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Sede da vinícola Le Marchesine, produtora de Franciacorta, em Brescia, no Norte da Itália.

Os franceses têm Champagne e os italianos têm Franciacorta. O Braun Café resgata aqui a memória de um dia inesquecível na região da Lombardia, no Norte da Itália, onde esse precioso espumante é produzido.

A matriarca da família Baetta, dona Giuliana brinda com um dos champagnes à italiana produzidos na vinícola da família.

A matriarca da família Biatta, dona Giuliana brinda com um dos rótulos de Franciacorta produzidos na vinícola da família.

Em um dia ensolarado de novembro de 2014, lá estava eu pegando 35 minutos de trem de Verona para a província de Brescia, ansiosa para experimentar o famoso Franciacorta, na vinícola Le Marchesine, uma das cinco maiores da região. Quem me falou do vinho foi a querida Fabíola, que me passou o contato do Giuseppe, representante da vinícola por aqui. (Sim! Tem Franciacorta no Brasil. Veja abaixo algumas dicas de locais e preços).*

Um dos rótulos da Le Marchesine. (Foto: Instagram @lemarchesine)

Um dos rótulos da Le Marchesine. (Foto: Instagram @lemarchesine)

Dona Giuliana Biatta e sua família nos receberam carinhosamente na propriedade, que é da família desde 1985, para conhecermos a produção do Franciacorta. O espumante feito com uvas chardonnay, pinot branc e um toque de pinot noir, tem um tempo médio de 18 meses de fermentação em garrafa.

Franciacorta oi inspirado em uma visita à região de Champagne, nos anos 60.

Franciacorta surgiu após uma visita à província de Champagne, nos anos 60.

Os italianos evitam comparações com Champagne, embora a inspiração tenha vindo de lá. Em meados da década de 60, um jovem meio rebelde chamado Mauricio Zanella, foi encaminhado pelo pai, um produtor de vinhos da Brescia, para estudar na França e entrar na linha. Foi lá que o jovem

O deslumbrante Lago de Iseo é uma das atrações turísticas de Brescia.

O deslumbrante Lago de Iseo é uma das atrações turísticas de Brescia.

resolveu fazer uma visita à região de Champagne, se apaixonou e voltou pra casa com uma ideia na cabeça, que se transformou em um dos orgulhos da Itália.

O espumante também tem sua taça, diferente da flûte, criada especificamente para ele. A bebida é suave e vibrante, com delicadas ‘bolhinhas’ e um leve aroma de fermento… de alegria… de Franciacorta.

Almoço no Ristorante Il Paiolo, em Iseo. Embutidos artesanais e aspargos à milanesa.

Ristorante Il Paiolo, em Iseo, serve deliciosos aspargos à milanesa.

Após a visita à vinícola, fomos almoçar no Ristorante Il Paiolo na pequenina cidade de Iseo, onde também é servido o Franciacorta da família. Fico emocionada de lembrar dos embutidos e dos aspargos à milanesa desse lugar.

Piazza del Porto é um dos vilarejos ao redor do Lago de Iseo.

Piazza del Porto é um dos vilarejos ao redor do Lago de Iseo.

Iseo é uma das pequenas cidades que circundam o deslumbrante Lago de Iseo, atração turística de Brescia. O lado, que faz divisa entre a Depois do almoço, demos uma volta de carro por todo o lago, parando em alguns pontos para admirar as paisagens dos vilarejos, das montanhas e do pôr do sol de um dia inesquecível. Um brinde aos momentos felizes e inesquecíveis que virão. Feliz 2017!

Onde encontrar:
Os preços do Franciacorta podem variar bastante por fatores como tempo de fermentação em garrafa, safra e tradição da vinícola. Todos têm a Demoninação de Origem Controlada e Garantida (DOCG). Alguns exemplos que encontrei:
Villa Crespia Franciacorta (R$ 108 na Gran Cru)
Le Marchesine Franciacorta Brut (US$ 43 dólares no Duty Free)
Monte Rossa (R$ 180 e R$ 270 no supermercado Saint Marche)
Bellavista Alma Cuvée (R$ 345 na World Wine)
Cuvée Prestige Ca´Del Bosco (R$ 329 na Mistral)

Entrada do Mercado Agrícola de Montevideo, ótimo lugar para passear e descobrir os sabores locais.

