shoyu, cebola e gengibre. Eu gosto de moela grelhada, na farofa, na panela etc. (exceto na canja), mas essa foi a primeira vez que comi moela fria e… (surpresa) estava ótima. Ficou sucesso com o molho de pimenta com cebola picadinha (toque da casa) e a cerveja.

A entrada do izakaya com capacidade para 20 pessoas. No inverno, a casa também serve oden.

A entrada do izakaya, antes de fechar. Capacidade para 20 pessoas, mas sempre cabe mais um.

Kintaro, o “menino de ouro”, é um heroi do folclore japonês, me disseram Edgard e Mario Nagano, outro amigo que adora revelar iguarias da Liberdade e também já tinha me falado desse izakaya. Quem ajuda a Dona Líria no bar são seus meninos de ouro, os filhos Taka e Yoshi (lutadores de sumô), além do Mario, que também trabalha com eles. “Sou o adotado”, disse sorrindo.

O Taka comentou que, no inverno, eles também servem oden (legumes, ovo e tofu cozidos em caldo a base de shoyu e peixe), que provei pela primeira vez no Yakitori. Tá aí outra boa pedida japonesa nos dias frios. Udon e oden. Fechou.

Bar Kintaro
Rua Thomaz Gonzaga, 57 – Liberdade – São Paulo – SP
Telefone: (11) 3277-9124
Site: http://barkintaro.blogspot.com
Horários: Segunda a quinta – 7h30 às 23h; Sexta – 7h30 à 0h; Sábado – 7h30 às 21h
Aceita cartões e TR

Meu Udon
Rua Thomaz Gonzaga, 84/90 (Espaço Kazu) – Liberdade – São Paulo – SP
Telefone: (11) 3203-1588
Horários: Terça à Sábado: 11h30 às 15h30 e 18h às 22h30. Domingos e Feriados: 11h30 às 15h30 e 18h às 21h (Fecha às segundas-feiras, exceto em feriados prolongados)

Pão artesanal fresquinho e sem frescura na Shimura do Shopping Paulista

Pão artesanal fresquinho e sem frescura na Shimura do Shopping Paulista

Achei meio inusitado sentir aquele cheiro gostoso de pão fresquinho no corredor do shopping, mas era isso mesmo. Do lado de uma loja de roupas masculinas saía uma fornada de baguetes e uma cesta de pães franceses da padaria Shimura Pães e Doces, inaugurada há três meses no Shopping Pátio Paulista.

Difícil resistir a uma bela e macia fatia da belíssima rosca de calabresa

Difícil resistir a uma bela e macia fatia da belíssima rosca de calabresa

Logo me aproximei do balcão para conhecer os quitutes do renomado mestre-padeiro e confeiteiro Rogério Shimura, que já foi parceiro de Alex Atala e comanda a Levain Escola de Panificação no Ipiranga.

Muffins de cenoura e chocolate (R$ 4 cada). Tem também limão siciliano e banana.

Muffins de cenoura e chocolate (R$ 4 cada). Tem também limão siciliano e banana.

Além de pães (francês, italiano, baguete etc.) feitos com a técnica levain de fermentação natural, a vitrine exibe doces e bolos convidativos como os muffins (R$ 4 cada) de limão siciliano, chocolate, cenoura e banana. Provei o de limão siciliano agora há pouco e coloquei um pouco de cream cheese por cima pra dar mais uma alegria. Excelente.

Baguete tradicional (R$ 6 cada) da Shimura Pães e Doces.

Baguete tradicional (R$ 6 cada) da Shimura Pães e Doces.

Também não deu pra resistir a uma fatia da suntuosa rosca de linguiça, alta e macia (R$ 45 o quilo) dando um ‘ciao’ na vitrine e a uma baguete tradicional (R$ 6) para viagem.

Muffin de limão siciliano (uma delícia com cream cheese). Ao fundo, o bolinho de banana

Muffin de limão siciliano (uma delícia com cream cheese). Ao fundo, o bolinho de banana

A unidade do Pátio Paulista é a primeira de outras unidades que o mestre-padeiro deve inaugurar em shopping centers, conforme comentou uma das atendentes. Vamos torcer.

Pão italiano dando um 'ciao bello' prateleira. Panificação com técnica levain é forte da casa.

Pão italiano dando um ‘ciao bello’ na prateleira. Panificação com técnica levain é forte da casa.

