Slow Burger Food

fevereiro 17, 2019

Sorriso, com queijo taleggio e maionese da casa, é uma das opções do cardápio rotativo do chef Max Galise, que segue os princípios Slow Food em seu restaurante no Paraíso

Hambúrguer gourmet e cerveja artesanal é uma combinação que se multiplicou rapidamente pela cidade de São Paulo entre food trucks e estabelecimentos. O Galise Burger, aberto há pouco mais de um ano, no Paraíso, seria mais um só que sua proposta é trazer o hambúrguer – símbolo supremo da cultura fast food – para os princípios do slow food.

A ideia de vender “slow burger food” é de Max Galise, o simpático chef italiano e proprietário, que nasceu no povoado de Saluzzo, a 20 quilômetros de Bra, capital mundial do movimento Slow Food. O legal é que eu, andando pelo Paraíso em uma quinta-feira à noite em busca de um lugarzinho para jantar, não tinha a menor ideia dessa história até entrar para conhecer o restaurante e abrir o cardápio.

“Nada aqui é pré-cozido. Nada é de ontem. Tudo é fresco, preparado na hora, com carinho e amor, ingredientes fundamentais no preparo de uma boa comida”, diz a primeira página do menu, que começa com um trecho do statuto Slow Food. Bom… quase chorei de emoção. Veio aquela memória gostosa da charmosa cidadezinha no Norte da Itália onde provei o “ravioli plin”, uma das melhores massas da vida.

O Galise também é uma saborosa surpresa. Do cardápio rotativo provei o Sorriso (R$ 36), que é garantia de felicidade. O burguer de 160 gramas leva queijo taleggio Serra das Antas, alface, cebola roxa, tomate, maionese da casa e pão brioche da Academia do Pão, padaria artesanal que fica ali pertinho. Dá água na boca só de lembrar do suculento hambúrguer que eu comi comas mãos mesmo. O suco da carne ao ponto vai amolecendo a parte de baixo do brioche então fiz lambança, mas valeu a pena. Eles oferecem talheres para quem preferir ser mais fino, ou slow. Ah! Vale lembrar que o serviço é atencioso e não é lento :-).

Outra boa pedida foi o Luana (R$ 37), uma versão mais potente com queijo cheddar, radicchio, cebola, tomate, bacon e picles de pepino no pão brioche. A porção de fritas é igualmente bem servida então peça meia para 2 ou 3 pessoas. Vale provar a batatinha com a redução de balsâmico que decora lindamente o prato do sanduíche.

Para acompanhar escolhi a Belgian Tripel (R$ 28) da cervejaria Cevada Pura, de Piracicaba, que leva açafrão e pimenta rosa. Ótima pedida entre diversos rótulos interessantes que, assim como o cardápio, te convidam a voltar sempre ao Galise per mangiare molto bene.

Galise Burger
Rua Carlos Steinen, 270 – Paraíso, São Paulo – SP
Tel.: (11) 2372-0735

O chef Ken Mizumoto comanda a grelha no Yorimichi Izakaya, no Paraíso.

Ken Mizumoto comanda a grelha do Yorimichi Izakaya, no Paraíso. Vale fazer reserva.

Yorimichi significa ‘desvio’ ou ‘sair do caminho de casa’. Para mudar sua rota, o novo Yorimichi Izakaya aposta nos espetinhos na brasa (kushiyaki) muito bem preparados pelo chef Ken Mizumoto, do Shin-Zushi.

Espetinho de asinhas crocantes parcialmente desossadas (R$ 6,50).

Espetinho de moela (R$ 6,90) é um ótimo começo para o happy hour.

Entre as especialidades de frango estão asinhas crocantes, cubos de sobrecoxa com cebolinha ou wasabi, coração, fígado e moela. Os preços variam de R$ 6,90 (moela e coração) a R$ 8,50 (asinha). E se você torceu o nariz para os miúdos, esta é uma ótima oportunidade de mudar de opinião.

Butabara, barriga de porco com o ótimo molho tare (R$ 9,50) e bolinho de arroz grelhado em alga crocante (Misoyaki onigiri).

