Rolé Di Buteco

agosto 18, 2008


(Caldinho de frutos do mar, bolinho de camarão e o ‘rolé pelo subúrbio’)
*

Quando recebi o e-mail do Alê Scaglia com a lista dos participantes do primeiro Comida Di Buteco no Rio de Janeiro, o que eu mais queria era pegar a primeira ponte aérea ou me teletransportar.

Quem está no Rio ou pretende passar por lá até 31 de agosto terá a oportunidade de visitar ao menos um dos 31 botecos participantes do Comida Di Buteco. O festival criado em Belo Horizonte – onde já chegou à 9ª edição em maio – deve agitar São Paulo em outubro.

Os cariocas capricharam nas iguarias que inspiraram muitos botecos paulistanos. O Braun Café teve a felicidade de visitar alguns dos bares selecionados no Rio, em outros carnavais. O Bar Urca concorre com um Caldinho de frutos do mar (hummm… água na boca), o querido Jobi vai de caldinho de feijão, o Bracarense com Bolinho de Camarão com Aipim e Catupiry e o Belmonte aposta na Canjica com carne-seca.

Mas essa lista de botecos é uma provocação, um desafio… um objetivo de vida. Não posso deixar de conhecer um bar chamado “Enchendo Linguiça” – ele concorre com joelho de porco – ou o “Boteco Salvação”, que entra com espetinho de mignon acompanhado de farofa e ‘molho campana’ (é vinagrete belo!).

Fiquei muito curiosa para saber do que se trata a porção “Um rolé pelo subúrbio”, que o Original do Brás detalha da seguinte forma: “rolé ouriçado com molho de Bohemia Escura em mini-baías de guanabara”. É isso aí.

Só posso torcer para que muita gente consiga passar pelo Rio até o final do mês e que os locais se esbaldem. Já estou até memorizando a seleção de botecos para as próximas noites cariocas.

*Fotos: divulgação

Leblon na pressão

agosto 21, 2006

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O bairro do Leblon, onde a vida é uma novela das oito, abriga alguns dos mais tradicionais botecos do Rio, que os paulistas reproduziram bem, embora os originais preservem iguarias que valem cada centavo da viagem.

Lá você se depara com o Bracarense (o ‘Braca’) e sua delícia de camarão, uma empadinha que tem dois camarões entrelaçados no topo e vem recheada com camarões-rosa e catupiry. Peça uma, tenha paciência se demorar porque eles assam a delícia na hora, dê uma mordida, vire na direção do Cristo Redentor, agradeça aos céus e peça mais uma. Já chope do Braca – aguado, muito gasoso e servido em copo de suco – não estava a altura das delícias do balcão.

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Esta é a segunda vez que faço um tour por alguns botecos do Rio – e todos servem chope Brahma (vire-se novamente na direção do Cristo…) – e percebo que o conceito de chope dos paulistas difere nos quesitos harmonia e colarinho. Os amigos cariocas explicam que chope com colarinho acima de um dedo é considerado desperdício. Quer espuma meu camarada? Então peça “na pressão” sempre.

No clássico bar e restaurante Jobi, a pressão funcionou muito bem. Aliás, o Jobi tem uma das cozinhas de boteco mais extensas e competentes que conheço. Do balcão deste lotado boteco no estilo alemão saem tanto excelentes patinhas de caranguejo à milanesa como um sanbuba de filé com queijo no pão francês, que derrete na boca. Jobi Jobá!

Dica de outras viagens ao Rio, o Boteco Belmonte, faz uma senhora empadinha aberta de catupiry e carne seca. O chope (na pressão… rs) é ótimo. E os caras do Belmonte Leblon até criaram um serviço de van para carregar os botequeiros, da Barra da Tijuca ao Leme. Devia virar lei.

Como a maiora dos botecos e restaurantes cariocas fecham cedo, o point da madrugada é a Pizzaria Guanabara – a do Leblon, recomendam os locais e brothers na ponte aérea como Laham. Até 7 da manhã é possível tomar um bom chopinho. A pizza ficou para a próxima viagem.

Bracarense: Rua José Linhares, 85 B. Tel.: (21) 2294-3549
Jobi: Av. Ataulfo de Paiva, 1166-B. Tel: (21) 2274-0547
Belmonte Leblon: Rua Dias Ferreira, 521. Tel: (21) 2294-2849
Pizzaria Guanabara: Av. Ataulfo de Paiva, 1228. Tel: (21) 2294-0797

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