Ao lado da padaria há duas mesas coletivas de madeira rústica para quem quiser tomar café e comer os pães ou bolos quentinhos por lá mesmo. Hummm! Que delícia.

Shimura Pães e Doces
Shopping Pátio Paulista – Piso Paulista
Rua Treze de Maio, 1947 – Bela Vista, São Paulo – SP
Telefone: (11) 2219-2907


IMG_4447
Essa dica preciosa da amiga Kay Gentile vai para quem gosta de ovo pochê prático e sem erro. Em uma tarde que passamos juntas, enquanto preparava as maravilhosas tartes da Depois de Paris, Kay compartilhou comigo essa técnica das trouxinhas que aprendeu na cozinha do Senac. É só alegria. Vamos nessa:

IMG_4437
Forre uma xícara de chá com uma folha de papel filme, deixando sobrar um pouco nas bordas. O papel filme gruda mesmo na xícara, mas vá com jeitinho, que vai dar certo.

Unte o papel filme na xícara com algumas gotinhas de azeite (ou com manteiga em temperatura ambiente, se preferir).

IMG_4444
Quebre o ovo na xícara e tempere com sal. Pimenta do reino moída na hora e ervas também vão bem.

IMG_4441
Junte as pontas do plástico filme, dê uma voltinha para fechar bem a trouxinha e amarre com um filete de papel filme.

IMG_4443
O legal dessa técnica é que você pode preparar vários pochês de uma vez só. “É assim que  as cozinhas profissionais fazem na hora do brunch”, conta Kay.

IMG_4446
Em uma panela com água fervente (não precisa de vinagre), deposite cuidadosamente a trouxinha, deixando a ponta do plástico filme para fora, na lateral da panela.

Após quatro minutos de fervura, retire a trouxinha da água e a coloque sobre uma colher para ajudar a servir.

Corte a ponta do saquinho com cuidado e coloque seu pochê delicadamente sobre uma torrada ou um prato de lentilha cozida, ou molho de tomates frescos, bacon crocante… hummm… e seja feliz!

Bar da cervejaria artesanal Baladin, em Milão

Bar da cervejaria artesanal Baladin, em Milão

Em 14 dias de aventuras pelo Norte da Itália, você come muita massa e bebe muito vinho. É sensacional, claro. Mas na última noite, depois de pirar na megaloja do Eataly, em Milão, e pegar a maior chuva da viagem, dei de cara com um bar da cervejaria Baladin e aí foi só alegria.

Do cardápio, mezzo italiano mezzo alemão, a escolha foi uma porção de apetitosas salsichas variadas (a de cordeiro estava sensacional) com cebola roxa caramelizada e fritas crocantes pra acompanhar. Harmonia perfeita com a Isaac, a cerveja da qual eu não queria me despedir. Depois, descobri que ela é vendida em São Paulo. É cara, mas dá pra matar a saudade, de vez em quando.

Favorita: Isaac, a cerveja de trigo frutada (Witbier) da Baladin

Favorita: Isaac, a cerveja de trigo frutada (Witbier) da Baladin

No dia seguinte, de malas prontas para ir embora, ainda rolou um passeio na catedral de Milão (belíssimo) e o almoço de despedida no Rifugio del Ghiottone, um restaurante simples e honesto, que recebe os trabalhadores das redondezas. O dono, um senhor alto e simpático, circula pelas mesas conversando com os fregueses e aparece em milhares de fotos enquadradas nas paredes com clientes ilustres, aparentemente famosos locais, que visitam seu restaurante.

Porção de salsichas  mistas com cebola roxa caramelizada e fritas, no Pub da cervejaria Baladin

Porção de salsichas mistas com cebola roxa caramelizada e fritas, no Pub da cervejaria Baladin

Com um menu executivo completo (entrada, principal, sobremesa e café) por 13 euros, o restaurante atrai as pessoas que trabalham na área. E enquanto eu esperava o meu penne com aspargos e tomates (leve e delicioso), observei um comportamento interessante: nas duas mesas com grupos de quatro e cinco pessoas, ao meu lado, nada de celular. Era o intervalo de trabalho e nenhum aparelho estava visível sobre a mesa. Ninguém largou o talher e o bate-papo nem para dar uma espiadinha em algum “whatsapp” da vida.