Barriga de porco com o ótimo molho tare da casa (R$ 9,50) e bolinho de arroz grelhado em alga crocante (Misoyaki onigiri).

Vale provar também o Gyutan, espeto de língua bovina (R$ 11,50) e a Butabara, barriga de porco com o ótimo molho tare (R$ 9,50) feito com redução de vinho, frango e açúcares. Uma boa dupla é pedir um espetinho e o bolinho de arroz grelhado e servido em alga crocante (Misoyaki onigiri).

Carta refinada de saquês tem dose a partir de R$ 50. A cerveja kirin ichiban sai por R$ 12.

Dose de saquê custa a partir de R$ 50. Cerveja Kirin sai por R$ 11, a long neck.

A carta de bebidas do Yorimichi é requintada. Entre os rótulos de saquê, a dose parte de R$ 50. Há também opções de shochu (aguardante de batata ou arroz) e uísques japoneses. Eu fiquei na cerveja mesmo. Você pode escolher Original ($15), Kirin (R$ 11) ou Sapporo (R$ 18).

Porção de frango frito (karaague) com molho de ameixa.

Porção de frango frito (Tori ume karaague) com molho de ameixa (R$ 19).

O cardápio inclui espetinhos vegetarianos, pratos e porções. A de frango frito (Tori ume karaage) leva molho de conserva de ameixa (R$ 19), mas o empanado não agradou muito. O caldo de frango com ovo (R$ 10) é saboroso, mas ainda prefiro os espetinhos.

Caldo de frango com ovo e espeto de sobrecoxa com cebolinha.

Caldo (owan) de frango com ovo e espeto de sobrecoxa com cebolinha.

É importante fazer reserva antes de desviar o caminho para o Yorimichi. Estive por lá primeira semana de funcionamento, com o amigo Edgard, e garantimos nossos lugares no balcão. No andar superior há três salas para grupos reservados.

Yorimichi Izakaya
Rua Otávio Nébias, 203 – Paraíso – São Paulo – SP
Horários: Segunda-feira a sábado, das 18h30 às 00h30
Tel.: (11) 3052-0029

A fila na porta do badalado Jojo Ramen, aberto no começo de maio, no Paraíso, é um exemplo de como o lamen vem encantando os paulistanos. Aqui no Braun Café, com a ajuda do amigo expert Edgard Kanamaru, vamos falar de três casas mais recentes dedicadas a esse prato tão querido dos japoneses.

Veja também: 8 dicas de lamen e udon para se esquentar em SP

2nd Floor Noodle Bar (em novo endereço)

O '2nd floor lamen' tem pancetta e ovo pochê bem molinho.

O ‘2nd floor lamen’ tem pancetta e ovo pochê bem molinho.

Antes situada no andar superior de uma casa, na Vila Mariana, a lamen house comandada por uma turma de jovens chefs se mudou para Moema. No cardápio, o pessoal reforça que trabalha com três caldos feitos artesanalmente, e sem conservantes, para compor as receitas. O resultado é evidente no saboroso prato de lamen, que leva o nome da casa (R$ 35), com caldo a base de shoyu, copa de lombo, pancetta, ovo pochê bem molinho e interessante variedade de algas.

Pãozinho Bun recheado de kimchi, pancetta e cebolinha é ótima opção de entrada no 2nd Floor Noodle Bar.

Bun recheado de kimchi, pancetta e cebolinha é ótima opção de entrada.

A cozinha inclui outros clássicos quentes como udon, domburi e tonkasu karê. Na entrada, peça os buns, pãezinhos macios feitos no vapor com recheios como o de kimchi e pancetta (dois por R$ 23). É um sucesso e vai bem com uma cervejinha (a witbier Or  Blanc Terezópolis sai por R$ 21). Na próxima quero provar as ‘korean ribs’ ao som de Queen e Aerosmith.

Jojo Ramen

Chio Ramen do Jojo com carne de porco finalizada na grelha e caldo bem saboroso.

Ramen Jojo com carne de porco finalizada na grelha e caldo bem saboroso.

