Cozinha aberta do novo Arimbá: culinária caipira de raiz tem pratos feitos na roda de arado.

Cozinha aberta do novo Arimbá: culinária caipira de raiz tem pratos feitos na roda de arado.

Neste sábado (12), a chef Angelita Gonzaga abre as portas de sua nova cozinha caipira de raiz, no bairro da Vila Pompeia. Batizado com o nome dos potes de barro onde os tropeiros guardavam doces, o Arimbá reúne pratos das cozinhas tropeira, campeira e caipira sob o comando da chef capixaba. Este é o segundo projeto da chef capixaba, que deixou o restaurante Garimpos do Interior, em fevereiro do ano passado, e agora abre o Arimbá com mais três sócios.

Angelita serve o Rojão, espeto gigante de carne suína feito na roda de arado.

Angelita serve o Rojão, espeto gigante de carne suína, que é uma das opções de entrada.

O Braun Café esteve por lá esta semana para conhecer o restaurante em fase de teste. Na entrada, você já sente o aroma do fogão à lenha em uma cozinha aberta onde a chef capixaba, que deixou -Garimpos do Interior, prepara o rojão (espeto gigante de carne suína, R$ 39,90), milho assado (R$ 5,50) e pratos feitos no disco de arado. “Quando a roda de ferro perde o corte é usada na cozinha. Vira um frigideirão”, ela conta enquanto dá um agito da cozinha.

Limonada 'Calminha' com capim limão é uma das opções sem álcool ao lado do clássico guaraná Cotuba.

Limonada ‘Calminha’ com capim limão é uma das opções sem álcool ao lado do guaraná Cotuba.

Entre as opções para bebericar estão caipirinhas, as ‘marvadas’ (cachaças aromatizadas como a de mexerica e cambuci) e cervejas artesanais brasileiras (Capitu, Revenge, Divina e Bacuri) selecionadas pela sommelier Paty Albehy. Dos não alcoólicos vale provar a ‘Calminha’, limonada com capim-limão (R$ 7,80) e o clássico guaraná Cotuba, do interior de SP.

Porção de bolinhos de galinha do Arimbá. Pastel de angu com queijo também é boa pedida

Porção de bolinhos de galinha do Arimbá. Pastel de angu com queijo também é boa pedida.

Abrimos os trabalhos com a porção de bolinhos de galinha e farinha de milho, bem sequinhos. Casou bem com a pimentinha da casa e uma Original (R$ 11,50 a garrafa). Outra porção sensacional é o pastel de angu com recheio de queijo, que a Angelita também oferecia no cardápio do Garimpos do Interior. É meu favorito.

Cachaça aromatizada com mexerica e cambuci é uma das opções de 'marvadas' do cardápio.

Cachaça aromatizada com mexerica e cambuci é uma das opções de ‘marvadas’ do cardápio.

O principal foi o Matuto, delicioso ensopado de feijão manteiga e carne de costela (R$ 39,90) com farofinha de milho. Para completar, pedi uma couve refogada. As porções são bem servidas e rolam até para três pessoas. E tem opção para os vegetarianos: Moquequinha de palmito fresco e banana da terra, com vinagrete de pimenta de cheiro e arroz.

Matuto: ensopado de feijão manteiga com carne de costela e  farofa de milho com toucinho para acompanhar.

Matuto: ensopado de feijão manteiga com carne de costela e farofa de milho para acompanhar.

Já aviso que é um pouco difícil escolher um prato entre as opções apetitosas do cardápio. Eu e o querido amigo Fábio Almeida, que me acompanhou no jantar e fez a linda foto de abertura aqui do post, ficamos de olho nos pratos feitos no disco de arado, como o ‘Arroz Bêbado’ com toucinho, linguiça na cachaça e couve, e o ‘Chuletão’.

Nova casa na Vila Pompeia também oferece quitutes como bolinhos de chuva no 'Café Caipira', das 16h às 18h.

Casa também oferece o ‘Café Caipira’, com quitutes como bolinhos de chuva, das 16h às 18h.

Finalizamos com um café coado na mesa, à moda caipira. Falando nisso, gostei da ideia do Café Caipira, servido das 16h às 18h, com sabores da infância. Tem bolinho de chuva, bolo de fubá, queijo da Serra da Canastra e até Toddy batido gelado. Hummm. É pra voltar sempre.

Arimbá Restaurante
Rua Ministro Ferreira Alves, 464-B – Pompéia – São Paulo – SP

Aberto de Terça a Sexta das 16h às 23h.
Sábado, domingo e feriados, das 12h às 18h.
Tel.: (11) 3477-7063 / 3477-7064
No Facebook: Arimbá Restaurante

"Jantar Secreto": cozinha autêntica, sem frescuras, com petisco, entrada, principal e sobremesa harmonizados com cervejas especiais.

“Jantar Secreto”: cozinha autêntica, na sala de estar,  harmonizada com cervejas especiais.

Imagine que você resolveu sair para jantar à dois, assim, sem reservar, em um restaurante que está bombando na cidade, uma quinta-feira chuvosa depois de um temporal daqueles. E depois do mau-humor da espera, do vinho e da comida talvez nem tão incrível assim, chega a conta nada romântica. Pavor? Rebobine…

Agora você está na porta de uma casa na Aclimação. O endereço foi revelado na noite anterior. Você não sabe o que vai comer, beber ou quem vai sentar-se ao seu lado para te acompanhar na aventura. Na sala de estar, uma charmosa mesa à luz de velas te espera para revelar deliciosos sabores em um menu completo e autêntico, de “memórias gustativas”, cuidadosamente harmonizado com cervejas importadas. O cenário melhorou né? Então bem-vindo ao “Jantar Secreto”.

Canapés de linguiça Blumenau com pepino, mostarda escura e cebolinha em pão de milho

Canapés de linguiça Blumenau com mostarda escura, pepino e cebolinha em pão de milho

Naquela quinta-feira estávamos em cinco. Eu, um casal de amigos do coração, e outro jovem e simpático casal, que ficou ouvindo todas as nossas histórias de viagens pela Itália.

A querida sommelier, Larissa Januário, deixou todos à vontade com sua simpatia e espontaneidade enquanto nos apresentava a primeira cerveja: uma Ballast Point Pale Ale dourada e aromática, feita em San Diego (EUA). Cozinheira de mão cheia, Larissa veio “du Goiás”, ama pequi e também sabe fazer cerveja, mas não quer se arriscar a servir suas criações. “Se alguém disser que não gostou da minha cerveja, não vou suportar”, confessou dando risada.

Pale Ale, da Ballast Point, para acompanhar os petiscos

Pale Ale, da Ballast Point, para acompanhar os petiscos

Começamos com um petisco alemão: canapés de linguiça Blumenau fresca com mostarda escura, uma fina fatia de pepino e cebolinhas para refrescar, em pão de milho torradinho. O chef, Gustavo Rigueiral, apaixonado por novos sabores e ingredientes frescos, contou que a ideia surgiu com a Larissa durante um jogo da Copa. O resultado do jogo com a Alemanha a gente não comenta, mas o petisco era saboroso e leve. E quando faltava aquele último canapé no prato, naquele momento “vai que é tua”, veio uma segunda rodada. Um refil de alegria.

A entrada e sua cerveja acompanhante foram um dos pontos altos do jantar, na minha opinião. Lá estava eu falando da cervejaria Baladin, pela qual me apaixonei na Itália, quando Larissa sai da cozinha com uma garrafa de Baladin Wayan nas mãos. “Não acredito!”, exclamei. Depois de provar a cerveja artesanal com especiarias fiquei mais emocionada ainda.

O chef Gustavo explicando a entrada incrível do jantar e a sommelier Larissa que me surpreendeu com a  cerveja italiana Baladin Wayan

O chef Gustavo explicando a entrada incrível do jantar e a sommelier Larissa que me surpreendeu com a cerveja italiana Baladin Wayan

Da memória de infância, em Santos, e do cuscus paulista da esposa, Gustavo tirou um casamento de casquinha de siri e cuscus cremoso com brotinhos de coentro e vinagrete de cebola roxa com pimenta biquinho. Era pra comer de colher, literalmente. O ácido e crocante da cebola mesclado à suavidade do siri no cremoso cuscus-casquinha, com brotinhos delicados por cima eram tudo de bom. Equilibrado, reconfortante e perfeito com a explosão de sabores da Wayan.

No prato principal, mais revelações. Já ouviu falar de “flat iron”? Pouca gente conhece esse corte dianteiro do boi porque que a maioria dos açougues não oferece, mas vale procurar em casas especializadas (o Paladar escreveu sobre o tema em outubro. Veja aqui). O prato veio embalado pela floral Mermaid’s Red, red ale californiana da Coronado Brewing.

Entrada triunfal: casamento de casquinha de siri e cuscus paulista com vinagrete de cebola roxa, pimenta biquinho e brotos de coentro

Entrada triunfal: casamento de casquinha de siri e cuscus paulista com vinagrete de cebola roxa, pimenta biquinho e brotos de coentro

Para acompanhar o filé bem macio e de sabor marcante, foi servido um leve purê de milho com folhinhas de cambuquira e um molho com pequi. E aí o Gustavo revelou que torcia o nariz para o fruto e chegava a sair de casa quando a Larissa prepara algum prato com o ingrediente. Mas um belo dia, o chef descobriu que pequi vai bem com ingredientes lácteos e aí surgiu uma nova chance para o pequi. A gente adorou experimentar. Não sobrou um pedacinho de filé no prato.