Entrada do Mercado Agrícola de Montevidéu, reformado em 2013.

Montevidéu é um destino bem bacana e acessível para passar uma semana de ‘mini férias’ ou um feriado prolongado, por exemplo. Aqui vão algumas dicas de sabores que o Braun Café resgatou de uma deliciosa viagem em outubro de 2013.

A parrilha da Estación Del Puerto, no tradicional Mercado del Puerto.

A parrilha da Estación Del Puerto, no tradicional Mercado del Puerto.

O primeiro sabor da minha memória de Montevidéu é a carne uruguaia, de excelente qualidade e bom preço. No clássico Mercado del Puerto, paramos no balcão da Estación del Puerto para admirar o trabalho do churrasqueiro e já nos acomodamos no balcão. Para beliscar, pedimos uma saborosa linguiça, com pãozinho e cerveja local (Zillertal, se não me engano).

Para duas pessoas, uma opção é o contra-filé com fritas do Estación Del Puerto. Para três, a parrilla vale a pena.

Para duas pessoas, uma opção é o contra-filé com fritas do Estación Del Puerto. Para três, a parrilla vale a pena.

A parrilla clássica, com mix de carnes, pimentões, cebola e batatas na brasa, serve bem três pessoas por um valor equivalente a R$ 90. Como estávamos em dupla, pedimos um suculento contra-filé com fritas e salada, que estava muito bom (as fritas não estavam crocantes. Talvez seja mais negócio pedir a batata assada na brasa).

Banca do Mercado Agrícola de Montevideo. fazendo arte.

Banca do Mercado Agrícola de Montevideo. fazendo arte.

Não deixe de explorar o histórico Mercado Agrícola, que foi todo reformado em 2013 . Você pode ir antes do almoço, ver as bancas de legumes e frutas arrumados em forma de borboleta, as lojas de produtos locais e os empórios com vinhos, doces de leite e suas variações (recomendo a Lapataia).

Interior do Mercado Agrícola, reformado em 2013.

Interior do Mercado Agrícola, reformado em 2013.

Na área de alimentação dá pra fazer uma degustação de cervejas artesanais na Choperia Mastra.

Tour com degustação na vinícola Bouzas, a dez minutos da cidade.

Tour com degustação na vinícola Bouzas, a dez minutos da cidade.

Minha dica mais preciosa é a visita com degustação à Bouza Bodega Boutique, que fica a dez minutos da cidade. Foi o passeio mais legal da viagem.

Coleção de carros e motos antigos da família Bouzas.

Tour passa por uma surpreendente coleção de carros e motos antigos.

A Bouza se denomina uma ‘vinícola boutique’ pela produção em menor escala e pela qualidade. Além de conhecer os vinhedos e a adega, o tour da Bouza ainda passa por uma coleção histórica de carros e motos antigos. No restaurante da vinícola fizemos a degustação de cinco tipos de vinho com pães artesanais, queijos e frios produzidos localmente (sensacional).

O memorável Cocó, em destaque na degustação da vinícola boutique.

Degustação de vinhos com pães, queijos e embutidos feitos no local. 

O mais marcante foi o vinho branco Cocó (em homenagem ao apelido da matriarca da família), feito com uma combinação perfeita de uvas (60% alvarinho e 40% chardonnay). Já alegre com a degustação, você pode comprar o Cocó e outros rótulos da Bouza na lojinha ao lado do restaurante, em pesos uruguaios, e trazer pra casa um sabor memorável das terras uruguaias. Salud!

