Ceviche de corvina com sementes de romã - ótima opção da Restaurant Week no AK Delicatessen

Ceviche de corvina com sementes de romã - ótima opção da Restaurant Week no AK Delicatessen

A quinzena da Restaurant Week 2009 termina neste domingo. Confesso que não fiz a maratona que gostaria por vários restaurantes bacanas que oferecem menus promocionais em São Paulo, mas tive a oportunidade de provar a deliciosa comida do AK Delicatessen e ainda fazer amigos na fila de espera.

As mesas do restaurante de culinária contemporânea judaica da chef Andrea Kaufmann já estavam todas reservadas quando liguei. Segui a dica de chegar mais tarde. Às 13h45 estava na porta e ainda teria de esperar mais 45 minutos. Desisti… pensei mais uma vez (“Sábado de Restaurant Week, no AK, sem fila, seria um milagre”), dei meia volta, peguei meu livro e resolvi esperar. Estava ali sozinha por um motivo nobre e a espera valeu a pena.

Vinho bom com preço salgado: taça de Alamos Chardonnay (R$ 16)

Vinho bom com preço salgado: taça de Alamos Chardonnay (R$ 16)

Pedi uma taça de vinho. Como uma boa guerreira na fila de espera de um concorrido restaurante, no sábado, eu merecia um bom vinho. O Alamos Chardonnay estava ótimo. Só pequei por não ter visto os preços na carta – ninguém merece pagar R$ 16 por um quarto de garrafa de Alamos.

A espera tornou-se muito agradável, não só pelo vinho, mas pelo simpático casal que conheci na fila. Acácia, uma apaixonada por comida, e seu marido Moisés, trocaram comigo as dicas dos restaurantes que haviam visitado. O papo foi tão bom que mudei de mesa para comer a sobremesa com eles e a Acácia se animou a fazer seu blog, o Delícias da Cacá, com dicas de restaurantes e receitas.

Ótima comida, bom atendimento e visita da simpática chef Andrea Kaufmann aos clientes

Ótima comida, bom atendimento e visita da simpática chef Andrea Kaufmann aos clientes

O AK ofereceu um menu feito exclusivamente para a Restaurant Week – ao contrário de restaurantes como o Nakombi, onde o almoço promocional era praticamente igual ao executivo, incluindo o preço (o serviço era pior).

Escolhi o delicioso Ceviche de corvina com sementes de romã e creme de beringela. A outra opção era a bureka do dia (um folhado húngaro-judaico) com salada. O ceviche estava perfeito. Nem liguei para as folhinhas de coentro.

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A escolha do prato principal foi mais difícil. Estava mentalizando o spaghetti com abobrinha, coalhada seca e perfume de limão (o prato da mesa ao lado estava convidativo), mas não resisti ao frango (coxa e sobrecoxa) com molho tagine e cuscuz marroquinho com legumes. Tenro e saboroso, o cuscuz, segundo a Acácia, deu de dez a zero na opção similar oferecida no menu promocional do Charlô. O comentário foi feito para a própria Andrea, que veio dar um alô simpático aos clientes, no salão do restaurante.

Torta de maçã verde: cítrico e doce fechando o almoço promocional de R$ 26

Torta de maçã verde: cítrico, doce e bate-papo sobre comida com a mesa ao lado no almoço promocional de R$ 26

Para a sobremesa não tive dúvida: torda de maçã verde. Adoro torta de maçã. A outra opção era um pudim de leite com doce de leite. Encerrei minha refeição com os pedaços cítricos da fruta envoltos no doce sabor do creme, mais um expresso e um bom papo com pessoas que adoram comer bem. Foram três horas de felicidade. Esta é minha boa lembrança da primeira edição da Restaurant Week 2009.

Ainda voltarei ao AK para provar o “Chupe peruano da Kuky”, uma sopa incrementada com camarões, arroz, ovo pochê e queijo. Segundo minha amiga Mariana Laham, fã do AK, a receita foi guardada a sete chaves por muitos anos antes de ser revelada à chef. Em breve contarei esta aventura por aqui.