A red ale californiana Red Mermaid's acompanhando o "iron flat", um filé especial com purê de milho e molho de pequi

A red ale californiana Red Mermaid’s acompanhando o “iron flat”, um filé especial com purê de milho e molho de pequi

Por fim, quando você acha que já descobriu tudo do jantar secreto, vem a sobremesa. Primeiro, todos recebem marmitinhas de alumínio fechadas e suas taças são servidas com a trappiste Gregorius, escura e potente (9,8% de grau alcóolico). E então o chef dá “ok” para abrirmos as marmitas e descobrirmos a rabanada de brioche, sua versão da memória natalina, com calda de creme e cumaru, a baunilha da Amazônia. Enquanto servia a calda em um bule, Gustavo falava da manteiga de pistache, que você vai descobrindo quando passa a colher no fundo da marmita. E a cerveja dos monges só intensifica os sabores. O resultado é divino e você não quer que acabe.

Sobremesa na marmita: Rabanada de brioche com calda de cumaru sobre manteiga de pistache.

Sobremesa na marmita: Rabanada de brioche com calda de cumaru sobre manteiga de pistache.

Aproveito para revelar que já conheço dos anfitriões há um bom tempo. A Larissa, das coberturas de tecnologia e depois no mundo dos blogueiros. Ela com o Sem Medida, que virou um espaço on-line de gastronomia, e depois o Gustavo com o Chef-à-Porter, nome de sua empresa de catering, tortas e pães. Tempos depois, a gente se encontrou na rua e descobri que eles tinham se mudado para o meu prédio. Adorava subir no nono andar pra ficar batendo papo com esses vizinhos. Era raro sair de lá sem uma marmitinha.

Quando soube do “Jantar Secreto”, que já teve 26 edições neste ano de estreia, já vibrei com a ideia. E ainda tive a felicidade de conhecer a cozinha autoral do Gustavo e o lado sommelier da Lara com os amigos Alê e Fabi, que também conhecem o casal de longa data. Sim. O mundo é um ovo de codorna bem temperado.

A experiência toda, com harmonização de cervejas, custa R$ 130. Sem as cervejas sai por R$ 90. As reservas são feitas pela plataforma Food Pass em algumas datas por mês (fique de olho). Se preferir levar vinho, a rolha não é cobrada, e se tiver restrições alimentares, o chef adapta o menu secreto para você. Duvido que, depois de tudo isso, você queira volta à cena do primeiro parágrafo.

Doces presentes

dezembro 19, 2011

Queijadinha entra na festa dos docinhos para presente. Foto: http://reinodasqueijadinhas.blogspot.com/

Adoro a ideia de presentear as pessoas com docinhos. Nada mais gostoso do que chegar na casa dos amigos ou da família com uma caixinha de quitutes bacanas para encerrar um jantar, alegrar um café com bate-papo ou adoçar as festas de fim de ano.

Navegando no Facebook saquei um comentário sobre as deliciosas queijadinhas da querida Lia, que também é do ramo das comunicações, mas arranjou um espaço entre o trabalho e os filhos para fazer os doces por encomenda. Continue lendo »

Brigadeiro para presente

fevereiro 24, 2011

Panelinhas e marmitas da Maria Brigadeiro para presentar

Hoje em dia é bacana dar brigadeiros de presente. Nosso tentador docinho caseiro ganhou status, atelier e lojas nos shoppings.  Nessa linha, sou fã da Maria Brigadeiro, que inaugurou uma pequena loja em Pinheiros, no ano passado, onde é possível assistir à preparação dos deliciosos quitutes na hora.

Laboratório de brigadeiros: docinhos enrolados na hora para viagem

Entre os mimos para presente estão a panelinha com brigadeiro tradicional (R$ 19), a marmita com 15 brigadeiros à escolha do freguês embrulhada em um charmoso lencinho (R$ 50) e uma ideia genial: o TPM Alívio, uma caixinha imitando remédio com oito brigadeiros (R$ 30) – a receita da felicidade.