Bouza Bodega Boutique
Cno. de la Redención, 7658 bis
Tels.: (598) 2323 7491 / 2323 3872
Restaurante: (598) 2323 4030
Montevideo – Uruguay
bouza@bodegabouza.com
visitas@bodegabouza.com
http://www.bodegabouza.com/

Mercado Agrícola
José L. Terra, 2220
Montevideo – Uruguai
https://www.facebook.com/mercadoagricolamontevideo/

Mercado Del Puerto
Rambla 25 de Agosto de 1825 228, 11000
Montevideo – Uruguai
http://mercadodelpuerto.com.uy/

Torta de frango jamaicano, salada de grão de bico com cenouras da Hello Good Pie.

Hello Good Pie: Torta de frango jamaicano, salada de grão de bico com cenouras e limonada com hortelã por 7 euros. Melhor lugar.

Minha primeira missão em Berlim foi comer uma torta. Larguei as malas, peguei o metrô e fui direto pra Hello Good Pie, dica preciosa da amigóla Kay Gentile. Com um nome-trocadilho sensacional, o simpático café no bairro de Kreuzberg é especializado em tortas caseiras, com ingredientes orgânicos e preço bem amigo.

Antes de Berlim, o Braun Café passou por Viena e Praga. Veja as outras dicas desta viagem:
Dois banquetes, um doce e um café em Viena
Praga, a maravilhosa cidadezinha mágica

Estive por lá por volta das 15h e peguei uma promoção do almoço (torta + acompanhamento + suco). Escolhi a de frango jamaicano (massa macia e recheio suculento com especiarias), salada de grão de bico com cenouras e uma refrescante limonada com hortelã. Tudo por 7 euros. Oi? “You say good pie, and I say hello”.

Torta de peras com amêndoas e um expresso na Hello Good Pie.

Torta de peras com amêndoas e um expresso na Hello Good Pie.

Entre as versões doces, provei a sensacional e fofinha torta de peras caramelizadas e amêndoas com um expresso. Que delícia de almoço. Repito aqui o que a Kay me disse antes da viagem: “Vai pra Berlim e vai na Hello Good Pie”. Obrigada amiga.

Vitrine de embutidos da tradicional Rogacki Delicatessen (desde 1928).

Vitrine de embutidos da tradicional Rogacki Delicatessen (desde 1928).

A segunda missão veio do Tony, o Bourdain, de um antigo episódio de No Reservations: almoçar na Rogacki, tradicional delicatessen de Berlim (desde 1928). O lugar histórico merece uma volta para admirar as vitrines de embutidos multicoloridos, frutos do mar, peixes curtidos e arenques.

Clássicos da Rogacki: Filé de peixe empanado e duas versões de salada de batatas.

Clássicos da Rogacki: Filé de peixe empanado e duas versões de salada de batatas.

O esquema do almoço é simples: você entra na fila com sua bandeja, faz uma mímica para indicar o que deseja, caso não fale alemão, escolhe uma bebida (pedi um refri de maçã), paga a conta e se acomoda em um dos balcões para comer em pé. É assim mesmo. E depois de provar o maravilhoso filé de peixe empanado e as saladas de batatas do lugar, talvez você queira se ajoelhar…

Despedida com Wiener Schnitzel, na cervejaria Augustine.

Despedida com Wiener Schnitzel, na cervejaria Augustine.

Em Berlim resolvi dar uma variada no cardápio e a localização do flat ajudou muito. A Winterfeldstrasse, no bairro de Schoneberg, tem uma área com bares e restaurantes de diversas origens (indiano, grego, libanês, italiano, tailandês etc.). Recomendo o curry verde tailandês do Papaya (10 euros) . Também deu pra explorar o belíssimo mercado local, o Kaiser’s. Em junho, estação dos aspargos, fiz até spaghetti com aspargos brancos e tomatinhos. Ficou bem bom.

Linguiça artesanal grelhada, purê de batatas e chucrute.

Linguiça artesanal grelhada, purê de batatas e chucrute.

Mas no último jantar da viagem, na cidade que mais me emocionou, eu queria me despedir da cozinha local. No passeio pelo Gendarmenmarkt, a gente topou com a cervejaria Augustiner e foi o lugar perfeito para me despedir do Wiener Schnitzel. A pielsen de lá é uma delícia, mas se estiver no pique de vinho, recomendo uma taça do Grauburgunder Brunhilde (delicioso).

