No coffee for you!

abril 5, 2007

Quem trabalha na região da Vila Olímpia e foi tomar um expresso com canudinho de chocolate (hummm…), esta semana, na Kopenhagen recebeu a notícia de que a loja não estava vendendo café por conta da alta demanda pelos ovos de Páscoa.No melhor estilo Soup Nazi, de Seinfeld, a loja sequer deixou um aviso na porta. O Nando contou, por exemplo, que o Gui Felitti e o Alê Scaglia só ficaram sabendo do remanejamento no balcão. No coffee for you!

Além de perder os fregueses do tradicional cafezinho-pós-almoço-corporativo, potenciais consumidores de ovos e coelhos de chocolate, a loja ganhou certa antipatia. Para evitar as más línguas acho que a loja deveria distribuir [vejamos] três línguas de gato com o café, na próxima semana. Kopenhagen… se eu fosse como tu…

Feliz Páscoa!

Por Renata Mesquita*

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Foto: Henrique Martin

De tanto ligar da rua para contar coisinhas gostosas que encontro por aí (afinal, quem aguenta esperar para encontrar com a amiga para contar? viva o celular pós-pago!), Braun me vira com essa: “Por que não escreve você? Estou inaugurando a Era dos toasts terceirizados, hahaha”. Bom, lá vamos nós, então.

Pão de queijo rústico ou bolinho de arroz superdesenvolvido?
Em um dia daqueles de inspiração consumista-decór, naquela visitinha básica ao Etna, não se atenha ao circuito de móveis e acessórios. Dê uma paradinha antes (ou depois) para um café e um pão de tapioca. Vale suuuuper a pena. De longe, ele parece um pão de queijo meio rústico; de perto, um bolinho de arroz superdesenvolvido. Confesso que a primeira mordida foi meio naquelas, reticente… e se for borrachudo? Apaixonei na hora!

A massa, suave, leva um pouco de queijo e é uma ótima opção para aquela fominha fora de hora. Depois que eu saí espalhando a descoberta, a Luana, cozinheira e quituteira de mão cheia, vira para mim e diz: “É mesmo, eu já experimentei e é ótemo!”. E só agora que ela diz??? De agora em diante só vou ao Etna só para comer o pãozinho de tapioca (o que é uma tremenda mentira, mas vamos fingir que não para o Henrique ficar feliz).

Dooooce de leeeeite
O Henrique e eu fazemos parte da comunidade “Não me conformo que o Havana não vende doce de leite aqui no Brasil”. (Faço um parênteses que pode levar os leitores do BraunCafé a quererem me bater, mas vamos lá: eu adoro TUDO do Havana, menos o alfajor – prefiro os uruguaios – e o atendimento da loja do Anália Franco).

Enfim, um dia, novamente frustrados com essa triste constatação, estávamos olhando a vitrine do balcãozinho do Havana no Anália Franco (antes de eu detestar o atendimento deles) quando vimos ELE, o brownie. Com aquele moooonte de doce de leite escorrendo e uma coisa amarela esquisita em cima. “É creme inglês”, disse a mocinha. Tá.

Creme inglês com gelatina, ou o que quer que seja, grudento, mas não vem ao caso. Compre o brownie e tire o tal creme inglês (ou não). O que vem abaixo dele – a mistura de doce de leite Havana molinho com um brownie meio-amargo na medida certa – simplesmente é um manjar dos deuses, se é que se pode falar isso de um doce industrializado e vendido num balcão no meio de um shopping.

Churros da Moóca
Por fim, mas não por último, tem o famoso tio do ‘churros’ da Mooca, o “seu” Antônio ou Toninho. Esse simpaticíssimo senhor (na última vez que estive lá, me deu dois abacates de presente…) deve ter uns 157 anos e tá lá, todos os dias, fazendo churro espanhol artesanal para o pessoal – para quem não sabe, o churro do tipo espanhol é frito em espiral e não tem recheio. Fica ótemo com um cafezinho (aviso: já vem adoçado), Nescau batido ou Coca-Cola, mesmo porque é só isso o que tem para beber por lá, mas para mim já está excelente.

Você ainda pode escolher se quer a roda pequena, média ou grande e se quer açúcar ou canela ou só açúcar de acompanhamento. Não recomendo levar para viagem, porque depois de um tempo, sabe como é fritura, né??

Então… Só um detalhezinho: o lugar abre das 3h às 11h. Isso mesmo. É para ir depois da balada… ou, no meu caso, depois de virar uma madrugada fechando. E aproveita, bela, para escutar umas histórias da Mooca… sempre tem alguém por lá contando “causos” sem parar. Ah, deixa o Visa e o Redeshop em casa, porque pagamento lá, só com dinheiro ou cheque.

Veja as fotos destas e outras guloseimas e botecagens no Flickr do grupo Braun Café .

Etna Av. Eng. Luis Carlos Berrini, 2001 – Brooklin (Segunda a Sábado das 10h às 22h. Domingo das 12h às 20h). Tel.: (11) 2161-7600

Havana – Rua Bela Cintra, 1829 – Jardins – 3082-5722

Churros da Mooca – Rua Ana Néri, 282 – Mooca.

*Rê Mesquita é jornalista, adora inventar moda e cometer deliciosos pecados da gula. Agora a Rê também vai confessar tudo aqui no “Braun Café 2.0”. Ai lindinha… que gostoso viu!

Íris coffee

janeiro 31, 2007

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Mesmo após caminhar sob um sol escaldante não resisti a um café com as amigas no último sábado. Paramos no Florinda, um lugar muito charmoso aberto há pouco tempo, na esquina da Aspicuelta com a Harmonia.

Já ia pedir uma água bem gelada para não derreter com o expresso, quando li a palavra ‘gelado’ no cardápio. “Café gelado? Vamos nessa!”

A bebida, que está na foto acima, vem batida com um pouco de leite condensado para rebater o amargor. Na verdade a receita precisa de muuuito Leite Moça, mas nada que dois saquinhos de açúcar a mais não resolvam. Relaxe e peça logo um brigadeiro ou um bolo de pêra para acompanhar.

Já tinha provado o café gelado do Starbucks. Não sei se entrou no cardápio da filial paulistana, mas ele vem com creme bem geladinho em uma latinha pequena. O primeiro gole é estranho. “Pô! Café gelado???”, você pensa. Depois fica uma delícia.

Não se assuste. Um café ‘gelado’ é um drink. Um café ‘frio’, como diz a Cecília, “vai te dar pneumonia! Deixa que eu faço outro.”

Essa história me lembra da Cecília contando que foi vítima de um infeliz trocadilho por conta do atendimento primoroso do Fran´s Café. Pediu um Irish Coffee (café com creme de leite, uísque e açúcar) e trouxeram café com sorvete de creme.

– “Mas não foi esse que eu pedi”, reclamou.
– “Foi sim… foi o Iced Coffee”, teimou o garçom.
– “Não foi não. Eu pedi esse aqui”, insistiu irritada apontando para o cardápio.
– “Aaaah… mas esse é o Íris Coffee senhora”, disse o garçom, que teve de trocar a bebida… “Essa gente não sabe pedir! Olha aí… vou ter de trocar”, deve ter dito ao pessoal da cozinha. “Manda um Íris aí.”

Aliás, o ‘ice’ do coffee foi inventado pelos austríacos. Descobri agora na página de curiosidades da Companhia Cacique de Café Solúvel. Café solúvel é algo das trevas. Não há solução, exceto no leite quente, admito. Mas o site tem informações bem interessantes.

Soube que os etíopes tomam café com sal, que os marroquinos preferem uma pitada de pimenta e que os japoneses já tomam mais café gelado do que quente (não deixe que os garçons do Fran´s saibam disso).

Mário Nagano, que está virando consultor de curiosidades gastronômicas japonesas, me deu uma latinha de café parecida com a do Starbucks. A latinha toda preta tem a mensagem “100% black”. Ele acha que devo esquentar em banho Maria, mas agora com a dica do Cacique vou tomar gelado… e ficar três noites sem dormir, provavelmente.

O site também mostra como se diz ‘café’ em diversos idiomas. Gafae, kafes, masbout, kalawa, koohi, souro, kaffei, buna, koffie estão entre eles. Gostei. Kaveeee!!!