Na primeira colherada você conclui que a espera de uma hora, em plena segunda-feira, valeu a pena. O caldo, bem temperado, tem um leve defumado das finas fatias de carne de porco finalizadas na grelha e a saborosa gordurinha aparente da carne de frango. A massa, que leva farinha de tapioca, é leve e delicada. O Ramen Jojo Shio (R$ 32) acompanha algas, broto de bambu e ovo curtido com gema macia. Uma explosão de sabores. Para beliscar, peça o ‘Kimuchi’,  acelga picante de origem coreana (R$ 4) e o Tsukudani (R$ 4), alga curtida com peixe. A cerveja Original de 300 ml sai por R$ 12.

Para beliscar: kimchi (ao fundo) e alga curtida com peixe (tsukudani).

Para beliscar: kimchi (ao fundo) e alga curtida com peixe (tsukudani).

Os sócios da casa investiram no conceito e importaram um chef do Japão para compor a receita, mas a maioria dos ingredientes é local. Não é à toa que encontramos a turma do 2nd Floor e o mestre Masanobu Haraguchi, do Ban, esperando para conferir a novidade. Legal o app da casa para você acompanhar a espera pelo smartphone. Dá tempo de tomar uma witbier no barzinho ao lado, o Açaí Burguer, e relaxar até chegar a sua vez.

Lamen Açu

O reconfortante Shio Lamen, do Lamen Açu.

O reconfortante Shio Lamen, do Lamen Açu, na versão com caldo de frango.

Esta casa de lamen abriu há menos de dois meses, perto da saída do Metrô Praça da Árvore e já tem uma pequena fila formada, basicamente, por moradores da região. Vale a pena esperar para comer o lamen servido no simpático restaurante. Prove o Shio Lamen (R$ 25), caldo temperado com sal. Pedi para trocarem o caldo de porco, que consta no cardápio, pelo de frango, que é consistente e saboroso.

Porção de guioza do Lamen Açu é boa pedida de entrada.

Porção de guioza do Açu é ótima entrada. Prove também a berinjela grelhada.

O macarrão, que não é feito na casa, é bem trabalhado e forma uma refeição reconfortante com os toppings chassu (fatias de carne de porco), cebolinha e vegetais. Nestes dias frios vale por um abraço. Se a fome for grande, vale pedir, de entrada, a berinjela grelhada (R$ 16), sem falar do saboroso guioza (R$ 16 a porção com seis). Além de lamen, a casa oferece pratos em formato de teishoku (de R$ 25 a 35).

2nd Floor Noodle Bar (novo endereço)
Alameda dos Nhambiquaras, 921 – Moema
Tel.: (11) 2339-8878

Não aceita cartões de crédito (Só débito ou dinheiro)

JoJo Ramen
Rua Dr. Rafael de Barros, 262 – Paraíso
Tel.: (11) 3279-5005

Segunda a Sábado das 18h30 às 22h.
Aceita cartões.

Lamen Açu
Rua Guaraú, 120 – Metrô Praça da Árvore.
Tel.: (11) 5589-9124
Terça a Domingo das 11h às 14h30 e das 18h às 21h30.
Aceita cartões e não cobra 10% de taxa de serviço.

Caldos japoneses com macarrão lamen ou udon e suas deliciosas variações são sinônimos perfeitos de “confort food”. Veja aqui uma seleção de 8 japas que prometem te embalar nas noites mais frias, sem gastar muito.

A lista começa com as preciosas dicas de ‘ramen’ (como dizem os japoneses) do amigo Edgard Kanamaru, que tem feito incursões pelas casas especializadas na Liberdade. Na sequência, entram as versões de ‘udon’ que o Braun Café recomenda na região Paulista-Paraíso. Bora lá!

Aska

Missô Tonkotsu (caldo a base de porco) do Aska, com o acréscimo de tyashu

Missô Tonkotsu (caldo a base de porco) do Aska, com o acréscimo de tyashu

“Entre as casas que só servem lamen, na minha humilde opinião de comilão, o Aska é uma das melhores”, diz Edgard. Apesar dos avisos de não ficar fazendo hora na mesa e de não aceitar plástico, só dinheiro, e de ter esperas consideráveis, a casa vale a visita não só pelo lamen, que é muito bom e honesto.