A refrescante pielsen da cervejaria Augustine na despedida da viagem.

A refrescante pielsen da cervejaria Augustine na despedida da viagem.

O prato do Fábio estava ainda mais gostoso: suculenta linguiça caseira grelhada com purê de batatas bem cremoso. Deu água na boca só de lembrar. A conta toda desse jantar perfeito saiu 49 euros. Valeu o investimento. Vielen danke Berlim!

Augustiner
Charlottenstrasse, 55, Gendarmenmarkt – Berlim
Metrô: U Franz. Str.
http://www.augustiner-braeu-berlin.de/

Hello Good Pie
Falckensteinstrasse, 9, Kreusberg – Berlim
Metrô: estação U-Bhf Schlesisches Tor
www.hellogoodpie.de

Rogacki Delicatessen
Wilmersdorfer Strasse, 145, Charlottenburg – Berlim
Metrô: estação U Bismarckstrasse
www.rogacki.de

Praga vista da Ponte Carlos sobre o Rio Moldava.

A encantadora Praga vista da Ponte Carlos, sobre o Rio Moldava.

Se existe uma cidade que vai te encantar a cada esquina, posso dizer que é Praga. Outra coisa que vai te surpreender é a coroa tcheca, amiga dos turistas. Me diga onde é que duas pessoas vão jantar um imenso e suculento joelho de porco, tomar cerveja premiada e pagar R$ 47? Só nesse lugar mágico mesmo.

Além de Praga, o Braun Café passou por Viena e Berlim. Veja as outras dicas desta viagem:
Dois banquetes, um doce e um café em Viena
3 lugares para comer bem em Berlim

Almoço na feirinha medieval: lombo de porco na brasa, pão caseiro, chucrute e pepino em conserva. Cerveja artesanal para refrescar.

Almoço na feirinha medieval: lombo de porco na brasa, pão caseiro, chucrute e pepino em conserva. Cerveja artesanal para refrescar.

A cidade ideal é andar a pé, tranquilamente, pela cidade. A única coisa fora do ritmo é a escada rolante do metrô – ela é bem animada. Meu guia foi o podcast do Rick Steves, perfeito para entender o contexto histórico da cidade, conhecer as construções mais interessantes, muitas no belíssimo estilo art nouveau, e encontrar lugares curiosos como a estátua equestre de São Venceslau, na Galeria Lucerna, ou o Museu do Comunismo, que fica entre uma loja do McDonald’s e um cassino.

Estátua equestre de São Venceslau na escondida Galeria Lucerna.

Estátua equestre de São Venceslau, na antiga Galeria Lucerna.

A parada para o almoço foi em uma feirinha medieval perto da Torre da Pólvora. Pedi uma bela fatia de lombo de porco na brasa, acompanhada de chucrute, pepino em conserva e uma fatia de pão caseiro. Para beber, uma deliciosa e refrescante cerveja artesanal. Tudo deve ter custado o equivalente a uns R$ 15.

O desafiador joelho de porco com picles do restaurante Amos.

O desafiador joelho de porco com picles do restaurante Amos.

A culinária local é influenciada pelos tempos do império Austro-Húngaro e tem muitos pratos à base de carne de porco, incluindo o clássico eisbein. Essa foi nossa pedida para o jantar, após um longo dia de caminhada. O lugar escolhido foi o simpático Restaurante Amos, no centro da cidade.

Já espertos com o tamanho das porções, pedimos somente um joelho de porco, acompanhado de picles. E não precisava de mais nada mesmo. Encaramos o delicioso desafio com a companhia da premiada Pilsner Urquell, que você encontra no supermercado local pelo preço de uma cerveja nacional simples [e tem vontade de chorar]. A conta do jantar para dois saiu por R$ 47, com o serviço. O que dizer? Saudade Praga… saudade.

A massa do Trdelník, o doce mais tradicional da cidade.

A massa do Trdelník, o doce mais tradicional da cidade.

