O picante Tantan Lamen é uma das especialidades do Momo Lamen, na Liberdade

O picante Tantan Lamen é uma das especialidades do Momo Lamen, aberto em junho, na Liberdade.

O Momo Lamen é o mais recente endereço de lamens e udons, na Liberdade, em São Paulo. A casa de três andares, aberta em junho pelos mesmos donos da loja de produtos orientais Marukai, aposta nas massas feitas no local para atrair clientes que fazem fila na porta de vizinhos adorados como Aska, Lamen Kazu entre outros.

Veja também: Três dicas quentes de lamen para você abraçar em São Paulo

O tradicional shio lamen simples (R$ 27). Casa aposta em massas caseiras.

O tradicional shio lamen simples (R$ 27). Casa aposta em massas caseiras.

O inverno ainda está aí chamando a gente para um tradicional shio lamen. No Momo, a massa bem leve é servida em um caldo suave, à base de frango e porco. A versão básica do shio (R$ 27) vem com broto de bambu, ovo cozido com gema dura (ao contrário da gema molinha de outras casas, que prefiro), broto de feijão, alga, cebolinha e uma fatia de copa lombo derretendo. Se quiser com quatro fatias de copa, o prato sai por R$ 33.

Frango frito (karaague) e pão cozido recheado de frango ou carne (...) são opções de entrada.

Frango frito (karaague) e pão cozido recheado de frango ou carne (nikuman) são opções de entrada, além do guioza.

Entre as especialidades da casa está o Tantan Lamen, com molho de gergelim bem picante e supersaboroso. Acompanha carne de porco moída, broto de feijão, acelga chinesa e cebolinha. Diz o garçom que os clientes suam a camisa, mas a maioria encara o Tantan sem deixar rastros.

Balcão no terceiro andar da casa, que abre diariamente.

Balcão no terceiro andar da casa, que abre diariamente.

Vale experimentar também as entradinhas como o frango frito (karaague), servido com um pedacinho de limao siciliano (hummm), e a porção de nikuman (pão japonês recheado de frango ou porco e cozido no valor), que custa R$ 15.

Quando estive por lá, na última quinta-feira à noite, o salão estava bem tranquilo, os pedidos chegaram rápido e a equipe foi bem atenciosa. Outra boa notícia é que a casa abre todos os dias para o almoço e para o jantar.

Momo Lamen
Rua dos Estudantes, 34, Liberdade, São Paulo – SP
Tel: (11) 3207-5626
Horários: Diariamente das 11h às 15h e das 18h às 22h

Udon artesanal e tempurás do 'Meu Udon', casa especializada na Liberdade

Udon artesanal e tempurás do ‘Meu Udon’, nova casa especializada na Liberdade

No restaurante Meu Udon você pode provar udon artesanal, quente ou frio, feito na hora. Na chegada, eu e o Edgard Kanamaru, brother e guia da culinária japonesa, vimos o proprietário, Yoshio Mizumoto, preparando a massa na cozinha, que foi aberta há menos de um mês, na Liberdade. Depois fechamos com um acepipe no Bar Kintaro, logo em frente.

Importante: vale chegar cedo para garantir seu udon. A massa, que leva 20 horas para ficar pronta, pode acabar no fim da noite. 

Veja também: Japa quente: 8 dicas de lamen e udon para se esquentar em SP

Yoshio Mizumoto, o mestre do udon. Massas preparadas na hora e servidas no esquema self-service

Yoshio Mizumoto serve a massa após 20 horas de preparo. Chegue cedo para garantir seu udon

O projeto de Mizumoto começou no ano passado com o ‘Meu Gohan’, em um espaço improvisado na Vila Mariana. Na casa nova, que fica no andar de cima do Espaço Kazu, o esquema self service tem um passo a passo ilustrado para você não se perder. Achei divertido.

Passo a passo do udon self service para ninguém se perder

Passo a passo do udon para ninguém se perder (E o reflexo dos ‘turistas’ tirando foto de tudo)

Então você escolhe a massa (mais ‘al dente’ ou mais macia, com pouco ou muito caldo, quente ou fria), em porção normal (300 g) ou grande (500 g). E se tiver dúvida pode perguntar ao senhor Yoshio, que ele explica na maior boa vontade.

Balcão de tempurás (R$ 4 a R$ 5.50 cada) para acompanhar

Balcão de tempurá (R$ 4 a R$ 5.50 cada) para acompanhar

Na média, os pratos de udon custam R$ 20, exceto o Kare Udon, o curry japonês com frango e tofu, que custa R$ 27. Depois de pegar seu belo prato de cerâmica com a massa é hora de escolher os tempurás de acompanhamento (abóbora japonesa, aspargo, lula, frango, batata doce, berinjela etc.). Cuidado com a empolgação porque são cobrados à parte (entre R$ 4 e R$ 5,50 cada). O de lula é o mais gostoso.

Udon Kama-Taka com ovo cru e cebolinha e o imperdível tempurá de lula

Udon Kama-Tama com ovo cru e cebolinha e o imperdível tempurá de lula

O meu udon foi o Kama-Ague (R$ 19,80), no estilo Sanuki, um dos mais populares no Japão, segundo a casa. A massa, bem macia, vem servida com um pouco do caldo de cozimento, mas a graça é o caldo concentrado, servido à parte (a dica é acrescentar gengibre moído e cebolinha). Basta mergulhar o udon no caldo e ser feliz.

Casa aberta em junho no andar superior do espaço Kazu, na Liberdade

Casa aberta em junho no andar superior do espaço Kazu, na Liberdade

Edgard, o destemido, escolheu o Kama-Tama Udon, servido com um ovo cru, que se mistura à massa e vira uma espécie de carbonara. “Só faltou o bacon”, brincou. Para acompanhar, ele pediu um “tempurá arte” com cebolas, cenoura e batata (mas o de lula ainda é melhor) e oniguiri, bolinho de arroz envolto em alga com o clássico recheio de ameixa japonesa (umeboshi) em conserva.

Senhor Yoshio, o mestre do udon, iniciou projeto com o 'Meu Gohan' na Vila Mariana

Yoshio, o mestre do udon, agradecendo a visita

Para beber você pode escolher uma xícara de Bancha (cortesia), chás frios da casa, cervejas e refris. A gente tomou chá grátis. Só me empolguei muito com os tempurás e minha conta saiu R$ 51, mas valeu muito a pena. Eles aceitam cartões (débito e crédito).

‘Menino de ouro’
Depois do udon, atravessamos a rua para tomar uma cervejinha e provar um petisco do Bar Kintaro, um boteco familiar bem pequenininho, que serve acepipes especiais japoneses preparados pela Dona Líria.

Porção de moela cozida em molho de shoyu, gengibre e cebola da Dona Líria, no Bar Kintaro. Molho de pimenta tem cebola picada.

Moela cozida em molho de shoyu, gengibre e cebola da Dona Líria, no Kintaro. No inverno, o bar também serve oden (legumes cozidos em molho de shoyu e peixe)

Conseguimos uma das duas mesinhas de dois lugares nos fundos e o Edgard recomendou a porção de moela curtida em molho à base de shoyu, cebola e gengibre. Eu gosto de moela grelhada, na farofa, na panela etc. (exceto na canja), mas essa foi a primeira vez que comi moela fria e… (surpresa) estava ótima. Ficou sucesso com o molho de pimenta com cebola picadinha (toque da casa) e a cerveja.

A entrada do izakaya com capacidade para 20 pessoas. No inverno, a casa também serve oden.

A entrada do izakaya, antes de fechar. Capacidade para 20 pessoas, mas sempre cabe mais um.

Kintaro, o “menino de ouro”, é um heroi do folclore japonês, me disseram Edgard e Mario Nagano, outro amigo que adora revelar iguarias da Liberdade e também já tinha me falado desse izakaya. Quem ajuda a Dona Líria no bar são seus meninos de ouro, os filhos Taka e Yoshi (lutadores de sumô), além do Mario, que também trabalha com eles. “Sou o adotado”, disse sorrindo.

O Taka comentou que, no inverno, eles também servem oden (legumes, ovo e tofu cozidos em caldo a base de shoyu e peixe), que provei pela primeira vez no Yakitori. Tá aí outra boa pedida japonesa nos dias frios. Udon e oden. Fechou.

