Manjar dos deuses. Receita dos mortais

dezembro 30, 2006

Nunca tive muita paciência para fazer doces. Tem aquela coisa toda de ‘ponto de calda’, de ‘não abrir o forno porque o bolo não cresce’ etc. Até me arrisco a fazer um pudim de leite, que há tempos não preparo, mas acho que rola uma certa insegurança ou até uma imperdoável preguiça com sobremesas.

Em seu livro “Afinal, As Receitas do Les Halles”, o chef rock´n´roll, Anthony Bourdain, diz que a comida sente essa insegurança e desanda mesmo. Na dúvida, prefiro não arriscar. Vai que o creme brulée saca que estou tremendo na base?

Admiro as pessoas que gostam de fazer doces, que preparam um bolinho após o almoço para o café da tarde, que servem um belo jantar finalizado com uma deliciosa madeleine “fácil fácil” de preparar.

Após uma deliciosa ceianeste Natal e [quase] nenhum espaço livre no estômago para a sobremesa, resolvi provar o manjar de coco feito pela minha tia Maria Elza, a tia Loque, irmã da minha mãe.

Após a primeira colherada daquele manjar dos deuses, tia Loque foi logo revelando a receita dos mortais. Sim, meus caros, uma sobremesa pode ser simples, gostosa e de preparo tão fácil que dá até vergonha não tentar fazer. Aí vai:

Manjar branco

Uma lata de creme de leite (sem soro); uma lata de leite condensado; um vidro de leite de coco – tudo isso pode ser na versão light, garotas – e um pacote de gelativa incolor, sem sabor (aquela que vem em folhas).

Hidrate a gelatina em 250 ml de água morna (50º C) e 250 ml de água gelada. Insira os demais ingredientes e misture com um fuê (aquele batedor de claras em neve). Coloque a mistura em uma forma – se for de teflon unte previamente com um pouco de manteiga e esqueça a versão light. Coloque no freezer por duas horas e depois passe para a geladeira. Sirva no dia seguinte.

A calda de ameixas tem aquela história de ‘ponto de calda’, mas não se intimide. Derreta uma xícara de açúcar, coloque uma xícara de água, dissolva e despeje uma xícara de ameixas secas. Deixe reduzir um pouco para pegar o tal ‘ponto’ e pronto!

Nível picolé: Outra sobremesa bem simples e deliciosa é o cheese cake da doceira DiCunto, que levei na ceia de Natal. Você pega o carro, vai até a DiCunto mais próxima – Mooca, Tatuapé ou Itaim – compra a massa pronta, faz uma calda com a geléia de sua preferência, diluída em um pouco de vinho branco, e manda bala. Fácil, fácil!

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