Depois da ressaca vem a comilança
novembro 29, 2006
E não há melhor recuperação para uma noitada de botecos em Belo Horizonte, do que um almoço mineiro no Xapuri
Antes, Alê, Clau e eu (aí na foto tirada pelo Alê) colocamos nossos óculos escuros e paramos para um cafezinho coado, que ainda não foi superado pelo expresso em muitos estabelecimentos que visitamos na cidade. Andando no Centro, sem querer descobrimos o Café Nice. Esse clássico aberto em 1939 tornou-se parada obrigatória de políticos em campanha, incluindo JK, cujas fotos decoram as paredes de azulejo.
Após um passeio pela lagoa da Pampulha, passando pela linda Igreja e pelo Museu de Arte da Pampulha (“Vai Niemeyer! Vai Niemeyer!”), chegamos ao ambiente rústico e gostoso do melhor mineiro da cidade, segundo a Veja BH deste ano e nossa querida amiga Gi, que ainda vai conseguir nos acompanhar a BH.
Além dos diversos ambientes do restaurante, que cercam a cozinha industrial e um imenso fogão à lenha, estão lojas de artesanato, doces, uma linguiçaria – para quem quiser levar a famosa linguiça artesanal servida na chapa – uma cachaçaria e, ao fundo, a área de equitação. Naquela tarde de outubro, a criançada se divertia com corridas de pôneis.
Antes de escolhermos nossa mesa, Alê e eu demos uma espiada na cozinha da simpática chef Nelsa Trombino, que criou esse complexo gastronômico mineiro em agosto de 1988.
Uma hora e meia depois de nos sentarmos à mesa de madeira do Xapuri entendemos porque Gisele nos fez decorar o nome do restaurante e porque a Dona Nelsa ganhou mais uma estrela do Guia Quatro Rodas 2007.
Para abrir o apetite, queijo coalho [rimando] com pão de alho na chapa. Depois, os clássicos: lombo assado, tutu, torresminho, arroz, couve e, finalmente, ora pro nóbis refogadinha, que experimentei [e gostei] pela primeira vez – embora ainda fique com a couve. Tudo regado a muita soda limonada e guaraná porque a ressaca era braba.
Finalmente, a loucura: encher o pratinho de sobremesa no buffet de doces caseiros e agradecer aos céus. Na saída, antes da tristeza, um cafezinho passado na hora e servido na xícara de ágata. Você ainda pode adoçar seu café com rapadura e sair saltitando. Esse é o Xapuri. Entre e fique à vontade até fazer todas as suas vontades…
Xapuri – Rua Mandacaru, 260 – Pampulha (BH). Tel: (31) 3496-6198
Depois da comilança vem a andança… Quem estiver sem carro e não quiser perder todas as calorias do almoço tão rápido deve pedir um táxi no próprio Xapuri. O trio foi dar uma volta na lagoa da Pampulha para fazer a digestão. A idéia era nobre, mas tivemos de andar bastante até que um taxista que morava por lá nos pegasse. Sorte dele e nossa.
março 4, 2007 at 3:44 pm
Comentários feitos no toast original do Brauncafe.zip.net:
[PH]
Minas é duca!
01/12/2006 14:08
[Alê]
Eu quero voltar!!!! E de preferência não de ressaca, pra poder tomar as cachacinhas todas…
30/11/2006 16:44
[ALice ]
ahhhh… o Xapuri! parada certa nos almoços de 1 de janeiro em BH. não sei pq, mas acho que dá sorte! Qud for lá, experimente tb a linguiça acebolada (simples e apetitosa) e o rodízio de doces: cidra, laranja, leite, figo, mamão, goiaba, etc, etc, etc… só para quem tem coragem de ir até o fim!
30/11/2006 16:03
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