Bar Kintaro
Rua Thomaz Gonzaga, 57 – Liberdade – São Paulo – SP
Telefone: (11) 3277-9124
Site: http://barkintaro.blogspot.com
Horários: Segunda a quinta – 7h30 às 23h; Sexta – 7h30 à 0h; Sábado – 7h30 às 21h
Aceita cartões e TR

Meu Udon
Rua Thomaz Gonzaga, 84/90 (Espaço Kazu) – Liberdade – São Paulo – SP
Telefone: (11) 3203-1588
Horários: Terça à Sábado: 11h30 às 15h30 e 18h às 22h30. Domingos e Feriados: 11h30 às 15h30 e 18h às 21h (Fecha às segundas-feiras, exceto em feriados prolongados)

Caldos japoneses com macarrão lamen ou udon e suas deliciosas variações são sinônimos perfeitos de “confort food”. Veja aqui uma seleção de 8 japas que prometem te embalar nas noites mais frias, sem gastar muito.

A lista começa com as preciosas dicas de ‘ramen’ (como dizem os japoneses) do amigo Edgard Kanamaru, que tem feito incursões pelas casas especializadas na Liberdade. Na sequência, entram as versões de ‘udon’ que o Braun Café recomenda na região Paulista-Paraíso. Bora lá!

Aska

Missô Tonkotsu (caldo a base de porco) do Aska, com o acréscimo de tyashu

Missô Tonkotsu (caldo a base de porco) do Aska, com o acréscimo de tyashu

“Entre as casas que só servem lamen, na minha humilde opinião de comilão, o Aska é uma das melhores”, diz Edgard. Apesar dos avisos de não ficar fazendo hora na mesa e de não aceitar plástico, só dinheiro, e de ter esperas consideráveis, a casa vale a visita não só pelo lamen, que é muito bom e honesto.

Porção de guiosa do Aska com molho de óleo de gergelim e pimenta

Porção de guiosa do Aska com molho de óleo de gergelim e pimenta

O guiosa da casa, recheado com carne de porco e cebola na chapa, é abafado, o que faz com que a parte de baixo do pastelzinho fique com uma cor dourada e seu topo cozido no vapor. Uma refeição com lamen e guiosa custa menos de R$ 30 (lamen por R$ 17 a R$ 19 e guiosa por R$ 10). E por R$ 2 é possível pedir o kaedama que nada mais é do que um extra de macarrão para aproveitar o caldo da tigela.

Lamen Kazu

Misso tyashu do Lamen Kazu: massa servida em caldo à base de carnes e misso e fatias de lombo de porco

‘Misso tyashu’ do Lamen Kazu: massa servida em caldo à base de carnes e misso e fatias de lombo de porco

Só lamen, sem preconceito. O Lamen Kazu oferece uns 14 tipos de lamen. O que provei foi um misso tyashu, que consiste em uma massa servida com um caldo à base de carnes e misso (pasta de arroz e soja fermentada com sal) com o acréscimo de fatias de lombo de porco (tyashu). O pedido sai pouco mais que R$ 30 já com os 10% do serviço. Nos dias frios, a casa costuma ficar cheia e com longas filas de espera.

Porque Sim

Porque Sim tem 'misso lamen com tyashu' por R$ 22 e salas de karaokê

Porque Sim tem ‘misso lamen com tyashu’ por R$ 22 e salas de karaokê

O Porque Sim se intitula uma casa de lamen, mas serve outros pratos da culinária japa a preços camaradas. O misso lamen com tyashu (fatias de carne de porco cozidas no shoyu) sai por R$ 22 e não cobram 10% de serviço. O local também ficou famoso pelas salas de karaokê no andar superior. Duas ótimas pedidas.

Pub Key

Lamen do Pub Key também está no teishoku, no almoço executivo

Misso lamen ‘ao dente’ do Pub Key também está no teishoku, no almoço

Este restaurante tem um bom indicativo: é frequentado por muitos japas que trabalham na região da Av. Paulista. Serve vários pratos da culinária japonesa em formato de teishoku no almoço. Na foto acima está um misso lamen (mais ‘ao dente’) com acréscimo de tyashu. Este lamen não é dos mais baratos e saiu por uns R$ 40, no jantar.  Já no almoço, o teishoku, que é composto por lamen e mais alguns complementos, não sai por mais de R$ 35. A casa não cobra 10% de serviço.

Ramen-Ya (Estabelecimento fechado)

Lamen com caldo de porco apimentado com bacon, do novato Ramen-Ya

Lamen com caldo de porco apimentado com bacon, do Ramen-Ya (estabelecimento fechado)

Atualização em Julho/2015: Infelizmente o Ramen-Ya fechou. Deixou saudade do lamen com bacon e caldo apimentado e do guioza com recheio bem temperado.