Um arrependimento: com tanta fartura não dei conta da sobremesa. Deixei de provar o Trdelník, o doce de massa recheada mais popular de Praga. Que pena. Agora vou ter que voltar.

Amos Restaurant
Masná, 17 – Praga
+420 222 323 933

info@amosrestaurant.cz
Aberto diariamente, das 11h às 23h.

O clássico apfelstrudel da histórica confeitaria Demel, no centro de Viena.

O clássico apfelstrudel da histórica confeitaria Demel, no centro de Viena.

Entre as palavras que o turista mais ouve falar na capital da Áustria estão Mozart, Sissi e Schnitzel. O terceiro, uma ‘personalidade’ da gastronomia local, inspirada no milanesa italiano, se apresenta desde a forma mais simples, no sanduba, ao mais requintado, o Wiener Schnitzel.

Além de Viena, o Braun Café também passou por Praga e Berlim. Veja outras dicas saborosas para seu roteiro de viagem:
Praga, a maravilhosa cidadezinha mágica
3 lugares para comer bem em Berlim

Prato-banquete com schnitzel de lombo de porco e salada de batatas cozidas.

Prato-banquete com schnitzel de lombo de porco e salada de batatas cozidas.

O Figlmüller, no centro, é o lugar mais tradicional da cidade para provar o famoso filé de carne de porco ou vitelo empanado à moda vienense. Mas sem reserva, nada feito. Daí que fui provar meu schnitzel ali perto, no Zum Blumenstock.

Cidra é opção refrescante nos dias quentes, além das cervejas.

Cidra é opção refrescante nos dias quentes, além das cervejas.

Na antiga capital do império austro-húngaro, as porções são dignas de banquetes. Tanto é que recebi um prato com três filés de lombo de porco empanados e uma deliciosa salada de batatas cozidas ao molho vinagrete. Tudo por 9,90 euros. A suave cerveja pilsen local é servida em canecas generosas.

A majestosa costelinha de porco do ... com batatas coradas.

A majestosa costelinha de porco do MariahilferBräu com batatas coradas.

Não se acanhe em dividir pratos, que aparentemente, seriam individuais. Foi o que fizemos ao pedir as maravilhosas costelinhas de porco do restaurante e cervejaria MariahilferBräu. Servida em uma tábua de madeira, no estilo medieval, a linda peça de costela vem acompanhada de batatas coradas e dois molhos (custa 17 euros e serve muito bem dois comilões). Além das cervejas da casa, vale provar a cidra bem refrescante.

Melange, o capuccino vienense, no café que foi cenário de 'Antes do Amanhecer'.

Melange, o capuccino vienense, em um dos cenários de ‘Antes do Amanhecer’.

Depois desses banquetes fica difícil encarar a sobremesa, mas não deixe Viena sem provar um doce e um café. Aproveite uma tarde para conhecer a histórica confeitaria Demel, berço da clássica Torta Sacher (Sacher-Torte), desde 1786. Experimentei um sublime apfelstrudel, outro orgulho local. Um café no bule com creme acompanhou meu doce favorito. O preço da elegância saiu 9 euros, mas valeu a pena. E se você quer provar doces austríacos em São Paulo, a Confeitaria Cristina, no Campo Belo, é um bom lugar.

Ali perto da Demel, na charmosa Franziskanerplatz, você também pode tomar um café ou drink em um dos cenários românticos do filme “Antes do Amanhecer”. O pequeno Kleines Café também serve alguns petiscos, num esquema simples, meio “botecafé”. Tomei um ótimo melange, o cappuccino vienense, com uma suntuosa espuma de leite.

Antes do pôr do sol
Dois lugares bacanas e meio fora da curva turística para conhecer em Viena:

Cardápio de 1839 para um jantar do rei da Áustria em uma viagem, na Biblioteca Nacional da Áustria.

Cardápio do século 19 para um jantar do rei da Áustria em uma viagem a Monte Carlo, na Biblioteca Nacional da Áustria.

– A Biblioteca Nacional Austríaca é um cenário espetacular. Além do acervo de obras seculares, encontrei um cardápio de 1839, na exposição sobre o rei Franz Joseph.

Viena vista de cima no mirante Kahlenberg, para encerrar um dia de passeios e ver o pôr-do-sol.

Viena vista de cima no mirante Kahlenberg, antes do pôr-do-sol.

– O mirante da cidade, que fica na montanha Kahlenberg, tem uma vista maravilhosa. No caminho dá para conhecer vinícolas locais. Depois é só admirar o visual de toda a cidade e ver o Rio Danúbio até o pôr do sol. Para chegar lá pegue a linha verde do metrô (U4) até a estação final Heiligenstadt. De lá, pegue o ônibus 38A até a estação chamada Kahlenberg.

Demel
Kohlmarkt, 14 – Viena

Figlmüller
Bäckerstrasse, 6 ou Wollzeile, 5 – Viena
Reserve pelo site: https://www.figlmueller.at/en/

Kleines Café
Franziskanerplatz, 3 – Viena

MariahilferBräu
Mariahilfer Strasse, 152 (esquina com a Rosinagasse)

Zum Blumenstock
Ballgasse, 6 – Viena

Confeitaria Christina (especializada em doces austríacos)
Rua Vieira de Morais, 837, Campo Belo – São Paulo – SP
Tel.: (11) 5561-2354

Bar da cervejaria artesanal Baladin, em Milão

Bar da cervejaria artesanal Baladin, em Milão

Em 14 dias de aventuras pelo Norte da Itália, você come muita massa e bebe muito vinho. É sensacional, claro. Mas na última noite, depois de pirar na megaloja do Eataly, em Milão, e pegar a maior chuva da viagem, dei de cara com um bar da cervejaria Baladin e aí foi só alegria.

Do cardápio, mezzo italiano mezzo alemão, a escolha foi uma porção de apetitosas salsichas variadas (a de cordeiro estava sensacional) com cebola roxa caramelizada e fritas crocantes pra acompanhar. Harmonia perfeita com a Isaac, a cerveja da qual eu não queria me despedir. Depois, descobri que ela é vendida em São Paulo. É cara, mas dá pra matar a saudade, de vez em quando.

Favorita: Isaac, a cerveja de trigo frutada (Witbier) da Baladin

Favorita: Isaac, a cerveja de trigo frutada (Witbier) da Baladin

No dia seguinte, de malas prontas para ir embora, ainda rolou um passeio na catedral de Milão (belíssimo) e o almoço de despedida no Rifugio del Ghiottone, um restaurante simples e honesto, que recebe os trabalhadores das redondezas. O dono, um senhor alto e simpático, circula pelas mesas conversando com os fregueses e aparece em milhares de fotos enquadradas nas paredes com clientes ilustres, aparentemente famosos locais, que visitam seu restaurante.

Porção de salsichas  mistas com cebola roxa caramelizada e fritas, no Pub da cervejaria Baladin

Porção de salsichas mistas com cebola roxa caramelizada e fritas, no Pub da cervejaria Baladin

Com um menu executivo completo (entrada, principal, sobremesa e café) por 13 euros, o restaurante atrai as pessoas que trabalham na área. E enquanto eu esperava o meu penne com aspargos e tomates (leve e delicioso), observei um comportamento interessante: nas duas mesas com grupos de quatro e cinco pessoas, ao meu lado, nada de celular. Era o intervalo de trabalho e nenhum aparelho estava visível sobre a mesa. Ninguém largou o talher e o bate-papo nem para dar uma espiadinha em algum “whatsapp” da vida.

Bom… guardei meu aparelho na hora e me concentrei no prato, um levissimo penne com molho de aspargos e tomates, e saí de lá levando mais uma importante lição dos italianos sobre apreciar la dolce vita.