Florinda – Rua Aspicuelta, 181 – Vila Madalena. Tel: (11) 3814-1060

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E não há melhor recuperação para uma noitada de botecos em Belo Horizonte, do que um almoço mineiro no Xapuri

Antes, Alê, Clau e eu (aí na foto tirada pelo Alê) colocamos nossos óculos escuros e paramos para um cafezinho coado, que ainda não foi superado pelo expresso em muitos estabelecimentos que visitamos na cidade. Andando no Centro, sem querer descobrimos o Café Nice. Esse clássico aberto em 1939 tornou-se parada obrigatória de políticos em campanha, incluindo JK, cujas fotos decoram as paredes de azulejo.

Após um passeio pela lagoa da Pampulha, passando pela linda Igreja e pelo Museu de Arte da Pampulha (“Vai Niemeyer! Vai Niemeyer!”), chegamos ao ambiente rústico e gostoso do melhor mineiro da cidade, segundo a Veja BH deste ano e nossa querida amiga Gi, que ainda vai conseguir nos acompanhar a BH.

Além dos diversos ambientes do restaurante, que cercam a cozinha industrial e um imenso fogão à lenha, estão lojas de artesanato, doces, uma linguiçaria – para quem quiser levar a famosa linguiça artesanal servida na chapa – uma cachaçaria e, ao fundo, a área de equitação. Naquela tarde de outubro, a criançada se divertia com corridas de pôneis.

Antes de escolhermos nossa mesa, Alê e eu demos uma espiada na cozinha da simpática chef Nelsa Trombino, que criou esse complexo gastronômico mineiro em agosto de 1988.

Uma hora e meia depois de nos sentarmos à mesa de madeira do Xapuri entendemos porque Gisele nos fez decorar o nome do restaurante e porque a Dona Nelsa ganhou mais uma estrela do Guia Quatro Rodas 2007.

Para abrir o apetite, queijo coalho [rimando] com pão de alho na chapa. Depois, os clássicos: lombo assado, tutu, torresminho, arroz, couve e, finalmente, ora pro nóbis refogadinha, que experimentei [e gostei] pela primeira vez – embora ainda fique com a couve. Tudo regado a muita soda limonada e guaraná porque a ressaca era braba.

xapuricafe130.jpgFinalmente, a loucura: encher o pratinho de sobremesa no buffet de doces caseiros e agradecer aos céus. Na saída, antes da tristeza, um cafezinho passado na hora e servido na xícara de ágata. Você ainda pode adoçar seu café com rapadura e sair saltitando. Esse é o Xapuri. Entre e fique à vontade até fazer todas as suas vontades…

Xapuri – Rua Mandacaru, 260 – Pampulha (BH). Tel: (31) 3496-6198

Depois da comilança vem a andança… Quem estiver sem carro e não quiser perder todas as calorias do almoço tão rápido deve pedir um táxi no próprio Xapuri. O trio foi dar uma volta na lagoa da Pampulha para fazer a digestão. A idéia era nobre, mas tivemos de andar bastante até que um taxista que morava por lá nos pegasse. Sorte dele e nossa.

Aleluia!

outubro 6, 2006

starbucks.jpgAgora é pra valer. Há mais de quatro anos tenho lido notas e matérias sobre a chegada da rede de cafeterias Starbucks por aqui. Hoje, reportagens em cadernos de economia anunciam que a rede abrirá duas lojas no Shopping Morumbi, até dezembro. Mais uma felicidade para os moradores da metrópole movida a cafeína.

Neste tempo todo, muitas vezes me peguei sonhando com o ‘caramel macchiato’, que só tomava quando estava entre os americanos do norte: expresso, leite, essência de baunilha e calda de caramelo. Lembrar do iced coffee com creme na latinha também era outro drama.

Na reportagem da Folha de S. Paulo, a Starbucks Brasil Comércio de Cafés diz que o visual das lojas seguirá o modelo dos Estados Unidos. O café colombiano será importado de Seattle, onde fica a central de torrefação da empresa. Só espero que eles não estraguem tudo oferecendo aqueles baldes de café aguado por aqui.

Resta saber se o encanto da sereia de duas caudas, que hipnotiza os visitantes da Starbucks, vai convencer o brasileiro a pagar mais caro por seu café. Lá fora, o cafezinho mais barato sai por 3 dólares.