Porção de guiosa do Aska com molho de óleo de gergelim e pimenta

Porção de guiosa do Aska com molho de óleo de gergelim e pimenta

O guiosa da casa, recheado com carne de porco e cebola na chapa, é abafado, o que faz com que a parte de baixo do pastelzinho fique com uma cor dourada e seu topo cozido no vapor. Uma refeição com lamen e guiosa custa menos de R$ 30 (lamen por R$ 17 a R$ 19 e guiosa por R$ 10). E por R$ 2 é possível pedir o kaedama que nada mais é do que um extra de macarrão para aproveitar o caldo da tigela.

Lamen Kazu

Misso tyashu do Lamen Kazu: massa servida em caldo à base de carnes e misso e fatias de lombo de porco

‘Misso tyashu’ do Lamen Kazu: massa servida em caldo à base de carnes e misso e fatias de lombo de porco

Só lamen, sem preconceito. O Lamen Kazu oferece uns 14 tipos de lamen. O que provei foi um misso tyashu, que consiste em uma massa servida com um caldo à base de carnes e misso (pasta de arroz e soja fermentada com sal) com o acréscimo de fatias de lombo de porco (tyashu). O pedido sai pouco mais que R$ 30 já com os 10% do serviço. Nos dias frios, a casa costuma ficar cheia e com longas filas de espera.

Porque Sim

Porque Sim tem 'misso lamen com tyashu' por R$ 22 e salas de karaokê

Porque Sim tem ‘misso lamen com tyashu’ por R$ 22 e salas de karaokê

O Porque Sim se intitula uma casa de lamen, mas serve outros pratos da culinária japa a preços camaradas. O misso lamen com tyashu (fatias de carne de porco cozidas no shoyu) sai por R$ 22 e não cobram 10% de serviço. O local também ficou famoso pelas salas de karaokê no andar superior. Duas ótimas pedidas.

Pub Key

Lamen do Pub Key também está no teishoku, no almoço executivo

Misso lamen ‘ao dente’ do Pub Key também está no teishoku, no almoço

Este restaurante tem um bom indicativo: é frequentado por muitos japas que trabalham na região da Av. Paulista. Serve vários pratos da culinária japonesa em formato de teishoku no almoço. Na foto acima está um misso lamen (mais ‘ao dente’) com acréscimo de tyashu. Este lamen não é dos mais baratos e saiu por uns R$ 40, no jantar.  Já no almoço, o teishoku, que é composto por lamen e mais alguns complementos, não sai por mais de R$ 35. A casa não cobra 10% de serviço.

Ramen-Ya (Estabelecimento fechado)

Lamen com caldo de porco apimentado com bacon, do novato Ramen-Ya

Lamen com caldo de porco apimentado com bacon, do Ramen-Ya (estabelecimento fechado)

Atualização em Julho/2015: Infelizmente o Ramen-Ya fechou. Deixou saudade do lamen com bacon e caldo apimentado e do guioza com recheio bem temperado.

Mas a lista do Braun Café continua com 8 dicas quentes, incluindo o restaurante Meu Udon, aberto em junho de 2015, na Liberdade. A casa oferece massa artesanal de primeira e tempurá para acompanhar, no esquema self service. Veja o post.

Miyabi

Udon também é acompanhamento no 'super teishoku' do Myiabi

Udon também é acompanhamento no ‘superteishoku’ do Myiabi

A primeira vez que ouvi falar de Nabeyaki Udon foi em uma referência ao Myiabi. Na casa, o caldo a base de shoyu e peixe com o macarrão branco udon inclui camarão empanado, shitake, “kamaboko” (massinha de frutos fo mar de cor rosa e branca), tofu frito, cebolinha e ovo. O restaurante, que já foi tema de post aqui no Braun Café, também oferece udon no melhor teishoku da cidade (em média por R$ 34, no almoço executivo). Dica do Edgard: “o senhor Massanobu Haragushi, ex-Myiabi, agora toca o Ban, que fica na Liberdade (Rua Thomaz Gonzaga, 20) e continua mandando muito bem nos caldos, que são sua especialidade. Vale um visita ao Ban para esperimentar um udon.”