AK Delicatessen – Rua Mato Grosso, 450, Consolação. Tels.: (11) 3231-4497/3129-7359.

O suflê da boa lembrança

janeiro 18, 2008

Por Luiz Minervino*

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(Suflê de queijo com alho-poró do Restaurante Marcel)

Sei que não estamos na época mais propícia do ano para falarmos de suflês, um prato típico francês, de forno, portanto pesado e aconselhável para dias frios.

Mas, para começar, devo dizer a vocês que sou um fanático seguidor da Associação da Boa Lembrança. O nome já diz quase tudo, mas a história merece ser contada com alguns detalhes.

Quando visitamos um lugar diferente, conhecemos alguém interessante ou assistimos a um filme genial, sempre guardamos um souvenir. Seja uma fotografia, um cartão ou um ticket usado. Por que não fazer isso quando degustamos um prato criativo e bem preparado?

A idéia é de Danio Braga, fundador e vice-presidente da Associação dos Restaurantes da Boa Lembrança. Inspirado pelos costumes que trouxe da região onde nasceu, a Emilia Romagna, e de Parma, sua cidade natal, Danio resolveu estimular, aqui no Brasil, o hábito de se levar uma lembrança simpática depois de uma boa refeição. Aliás, mais do que um simples souvenir, o Prato da Boa Lembrança é uma peça de arte, digna de ser colecionada.

O modelo é muito similar ao da Unione Ristoranti Buon Ricordo, que anualmente lança um guia com todos os restaurantes que oferecem os pratos da boa lembrança na Itália. Hoje, os associados incluem restaurantes de outros países (Japão, Áustria, França e Luxemburgo).

A Associação dos Restaurantes da Boa Lembrança conta hoje com dezenas de casas entre seus membros. Um número que tende a crescer dia após dia, seja pelo caráter ético do seu estatuto, seja pela nobre proposta de fazer com que ocasiões especiais façam parte da memória afetiva de uma infinidade de pessoas. Entrarei com mais detalhes sobre a associação num futuro post.

Numa das minhas várias idas ao site da associação para checar a chegada de novos pratos, vi que o bistrô Marcel tinha trocado sua receita. No mesmo dia, fui almoçar lá, sozinho mesmo, para aumentar minha coleção. O prato é o Suflê de Queijo Brie com Alho-Poró. Que coisa! Uma leveza como eu nunca tinha visto…

Costumo ir sempre no Marcel, restaurante tradicional francês, com quase 50 anos, especialista em suflês, mas onde prefiro pedir outros pratos típicos como o ótimo steak tartar, por achar o suflê um prato pesado. Por isso é oferecido em dois tamanhos.

Por que demorei tanto para provar os suflês??? Esse é sensacional, já que traduz exatamente seu nome – o queijo é bem percebido e o alho–poró não deixa que ele fique enjoativo.

Restaurante Marcel  – Rua da Consolação, 3.555, Jardins. Tel.: (11) 3064-3089. Rua Hans Oersted, 115,  Brooklin Novo – São Paulo. Tel: (11) 5505-2438.
Av. Hist. Raimundo Girão, 800, Praia de Iracema – Fortaleza. Tel: (85) 3219-7246 / 6767

*Luiz Minervino é economista e adorador da alta gastronomia. Poucos minutos após conhecer o Braun Café nos presenteou com este delicioso toast. Descobri que ele tem 42 pratos da Boa Lembrança! E eu que achava que meus nove já eram demais…

Eu quero Mocotó…

outubro 16, 2011

Trio Mocotó: chips de mandioquinha, torresmo crocante e cerveja na espera

O Mocotó Restaurante e Cachaçaria, especializado na culinária nordestina, é um dos patrimônios gastronômicos de São Paulo. Basta observar a multidão que se forma na calçada, em frente à casa da Rua Nossa Senhora do Loreto, na Vila Medeiros, às 12h10 – o bar abre ao meio-dia – para perceber que o negócio é sério.

Já conhecia a fama do local aberto de 1973, e da fila formada por pessoas de todos os cantos da cidade atrás dos quitutes reinventados pelo simpático chef Rodrigo Oliveira. O filho do querido senhor José Oliveira de Almeida, o ‘Seu Zé Almeida’ com quem tive a honra de tomar uma cervejinha antes de ir embora, fez um excelente trabalho.

Imperdíveis dadinhos de tapioca com molho agridoce e 'caipiroska'

Cheguei ao Motocó no dia 12 de outubro após uma longa jornada, que começou dois anos antes, com um convite da querida Jô Elias. Conversa vai, correria vem e, finalmente, a Jô puxou o bonde.

A busca pelo santo Mocotó, no entanto, é uma missão para botequeiros de coração puro. Saímos às 11h da Zona Sul, munidos de GPS, e chegamos dez minutos após a abertura do local para garantir uma távola, que só chegou duas horas depois.

Mix de limões (siciliano, tahiti e caipira) com cachaça

A espera faz parte da programação. Aproveite para bebericar deliciosas caipirinhas como as de jabuticaba, frutas vermelhas ou mix de limões, cervejas de garrafa, sucos naturais como o de caju ou abrir o apetite com a carta de cachaças especiais.

Para iniciar os trabalhos, recomendo os deliciosos dadinhos de tapioca com queijo, acompanhados de molho agridoce,   torresminhos crocantes e chips de mandioquinha. Peça também a saborosa cumbuquinha carne de panela , acompanhada de pão francês, e o petisco de Torresmo, que derrete na boca.

Saborosa porção de carne de panela acompanhada de pão francês

As porções são ótimas, mas guarde espaço para os pratos principais. Entre as iguarias da casa estão a Carne de sol na chapa com pimenta biquinho, Baião de Dois e Mocofava (favas cozidas no caldo de mocotó). Pratos como o baião e a mocofava têm porções de ‘mini’ a ‘grande’, de acordo com o número de pessoas e o tamanho da fome.

Destaque para a suculenta Costelinha de Porco à moda, servida aos sábados. A costelinha de porco é desossada, recheada com pernil e servida com abacaxi dourado na manteiga, mandioca cozida e molho de mel de engenho. Sensacional.

Carne de sol na chapa com pimenta biquinho

Dificilmente você vai escapar das sobremesas. Prepare-se para escolher entre a mousse de chocolate com cachaça, o crème brûlée de doce de leite e sementes de umburana (fruta da caatinga) e o famoso pudim de tapioca. A vantagem de ir em uma turma de dez amigos é poder experimentar as três.  Que felicidade.

Dizem que o Mocotó já foi mais barato, mas acheo o preço justo. Após três horas petiscando, bebericando e comendo do bom e do melhor, a conta saiu R$ 76 por cabeça.

Seu Zé
Provei os doces meio na pressa pois o “Seu Zé Almeida” me convidou para “tomar uma” na padaria ao lado do Mocotó, que estava mais tranquila. Bebericando uma pequena dose do digestivo Undemberg e fumando seu cigarrinho, Seu Zé me ofereceu uma Original e mostrou o açougue na esquina, quase em frente ao bar, onde tudo começou. “Hoje tenho 54 funcionários. Todos registrados”, frisou.

Mousse de chocolate com cachaça entre as doces tentações

O proprietário do Mocotó se preocupa com os clientes que desistem de ir ao bar quando se deparam com a fila na calçada e contou que vai abrir o terceiro andar da casa, no terraço, em breve.  A fama do Mocotó já lhe rendeu convites para a abertura de filiais na Zona Sul, mas Seu Zé, que mora há menos de um quarteirão do bar, não arreda o pé da Vila Medeiros. Olhei a fila na porta, às 15h30 da tarde, e disse “Pode ficar tranquilo Seu José. As pessoas não arredam o pé do seu bar”.

Crème Brûllée de doce de leite com sementes de umburana e pudim de tapioca

Prato da Boa Lembrança: No meio do almoço descobri que o Mocotó é um dos 11 restaurantes de São Paulo que integram a Associação dos Restaurantes da Boa Lembrança. A notícia é boa, mas já era gula demais pedir o prato para minha coleção. Como dizem os pernambucanos, “Pronto”. Está aí mais uma ótima razão para voltar rapidinho ao Mocotó.

Mocotó – Restaurante e Cachaçaria
Av Nossa Senhora do Loreto, 1100 – Vila Medeiros – São Paulo – SP.
Tel.: (11) 2951-3056

Horários: Segunda a sábado das 12h às 23h. Domingos e feriados das 12h às 17h
Para chegar de carro ou transporte coletivo: http://www.mocoto.com.br/contato.html 

Bom de mesa

agosto 17, 2008

Quem gosta de colecionar o Prato da Boa Lembrança já pode preparar o bolso e mais espaço em algum cantinho da casa. Nos dias 26, 27 e 28 de agosto acontece o 5º Festival São Paulo Bom de Mesa, com menus especiais em nove restaurantes bacanas da capital.

O evento da Associação dos Restaurantes da Boa Lembrança agita um encontro de chefs da casa e convidados que trazem sabores de todo o Brasil. Este ano, o tema envolve os 100 anos da imigração japonesa e cada prato deve conter um ingrediente típico do Japão.

O preço do menu completo (com direito ao prato de cerâmica, mas sem bebidas) varia de R$ 85 reais no Arábia, que traz o chef Celso Freire do restaurante Boulevard, de Curitiba (PR), a R$ 120 no Terraço Itália, que abre espaço para o chef Dantas do Maracangalha, de São Luiz do Maranhão (MA). Só de espiar os menus dá pra sacar que o valor é bem justo. Boa oportunidade de conhecer algumas fusões bem interessantes.

A lembrança do festival é do Luiz Minervino, colecionador inveterado dos pratos, que enviou a dica ao Braun Café e já deve estar preparando um espaço na parede da sala para novas aquisições.

Veja a lista dos participantes do 5º Festival São Paulo Bom de Mesa 2008:

Amadeus – A chef Bella Masano recebe o chef André Saburó do restaurante Quina do Futuro (Recife)
Menu Festival (servido apenas no jantar, terça a quinta, das 19h à 0h) – Vieiras com massago (ovas), nori (algas) e flor de sal;  Camarões e cubos de salmão ao molho quente de saquê licoroso; Robata de polvo com azeite de paprica doce e Atum levemente marinado com limão siciliano e redução de shoyu premium.
Preço: R$ 145 o cardápio em 5 etapas incluindo uma sobremesa.
Amadeus – Rua Hadock Lobo, 807 – Cerqueira César (SP). Tel.: (11) 3061-2859.

Arábia – A chef Leila Youssef Kuczynski recebe o chef Celso Freire do restaurante Boulevard (Curitiba)
Menu do Festival (servido só no jantar) – Entrada: ovo poché com pure de verduras, crocante de pão arabe e azeite epicé.  Prato principal I: Ravioloni de rim de vitela com coalhada seca e jabá. Prato principal II: Paleta de cordeiro confit com molho de alho doce, pure de lentilha e crocante de cebola. Sobremesa: Brochette de frutas grelhadas, com calda de especiarias e sorbet de romã.
Preço: menu completo por R$ 85. Prato principal: R$ 55.
Arábia – Rua Haddock Lobo, 1397 – Cerqueira Cesar (SP). Tel.: (11)3061-2203.

Cantaloup – O chef Renato Carioni recebe a chef Simone Bert do restaurante Wanchako (Maceió)
Menu Festival (servido só no jantar) – Entradas: Cebiche triplo (peixe, polvo e camarão) curtidos no limão, com salsa de aji amarillo (pimenta peruana), acompanhado de batata doce e uma pasta de polvo levemente picante). Prato Principal : File de peixe grelhado com lula e camarão sobre pasta de umitas (pasta de milho), em uma salsa de cebola levemente picante, com calda de aji panca (tempero peruano). Sobremesa: Torta fria de manga.
Preço: R$ 102 por pessoa.
Cantaloup – Rua Manoel Guedes, 474 – Itaim Bibi (SP). Tel.: (11) 3078-3445.