Bom… guardei meu aparelho na hora e me concentrei no prato, um levissimo penne com molho de aspargos e tomates, e saí de lá levando mais uma importante lição dos italianos sobre apreciar la dolce vita.

Baladin Milano
Via Solferino, 56 (Porta Nuova) – Milão, Itália

Eataly
Piazza XXV Aprile, 10 – Milão, Itália

Il Rifugio del Ghiottone
Viale Monte Grappa, 2 – Milão, Itália

Cozinha dos sonhos em um antigo edifício no bairro de Porta Palazzo, em Torino

Cozinha dos sonhos em um antigo edifício no bairro de Porta Palazzo, em Torino

O apartamento mais legal que encontramos pelo Air BnB na viagem à Itália foi o da querida Valentina, na suntuosa Torino. Em um prédio bem antigo, que deve ter uns 200 anos, ela reformou todo o apê com estilo, preservando um belo ladrilho e arcos de tijolos originais. A sala, sem TV, tinha muitos CDs, livros e uma moto antiga, tipo Harley, como decoração.

Carbonara "tradizionale" num dia chuvoso

Carbonara “tradizionale” na Itália

Na cozinha toda equipada, encontrei diversas receitas com ovos penduradas entre os utensílios e uma mesa para pensar na vida. O quadro em frente, trazia a reflexão em um cartãozinho vermelho: “Pelo menos uma hora por dia, você precisa ser feliz”. Segui o conselho e preparei minha massa favorita: spaghetti à carbonara, com ovos e pancetta comprados no mercadinho do bairro.

Jantar depois da visita ao Eataly de Torino

Preparando o jantar depois da visita ao Eataly de Torino

Logo ao lado do edifício estava o Mercato di Porta Palazzo, um misto de feira da pechincha e feira livre enorme, onde vi uns cogumelos tão grandes que pareciam enfeites de jardim. Pena que choveu muito, todos os dias, e não deu pra aproveitar muita coisa da área, que era tipo um Brás de Torino.

Dolcetto D'Alba de Treiso, (meia garrafa = 3 euros)

Dolcetto D’Alba de Treiso, (meia garrafa = 3 euros)

Em Torino também fiz minha primeira visita a uma loja da rede Eataly, um supermercado da gastronomia italiana, que deve chegar a São Paulo este ano, com uma loja na região do Itaim. Imagina escolher uma massa nesse lugar? É de enlouquecer.

Abobrinha redonda refogada no azeite com sal. Para finalizar, pimenta moída e parmesão no prato

Abobrinha redonda refogada no azeite com sal. Para finalizar, pimenta moída e parmesão no prato

Depois de pirar no Eataly, fiz um jantar para dois: filé com spaghetti all’arrabbiata, pão caseiro de centeio e vinhos do Piemonte para acompanhar (meia garrafa de Gavi, delicioso branco da região, e meia de Dolcetto D’Alba, da cidade de Treiso). Também teve entrada com abobrinha redonda, que foi refogada no azeite e servida com parmesão regiano e pimenta moída na hora. Ficou show.

Slow Food

Sede do movimento Slow Food, na pequena cidade de Bra

Na pequena cidade de Bra, onde nasceu o movimento Slow Food

Aproveitamos a viagem para conhecer a cidade de Bra, na província de Cuneo, onde nasceu o movimento Slow Food. E foi lá, na modesta Osteria Del Chiosco ao lado da estação de trem, que provei a melhor massa da viagem: o ravioli “plin”.

O melhor da viagem: ravioli 'plin' com manteiga e salvia, na Osteria del Chiosco, em Bra

O melhor da viagem: ravioli ‘plin’ com manteiga e salvia, na Osteria del Chiosco, em Bra

O dono do café beliscava o braço dizendo: “Plin! Assim… entende?”. Cheguei a achar que era recheado com pele ou pururuca, mas o belisco é só um jeito de fechar o ravioli com recheio de vitelo, servido na manteiga com sálvia.

Simples, perfeito e barato (7 euros), com uma taça de vinho tinto, o “plin” foi uma beliscada pra lembrar daquela mensagem da cozinha da Valentina. Feliz 2015!

