Depois do caos da Santa Ifigênia, o chope suave de colarinho cremoso é a recompensa

Tomar um chope do Bar Leo, no sábado, por volta das 13h, é a melhor recompensa para quem enfrentou o caos da Rua Santa Ifigênia, no centro de São Paulo.

Outro dia estive por lá com o Dexter e uma listinha de compras incluindo cabos, alicate amperímetro e bateria de telefone sem fio. Passei pelos churrasquinhos de gato que esfumaçavam a multidão e pela horda de camelôs, sem reclamar. Afinal, em algumas horas tomaria o chope de colarinho alto e cremoso do Leo.

Chope une palmeirenses e corinthianos que tomam a calçada nas 17 mesinhas do lado de fora

Naquele sábado, o pequeno bar estabelecido na esquina da ruas Aurora e dos Andradas desde 1940, estava lotado de pessoas apoiando seus chopes nas mesinhas altas da calçada.

Cheguei no horário de pico, por volta de 13h30, ignorei o bar apinhado, entrei e pedi uma mesa ao Gaúcho, o simpático garçom que atende a área próxima à cozinha. Em poucos minutos, quatro lugares estavam disponíveis. Parece milagre, mas a real é que as pessoas gostam de apreciar o chope do Leo em pé mesmo, sem frescura. A lei antifumo também colabora.

O maravilhoso bolinho de bacalhau do Leo (R$5) servido às quartas e sábados. Peça logo dois

Para acompanhar seu chope (R$ 5), peça o bolinho de bacalhau (R$ 5 cada), que é servido somente às quartas-feiras e aos sábados. Aliás, peça logo dois porque esse quitute preparado pelas donas Maria e Marlene é delicioso. Só perdeu o primeiro lugar na minha lista quando provei o bolinho do Bar do Plínio, no Limão. No sábado, elas disseram que chegam a preparar mais de mil bolinhos no Leo.

Donas Maria e Marlene: mil bolinhos de bacalhau no sabadão

Como a especialidade da casa é a cozinha alemã, prove os canapés variados (R$ 22) de pão preto com pasta de roquefort, de azeitona e linguiça moída (o melhor). O sanduba de rosbife (R$ 13) no pão francês cortadinho também é ótimo. E às sextas-feiras, o bacalhau volta a aparecer no cardápio. Dizem que a bacalhoada do Leo é uma delícia. Tentei provar uma vez, nas férias, mas cheguei tarde e o prato do dia já havia acabado.

Canapés variados (R$22) são especialidade

Folclore
O Leo só serve chope claro com o colarinho alto e não tente ‘piratear’. Já ouvi histórias de pessoas que pediram menos colarinho e o garçom recomendou que fossem ao bar do lado. O folclore botequeiro também conta que alguém pediu chope escuro e o garçom respondeu que era só apagar a luz.

A maioria adora esse chope Brahma, bem tirado, do jeito que sempre foi. Até corinthianos e palmeirenses deixam as diferenças de lado depois do primeiro gole.

"Quer chope escuro? Apaga a luz"

Graças a estes apreciadores, incluindo aqueles que se refrescam carregando suas sacolinhas pretas de plástico com um novo HD ou um ‘iFone‘, o Leo serve de 1.920 a 2.400 chopes em um único sábado. Santo remédio.

Bar Leo – Rua Aurora, 100. Tel (11) 3221-0247. Horários: Segunda a Sexta das 11h às 21h30. Sábados das 10h às 18h.

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