Por Luiz Minervino*

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Como disse num outro toast nesse delicioso blog, sou seguidor dos pratos da Boa Lembrança. Inclusive tenho dois deles da confraria original, que surgiu na Itália (um presente do meu cunhado e outro de meu sogro).

No começo de fevereiro fui a Europa para participar de uma reunião de trabalho, mais precisamente em Praga – República Tcheca, com escala em Milão.

Tão logo soube desse escala, corri ao site da Buon Ricordo para procurar quais restaurantes eu poderia ir. Acabei escolhendo a Trattoria Masuelli San Marco, inaugurada em 1921 e sob o comando da mesma família desde então, que oferecia um prato totalmente local – o risoto de açafrão com vitela a milanesa. Essa tinha de ser a minha escolha!

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Cheguei no restaurante por volta das 21hs – casa cheia – e me sentei numa mesa bem perto da entrada. Pude conferir o entra e sai e como os donos da casa tratam seus clientes. Fiquei feliz ao ver que muitas pessoas que chegavam eram saudadas por seus nomes e carinhosamente recebidas. Senti que tinha feito uma boa escolha.

Comecei minha refeição com uma deliciosa massa da casa, um Tagliolini della casa. Massa cozida rigorosamente al dente, com pouco molho de tomate e muito gosto de carne. Estava maravilhoso.

Como segundo prato pedi o risoto de açafrão com a milanesa de vitela. Sou meio chato para comer risoto em restaurante – modestamente, é o prato que melhor cozinho – mas tive uma grata surpresa.

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Dava para perceber que o risoto de açafrão não era apenas um corante amarelo. Uma cremosidade difícil de encontrar. Os filés também me surpreende, pois veio acompanhada por um recipiente de Flor de Sal, que dava um sabor totalmente diferente à carne.

O vinho da casa acompanhou a refeição e a água nacional também (o bom de ir para a Itália é tomar San Pellegrino com preço de água – em Euros é claro).

No total, foram 45 euros muito bem gastos. E ainda trouxe o prato para casa!

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Só mais uma coisa: a comida de bordo da Alitália, para vôos curtos (Praga – Milão) também foi sensacional: queijo Parmegiano Reggiano, Presunto Crú, mussarela de búfala, mini pizza e tiramissú. Não dá para querer nada mais.

*Luiz Minervino é economista e adorador da alta gastronomia. Poucos minutos após conhecer o Braun Café nos presenteou com este delicioso toast. Ele já tem 44 pratos da Boa Lembrança! E eu que achava que meus nove já eram demais…

Burritos no capricho

novembro 21, 2007

Por Jordana Viotto*

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Acho que, como todo mundo que gosta de comer, aprecio não só a comida, mas o ambiente. Gosto de locais convidativos, calmos e charmosos.

Tive a chance de conhecer um lugarzinho assim numa cidade chamada Puerto Morelos, um pouco ao sul de Cancun, no México. É quase um vilarejo bstante apreciado por mergulhadores do mundo todo (na minha curta estada de três horas em Puerto Morellos, vi três escolas de mergulho).

mamasbakery2_300.jpgO tal lugarzinho se chama Mama`s Bakery. É um restaurante que serve café da manhã, incluindo alguns pratos típicos mexicanos.

Provei o burrito verde em tortilla de farinha com ovos, molho verde, creme de leite, tomate e abacate. Leve no sal e na pimenta, mas com “sustança”. Um belo “desajuno” feito por uma norte-americana do Kansas que se cansou (ahn? ahn?) de sua terra-natal e foi embora para o sul, junto com as andorinhas do Pica-Pau.

Perdi o endereço, mas se alguém for a Puerto Morelos, é só perguntar onde fica o Mama`s Bakery. O local é conhecido pelos moradores e a cidade é um ovo.

*Jordana Viotto sempre conta ao Braun Café suas descobertas sobre as delícias da vida.

Uma visita à culinária Maia

novembro 20, 2007

Por Jordana Viotto*

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A aparência não é nada convidativa, mas o “Pavo en Relleno Negro” (Peru em recheio escuro) do Yaxche tem um sabor sem igual. As especiarias utilizadas neste prato típico da cozinha da Península de Yucatán (México) brincam com o paladar, variando do picante ao levemente adocicado.

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O Yaxche é um restaurante que trabalha só com pratos regionais em um ambiente sofisticado. Fica em Playa del Carmen é uma cidadezinha encrustada em um pedaço do litoral caribenho do México, há quarenta minutos de Cancun. É um local charmoso, mas que, por incrível que pareça, oferece poucas opções de estabelecimentos mexicanos.

Só “a nível de” curiosidade, Yaxche é a árvore sagrada da vida dos maias. O site do restaurante traz algumas receitas do cardápio. Infelizmente não tem a do peru de recheio escuro.

*Jordana Viotto sempre conta ao Braun Café suas descobertas sobre as delícias da vida.

Estado Alfa… jor

novembro 6, 2007

No último final de semana descobri que há muito mais do que Havannas na terra do tango. Ganhei um mimo dos amigos Henrique e Renata: alfajores Abuela Goye. Grave este nome.
 
No site, além de ficar com água na boca, descobri que a “Abuela Goye” veio diretamente da terra dos chocolates para fundar, em 1860, o que se conhece como Colônia Suíça, a 25 km de Bariloche. Entre as “delicias” produzidas pela família, há 30 anos na Patagônia Argentina, também estão geléias, bombons, sorvetes, bolos e galletas. ¡Socuerro!

Fiquei literalmente em estado Alfa depois de provar o alfajor coberto de chocolate meio amargo. A versão de chocolate branco só comprovou que a receita é de abuela mesmo – cobertura fina, massa leve e dulce de leche na medida certa.

Temos de convencer alguém a representar a Abuela Goye por aqui. Enquanto isso, bailamos com Havannas ou alfajor da Turma da Mônica (ainda existe?). E se alguém for a Buenos Aires, por favor, traga Abuela na mala.

Kito-Kato

novembro 5, 2007

kito_300.jpgPor Henrique Martin*

Visitar mercadinhos em qualquer lugar do mundo é mais que necessário pra fuçar a cultura local (e dar boas risadas com os contrastes). Em Osaka, andando perto do hotel, encontrei várias lojinhas 24 horas. Num deles, tentadoras versões japonesas do KitKat, um dos meus chocolates favoritos em viagem (a versão brasileira mais recente era esquisita). Tinha o tradicional, vermelhinho, e três sabores curiosos para mim: caramel, vanilla beans e um terceiro (acho que era chá verde, fugi dele rapidinho).

Comprei o de caramelo e o de baunilha. Veredito? Se KitKat já é doce pra burro, imagine a versão vanilla. É todo branquinho (sem ser chocolate branco) e doooooce até dizer chega. O caramel cheira melhor e é um pouco menos doce. Valeu a curiosidade, mas prefiro o original. Gostei que o chocolate de quatro barrinhas vem separado em dois pacotes dentro da caixa (dois mais dois) – é para comer menos, né?

*Henrique Martin é jornalista de tecnologia e editor do site Zumo. Recentemente viajou ao Japão, de onde trouxe diversas curiosidades gastronômicas.