Empório Ravióli – Roberto Ravioli recebe o chef Massimo Battaglini da Osteria Mattiazzi (Belo Horizonte)
Menu Festival (servido no almoço e no jantar) – Entrada: Insalatina ai frutti di mare e scaglie di sedano, sú borlotti nostrani (Saladinha de frutos do mar com lascas de salsão sobre feijões rajados). Prato Principal:  Stinco  d’agnello con purea di zucca al balsamico stravecchio (Stinco de cordeiro com pure de abobora com balsamico extra velho).
Preço: R$ 95 por pessoa .
Empório Ravióli – Rua Ramos Batista, 390 – Vila Olimpia (SP). Tel.: (11)3846-2908.

Marcel – O chef Raphael Durand Despirite recebe o chef Juarez Campos do restaurante Oriundi (Vitória)
Menu Festival (servido somente no jantar) – Entradas: Salade Niçoise ma faço e Bouillabaisse Capixaba. Prato Principal: Boeuf A La Bourguignone ” Sous-Vide”(Cozido em vinho tinto à baixa temperatura e à vácuo acompanhado de mousseline de batatas trufadas). Sobremesa: Riz Imperatrice Brullée Arroz doce com frutas cristalizadas e aromas cítricos com uma fina camada de açúcar caramelizado.
Preço: R$ 98 por pessoa.
Marcel – Rua da Consolação, 3555 – Jardim Paulista (SP). Tel.: (11) 3064-3089.

Nakombi – A chef Lucien Taira recebe o chef Paulo Góes do restaurante Montagú (Rio de Janeiro)
Menu Festival (servido somente no jantar) – Entrada: Atum empanado com shitake , acompanahdo de salada de palmito, caviar de  tapioca, mel de wasabi  e azeite de curry. Prato Principal: Magret de pato marinado com shoyu e vinho do porto acompanhado de muffim de cogumelos. Sobremesa: Mousse de chocolate branco servida com coulis de manga e gengibre e goiaba confit.
Preço: R$ 90 por pessoa.
Nakombi – Rua Pequetita, 170 – Vila Olimpia (SP). Tel.: (11) 3845-9911.

Supra – O chef Mauro Maia recebe a chef Mônica Rangel do restaurante Gosto com Gosto (Visconde Mauá)
Menu Festival (servido no almoço e no jantar) – Couvert completo (pães diversos, incluindo o verdadeiro Pão de Queijo de Minas com manteiga fresca especial temperada com sal de Guérande), Piattino di Legumi e Formaggio Caprino Marinati (legumes e queijo de cabra fresco marinados) e Pasta Sorpresa dello Chef (degustação de massa recheada com milho verde e queijo da Serra da Canastra). Antepasto: Polenta con Salsiccia Casalinga di “Minas” in Umido (Polenta amarela com lingüiça caseira produzida no sudoeste de Minas ao molho de tomates frescos e legumes). Prato de Massa: Tortelli di Pollastra Campesina e “Ora-pro-nobis” in Brodo  (Massa com recheio de galinha caipira e ora-pro-nobis servida em suculento caldo de galinha clarificado finalizado com um leve toque de cachaça mineira artesanal envelhecida). Sobremesa: Budino di Gorgonzola Dolce in Salsa di Guaiava (Pudim de queijo  gorgonzola doce servido sobre fino disco de massa, com calda de goiabas vermelhas quente).
Preço: R$ 110 por pessoa.
Supra – Rua Araçari, 260 – Itaim Bibi (SP). Tel.: (11) 3071.1818.

Terraço Itália – O chef Samuele Oliva recebe o chef Dantas do restaurante Maracangalha (São Luiz)
Menu Festival (servido somente no jantar) – Entrada: Salada de Camarão Rosa com Cubos de Queijo Coalho e Manga, Gengibre e Gergelim Preto. Prato Principal:  Risoto de Cuxá com Cubos de Tofú Marinado no Shoyu e farofa de Camarão Seco. Sobremesa: Gateau com Línguas de Bacurí.
Preços: menu completo por R$ 120.  Prato principal por R$ 75.
Terraço Itália Restaurante – Av. Ipiranga, 344, 41º Andar – Centro (SP). Tel.: (11) 2189-2929.