Baladin Milano
Via Solferino, 56 (Porta Nuova) – Milão, Itália

Eataly
Piazza XXV Aprile, 10 – Milão, Itália

Il Rifugio del Ghiottone
Viale Monte Grappa, 2 – Milão, Itália

Cozinha dos sonhos em um antigo edifício no bairro de Porta Palazzo, em Torino

Cozinha dos sonhos em um antigo edifício no bairro de Porta Palazzo, em Torino

O apartamento mais legal que encontramos pelo Air BnB na viagem à Itália foi o da querida Valentina, na suntuosa Torino. Em um prédio bem antigo, que deve ter uns 200 anos, ela reformou todo o apê com estilo, preservando um belo ladrilho e arcos de tijolos originais. A sala, sem TV, tinha muitos CDs, livros e uma moto antiga, tipo Harley, como decoração.

Carbonara "tradizionale" num dia chuvoso

Carbonara “tradizionale” na Itália

Na cozinha toda equipada, encontrei diversas receitas com ovos penduradas entre os utensílios e uma mesa para pensar na vida. O quadro em frente, trazia a reflexão em um cartãozinho vermelho: “Pelo menos uma hora por dia, você precisa ser feliz”. Segui o conselho e preparei minha massa favorita: spaghetti à carbonara, com ovos e pancetta comprados no mercadinho do bairro.

Jantar depois da visita ao Eataly de Torino

Preparando o jantar depois da visita ao Eataly de Torino

Logo ao lado do edifício estava o Mercato di Porta Palazzo, um misto de feira da pechincha e feira livre enorme, onde vi uns cogumelos tão grandes que pareciam enfeites de jardim. Pena que choveu muito, todos os dias, e não deu pra aproveitar muita coisa da área, que era tipo um Brás de Torino.

Dolcetto D'Alba de Treiso, (meia garrafa = 3 euros)

Dolcetto D’Alba de Treiso, (meia garrafa = 3 euros)

Em Torino também fiz minha primeira visita a uma loja da rede Eataly, um supermercado da gastronomia italiana, que deve chegar a São Paulo este ano, com uma loja na região do Itaim. Imagina escolher uma massa nesse lugar? É de enlouquecer.

Abobrinha redonda refogada no azeite com sal. Para finalizar, pimenta moída e parmesão no prato

Abobrinha redonda refogada no azeite com sal. Para finalizar, pimenta moída e parmesão no prato

Depois de pirar no Eataly, fiz um jantar para dois: filé com spaghetti all’arrabbiata, pão caseiro de centeio e vinhos do Piemonte para acompanhar (meia garrafa de Gavi, delicioso branco da região, e meia de Dolcetto D’Alba, da cidade de Treiso). Também teve entrada com abobrinha redonda, que foi refogada no azeite e servida com parmesão regiano e pimenta moída na hora. Ficou show.

Slow Food

Sede do movimento Slow Food, na pequena cidade de Bra

Na pequena cidade de Bra, onde nasceu o movimento Slow Food

Aproveitamos a viagem para conhecer a cidade de Bra, na província de Cuneo, onde nasceu o movimento Slow Food. E foi lá, na modesta Osteria Del Chiosco ao lado da estação de trem, que provei a melhor massa da viagem: o ravioli “plin”.

O melhor da viagem: ravioli 'plin' com manteiga e salvia, na Osteria del Chiosco, em Bra

O melhor da viagem: ravioli ‘plin’ com manteiga e salvia, na Osteria del Chiosco, em Bra

O dono do café beliscava o braço dizendo: “Plin! Assim… entende?”. Cheguei a achar que era recheado com pele ou pururuca, mas o belisco é só um jeito de fechar o ravioli com recheio de vitelo, servido na manteiga com sálvia.

Simples, perfeito e barato (7 euros), com uma taça de vinho tinto, o “plin” foi uma beliscada pra lembrar daquela mensagem da cozinha da Valentina. Feliz 2015!

Mensagem na cozinha do apartamento de Torino

Na cozinha do apartamento de Torino, um conselho para a vida

Eataly
Via Nizza, 230/14, 10126 – Torino, Itália
Tel.: +39 011 1950 6801

L’Osteria del Chiosco
Piazza Roma, 35 – Bra, Itália
Tel.: +39 0172 41 2181

Mercato di Porta Palazzo
Piazza della Repubblica, 10.152 – Torino, Itália

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