Mensagem na cozinha do apartamento de Torino

Na cozinha do apartamento de Torino, um conselho para a vida

Eataly
Via Nizza, 230/14, 10126 – Torino, Itália
Tel.: +39 011 1950 6801

L’Osteria del Chiosco
Piazza Roma, 35 – Bra, Itália
Tel.: +39 0172 41 2181

Mercato di Porta Palazzo
Piazza della Repubblica, 10.152 – Torino, Itália

Via Pescherie Vecchie, uma das ruas do antigo mercado de Bologna

Via Pescherie Vecchie, uma das ruas do antigo mercado de Bologna

Quando a chuva deu uma trégua fomos passear pelo centro histórico de Bologna, na Piazza del Netuno, na Biblioteca Salaborsa (lugar belíssimo onde se podem ver escavações de ruínas do século VII a.C. pelo piso de vidro) e então resolvemos espiar uma rua estreita do outro lado praça: “Via Pescherie Vecchie”.

Rua reúne bares de vinho, quitandas e empórios com tudo o que a Emilia Romagna tem a oferecer

Rua reúne bares de vinho, quitandas e empórios com tudo o que a Emilia Romagna tem a oferecer

O cenário era encantador. Bancas de verduras e legumes coloridos de um lado, mesinhas com taças de vinho e antepastos do outro e pessoas circulando em uma sequência de antigos empórios e salumerias com o melhor que a Emilia Romagna tem a oferecer. Um verdadeiro museu gastronômico a céu aberto para encher os olhos e a boca d’agua.

Pescheria Del Pavaglione é uma das bancas do Mercato di Mezzo, que foi reaberto pela rede Eataly em abril

Pescheria Del Pavaglione no Mercato di Mezzo, que foi reaberto pela rede Eataly em abril

É nesta rua que se encontra o Mercato di Mezzo, o mais antigo da cidade. O galpão da era medieval que fazia parte do antigo mercado de Bologna, foi reformado e reinaugurado pela rede Eataly, em abril deste ano. No primeiro andar você encontra diversos fornecedores de comidinhas, bebidas e guloseimas a preços amigáveis para degustar em mesas comunitárias.

Sanduba de polvo e escarola em pão feito com tinta de lula da Pescheria Del Pavaglione

Sanduba de polvo e escarola em pão feito com tinta de lula da Pescheria Del Pavaglione

Recomendo os petiscos do mar da Pescheria del Pavaglione, onde provei o espetinho de lula com camarão e o sanduba de polvo e escarola em pão preto feito com tinta de lula. Foi lá que descobri a Isaac, da cervejaria artesanal Baladin, e me apaixonei pra sempre.

Cerveja de trigo Isaac, da Baladin. Amor ao primeiro gole.

Isaac, a cerveja artesanal de trigo da Baladin. Amor ao primeiro gole.

Na saída do mercado vale dar uma espiada na vizinha Salumeria Simoni. Dá vontade de ficar lá admirando os salames, mortadelas, prosciuttos e queijos lindamente expostos atrás do balcão da movimentada loja de esquina.

Clientes na fila da Salumeria Simoni. Vale apreciar a paisagem de salames e prosciuttos atrás do balcão

Clientes na fila da Salumeria Simoni. Vale apreciar a paisagem de salames e prosciuttos atrás do balcão

E se quiser comprar algo bem tradicional para fazer na sua cozinha de viagem, prove o tortellini fresco, que você encontra em todos os empórios, mas vale comparar preços. Comprei 250 gramas, para duas pessoas, por 5 euros. Os bolonheses o preparam cozido no caldo de galinha, mas resolvi improvisar uma versão na manteiga com parmesão. Que delícia.

Preciosidades gastronômicas no Mercado delle Erbe, também no centro histórico de Bologna

Preciosidades gastronômicas no Mercado delle Erbe, também no centro histórico de Bologna

Outra dica para quem é chegado nas compras gastronômicas é o Mercato delle Erbe, que também é próximo à Piazza Netuno. Vale caminhar tranquilamente por entre as bancas de frutas e verduras, cercadas de preciosidades à venda nos empórios.

Mercato di Mezzo
Via Pescherie Vecchie, 14 – Bologna, Itália
+39 051 227798
www.facebook.com/pages/Mercato-di-Mezzo/664060596993131

Mercato delle Erbe
Via Ugo Bassi, 23 – Bologna, Itália
+39 051 230186
www.mercatodelleerbe.it/

Salumeria Simoni
Via Drapperie, 5/2a – Bologna, Itália
http://www.salumeriasimoni.it/

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 1.796 outros seguidores

%d blogueiros gostam disto: