Bom para o moral
setembro 9, 2006
Não sei quem desenterrou o açaí – o Djavan talvez -, mas tem muita gente, sarada ou não, que adora essa frutinha batida bem gelada com banana e granola. Eu sinceramente gostaria de definir o sabor do açaí. Acho que tem gosto de roxo porque só consigo distinguir a banana. Então prefiro banana amassada com aveia mesmo. Alguém lembrou da farinha láctea? Hein? Hummm…
O gosto de roxo é o mais pedido nas casas de sucos e sandubas naturais que pipocam pelas esquinas do Rio. Se você aprecia comida saudável – é bom para o moral – depois da praia vá direto ao Bibi Sucos e peça patê de galinha no pão integral.
Dica importante: peça seu sanduba sem batata frita. Este é o acompanhamento básico da maioria dos sanduíches do Bibi, que também inclui um vasto cardápio de hambúrgueres com queijos, maioneses, bacons e ovos.
Lembre-se que o garçom não é nutricionista. Ele não está nem aí se as fritas encostarem no seu integral sem maionese com peito de frango e salada. Avise o cara ou então mande tudo pras cucuias e peça logo um cheese filé. O cara do meu lado comeu um e me senti um jedi terminando meu sanduba.
Na saúde ou na ressaca, seria bacana termos mais destas casas de sucos em São Paulo. Outro dia encontrei uma na nossa praia, a Avenida Paulista, ao lado do Conjunto Nacional. Tomei um belo suco de beterraba, cenoura e laranja. Eu gosto.
O Bibi tem seis lojas no Rio, incluindo as tradicionais de balcão, lanchonetes e até uma casa de crepes. No site é possível checar os endereços, fazer o download dos cardápios e já começar a pensar se vai de cheese bacon ou de integral com patê de galinha. Que a força (de vontade) esteja com você.
Se essa rua fosse minha
agosto 19, 2006

Entre a Rua da Cantareira e a Avenida Tiradentes, no Centro, esconde-se a Paula Souza, rua onde chefs, donos de restaurantes, lanchonetes, pizzarias e botecos equipam suas cozinhas, a preços amigos.
Em pouco mais de três quarteirões mágicos encontram-se diversas lojas com tudo o que você precisa para ser feliz no fogão, ou tudo o que você não precisa, mas ainda sim quer ter… de qualquer jeito.
De férias fui testar a resistência entre panelões de refeitório para ‘aquela feijoada’, chapas, frigideiras, espremedores de sucos profissionais, spagueteiras, fogões a lenha, máquinas de cortar massa e até um baleiro de vidro no formato de um Fusquinha – precisar, não precisa, mas é o máximo e só custou R$ 25.
Para relaxar depois de aplacar o vício dos utensílios domésticos dê uma parada na Esquina na Cachaça (Paula Souza com a Cantareira). Lá é possível degustar e comprar uma variedade extasiante de pingas de alambique – desde as bacanas como Germana, Santo Grau, Boazinha, Cachaça do Parol, Espírito de Minas, João Mendes e Chico Mineiro (em diversos níveis de envelhecimento e embalagens), até as mais suspeitas batizadas com trocadilhos como Tira Mágoa, Malvada, Tome Juízo entre outros nomes divertidos também encontrados no site do Museu da Cachaça.
Se ainda estiver de pé, atravesse a rua e adentre o empório Metapunto paraíso de azeites, chocolates, massas e bebidas importados. Lá encontrei toda a linha de chocolates holandeses Droste. As pastilhas de chocolate com laranja (R$ 9) vão muito bem com um café expresso. O dark chocolat com 72% de cacau é ótimo – com café deve ser algo do tipo ‘Suco Gami’.
A adega é bem variada já que o empório trabalha com Expand, Mistral, Casa do Porto, Adega Alentejana etc. Comprei um nacional da Miolo, o Fortaleza do Seival Tannat por R$ 19,50 – jovem, frutado e agradável. A área de cervejas também é bem-servida. Encontrei uma long neck da inglesa Old Speckle Hein, mas o preço estava salgado. Levei a brasileira Devassa por R$ 3,90 – a loira-pilsen e a ruiva-ale foram aprovadas.
Para encerrar sua cruzada gastronômica, avance apenas dois quarteirões na Rua da Cantareira e encontrarás o Santo Mercado Municipal. Se tiver o coração puro e o estômago vazio coma um pastel de bacalhau e tome chopes Brahma no Rocca Bar. No passeio para fazer a digestão é impossível resistir à iguarias do Mercadão. Após uma pesquisa rápida, os quijos mais em conta estavam no Empório Petali, que vende pela internet e entrega compras acima de R$ 100 em qualquer endereço da cidade, sem taxa.
Cajé:Rua Paula Souza, 198 (panelão de alumínio nº 28 por R$ 42). Tel: (11) 3311-0301
Companhia das Cozinhas: Rua Paula Souza, 222 (spagheteira Panex por R$ 68). Tel: (11) 3228-4022
Mig Center: Rua Paula Souza, 316 (escorredor de massas de inox por R$ 33). Tel: 3227-5681
Esquina na Cachaça: Rua da Cantareira, 589. Tel: (11) 3328-8220
Metapunto: Rua da Cantareira, 651. Tel (11) 3328-8200
Empório Petali: Rua da Cantareira, 306 (rua E box 19). Tel: (11) 3313-5053
Bagel é pop
agosto 8, 2006

O bagel (‘beigol’), pãozinho em forma de rosca criado por um padeiro austríaco de origem judaica, equivale ao nosso pão francês para os norte-americanos. Lá, os pães redondinhos – integrais, com gergelim, sementes de papoula, queijo, sabor de cebola, passas, ao natural ou torrados etc. – são devorados tradicionalmente com cream cheese e/ou geléia, ou na dupla cream cheese e salmão defumado.
Aqui, o filãozinho dos gringos ganha saborosas reproduções sandubescas na lanchonete Pop´s Sandwich & Coffee, que também serve ometele com aspargos e ainda faz adaptações finas do hot-dog, com salsichas de vitelo ou cordeiro.
Além do sanduba, você tem a árdua tarefa de escolher o sabor do bagel (integral? parmesão? gergelim? cebola? anyone?). Essa dúvida cruel pode lhe trazer de volta ao Pop´s só para provar o mesmo recheio com um bagel diferente – que sofrimento. Entre opções como salmão defumado, vegetais e pastrami, experimentei o integral com rosbife, pepino, cebora e molho tártaro, acompanhado de salada verde (ou chips para quem está tão leve quanto sua consciência), que sai por R$ 16,80.
Enquanto espera para provar que os nossos bagels são mais criativos, divirta-se com a decoração ao estilo Andy Wahrol que rodeia o pequeno salão do Pop´s. Depois do café, não deixe de aproveitar seus 15 minutos de fama: escolha um giz e faça arte nas paredes dos banheiros.
Pop´s Sandwich & Coffee: Rua Bela Cintra, 1541 – Jardins. Tel: (11) 3063-5232
O boi alegre
julho 5, 2006
Recentemente li uma matéria na Folha de São Paulo sobre um hambúrguer lançado pelo restaurante Estik, em Madri, que custa 250 reais – não tem vírgula… são 250 pilas mesmo. A facada se deve ao boi Kobe – originário da região de Kobe, no Japão, conforme explica o leitor Marcus no comentário abaixo – e é um animal feliz, ou talvez seja a última linha da encarnação de alguém que foi quase bacana.
Segundo a matéria, que diz que o boi vem da Nova Zelândia, o Kobe é tratado com música clássica, massagem e cerveja (sim cerveja) para ficar bem tenro e saboroso antes de virar filé.
É fato que cerveja amacia a carne. Comprove com a Carne de Panela ao molho de Malzibier do Dona Bêga (atendimento familiar, comida caseira muito boa e criativa). Agora… dar a cerveja direto para o boi é no mínimo genial. Imaginem um boi tomando Guinness e ouvindo rock´n´roll no que ia dar?
Boi, guinness, rock, hamburguer… ah sim… ia dar na Casa Belfiori. Lá o preço é amigo, tem cervejas bacanas e, é claro, o drop kick (hamburguer com gorgonzola e bacon, que acompanha batatas meia lua estilo cantina). O famoso paredão de carne só é servido na versão 2.0 do antigo pub, o Clube Belfiori, que tem rock´n´roll ao vivo. Cuidado! Todos que comeram se viciaram…
Clube Belfiori (CB): Rua Brigadeiro Galvão, 871 – Barra Funda. Tel: (11) 3666-8971
Dona Bêga: Avenida Aratãs, 791 – Moema. Tel: (11) 5561-4986



