DJ de Boteco

outubro 25, 2008


Seguindo a linha do “boteco chique”, o Boteco Ferraz, aberto recentemente no Itaim, é um lugar para o happy hour dos arrumadinhos ou para esquentar o clima antes das baladas da região.

O ambiente lembra os botecos antigos da década de 50, mas deixa de lado os azulejos brancos e a luz fria, fazendo a linha meia luz com DJ tocando Amy Winehouse a meia potência. Na verdade, o Ferraz está mais para “barzinho de paquera” do que para um boteco legítimo, o que eu particularmente acho mais chique.

Por conta de uma promoção, fui conhecer o lugar para beber e conversar com minha prima, que prefere drinques a chopes e frequenta lugares mais ajambrados do que eu. Provamos a margarita frozen e a bem servida caipirinha de frutas vermelhas com vodka.


Os bolinhos de bobó de camarão (R$ 18) bem sequinhos revelavam um creme muito saboroso. Na sequência, resolvemos experimentar a porção de queijo coalho grelhado, que acompanhava mel e limão. Ótima idéia parar quebrar o sabor do queijo (R$ 14,50).


Depois de brigar com o canudinho da fronzen margarita parti para o chope, que era bem tirado, mas certamente seria melhor se não fosse Sol. O atendimento é muito atencioso, com um pouco de ansiedade na hora de trocar o chope ainda inacabado.

Por volta das 22h o lugar estava bombando, com pessoas já tomando seus chopes em pé no balcão. Se quiser garantir uma mesa chegue antes das 21h.


O Ferraz também oferece buffet no almoço (R$ 28,90 por pessoa) e apetitosas opções de pratos individuais no almoço e no jantar, seguindo um pouco a linha do Astor. O DJ felizmente tinha bom gosto musical e a idéia pode abrir caminho para os profissionais das pick-ups no segmento ‘DJ de Boteco’. Para quem não gosta de música ao vivo em bares é uma beleza.

Boteco Ferraz – Rua Dr. Mário Ferraz, 1462 (esquina com a Rua Tabapuã). Tel (11) 3079-4589

Bar amigo

outubro 15, 2008


O Bar Amigo Gianotti, no Bixiga, vem fazendo amizade com os paulistanos há 40 anos. Sua especialidade é a fogazza crocante e generosamente recheada com diversos sabores listados verbalmente pelos garçons (calabresa, atum, muzzarela, provole, frango, cheddar etc.) e que ainda podem ser combinados.


Estive no bar do palmeirense Toninho Gianotti recentemente por conta do Boteco Bohemia, mas já tinha ouvido falar muito bem do lugar também conhecido como Magrão – apelido do corintiano que atendeu a freguezia por muitos anos e nunca engordou com as deliciosas fogazzas e massas caseiras (recebi boas recomendações do fuzilli e do nhoque de mandioquinha servido todo dia 29).


O quitute concorrente deste ano foi caprichado: bolinho de carne cozida na cerveja preta envolto em uma camada fina de massa e empenado com mix de castanhas. Como o cardápio está no gogó não tive como saber que o preço da porção era um pouco salgado (25 reais), mas pagaria novamente pelos dez bolinhos divinos, que derretiam na boca. O molho de pimenta biquinho, que é zero ardido e 100% saboroso, deu um toque especial ao bolinho.


Ponto de partida ou fim de noite para os baladeiros da 13 de Maio, o pequeno bar não costuma lotar tão cedo, mas não se importe de pegar uma mesa na calçada, especialmente no calor, e pedir várias geladas ao simpático Toni, neto do Gianotti. Na parte de dentro, onde é proibido fumar, você pode se divertir com a decoração do velho imóvel, que inclui um jacaré de plástico, camisas de futebol, um biotônico fontoura de gesso gigante, capacetes de exército e outras relíquias como uma pilha de latinhas de Brahma de ferro (alguém se lembra delas?), estocadas nos tempos de inflação e descobertas recentemente.


Nas mesas animadas, o que não falta é fogazza (9 reais). Alê Scaglia apostou na de muzzarela com provolone e muitos pedaços de tomate para dar uma quebrada no sabor. Bem crocante e robusta por fora, a massa aberta despejava o recheio saboroso.

Pena que choveu e tivemos de nos acomodar no pequeno mezanino, que não é nada recomendável. Se você não quer chegar em casa impregnado por um inesquecível aroma de fritura, evite subir a cruel escadinha em caracol. Em um quadro, o Toninho (na foto acima à direita) faz piada com a situação: se candidata pelo PPM (Partido da Pinga com Mel) e promete instalar um exaustor. Bom que seja logo. Tirando meu perfume de fogazza, o simpático Gianotti ganhou meu voto e minha amizade.