Vinheria Percussi – Silvia Percussi recebe o chef Auricélio Romão da Pousada do Zé Maria (Fernando de Noronha)
Menu Festival (servido no almoço e no jantar) – Entradas: Cornetto Di Mare (Ceviche de cavala e atum de Noronha marinados e temperados e Noce di Capesante (Vieira com molho de vôngoles servida com cebola e quenelle de berinjelas). Prato Principal: Tagliolini neri com cicale del mare (Massa fresca artesanal preparada com tinta de lulas e servida com molho de cavaquinhas). Sobremesa: Sformato di jaca (Flan cremoso de jaca com sorvete de tapioca).
Preço: menu completo por R$ 99. Prato principal: R$ 69.
Vinheria Percussi – Rua Cônego Eugenio Leite, 523 – Pinheiros (SP). Tel.: (11)3088-4920.

Caminho para a Índia

abril 20, 2008


(O delicioso caminho para a Índia, do lado de casa. Foto: Divulgação)

Nem sempre é fácil fazer um pedido em três pessoas, especialmente diante do vasto cardápio de um restaurante indiano. Há algumas semanas estive no meu vizinho, o Tandoor, com duas amigas e fizemos o que eu chamo de pedido perfeito. Todas ficaram muito satisfeitas e sobrou apenas a boa lembrança para contar a história.

Tandoor é um forno côncavo feito com um barro especial do Norte da Índia onde são preparadas carnes assadas no espeto ou o naan, um pão achatado como o sírio, assado nas bordas do forno. Ele é servido quente, bem macio e seu sabor levemente adocicado casa muito bem com molhos chutney, de iogurte com hortelã, de tamarindo e outros servidos de entrada. Você pode variar pedindo o naan de alho, mas não dispense os molhinhos.


(Frango e naan: especialidades do forno de barro. Foto: divulgação)

Para beber, se não estiver a fim de um chardonnay ou de uma cerveja leve, que harmonizam muito bem com a temperada comida indiana, peça o Lassi – yogurte batido com groselha que leva essência de rosas e que tembém tem uma versão batida com sal. Quem já esteve na Índia recomenda o yogurte para rebater os efeitos dos inevitáveis pratos apimentados de lá. Nós pedimos o Sherbet, refresco simples com a groselha vitaminada indiana.

Degustando o naan fica mais fácil estudar o cardápio de um restaurante indiano. Digo estudar mesmo porque você se depara com praticamente todas as carnes, peixes e vegetais preparados das mais variadas formas e de difícil pronúncia. Escolhemos o Saagwala Gosht (carneiro cozido em purê de espinafre, tomate e gengibre), o Vegetable Curry Mix (vegetais ao molho curry), uma porção de arroz branco e o Murg Tikka Masala (cubos de frango lentamente assados no tandoor com cebola e especiarias).


(Entrada do Tandoor, bom preço e ótima comida. Foto: divulgação)

O “lentamente assados” nos custou uma espera maior do que a habitual, mas valeu a pena. Os cubos de peito de frango com cebola estavam tenros e deliciosos, como todo o pedido. Para arrematar pedimos uma porção de Kesari pullao, o arroz, desta vez com especiarias – o vermelho intenso e o consequente sabor dão mais graça ao acompanhamento.

O pedido não tinha nada apimentado, mas quem quiser arriscar já encontra a sinalização dos picantes no cardápio. Ao final da refeição, o trio ficou satisfeito. Reparei que, apesar dos temperos fortes, a comida era leve e não me deixou com azia, como já aconteceu no querido Gopala Prasada, popular vegeta-indiano da cidade. Prefiro sair do restaurante com lembranças da Ásia, com ‘s’.

A conta do banquete foi justa: R$ 40 por pessoa. Pulamos a sobremesa e não pedimos bebidas alcóolicas, mas o preço é inferior ao de concorrentes como o Govinda ou o Ganesh. E quem trabalha pelas redondezas ainda pode pagar menos. No almoço, durante a semana, das 12h às 15h (exceto nos feriados) é servido um buffet das especialidades, que custa R$ 20 por pessoa.

Tandoor – Rua Dr. Rafael de Barros, 408, Paraíso. São Paulo. Tel: (11) 3885-9470.

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