Mas a lista do Braun Café continua com 8 dicas quentes, incluindo o restaurante Meu Udon, aberto em junho de 2015, na Liberdade. A casa oferece massa artesanal de primeira e tempurá para acompanhar, no esquema self service. Veja o post.

Miyabi

Udon também é acompanhamento no 'super teishoku' do Myiabi

Udon também é acompanhamento no ‘superteishoku’ do Myiabi

A primeira vez que ouvi falar de Nabeyaki Udon foi em uma referência ao Myiabi. Na casa, o caldo a base de shoyu e peixe com o macarrão branco udon inclui camarão empanado, shitake, “kamaboko” (massinha de frutos fo mar de cor rosa e branca), tofu frito, cebolinha e ovo. O restaurante, que já foi tema de post aqui no Braun Café, também oferece udon no melhor teishoku da cidade (em média por R$ 34, no almoço executivo). Dica do Edgard: “o senhor Massanobu Haragushi, ex-Myiabi, agora toca o Ban, que fica na Liberdade (Rua Thomaz Gonzaga, 20) e continua mandando muito bem nos caldos, que são sua especialidade. Vale um visita ao Ban para esperimentar um udon.”

Sushi Guen

Nabeyaki Udon do Sushi Guen

Nabeyaki Udon do Sushi Guen vem ‘pelando’

Já falamos do lamen do Sushi Guen, que é um dos japas favoritos do Braun Café (Edgard que indicou). Se pedir o Nabeyaki Udon (R$ 38) vale deixar a tigela tampada por alguns minutos para que o ovo cru cozinhe um pouquinho. O caldo vem ‘pelando’ à mesa com shimeji, shitake, camarão empanado, “kamaboko” (massinha a base de frutos do mar de cor branca e rosa) e muita cebolinha. Se preferir a gema mole, envolvida no caldo, é só se jogar.

Shigue

Tempurá Udon do Shigue (R$ 25) com caldo de frango, tempurá de legumes e um camarão

Tempurá Udon do Shigue com caldo de frango, legumes e camarão (o Togarashi, no vidrinho à direita, é um mix de pimenta e especiarias para esquentar o caldo)

Sou fã do teishoku do Shigue e o Tempurá Udon da casa também é uma boa pedida. O caldo de frango com macarrão leva tempurá de legumes, como berinjela e batata doce, e um camarão. É simples, saboroso e tem preço amigo (R$ 25). O Nabeyaki Udon sai por R$ 35 e o Shoyu Lamen custa R$ 25.
Dica: prove com pitadas de Togarashi, uma pimenta com especiarias, para esquentar ainda mais o caldo.

Shinzushi

2014-02-16 20.04.23

Japa tradição, o Shinzushi não tem nem cardápio em português, mas dá pra entender que os preços são salgados. O Nabeyaki Udon (R$ 58) é bem incrementado e inclui uma espécie de ‘pururuca’ oriental. É bem gostoso. Pra ficar perfeito só precisava ser mais barato.

Udon e tempurá do Shinzushi.

Tempurá Udon do Shinzushi.

Endereços e horários

Aska
Rua Galvão Bueno, 466 – Liberdade
Tel.: (11) 3277-9682
Terça a domingo das 11h às 14h e das 18h às 22h (fecha segunda)

Lamen Kazu – Noodle House
Rua Thomaz Gonzaga, 51 – Liberdade
Tel: (11) 3277-4286
Segunda a sábado das 11h às 15h e das 18h às 22h30
Domingos e feriados das 11h às 15h e das 18h às 21h

Porque Sim
Rua Tomás Gonzaga, 75 – Liberdade

Tel: (11) 3277-1557
Segunda a quinta das 12h às 23h30
Sexta e Sábado das 12h às 5h (na madrugada é preciso reservar)
Domingos e feriados das 12h às 22h
Fecha às quartas e no primeiro domingo de cada mês (porque sim).