Sushi Guen

Nabeyaki Udon do Sushi Guen

Nabeyaki Udon do Sushi Guen vem ‘pelando’

Já falamos do lamen do Sushi Guen, que é um dos japas favoritos do Braun Café (Edgard que indicou). Se pedir o Nabeyaki Udon (R$ 38) vale deixar a tigela tampada por alguns minutos para que o ovo cru cozinhe um pouquinho. O caldo vem ‘pelando’ à mesa com shimeji, shitake, camarão empanado, “kamaboko” (massinha a base de frutos do mar de cor branca e rosa) e muita cebolinha. Se preferir a gema mole, envolvida no caldo, é só se jogar.

Shigue

Tempurá Udon do Shigue (R$ 25) com caldo de frango, tempurá de legumes e um camarão

Tempurá Udon do Shigue com caldo de frango, legumes e camarão (o Togarashi, no vidrinho à direita, é um mix de pimenta e especiarias para esquentar o caldo)

Sou fã do teishoku do Shigue e o Tempurá Udon da casa também é uma boa pedida. O caldo de frango com macarrão leva tempurá de legumes, como berinjela e batata doce, e um camarão. É simples, saboroso e tem preço amigo (R$ 25). O Nabeyaki Udon sai por R$ 35 e o Shoyu Lamen custa R$ 25.
Dica: prove com pitadas de Togarashi, uma pimenta com especiarias, para esquentar ainda mais o caldo.

Shinzushi

2014-02-16 20.04.23

Japa tradição, o Shinzushi não tem nem cardápio em português, mas dá pra entender que os preços são salgados. O Nabeyaki Udon (R$ 58) é bem incrementado e inclui uma espécie de ‘pururuca’ oriental. É bem gostoso. Pra ficar perfeito só precisava ser mais barato.

Udon e tempurá do Shinzushi.

Tempurá Udon do Shinzushi.

Endereços e horários

Aska
Rua Galvão Bueno, 466 – Liberdade
Tel.: (11) 3277-9682
Terça a domingo das 11h às 14h e das 18h às 22h (fecha segunda)

Lamen Kazu – Noodle House
Rua Thomaz Gonzaga, 51 – Liberdade
Tel: (11) 3277-4286
Segunda a sábado das 11h às 15h e das 18h às 22h30
Domingos e feriados das 11h às 15h e das 18h às 21h

Porque Sim
Rua Tomás Gonzaga, 75 – Liberdade

Tel: (11) 3277-1557
Segunda a quinta das 12h às 23h30
Sexta e Sábado das 12h às 5h (na madrugada é preciso reservar)
Domingos e feriados das 12h às 22h
Fecha às quartas e no primeiro domingo de cada mês (porque sim).

Pub Key
Av. Paulista, 854, loja 69 (shopping Top Center)
Tel.: (11) 3145-1741
Segunda a sexta das 11h30 às 14h30 e das 18h30 às 21h
Sábado das 11h30 às 15h e das 18h30 às 21h (fecha domingo)

Ramen-Ya (Estabelecimento Fechado)
Rua da Glória, 326 – Liberdade
Tel.: (11) 3208-7004
Terça a domingo das 11:30h às 15hs e das 18h às 22h (fecha segunda)

Meu Udon
Rua Thomaz Gonzaga, 84/90 (Espaço Kazu) – Liberdade – São Paulo – SP
Telefone: (11) 3203-1588
Horários: Terça à Sábado: 11h30 às 15h30 e 18h às 22h30. Domingos e Feriados: 11h30 às 15h30 e 18h às 21h (Fecha às segundas-feiras, exceto em feriados prolongados)

Miyabi
Av. Paulista, 854, lojas 79/80 (shopping Top Center)
Tel.: (11) 3289-4708
Segunda a sábado das 11h30 às 14h30 e das 18h às 22h30 (fecha domingo)

Sushi Guen
Rua Manoel da Nóbrega, 76, lojas 13 e 14, Galeria Ouro Branco – Jardim Paulista
Tel.: (11) 3289-5566

