FonDri

agosto 29, 2007

fondri.jpgJá que o frio voltou “pegando de surpresa os paulistanos”, nada como um vinho e um fondue feito em casa pra esquentar.

Esse ‘toast’ é uma homenagem à querida Adri Lutfi, que além de fazer um fondue leve e delicioso, incrementou os beliscos com opções criativas ao pão italiano, como legumes e damasco. Coisa fina.

Aqui vai a receita que ela mesma escreveu por e-mail para o Braun Café. Com vocês, o FonDri:

“A receita é simples… basta usar 500g de queijo ementhal e mais 300g de gorgonzola, ralados grossos. Eu não uso o gruyere, porque o gorgonzola dá um gosto mais marcante e especial. Para preparar, é necessário também ter vinho branco (Miolo é ótimo e barato), alho e noz moscada.

Untar a panela de fondue com 2 dentes de alho. Aquecer um pouco de vinho na panela (sem ferver) e ir acrescentando, aos poucos, o ementhal ralado. Mexer sempre. Terminado o ementhal, pingar mais vinho (o equivalente a 2 colheres de sopa) e colocar o gorgonzola por último, aos poucos.

O ideal é ir experimentando com o gorgonzola para evitar que o sabor fique marcante demais. Pode colocar mais vinho no fim também, porque ele faz com que a mistura combine mais com os legumes que vão mergulhar no queijo. O toque final é 1 colher de chá de noz moscada em pó. Levar a panela para a mesa.

Na mesa, além dos pães italianos, eu sirvo abobrinha, beringela, batata bolinha (aquela bem pequenininha), couve de bruxelas… você pode brincar com os legumes que quiser (e que fiquem em um tamanho bom para espetar).

Da última vez que fiz, experimentei com as batatinhas. Ficou uma delícia. A beringela também fica demais. Eu recomendo assar no forno antes (cortando-a em metades e, depois, em quadradinhos). Todos os legumes devem estar “al dente”, porque senão desmancharão dentro do queijo.

Outra dica: espetar damasco seco no queijo. Fica um tesão! É bom para quem gosta de misturar doce com salgado, mais para o final.

Para acompanhar, vinho branco ou tinto, ao gosto do freguês!” (Foto: Fiery-Foods.com)

Um voto e dois pastéis

agosto 23, 2007

Já começou a pré-votação para selecionar os 30 bares paulistanos que concorrem ao Boteco Bohemia 2007. A Jordana deu a dica e fez campanha para um dos candidatos.

É só acessar o site  www.botecobohemia.com.br (melhor pelo Internet Explorer porque a acentuação encrencou no Firefox) e escolher um entre os 50 concorrentes – o sistema permite apenas um voto por CPF. O Bar do Luiz Fernandes, 51º da lista, já tem o voto garantido por ter sido bicampeão em 2006.

A tarefa é tão difícil quanto tomar apenas “uma cerveja” em qualquer um destes botecos. Mais complicado ainda vai ser deixar de provar um dos 30 acepipes e quitutes dos finalistas. A maratona começa em 1º de outubro. Saúde!

Manjericão-pegadinha

agosto 22, 2007

jardimmanjericao.gifVocê já ouviu falar em Manjericão-limão? Eu também não conhecia esta variedade do mundo dos temperos até o último sábado à noite, quando dei uma passada rápida na Casa Santa Luzia para comprar tomates pelados e manjericão fresco.

Bem que eu vi na embalagem o “limão” no nome, mas nem dei bola. O formato era igualzinho ao do “manjericão-manjericão”. O jantar ficou ótimo, mas o molho do spaghetti ficou bastante ‘azedinho’.

Cozinhando e aprendendo: não seja Wilbour como eu. O Manjericão-limão não serve para seu molho de tomates, nem para sua caipirinha. No fim das contas, descobri um excelente tempero para peixes.

Crazy Town

agosto 12, 2007

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Todo mundo que voltava de Londres me dizia “Você tem de ir a Camden Town!” ou “Você vai pirar em Camden Town!”. Todos estavam certos, mas acho que é impossível não adorar aquele lugar.

Camden Town, aos domingos, é uma piração. De brechós bacanas, a artigos de decoração, móveis e comidas, muitas comidas típicas, você simplesmente quer levar tudo. Felizmente, o limite de bagagem controla sua sanidade. Já o excesso de comidas e cervejas fica por sua conta.

Na área de alimentação, a escolha é difícil. Se você passar entre as barracas de comida tailandesa, por exemplo, e olhar dois segundos a mais eles já vão fazendo seu prato.

camden_kebab.jpgAlê, Almeida e eu avaliamos todas as delícias, babamos na travessa de chucrute da barraca alemã, mas ficamos no oriente. Eles foram de frango com gengibre e outras iguarias chinesas e eu me encantei em uma barraca de comida marroquina-hippie e fui de kebab de frango marinado no iogurte, ervas e saladas.

Nunca fiquei tão feliz em comer na escada de um lugar, mesmo porque, pelo que se pode imaginar, não há mesas suficientes e muito menos garçons em um lugar como Camden Town. A comida e a companhia eram ótimas. O que mais você vai querer?

De estômagos devidamente cheios fomos esvaziar os bolsos nos brechós e lojinhas da gigantesca feira. Para comemorar as compras, Fábio Almeida nos levou em um pub no final da rua principal de Camden: The Lock Tavern.

Pausa para a versão do momento: “Won´t you take me to… Camden town…” (FunkyTown, do Lipps Inc.).

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Depois de muitas andanças, turismo e fortes emoções na Inglaterra, restando apenas dois dias para deixarmos Londres, era hora de viver como os lonrinos – chegar cedo e mergulhar na terapia do pub. E o local escolhido foi perfeito. Um pub estiloso, com muita gente bacana e animada se divertindo entre o três andares e dois terraços do bar. Não deixe de tomar uma cerveja por lá – se conseguir tomar uma só – e prove o churrasco de hamburguer feito na hora.

Pegamos uma mesa por volta de 17h, bebemos muitos pints, brincamos com o balões de hélio que decoravam a balada rock´n´roll ao vivo e saímos de lá mais de três horas depois, rindo, despreocupados e felizes da vida. É tudo verdade. Você tem de pirar em Camden Town.

The Lock Tavern – 35 Chalk Farm Road, Camden Town – Londres. Tel: 020 7424 9067

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Essa dica do Henrique vai para os adoradores do milho cozido. Confesso que me lembrei dos carrinhos que vendem milho na AvenidaPaulista e fizeram um maravilhoso upgrade no serviço, passando a vender o milho debulhado aos clientes. Nada de fiapos entre os dentes, nada de mão melecada, dedinhos queimados ou caldinho na roupa.

O problema é fazer isso em casa. Acho que cheguei a tentar repetir o hábil processo e debulhar a espiga com a faca para fazer um creme de milho ‘natural’. Logo corri para a latinha de milho no vapor ou para um congelado.

Mas é claro que a indústria dos utensílios – ou dos charmosos “inutensílios” – de cozinha, vai dar um jeito de lhe oferecer a solução para todos os seus problemas! O Corn Stripper, da nova-iorquina Oxo, é um desses casos.

Lá fora, essa belezinha promete depilar seu milho cozido com perfeição por 11,99 dólares. Eu compraria. Aliás, se você der mais de um clique nesse site, vai querer comprar tudo.

A dura realidade, no entanto, é que o Stripper deve sair três ou quatro vezes mais caro por aqui. Literalmente, uma facada. Se alguém for viajar, em breve, para os Estados Unidos, por favor, me avise. Enquanto isso, valorizo a terceirização do milho debulhado.