Kit anti-TPM com 8 brigadeiros: receita infalível (Foto: Divulgação)

A Maria Brigadeiro é tão chique que tem ‘Carta de Brigadeiros‘ com mais de 30 sabores. Entre os poucos que conheço indico o noir (meio-amargo com chocolate 70% cacau) e o de pistache.  Eles já tem novidade para a Páscoa: ovos de chocolate ao leite recheados com oito bombons de brigadeiro “nos sabores favoritos do ateliê: tradicional (ao leite), pistache, noir (70% cacau) e chocolate branco”, diz a confeitaria.  Os preços são ‘chiques’ também: R$ 70 o ovo de 300 gramas e R$ 98 o de 500 gramas.

Meio-amargo da Brigaderia no Shopping Pátio Paulista. Nespresso acompanha

Na linha ‘brigadeiro gourmet’, a Brigaderia oferece 27 versões do amado docinho (incluindo sabores com selo kosher) por R$ 3 a unidade. A confeitaria conta com lojas em três shoppings de São Paulo (Market Place, Pátio Higienópolis e Pátio Paulista), além de aceitar encomendas online. Na correria, pode ser uma ótima opção para garantir um delicioso presente. Mas neste quesito gourmet ainda prefiro os sabores da Maria Brigadeiro.

Brigadeiros recheados da Quitutes cor-de-rosa (Foto: Divulgação)

Brigadeiros recheados em lindas caixinhas artesanais são os destaques da Quitutes cor-de-rosa. Entre os docinhos envoltos em confeitos coloridos estão o brigadeiro de chocolate com recheio de cereja ao rum e o de chocolate branco recheado de damasco. Ganhei uma caixinha do amigo Alê Moreno e fiquei encantada.

Kits de docinhos da Quitutes têm preços 'cor-de-rosa'

Os preços da Quitutes também são cor-de-rosa: na caixinha para presente decorada os preços variam de R$ 8 (4 docinhos) a R$ 17 (12 docinhos) e as caixas para presente de madeira custam a partir de R$ 20, com 9 doces. A Claudia também criou brigadeiros com sabores bem bacanas como gengibre, limão siciliano, trufado, Sonho de Valsa e caféééé!

O 'power' brigadeiro da Eni: 90 gramas de festa (R$ 3)

E não posso deixar de citar o ‘power’ brigadeiro da Eni, que alegra a redação do Valor com bolos, doces e salgados feitos pelas mãos de confeiteira dela e da irmã. São cerca de 90 gramas de puro brigadeiro cremoso, com sabor de infância para fazer a festa (R$ 3). A Eni também faz diversos quitutes para eventos. Abaixo as versões ‘mini’ do brigadeiro.

A festa dos brigadeiros da Eni. (Foto: Divulgação)

Tem dicas de gostosuras para presentear? Recheie o Braun Café com seus comentários.

Maria Brigadeiro
Rua Capote Valente, 68 – Pinheiros – São Paulo (SP). Tels.: (11) 3085 3687 / 3062 9602 / 3062 9636. Horário: Segunda a sábado das 9h às 19h e Domingo das 11h às 17h.

Quitutes cor-de-rosa Claudia Pereira (11) 9415-1457. E-mail: quitutes_corderosa@hotmail.com

Guloseimas da Eni: Eni Santos (11) 9918-3188. E-mail: enir_santos@hotmail.com

Yakitori: espetinhos à moda japonesa e um surpreendente cardápio de iguarias quentes

A cultura gastronômica japonesa é tão vasta e saborosa, que me afasto cada vez mais dos rodízios e me surpreendo com as especialidades. Há algumas semanas, a querida Celi, amiga dos bons tempos do rock e leitora deste blog, me apresentou o Yakitori, restaurante japonês em Moema especializado em robatas e em uma infinidade de iguarias quentes, além dos sushis e sashimis. A qualidade, os temperos e a simpatia no atendimento atraem uma clientela fiel capaz de lotar o restaurante no meio de um feriadão prolongado.

Takaaki Yasumoto, o Taka: experiência no Japão, Canadá e de berço com a mestre Shizuko Yasumoto

O nome Yakitori (yaki = grelhado; tori = frango) faz referência ao tradicional espetinho de frango à moda japonesa, explicou o chef Takaaki Yasumoto, que coloca em prática anos de experiência no Japão e no Canadá, além do aprendizado de berço. Sua mãe, Shizuko Yasumoto, é uma das mestres da culinária japonesa no país. Veja a versão em PDF de um dos livros de receitas da senhora Shizuko:  “Cozinha Regional Japonesa”.

Oden, acelga picante e saladinha com 'Wofu Dressing', o molho do chef vendido em supermercados

Com todo esse background, o Taka, como é chamado pelos amigos, já inventou até um molho de salada à base de shoyu, que é comercializado em supermercados como o Pão de Açúcar. O Wafu Dressing é o responsável por educar o paladar do Guilherme, filho da Celi e do Pedro, para saladas. O pequeno e simpático gormet já sabe o que pedir e não deixa sobras no prato. Ele aprendeu a apreciar a comida japonesa desde pequeno, já que o pai é amigo de infância do Taka e o restaurante é ponto de encontro da turma.

Oden: legumes, tofu e trouchinhas cozidos em molho a base de shoyu e peixe

E foi nesse clima familiar e descontraído do Yakitori, que participei de um verdadeiro banquete entre amigos. Pedi uma cerveja Kirin Ichiban para celebrar e deixei a turma escolher por mim. A única coisa que pedi para provar foi um oden.

A saborosa Kirin Ichiban para abrir o apetite

O oden é um prato japonês feito com legumes (cará, batatas), ovos, algas, tofu etc. cozidos em um caldo leve, a base de shoyu e peixe.

No restaurante é possível pedir os itens individualmente (de R$ 3,50 a R$ 5,90 cada) ou o oden completo (R$ 36,90) . Escolhi uma trouchinha feita com massa de tofu, recheada de cogumelos e legumes, que é servida com um pouco do caldo e mostarda com raiz forte.

Massa de tofu recheada de legumes e cogumelos (a mostarda com raíz forte é 'forte' mesmo)

Na minha santa ingenuidade [Batman], mandei ver na pasta amarelinha. Fiquei ‘emocionada’, chorando o ardor do tempero, o que foi engraçado no fim das contas.

Acelga picante no estilo coreano para acompanhar os espetinhos

O banquete começou com uma saladinha de alface, cenoura ralada e kani, com o molho especial do Taka. Naquele momento entendi porque o Gui gosta tanto de salada. Na sequência, acelgas cozidas em um tempero picante e muito saboroso chegaram para acompanhar os grelhados.

Chawan mushi: creme de ovos e cogumelos bem temperado, quentinho e reconfortante

Entre os pedidos da mesa estava uma interessante cumbuca de arroz japonês coberta de carne de frango moída e um ovo cru, que deve ser misturado na comida. Provei um pouquinho do lamen com carne fatiada e caldo bem suave. Destaque para o chawan mushi – espécie de pudim quente de ovos e cogumelos cozidos ao vapor – muito bem temperado, quentinho e reconfortante.

Lamen com carne e legumes: saboroso e suave

Entre os variados espetinhos, os preços das variedade de carnes de frango vão de R$ 3,95 a R$ 4,50 a unidade. Os espetos de legumes variam de R$ 3,60 (quiabo) a R$ 5,90 (aspargos com bacon) e o de ostras grelhadas sai por R$ 18,60. Gostei muito das robatas de ovos de codorna, tomate cerveja enrolado em bacon (criativo e delicioso), quiabo (vale lembrar que, há uns quatro anos, eu não comida quiabo nem com o melhor molho do mundo), frango e o campeão: aspargos com tirinhas de bacon.

Tomate cereja envolto em bacon: simples e delicioso

Experimentei um pedacinho do espetinho de fígado de frango, mas o sabor forte não me agradou muito (essa é a única carne que só como bem passada mesmo). Já as tirinhas bem finas de língua de boi grelhada estavam perfeitas (adorei a ideia).

O campeão: aspargos perfeitos em tirinhas de bacon

Para finalizar, uma surpresa gostosa: berinjela grelhada com raspas de peixe, que dançam ao calor da comida. Acredito que o chef, como um bom observador, fez uma referência a um comentário que fiz sobre o Okonomiyaki, a ‘pizza japonesa’ salpicada de raspas de peixe servida no Izakaya Issa.

Beringela surpresa: grelhada com raspas de peixe 'dançantes'

“O molho eterno”
Em uma casa tradicional de ‘yakitori’, a tradição japonesa pede que os espetinhos sejam temperados em um molho a base de shoyu e saquê – a proporção, segundo o Taka, é secreta. Este molho, no entanto, não deve ser jogado fora, mas sim cuidadosamente fervido, coado e reciclado na proporção certa por toda a vida do estabelecimento. Há quem prefira o tempero somente com sal e ponto, mas o ‘molho eterno’ é o segredo do negócio.

Pelo tamanho deste post, você pode imaginar o quanto comi e o quão recomendável é o Yakitori. Serei eternamente grata à Celi por acompanhar o Braun Café e me apresentar esta deliciosa celebração da culinária japonesa.

Yakitori – Av. das Carinás, 93 – Moema, São Paulo (SP). Tel.: (11) 5044-7809

Yakitori: espetinhos à moda japonesa e um surpreendente cardápio de iguarias quentes

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