Pub Key
Av. Paulista, 854, loja 69 (shopping Top Center)
Tel.: (11) 3145-1741
Segunda a sexta das 11h30 às 14h30 e das 18h30 às 21h
Sábado das 11h30 às 15h e das 18h30 às 21h (fecha domingo)

Ramen-Ya (Estabelecimento Fechado)
Rua da Glória, 326 – Liberdade
Tel.: (11) 3208-7004
Terça a domingo das 11:30h às 15hs e das 18h às 22h (fecha segunda)

Meu Udon
Rua Thomaz Gonzaga, 84/90 (Espaço Kazu) – Liberdade – São Paulo – SP
Telefone: (11) 3203-1588
Horários: Terça à Sábado: 11h30 às 15h30 e 18h às 22h30. Domingos e Feriados: 11h30 às 15h30 e 18h às 21h (Fecha às segundas-feiras, exceto em feriados prolongados)

Miyabi
Av. Paulista, 854, lojas 79/80 (shopping Top Center)
Tel.: (11) 3289-4708
Segunda a sábado das 11h30 às 14h30 e das 18h às 22h30 (fecha domingo)

Sushi Guen
Rua Manoel da Nóbrega, 76, lojas 13 e 14, Galeria Ouro Branco – Jardim Paulista
Tel.: (11) 3289-5566

Segunda a sábado das 11h30 às 14h30 e das 18h às 23h (fecha domingo)

Shigue
Rua Doutor Sampaio Viana, 294 – Paraíso
Tel.: (11) 3885-9606
Segunda a sábado das 11h30 às 14h30 e das 18h30 às 22h (fecha domingo)

Shinzushi
Rua Afonso de Freitas, 169 – Paraíso, São Paulo – SP, 04006-050
Tel.: (11) 3889-8700
Terça a sábado das 11h30 às 14h e das 18h às 23h
Domingos e feriados das 18h às 22h (fecha segunda)

No Bueno, a especialidade é o teishoku. “No sushi. No sashimi”

No salão térreo do restaurante japonês Bueno, na Alameda Santos, um cartaz dá o recado aos clientes: “No sushi, no sashimi!”. A especialidade da casa é o teishoku, o PF japonês. “Aqui servimos o que os japoneses comem no dia-a-dia”, diz Wilson, que era cliente da casa e acabou virando sócio. Continue lendo »

Ali na mesa

julho 26, 2008

Por Renata Mesquita*


Os rodízios de sushi continuam proliferando pela cidade, mas se você nunca experimentou certas preciosidades (nenhum docinho feito à base de feijão ou balas de alga, por exemplo) ou não teve a sorte (que, quando pequena, eu julgava azar) de ter um japonês legítimo por perto para fazer você comer coisas estranhas como lâminas de alga secadas ao sol versão stand alone, cortadas em tirinhas, chamadas Kombu, (Valeu, seu Takeshi!), não pode dizer que seja um admirador de verdade da culinária nipônica.

As tirinhas

Ter sido forçada a voltar para a acupuntura, e com tempo para realizar as sessões apenas aos sábados, trouxe para a minha vida a realização de um desejo que eu acalentava há muito tempo: frequentar mais o bairro da Liberdade. Cada visita tem sido uma descoberta. Gastronômica e consumista.


Mas a maior delas se deu por indicação de nosso japonês Mário Nagano: o Restaurante Katsuzen fica escondido, tem mesas simples e cara de estabelecimento “de raiz”, uma proprietária que é uma figura e sempre vem perguntar o que você achou da refeição. Um de seus sushimen é proveniente do Nordeste (como já foi comprovado cientificamente, eles têm um dom natural para a coisa, apesar da falta quase total de japoneses na colonização de nossos belos estados nordestinos). Ah, e tem opções chinesas, também, no cardápio. Tudo muito simples, sem frescura nenhuma.

Se um dos charmes do Katsuzen é o fato de ele lembrar qualquer restaurantezinho que você encontraria de verdade no Japão fora das áreas turísticas, o apelo gustativo é que ele é especializado em milanesas. Enormes e gordos filés de contra-filé ou de carne de porco ao gosto do freguês, servidos com gohan, missô, pepininhos, repolho e tomates. De entrada, uma saladinha exótica que mistura macarrão de fécula de inhame, presunto, pepino, cebola roxa, tomate e… pedacinhos de omelete!! Isso sim é que é experimentar algo japonês de verdade!


Se você não gosta de fritura (tá, tá, eu sei que faz mal, mas a massa pelo menos não tem gosto de óleo), fique tranqüilo: o Katsuzen tem sushi, sashimi, guioza, tempura (inclusive na versão doce, de sorvete), yakissoba e mais uma porção de pratos com nomes típicos que ainda não consegui decorar, sempre a la carte. Independente da sua “corrente” oriental, vale pelo clima e pela experiência!!

*Renata Mesquita é jornalista e adora descobrir novas delícias para o Braun Café. Fotos: Henrique Martin.

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