Inverno na Liberdade: Massa artesanal do Meu Udon e acepipes do Kintaro

julho 5, 2015

Udon artesanal e tempurás do 'Meu Udon', casa especializada na Liberdade

Udon artesanal e tempurás do ‘Meu Udon’, nova casa especializada na Liberdade

No restaurante Meu Udon você pode provar udon artesanal, quente ou frio, feito na hora. Na chegada, eu e o Edgard Kanamaru, brother e guia da culinária japonesa, vimos o proprietário, Yoshio Mizumoto, preparando a massa na cozinha, que foi aberta há menos de um mês, na Liberdade. Depois fechamos com um acepipe no Bar Kintaro, logo em frente.

Importante: vale chegar cedo para garantir seu udon. A massa, que leva 20 horas para ficar pronta, pode acabar no fim da noite. 

Veja também: Japa quente: 8 dicas de lamen e udon para se esquentar em SP

Yoshio Mizumoto, o mestre do udon. Massas preparadas na hora e servidas no esquema self-service

Yoshio Mizumoto serve a massa após 20 horas de preparo. Chegue cedo para garantir seu udon

O projeto de Mizumoto começou no ano passado com o ‘Meu Gohan’, em um espaço improvisado na Vila Mariana. Na casa nova, que fica no andar de cima do Espaço Kazu, o esquema self service tem um passo a passo ilustrado para você não se perder. Achei divertido.

Passo a passo do udon self service para ninguém se perder

Passo a passo do udon para ninguém se perder (E o reflexo dos ‘turistas’ tirando foto de tudo)

Então você escolhe a massa (mais ‘al dente’ ou mais macia, com pouco ou muito caldo, quente ou fria), em porção normal (300 g) ou grande (500 g). E se tiver dúvida pode perguntar ao senhor Yoshio, que ele explica na maior boa vontade.

Balcão de tempurás (R$ 4 a R$ 5.50 cada) para acompanhar

Balcão de tempurá (R$ 4 a R$ 5.50 cada) para acompanhar

Na média, os pratos de udon custam R$ 20, exceto o Kare Udon, o curry japonês com frango e tofu, que custa R$ 27. Depois de pegar seu belo prato de cerâmica com a massa é hora de escolher os tempurás de acompanhamento (abóbora japonesa, aspargo, lula, frango, batata doce, berinjela etc.). Cuidado com a empolgação porque são cobrados à parte (entre R$ 4 e R$ 5,50 cada). O de lula é o mais gostoso.

Udon Kama-Taka com ovo cru e cebolinha e o imperdível tempurá de lula

Udon Kama-Tama com ovo cru e cebolinha e o imperdível tempurá de lula

O meu udon foi o Kama-Ague (R$ 19,80), no estilo Sanuki, um dos mais populares no Japão, segundo a casa. A massa, bem macia, vem servida com um pouco do caldo de cozimento, mas a graça é o caldo concentrado, servido à parte (a dica é acrescentar gengibre moído e cebolinha). Basta mergulhar o udon no caldo e ser feliz.

Casa aberta em junho no andar superior do espaço Kazu, na Liberdade

Casa aberta em junho no andar superior do espaço Kazu, na Liberdade

Edgard, o destemido, escolheu o Kama-Tama Udon, servido com um ovo cru, que se mistura à massa e vira uma espécie de carbonara. “Só faltou o bacon”, brincou. Para acompanhar, ele pediu um “tempurá arte” com cebolas, cenoura e batata (mas o de lula ainda é melhor) e oniguiri, bolinho de arroz envolto em alga com o clássico recheio de ameixa japonesa (umeboshi) em conserva.

Senhor Yoshio, o mestre do udon, iniciou projeto com o 'Meu Gohan' na Vila Mariana

Yoshio, o mestre do udon, agradecendo a visita

Para beber você pode escolher uma xícara de Bancha (cortesia), chás frios da casa, cervejas e refris. A gente tomou chá grátis. Só me empolguei muito com os tempurás e minha conta saiu R$ 51, mas valeu muito a pena. Eles aceitam cartões (débito e crédito).

‘Menino de ouro’
Depois do udon, atravessamos a rua para tomar uma cervejinha e provar um petisco do Bar Kintaro, um boteco familiar bem pequenininho, que serve acepipes especiais japoneses preparados pela Dona Líria.

Porção de moela cozida em molho de shoyu, gengibre e cebola da Dona Líria, no Bar Kintaro. Molho de pimenta tem cebola picada.

Moela cozida em molho de shoyu, gengibre e cebola da Dona Líria, no Kintaro. No inverno, o bar também serve oden (legumes cozidos em molho de shoyu e peixe)

Conseguimos uma das duas mesinhas de dois lugares nos fundos e o Edgard recomendou a porção de moela curtida em molho à base de shoyu, cebola e gengibre. Eu gosto de moela grelhada, na farofa, na panela etc. (exceto na canja), mas essa foi a primeira vez que comi moela fria e… (surpresa) estava ótima. Ficou sucesso com o molho de pimenta com cebola picadinha (toque da casa) e a cerveja.

A entrada do izakaya com capacidade para 20 pessoas. No inverno, a casa também serve oden.

A entrada do izakaya, antes de fechar. Capacidade para 20 pessoas, mas sempre cabe mais um.

Kintaro, o “menino de ouro”, é um heroi do folclore japonês, me disseram Edgard e Mario Nagano, outro amigo que adora revelar iguarias da Liberdade e também já tinha me falado desse izakaya. Quem ajuda a Dona Líria no bar são seus meninos de ouro, os filhos Taka e Yoshi (lutadores de sumô), além do Mario, que também trabalha com eles. “Sou o adotado”, disse sorrindo.

O Taka comentou que, no inverno, eles também servem oden (legumes, ovo e tofu cozidos em caldo a base de shoyu e peixe), que provei pela primeira vez no Yakitori. Tá aí outra boa pedida japonesa nos dias frios. Udon e oden. Fechou.

Bar Kintaro
Rua Thomaz Gonzaga, 57 – Liberdade – São Paulo – SP
Telefone: (11) 3277-9124
Site: http://barkintaro.blogspot.com
Horários: Segunda a quinta – 7h30 às 23h; Sexta – 7h30 à 0h; Sábado – 7h30 às 21h
Aceita cartões e TR

Meu Udon
Rua Thomaz Gonzaga, 84/90 (Espaço Kazu) – Liberdade – São Paulo – SP
Telefone: (11) 3203-1588
Horários: Terça à Sábado: 11h30 às 15h30 e 18h às 22h30. Domingos e Feriados: 11h30 às 15h30 e 18h às 21h (Fecha às segundas-feiras, exceto em feriados prolongados)

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One Response to “Inverno na Liberdade: Massa artesanal do Meu Udon e acepipes do Kintaro”


  1. […] Atualização em Julho/2015: Infelizmente o Ramen-Ya fechou. Deixou saudade do lamen com bacon e caldo apimentado e do guioza com recheio bem temperado. Mas a lista do Braun Café continua com 8 dicas quentes, incluindo o restaurante Meu Udon, aberto em junho de 2015, na Liberdade. A casa oferece massa artesanal de primeira e tempurá para acompanhar, no esquema self service. Veja o post. […]

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