Segunda a sábado das 11h30 às 14h30 e das 18h às 23h (fecha domingo)

Shigue
Rua Doutor Sampaio Viana, 294 – Paraíso
Tel.: (11) 3885-9606
Segunda a sábado das 11h30 às 14h30 e das 18h30 às 22h (fecha domingo)

Shinzushi
Rua Afonso de Freitas, 169 – Paraíso, São Paulo – SP, 04006-050
Tel.: (11) 3889-8700
Terça a sábado das 11h30 às 14h e das 18h às 23h
Domingos e feriados das 18h às 22h (fecha segunda)

O beco de dar água na boca

fevereiro 18, 2012

Prato do dia no Beco do Barthô: salmão perfeitamente grelhado, purê de batatas cremoso e saladinha comvinagrete de morango (R$ 37)

Escondido em uma ruela, no bairro do Paraíso, o Beco do Barthô é um lugar que vale a pena descobrir. O cantinho charmoso e tranquilo começou, há cinco anos, como um bistrô francês e há um ano passou para as mãos do simpático Luis Lara, que manteve a turma da cozinha e expandiu o cardápio para as culinárias italiana e brasileira.

Faz tempo que eu queria conhecer meu vizinho Barthô e encontrei uma ótima oportunidade levando minha prima, Ana Lara, para almoçar e celebrar seu aniversário atrasado. No fim da refeição ainda descobrimos que os Lara do dono do beco eram parentes do pai dela. Continue lendo »

Brigadeiros gourmet criados pelo chocolatier Ednei Bruno (R$ 3 a unidade)

Caminhando pela vizinhança no Paraíso me deparei com a charmosa e tentadora vitrine da Le Chef Gatô. Brigadeiros gourmet são a especialidade do chocolatier Ednei Fernando Bruno, que juntou as paixões por chocolates, gatos e viagens pelo mundo em uma confeitaria cheia de surpresas.

A loja oferece mais de 40 sabores de brigadeiros (R$ 3 a unidade), que podem ser degustados no local, com café, chá ou até um espumante, ou encomendados – a casa também oferece delivery na região.

Sabores 100% cacau, especiarias e Bailey's entre os favoritos

Fiquei encantada com os quitutes dos sabores 100% cacau, limão siciliano, especiarias e Bailey´s. Este último experimentei  ao apresentar o local aos amigos Ciça e Paulo, que também degustaram o brigadeiro de Vinho do Porto – achei que o doce merecia um pouquinho mais de Porto, mas estava gostoso.  O café de sachê Brik, servido no local, ficou aquém da qualidade dos doces. Eu recomendaria um Astro ou Nespresso.

Verrines: bolinhos de colher com recheios de brigadeiro em dez sabores

A casa oferece outras especialidades como o verrine, um bolinho de chocolate de colher. O doce, com dez opções de recheio, é servido em um vidro e também pode ser uma opção bacana para presentear. Cupcakes, mini cupcakes e bombons de chocolate belga também recheiam o cardápio.

Adoro a ideia de presentar os amigos com brigadeiros. As opções de embalagem são caixinhas de 4 a 16 unidades e panelinhas de porcelana, no estilo Le Creuset, de 40 a 240 gramas.

Doces para presente em caixinhas e panelinhas de porcelana

Le Chef Gatô
Rua Coronel Oscar Porto, 517 – Paraíso, São Paulo – SP
Tels.: (11) 3881-6101 / 6102

Sunomono com lulas, sashimis de anchova negra defumada, atum, lula e polvo

Há muito tempo, o Uo Katsu deixou de vender peixes e frutos do mar para virar sushi bar, mas ainda é conhecido como ‘peixaria’ pelos clientes que lotam suas mesas comunitárias pelo frescor e a variedade dos produtos bem preparados.

Estive por lá no último sábado às 12h com o mestre Edgar Kanamaru em mais um momento de sabedoria gastronômica depois da aula no Miyabi. O ideal é chegar cedo para não ter de pegar uma senha de espera.

