Saideira de BH
dezembro 29, 2006

Esse eu não posso deixar de indicar. O Bar Temático é endereço certo, em Belo Horizonte, para quem procura ótima comida e algumas peculiaridades. A começar pela gigantesca cabeça de galo pendurada na parede principal do salão, deixando bem evidente que o território é atleticano.
Logo acima do cabeção está um luminoso destacando os pratos concorrentes das edições do festival Comida di Buteco. As fotos dos pratos, que misturam culinária mineira e nordestina, dão água na boca, mas os nomes merecem destaque.
Entre os concorrentes de outras edições do festival estão o “Fenômeno nu Barraco de Chantilly” (joelho de porco defumado, língua defumada, mandioca cozida na manteiga de garrafa e doce de jiló) e o “Frustração de Noiva” (lingüiça caipira atropelada, mandioca cozida, pirão de leite, manteiga de garrafa e feijão de corda ao vinagrete).
Fomos de “Lupião e os Rolos do Planalto”, concorrente do festival deste ano. A descrição: “bife de carne de sol recheado com CPI’S, liminares e especiarias, purê de jerimum e macaxeira palha”. Entre as liminares estão queijo coalho, feijão de corda e manteiga de garrafa. Tudo muito bem servido e delicioso!
Do vasto e apetitoso cardápio também provamos os bolinhos de feijão, que se parecem com massinhas de acarajé. Confesso que senti falta de um molhinho – talvez uns camarões secos, um vatapá, um caruru…
Bar Temático – Rua Perite, 187, Santa Tereza. Tel (31) 3481-4646.
Olha o aviãozinho…
dezembro 12, 2006
A Mercearia do Lili, no bairro de Santo Antônio, em BH, é um dos botecos mais gostosos da cidade pela comida, pela bebida e pelo atendimento do Dias, há 15 anos proprietário da mercearia fundada em 1949 e que foi um dos dez concorrentes do primeiro festival Comida di Buteco, em fevereiro de 2000.
O Dias fez as honras do bar para a turma dos paulistas. Ficou de proza, fez um tour pela casa – onde a Consolação aluga uma cozinha calorosa de onde prepara levas de tomates secos -, mostrou a vista da cidade nos fundos e o grande quintal que vai abrigar a nova ala do bar.
Até comida na boca, o Dias fez questão de dar a cada na hora de cortar as carnes, que tinham acabado de sair da grelha. Recomendo a maçã de peito e a costela de boi acebolada com madioca cozida e manteiga de garrafa. Cada um com seu garfo atacou as tábuas e fez a festa. Tudo acompanhado, é claro, de cervejas ultra geladas no padrão de BH.
Na hora da despedida, Dias ainda quis mostrar o melhor ângulo da vista da cidade nos fundos da mercearia. Colocou uma caixa de cervejas no banheirinho ao lado da cozinha e lá fui eu fazer mais uma das dezenas de fotos que ilustram a tarde inesquecível na Mercearia do Lili.
As provas do crime estão no Flickr do Braun Café, incluindo imagens de uma ladeira absurdamente íngreme, que preferimos chamar de ‘Ingrid’, na rua do boteco, registradas antes de iniciarmos os serviços. Registrar depois ia ser difícil.
Mercearia do Lili – Rua João Evangelista, 696 – Santo Antônio (BH). Tel (31) 2961-1951
As raridades do PPP
dezembro 9, 2006
O bar Papo, Pinga e Petisco, ou simplesmente PPP, é o típico BBB (Bom, Bacana e Barato). Na entrada do bar na Praça Roosevelt, um display do Elvis lhe dá as boas-vindas. Ao fundo, um sebo de discos conta com raridades, que embalam a noite, e pérolas do pop dos anos 90 como um disco da Yazz, que comprei por trocados após algumas cervejas.
A propósito, as garrafas de 600ml de Original, Serramalte ou Bohemia bem geladas (4,80 reais) são cada vez mais raras nos botecos da capital dos maravilhosos (e caros) chopes com colarinho.
Após uma boa olhada nas diversas de peças de antiquário que decoram o ambiente, outra antiguidade é o preço dos petiscos. Por cinco reais você pode pirar no sanduíche de carne louca no pão francês, com ou sem maionese, ou no sanduba de carne seca acebolada entre outras opções servidas ‘na França’. Porções de gordas e suculentas azeitonas chinelas, queijos e outros antepastos bem servidos custam até dez reais.
O resultado disso tudo é que a conta não pode ser chamada de dolorosa. mas deve ser paga com cheque ou dinheiro. Infelizmente, os donos do PPP devem achar muita modernidade aceitar pagamentos com cartão. E felizmente, o PPP passou a aceitar cartões de crédito. Boa notícia.
No cardápio há uma nota contando que o lugar chegou a ser um famoso bar da década de 60, o Djalma’s, onde Elis se apresentou. Perhaps, Perhaps… Perrrhaps.
PPP: Praça Franklin Delano Roosevelt, 118 , Consolação. Tel: (11) 3257-4106
Cerveja Lemon é soda
novembro 20, 2006

Em um misto de curiosidade e altruísmo, resolvi provar a Skol Lemon, nova cerveja draft com sabor limão. A degustação aconteceu na Mercearia do Lili, em Belo Horizonte, onde fazia o calor que jamais chega a São Paulo. Antevendo o resultado, o Dias, dono do excelente boteco, enrolou um pouco para trazer a cerveja e fez algumas ressalvas. Dias e os botequeiros da mesa tinham razão. Cerveja Lemon é soda.
Se você gosta muito de cerveja faça um favor a seu espírito botequeiro e evite versões ‘lemon’. Certa vez, em uma viagem de férias, encontrei uma versão da maravilhosa Grolsch com limão, em um mercado de Amsterdã.
Percorri a cidade atrás de um bar que servisse a Grolsch Lemon até que um barman belo e contente encheu metade do copo com Grolsch e completou com soda limonada. Fiz cara de terror, paguei a bebida e tomei o drink conhecido como panachê – é gostosinho, mas não rola. Se você detesta cerveja e não quer tomar soda com seus amigos no boteco, aí sim chame uma Skol Lemon [e não me chame].
Na última semana de viagem, na Holanda, fui à casa do primo Hans e ele trouxe uma Grolsch Lemon geladinha. Hummm… não gostei.
O negócio é fazer como os mexicanos. A moda começou por aqui com uma fatia de limão no gargalo da Sol – cerveja que ganhou em outubro uma versão pilsen muito boa por sinal. Outra opção interessante é o ‘cullo de burro’ – copinho com limão espremido, sal e pimenta do reino, que você vai bebericando enquanto toma sua cerveja.
Lá no México provei a ‘chelada’ e a ‘michelada’ com uma cerveja chamada Victoria. A ‘chelada’ é servida em um copo com dois dedos de limão espremido, gelo e sal na borda. Caiu maravilhosamente bem com um taco de camarão na Playa del Carmen, um lugar produzido no Photoshop. Já a ‘michelada’ levava uma tal de ‘salsa magui’. Depois entendi que aquela cerveja com limão e cor de Coca-Cola tinha um molho da Maggi mesmo. Só recomendo para quem quiser arriscar na salada.
Ainda não temos a Victoria por aqui, mas já podemos nos alegrar com a Dos Equis (XX) bem ‘chelada’ e mais barata. Para felicidade geral da nação, a Dos Equis Special Larger – pilsen leve com personalidade – começou a ser importada em outubro, pela mexicana Femsa, que comprou a Kaiser e também fabrica a Sol. O pessoal de São Paulo e do Rio de Janeiro já pode começar a prová-la, com ou sem limão, a preços muy amigos.
Luiz Fernandes é bi no Boteco Bohemia
novembro 13, 2006

(Galera no Valadares saiu na coluna social do BaresSP sobre o Boteco Bohemia)
Duas fatias de beringela empanadas recheadas com carne moída, mussarela, tomate e manjericão. Imagine uma porção desses bolinhos se mande para o Bar do Luiz Fernandes, no Mandaqui. O boteco aberto em 1970 foi bi-campeão do Boteco Bohemia 2006, encerrado ontem (12/11), com a ‘Surpresa da Dona Idalina’. Em 2005, a dona Idalina ganhou a versão paulista do Comida di Buteco com seu bolinho de bacalhau.
Em segundo lugar ficou a “Linguiça do titio ao forno” do Botequim Bar & Gril (assada com batata e cebola) e em terceiro a coxinha do Veloso Bar, que vem ganhando moral entre os botequeiros. Ela merece – assim como a caipirinha do Souza – embora eu ainda prefira a versão mais crocante do Frangó.
No festival deste ano visitei o Valadares (de baixo), com o pessoal da foto. Eles concorreram com o croquete de frango recheado de queijo Minas. Gerou expectativa, mas ainda acho que é melhor comer logo a coxinha do Veloso. Não perca a viagem e peça o concorrente do Boteco Bohemia 2004, “Batatas na Serragem” – porção de batatinhas (não ‘babatinhas’ Felitti) com farofa temperada.
Outra surpresa boa foi o “Cana Pé-Quente” do boteco A Lapinha (saiba mais sobre ele na seção Botecos do BraunCafé). Fora o trocadilho, a idéia é genial: polentas assadas em formas de empadinha, recheadas de ragu de calabresa, polvilhadas com parmesão e um toque de pesto de manjericão para quebrar. Sensacional.
No site do festival você encontra a lista completa dos participantes, os ganhadores em outras categorias e vídeos tentadores das receitas concorrentes. Acho que uma versão simplificada da lista online seria mais bacana para guiar os botequeiros em 2007. Fica aqui a dica.
Onde fica o Mandaqui? Em Santana. O Alê Scaglia, que é fã do Veloso, nasceu lá e levei bronca por perguntar se era longe. Então vamos pra lá dizer ao garçom “Mandaqui mais uma Bohemia!”. Não deu para resistir Alê.
A Lapinha – Rua Coriolano, 336 – Lapa. Tel: (11) 3672-7191
Bar Luiz Fernandes – Rua Augusto Tolle, 610 – Mandaqui. Tel: (11) 6976-3556
Botequim Bar & Grill – Rua Caraíbas, 621 – Perdizes. Tel: (11) 3673-2977
Aperitivos Valadares – Rua Faustolo, 463 – Lapa. Tel: (11) 3862-6167
Veloso Bar – Rua Conceição Veloso, 56 – Vila Mariana. Tel: (11) 5572-0254




