Moocas Aires

janeiro 6, 2008

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Se você acha que empanadas são todas iguais, por favor, dê um pulinho no Alto da Mooca em um sábado ensolarado e prove as empanadas argentinas do El Café. Depois de experimentar a Tucumana (carne picada na ponta da faca, azeitonas, pimentão, ovos e um tempero especial) você certamente vai querer dar uma palavrinha com o simpático dono, que serve as mesas e comanda o balcão.

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“Éu ámo a Môoca”, revelou Cristian com seu sotaque portenho misturado ao italianês do bairro, onde veio morar há sete anos. Trouxe consigo as receitas de empanadas, que aprendeu em restaurantes na terra do Boca Júniors, seu time estampado na bandeira atrás do balcão, e vendia os quitutes sob encomenda. O sabor de queijo com cebola também é uma boa pedida.

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(Praça Amo a Mooca na Rua dos Trilhos)

Há poucos meses, Cristian resolveu abrir seu simpático bar-café na Mooca, é claro, mas revelou que já estuda uma filial na zona Oeste. Enquanto isso, vale fazer um passeio até lá para provar empanadas, sanduíches, porções e tomar uma cerveja. Para os sortudos moradores da área, eles também entregam.

A Mooca é logo ali, mas se você ficou com preguiça, outra opção é o Patagônia, em Moema, que também serve empanadas argentinas muito gostosas, doces e um ótimo café. Eles ainda vendem porções congeladas dos quitutes para você esquentar em casa e fazem delivery.

El Café – Rua da Mooca, 3593, Alto da Mooca. Tel: (11) 6604-2337 / 3567-2951 .
E-mail: delivery@empanadaselcafe.com

Patagonia – Avenida Rouxinol, 953, Moema. Tel: (11) 5055-2302/2341/ 7466.

O dia em que descobri o Natal

dezembro 12, 2007

Por Renata Mesquita* 

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  Dona Irma, minha avozinha querida, é do tipo de pessoa que engorda quilos no Natal, movida a muito panettone. Eu engordo muito o ano inteiro, mas nunca entendi o fascínio das pessoas por esse “bolo” de frutas, talvez por detestar frutas cristalizadas (nunca me dêem um sorvete do tipo cassata, por favor), talvez por achar a massa com gosto de fermentada demais (tá bom, eu sei que eles colocam um aromatizante).

Eu sou do tipo que, olhe lá, comeu um pedaço aqui outro ali de Chocottone na vida. A própria Braun perguntou se eu gostaria de uma fatia de Bold’Oro – o panettone pelado – e eu, educadamente recusei (sim, eu sou educada).

Enfim. Todo esse nariz de cera para dizer que a minha vida mudou na última segunda-feira. Eu comprei um Panettone de Brigadeiro da Amor aos Pedaços. E não consigo parar de comer. Nunca mais!!!

Estou fascinada. A massa é bem leve e o recheio… bem, é o brigadeiro da Amor aos Pedaços. Precisa de apresentação? Só a casquinha de chocolate com granulado é um pouco ressecada, mas e daí? Tem brigadeiro da Amor aos Pedaços dentro!

Agora, é isso. Arranjei mais um problema para a minha vida. Afinal, a delícia, de 500 gramas, custa a “bagatela” de R$ 36. Por que eu sempre me vicio em coisas que custam 3x o preço normal de qualquer similar no mercado?

*Renata Mesquita é jornalista de tecnologia e adora descobrir novas guloseimas para o Braun Café.

Carne e abacaxi

novembro 26, 2007

Por Jordana Viotto*

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Foto do site tudogostoso.uol.com.br

Um dos lanches mais conhecidos do Rio de Janeiro, ganhador de prêmios e atrativo de todo mundo que quer experimentar ser carioca por uns momentos é o Cervantes.

A lanchonete de Copacabana tem duas versões, uma quase do lado da outra. A de mesas, que geralmente exige esperar, e a de balcão, onde come-se de pé.Os sanduiches todos levam algum tipo de carne, queijo opcional e abacaxi. Ok, o abacaxi também é opcional, mas o barato de comer no Cervantes é justamente ele.

O sanduíche mais tradicional é o de patê de fois gras com abacaxi. Para quem não pode nem ouvir falar nas palavras fígado e ganso na mesma frase, uma opção deliciosa é a de linguiça calabresa com queijo e abacaxi.

O sanduíche é bem caprichado e sai em velocidade recorde. Ótimo para quem está faminto e querendo comer algo diferente.

Cervantes – Rua Barata Ribeiro, 7, Copacabana – Rio de Janeiro. Tel: (21) 2275-6147.

*Jordana Viotto sempre conta ao Braun Café suas descobertas sobre as delícias da vida.

Por Jordana Viotto*

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Não fossem os tiroteios e as ocasionais balas perdidas, eu seria capaz de mudar para o bairro de Santa Tereza, no Rio de Janeiro, amanhã.Enfim… O bairro é charmosíssimo, cheio de ateliês lindos (me apaixonei por uma bolsa feita de negativos de filmes) e restaurantes deliciosos.

O pessoal sobe no bondinho (60 centavos) que equilibra-se nos arcos da Lapa e segue morro arriba, visita as lojinhas e ateliês e almoça por lá, aproveitando a vista do Rio que um bairro alto proporciona.

Provei um arroz ao açafrão com frutos do mar num restaurante chamado Sobrenatural. Pena que não tirei fotos, porque o prato estava muito bonito, mas minha fome era maior e eu só consegui lembrar quando o prato já tinha terminado. Mas não foi só pela fome que quase matei com uma amiga uma panela da iguaria. O sabor combina com o nome do restaurante.

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A sobremesa e o café deixei para o Parque das Ruínas. Como diz o nome, são as ruínas de um castelinho da “belle epoque carioca”, onde morava uma moça chamada Laurinda Santos Lobo. Uma senhora distinta, que recebia a alta sociedade do Rio nos seus salões para ouvir Villa-Lobos ou ver Isadora Duncan – coisas básicas assim. Mas isso, no momento, não importa.

O que importa é que o parque tem um café supergostoso, que serve bolos e tortas também. As opções são poucas – três ou quatro. Mas os doces têm gosto de coisa feita pela avó. Experimentei o bolo de cenoura com cobertura de chocolate. Recomendo!

Um belo lugar para passar um tempinho apreciando o sabor e a bela paisagem – lá tem um mirante de onde dá pra ver boa parte da cidade.

Restaurante Sobrenatural – Rua Almirante Alexandrino, 432, Santa Tereza – Rio de Janeiro – RJ.

Parque das Ruínas – Rua Murtinho Nobre, 169, Santa Tereza – Rio de Janeiro – RJ

*Jordana Viotto sempre conta ao Braun Café suas descobertas sobre as delícias da vida.

Alta sorveteria

novembro 20, 2007

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(Sorvete de Nata com Chocolate Amargo da Vipiteno. Foto: Henrique Martin) 

Inspirada na reportagem “Gelato à Francesa“, da Folha de S. Paulo, Karina Gentile foi provar que a alta gastronomia resolveu quebrar o gelo e apostar nos sorvetes. Foi à Vipiteno, aberta recentemente no Itaim pelo chef Laurent Suaudeau, e disse o seguinte:

“Em tempos de calor (calor? que calor?) vai a dica DO MELHOR SORVETE DA VIDA!”

“Pistache sem corante, baunilha com pontinhos pretos da própria fava, chocolate… ah o chocolate…”

Também adoro sorvete de chocolate. Quando era criança, as escolhas eram mais simples. O Chicabon, que acaba de fazer 65 anos, era o melhor sorvete da vida. Para comemorar o aniversário, a Kibon lançou uma edição especial de bombons de Chicabon cobertos de chocolate ao leite. A caixa do Mini Chicabon custa R$ 3,90. E agora? Hummm… chocolate…