Pargo perfeito na 'ex-peixaria' que atrai clientes pela variedade e pelo frescor

No ambiente muito limpo, simples e claro, os clientes compartilham longas mesas comunitárias ou podem escolher o pequeno balcão de quatro lugares. Edgar e eu ficamos por lá em frente às vitrines de variados peixes prontos para o sashimi e de sushis já preparados para um dia de movimento.

Os sashimis são oferecidos por quilo – 100 gramas rendem de dez a 12 fatias de peixe e os preços variam de R$ 6 a sardinha a R$ 22 o atum ‘toro’, mas a média fica em torno de R$ 12. O ideal é pedir 50 gramas (seis fatias) para ter mais variedade à mesa.

Sashimi por quilo (100 gramas variam de R$ 6 a sardinha a R$ 22 o atum gordo 'toro') - 50 gramas rendem 6 fatias de sashimi, em média

Provamos o delicioso sashimi de anchova negra defumada, que eu não cansaria de repetir, sashimis de lula (um pouco viscosa, mas de sabor interessante e leve), polvo (ok), atum (macio e saboroso). Seguimos a recomendação da casa pedindo 50 gramas de pargo, que estava delicioso. Edgar conta que o pargo é embalado em gase e levemente escaldado para ter mais maciez. No Uo Katsu, o resultado é perfeito.

Tentações do balcão: ao fundo o saboroso sushi de shimeji e salmão

Na sequência, os sushis. Muitos deles já estão prontinhos no balcão e são servidos em porções de dois ou quatro. Escolhemos o uramaki de marisco (sou fã de marisco e gostei bastante), sushi de arroz temperado com salmão e ovas de salmão (explosão de sabor), de atum ‘tartar’ com um toque de maionese, cebolinha e ovas de peixe voador (meu favorito), o lindo ‘buquê’ de shimeji envolvido em salmão e alga, e finalmente o sensacional sushi de sardinha (o sabor do peixe em leve conserva casa muito bem com o sabor adocicado do arroz) com toque de gengibre moído e cebolinha.

Uramaki de marisco, susho de arroz temperado com ovas de salmão, sushi de atum com ovas de peixe voador e sardinha

O sushi de sardinha mereceu um ‘repeat’, acompanhado de um clássico da culinária japonesa:  sushi de ovas de ouriço do mar (uni) com lula (ika) crua fatiada. A iguaria chamada Ika-uni é só para iniciados. Como não sou chegada no sabor forte do uni e em comidas muito gosmentas (quiabo, por exemplo, só como se for bem frito) foi uma prova ‘no limite’. Valeu a experiência, comi tudo direitinho (rs), mas não vou pedir ‘bis’.

Sushi de sardinha em leve conserva com gengibre e o desafio: ovas de ouriço (uni) com lula (ika)

Depois de ouvir os atendentes cantarem tantas vezes o pedido, não resisti a uma ostra e me dei bem. Assim como todos os produtos da casa, o molusco estava fresco, saboroso e foi devorado rapidamente com limão e um toque de shoyu. Para fechar o banquete pedimos o doce sushi de unagi (enguia) com bastante molho tarê, embora eu ainda prefira os salgados.

Ostra deliciosamente fresca saboreada com limão e uma gota de shoyu

A conta pode parecer salgada (R$ 77 por pessoa), mas é um preço muito justo para a quantidade e a variedade de iguarias  que provamos. A casa ainda oferece grelhados e faltou provar a vieira, mas certamente não faltarão oportunidades de voltar.

Ambiente simples e limpo tem longa mesas comunitárias. Vale chegar cedo para não pegar a senha de espera

Vale lembrar que a ‘peixaria’ só aceita Visa, cheque ou dinheiro. Na hora do pagamento, a gerente grita “caixinha!” e a equipe responde “obrigado!”. Eu é que agradeço.

Uo Katsu Sushi Bar – Rua Manoel da Nóbrega, 1.180 – Paraíso – São Paulo (SP). Tel.: (11) 3887-9426
Aceita cartão Visa, cheque ou dinheiro. Horários: Terça a sexta das 10h às 18h. Sábado das 10h às 16h.

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