Slow Burger Food

fevereiro 17, 2019

Sorriso, com queijo taleggio e maionese da casa, é uma das opções do cardápio rotativo do chef Max Galise, que segue os princípios Slow Food em seu restaurante no Paraíso

Hambúrguer gourmet e cerveja artesanal é uma combinação que se multiplicou rapidamente pela cidade de São Paulo entre food trucks e estabelecimentos. O Galise Burger, aberto há pouco mais de um ano, no Paraíso, seria mais um só que sua proposta é trazer o hambúrguer – símbolo supremo da cultura fast food – para os princípios do slow food.

A ideia de vender “slow burger food” é de Max Galise, o simpático chef italiano e proprietário, que nasceu no povoado de Saluzzo, a 20 quilômetros de Bra, capital mundial do movimento Slow Food. O legal é que eu, andando pelo Paraíso em uma quinta-feira à noite em busca de um lugarzinho para jantar, não tinha a menor ideia dessa história até entrar para conhecer o restaurante e abrir o cardápio.

“Nada aqui é pré-cozido. Nada é de ontem. Tudo é fresco, preparado na hora, com carinho e amor, ingredientes fundamentais no preparo de uma boa comida”, diz a primeira página do menu, que começa com um trecho do statuto Slow Food. Bom… quase chorei de emoção. Veio aquela memória gostosa da charmosa cidadezinha no Norte da Itália onde provei o “ravioli plin”, uma das melhores massas da vida.

O Galise também é uma saborosa surpresa. Do cardápio rotativo provei o Sorriso (R$ 36), que é garantia de felicidade. O burguer de 160 gramas leva queijo taleggio Serra das Antas, alface, cebola roxa, tomate, maionese da casa e pão brioche da Academia do Pão, padaria artesanal que fica ali pertinho. Dá água na boca só de lembrar do suculento hambúrguer que eu comi comas mãos mesmo. O suco da carne ao ponto vai amolecendo a parte de baixo do brioche então fiz lambança, mas valeu a pena. Eles oferecem talheres para quem preferir ser mais fino, ou slow. Ah! Vale lembrar que o serviço é atencioso e não é lento :-).

Outra boa pedida foi o Luana (R$ 37), uma versão mais potente com queijo cheddar, radicchio, cebola, tomate, bacon e picles de pepino no pão brioche. A porção de fritas é igualmente bem servida então peça meia para 2 ou 3 pessoas. Vale provar a batatinha com a redução de balsâmico que decora lindamente o prato do sanduíche.

Para acompanhar escolhi a Belgian Tripel (R$ 28) da cervejaria Cevada Pura, de Piracicaba, que leva açafrão e pimenta rosa. Ótima pedida entre diversos rótulos interessantes que, assim como o cardápio, te convidam a voltar sempre ao Galise per mangiare molto bene.

Galise Burger
Rua Carlos Steinen, 270 – Paraíso, São Paulo – SP
Tel.: (11) 2372-0735

Cerveja em boa companhia

outubro 22, 2011

Degustação da Franziskaner Hefe-Weissbier no Cia dos Botecos

No agitado quarteirão de bares da Rua Aspicuelta, entre a Mourato Coelho e a Fidalga, o Cia da Cerveja procura conquistar seu espaço com geladas especiais e petiscos incrementados.

Estive por lá esta semana a convite do querido Gui Jotapê, do Botecagem, e da Agência Cartaz, na companhia da sempre divertida turma de blogueiros dos comes e bebes, para conhecer o local aberto em junho deste ano, com rótulos distribuídos pela Ambev.

Bolinhos de tapioca com recheio de salmão e cream cheese entre as porções incrementadas da casa (R$ 27 com 7 unidades)

Bem decorado e amplo, o bar conta com um ambiente mais aberto na frente, o salão principal, com televisores LCD para o futebol, e um terceiro ambiente, ao fundo, com uma imagem dos sonhos: uma mega geladeira de cervejas recheada dos mais diversos rótulos – da Serramalte à Leffe – incluindo prateleira para resfriar os copos, como manda o figurino.

'Geladeirão' nos fundos do bar: parque de diversões dos cervejeiros

A degustação teve início com a dourada cerveja de trigo alemã Franziskaner Hefe-Weissbier Hell – que de ‘hell’ não tem nada – acompanhada de uma deliciosa porção de bolinhos de tapioca recheados de salmão e cream cheese (R$ 27 a porção com 7 unidades). Macios e muito saborosos, os bolinhos fizeram sucesso.

A escura Franziskaner Dunkel

Na sequência, provamos a escura Franziskaner Dunkel. Mais frutada, a cerveja caiu muito bem com os croquetes de carne de cordeiro desfiada e saboroso molhinho ‘alioli’. O cardápio traz porções diversas e pratos (incluindo feijoada). Fiquei curiosa com o ‘pastel de nada’ (R$ 24 a porção com 8 pasteis ‘de vento’) que vem com três recheios à parte (carne, frango e molho de queijo).

Bolinhos de carne de cordeiro com 'salsa alioli'

A casa ainda aposta em drinks com cerveja como o ‘Beer Mint’ (cerveja, licor de menta e grenadine) , ‘Blue Beer’ (cerveja, curaçao blue e limão) e a inusitada ‘Caipira de Cerveja’ (limão, cerveja, açúcar ou sal), que aguçou a curiosidade. Mas ainda prefiro explorar o parque de diversões refrigerado, nos fundos. Terminei minha degustação com a deliciosa belga Hoegaarden, de trigo com especiarias.

Bar aposta em cervejas especiais e petiscos diferenciados, além da música ao vivo (quintas, sextas e sábados)

Dica: quem prefere uma botecagem mais sossegada deve ficar de olho na programação. Quintas, sextas e sábados o bar tem música ao vivo (couvert de R$ 15).

Cia da Cerveja
Rua Aspicuelta, 595 (quase na esquina com a Rua Mourado Coelho) – Vila Madalena – São Paulo (SP)

Tel.: (11)3031-2888 (não tem site)
Horários: Terça a sexta das 17h30 até o último cliente. Sábado a partir das 13h e domingo a partir das 12h (fecha segunda). 

%d blogueiros gostam disto: