Feira da França 2007
agosto 1, 2007

Barracas de comidas típicas, vinhos, música, can-can, exposições e cinema franceses tomarão a Rua Normandia, no bairro de Moema, em São Paulo, neste final de semana.
A sexta edição do “Festival de Cultura Francesa – C´est Si Bon 2007” acontece nos dias 3, 4 e 5 de agosto (sexta a domingo), em São Paulo. Não deixe de provar um dos pratos do chef Renato Frias, que marca presença todos os anos na barraca do Chef du Jour. Em festivais anteriores, a banca de queijos do pessoal do L’Aperô e a de crepes também eram ótimas pedidas.
Este ano, a “Feira da França” realizou sua primeira edição regional no Rio de Janeiro. Comemorando a Queda da Bastilha, o evento aconteceu nos dias 14 e 15 de julho.
Fame
julho 31, 2007

Imagine-se almoçando no refeitório de uma escola de dança, em Londres, cheio de jovens com seus sandubas e iogurtes naturais, batendo papo e alongando as pernas nas cadeiras.
O seriado “Fame”, da década de 80, foi a primeira imagem que me veio à mente ao entrar no restaurante da academia The Place, pertinho da estação Kings Cross, onde estávamos hospedados.
O responsável por esse ‘achado’ de Londres foi Marcos Sêmola, querido colunista veterano do IDG Now! e excelente anfitrião. Nada melhor do que deixar a chuvinha chata da cidade lá fora e almoçar um prato de fuzilli ao molho branco – simples e bem feito – em ótima companhia.
Durante o almoço, Sêmola contou que adora ir ao The Place para dar uma espairecida. Há três anos em Londres, até pão de queijo e feijoada ele já sabe onde encontrar. Outro dia escreveu para contar sua mais nova descoberta: Açaí.
“O lugar se chama Neal’s Yard Salad Bar e fica um lugar bem gostoso no meio de Convent Garden. Estão estabelecidos desde 1982 e são especializados em comida vegetariana. Mas o bom mesmo foi me deparar com aquele tigela de açaí com banana e granola. Claro que não se compara ao mesmo prato feito belo Bibi Sucos, mas estando tão longe do Rio, não há nada melhor!”, contou.
Com preços acessíveis e opções saudáveis, o “Fame” rendeu replay para um café-da-manhã com Alê e Valim. Eles gostaram, mas sentiram falta das bailarinas. O agito rola no almoço mesmo.
The Place – 17, Duke´s Road – Londres.
Pra lá de ‘olde’
julho 30, 2007

Pelos lados da City, a “cidade original” de Londres, é comum encontrar advogados usando aquelas perucas brancas de época. Bem que procuramos, mas não vimos nenhuma figura dessas. Encontramos, no entanto, um dos pubs mais antigos da cidade: o Ye Olde Cheshire Cheese.
“Olde” é pouco para descrever a idade do lugar. O estabelecimento reconstruído em 1667, após o grande incêncio de Londres, fica em uma rua de paralelepípedos bastante estreita e pouco iluminada. Cenário perfeito para um filme de suspense…

O pequeno salão de entrada, decorado em madeira escura, com quadros muito antigos nas paredes, deixa o ar ainda mais misterioso. Na mesa ao lado, altos executivos bebiam seus pints na hora do almoço – sem peruca.
Como diria Jack, o estripador, que também deve ter tomado umas por lá, vá por partes. Peça sua cerveja, que ainda por cima tem um preço abaixo da média (2,50 o pint se não me engano), dê um tempo em uma das mesas e depois faça um tour pelas intermináveis salas do pub.
Ye Olde Cheshire Cheese – 145 Fleet Street, City – Londres
Tea… lot´s of tea
julho 29, 2007
City é o nome dado à parte mais antiga de Londres. Em cada ruela da ‘cidade original’ há um impressionante acúmulo de história, mistérios e, segundo Fábio Almeida, de muita poeira.
Nesta região está localizada a Temple Church, uma igreja simples e bastante peculiar. Para visitá-la não é preciso pagar dez pounds de entrada, o que é comum na maioria das catedrais de Londres. Tivemos a felicidade de participar de uma missa celebrada por um coral espetacular e depois vimos de perto as efígies de quatro cavaleiros templários – bem Dan Brown mesmo.
Pertinho da Temple está a antiga loja da Twinings, cujas paredes certamente não têm ouvidos ou ficariam loucas. Em seu livro “História do mundo em seis copos”, Tom Sandage conta que, em 1717, Thomas Twining, dono de um café em Londres, abriu uma loja de chás ao lado, só para as mulheres. Foi a alegria das inglesas, que saíam para comprar seus chás ou tomá-los no salão enquanto falavam da vida alheia… daaarling.

Hoje, essa mesma loja, muito tranquila e belíssima, exibe prateleiras repletas das mais variadas infusões. E os preços são ótimos. Por uma média de 1,50 a 2 libras você compra, por exemplo, uma caixa com 20 saquinhos de chá de camomila com folhas de limão (delicioso) ou de chá preto com laranja e canela. Dá para fazer a festa e trazer chás… muitos chás de lembrança.
A loja também vende xícaras de porcelana para seu chá. Como colecionadora de canecas e xícaras não pude resistir a levar uma (3,99 libras). Ela está aqui, lovely, ao lado do micro, me ajudando a trazer boas lembranças de lá.
Twinings – 216 The Strand, City, Londres.
Lá vem o pato…
julho 23, 2007

A pequena Chinatown de Londres é praticamente uma praça de alimentação monotemática. A quantidade de restaurantes chineses por metro quadrado é impressionante. E, devo dizer que, apesar da fome e graças ao Valim, não pagamos o mico de comer algo parecido com fast food nos kilos de preço único. Pagamos o pato mesmo.
Valim arregalou os olhos diante dos patos assados pendurados na vitrine de um dos restaurantes. E lá fomos nós atrás do melhor e mais barato menu de Chinatown. As opções variam de 10 a 17 libras, dependendo da ‘sequência chinesa’. Geralmente, além do pato crocante, eles servem o básico shop suei, pratos de carnes e legumes. O menu fica mais caro quando entram camarões e outros frutos do mar.
Seguindo a velha e boa teoria da rua paralela, onde tudo geralmente é mais barato, achamos um menu com o tal pato assado por 10 libras no Super Star, restaurante jeitosinho, com bom atendimento.

Alê já mandou uma pilsen chinesa bem gelada e esperamos com o estômago nas costas. Quando começamos a olhar o guardanapo com outros olhos, lá vem o pato!
Crocante por fora e bem assado por dentro, o crispy duck à moda de Pequim vem derretendo. É desfiado com duas colheres, na mesa, pelo garçom e serviço com uma cumbuca de finíssimas massinhas, um molhinho meio agridoce e um pratinho com tiras de funcho e pepino. Basta pegar a carne já desfiada, montar seu ‘burrito’ e mandar ver. Simples e delicioso!
O menu ainda incluía três pratos chineses mais simples: frango com legumes, um cozido vegetariano e um prato de lascas de carne de porco empanadas e picantes com cebola. Comemos a valer, pagamos 15 libretas por cabeça e saímos de lá sorrindo. A sequência estava gostosa, mas depois do pato “Super Star”, a sequência virou figuração.
Super Star Restaurant – 17 Lisle Street – Londres. Tel: 020 7287-1717.