Bar Amigo Gianotti – Rua Santo Antônio, 1106 – Bela Vista (Bixiga) – São Paulo. Tel.: (11) 3211-3256

Assembléia de botecos

setembro 21, 2008

Prepare-se para botecar. No começo do mês saiu a lista dos 31 bares que concorrem ao Boteco Bohemia 2008, de 1º a 31 de outubro, em São Paulo.

Recentemente conheci o Assembléia Bar, que ficou em 5º lugar no ano passado e volta à lista de concorrentes. Bela dica do brother e vizinho Gui Colugnatti, que também frequenta o Amigo Gianotti. Este  boteco do Bixiga, mais conhecido como Bar do Magrão, é famoso pelas fogazzas e está entre os concorrentes deste ano, que espero conhecer em breve.


O Assembléia é um dos poucos botecos bacanas do Paraíso. Além de escassos, os bares deste bairro familiar da zona Sul fecham cedo. O Academia da Gula, por exemplo, serve ótimos petiscos portugueses e já concorreu algumas vezes no festival, mas encerra às 19h no sábado. Felizmente, o Assembléia vai até meia noite ou até o último cliente que, no sábado passado, era minha mesa, à 1h30.

Localizado em uma esquina tranquila, a poucas quadras da 23 de maio, o Assembléia – nome provavelmente inspirado na proximidade da Assembléia Legislativa – tem pinta de boteco antigo, com um aconchegante salão azulejado, decoração de boleiro – “Bocão”, o dono, é corinthiano roxo – mesinhas de madeira na rua e geladeiras de Bohemia, o que geralmente é um bom sinal.


A cerveja no ponto pode acompanhar um bom pastel individual de carne (R$ 3) ou acepipes de balcão (R$ 55 o quilo). Os tremoços e a mussarela de búfala estavam gostosos, incluindo uma cesta de pão francês fresquinho.

Ainda não provei a linguiça ou a picanha na chapa e o escondidinho recomendados pelo Guizo, mas já fiquei contente em conhecer um boteco legítimo nas redondezas. Agora tenho um vizinho bacana para pedir açúcar (com cachaça e limão) ou uma cerveja quando a geladeira de casa estiver vazia.

E durante a semana, o Assembléia tem uma promoção-trocadilho no happy hour: a “Semana em Conta”. Na segunda-feira, a segunda cerveja de 600 ml é grátis. Na terça-feira, a terceira é grátis e assim vai até quinta-feira.

Assembléia Bar – Rua Tumiarú, 98 – Vila Mariana. Tel (11) 3885-7670 (Fale com a Juliana, que ela dá um jeito de guardar uma mesa).

Rolé Di Buteco

agosto 18, 2008


(Caldinho de frutos do mar, bolinho de camarão e o ‘rolé pelo subúrbio’)
*

Quando recebi o e-mail do Alê Scaglia com a lista dos participantes do primeiro Comida Di Buteco no Rio de Janeiro, o que eu mais queria era pegar a primeira ponte aérea ou me teletransportar.

Quem está no Rio ou pretende passar por lá até 31 de agosto terá a oportunidade de visitar ao menos um dos 31 botecos participantes do Comida Di Buteco. O festival criado em Belo Horizonte – onde já chegou à 9ª edição em maio – deve agitar São Paulo em outubro.

Os cariocas capricharam nas iguarias que inspiraram muitos botecos paulistanos. O Braun Café teve a felicidade de visitar alguns dos bares selecionados no Rio, em outros carnavais. O Bar Urca concorre com um Caldinho de frutos do mar (hummm… água na boca), o querido Jobi vai de caldinho de feijão, o Bracarense com Bolinho de Camarão com Aipim e Catupiry e o Belmonte aposta na Canjica com carne-seca.

Mas essa lista de botecos é uma provocação, um desafio… um objetivo de vida. Não posso deixar de conhecer um bar chamado “Enchendo Linguiça” – ele concorre com joelho de porco – ou o “Boteco Salvação”, que entra com espetinho de mignon acompanhado de farofa e ‘molho campana’ (é vinagrete belo!).

Fiquei muito curiosa para saber do que se trata a porção “Um rolé pelo subúrbio”, que o Original do Brás detalha da seguinte forma: “rolé ouriçado com molho de Bohemia Escura em mini-baías de guanabara”. É isso aí.

Só posso torcer para que muita gente consiga passar pelo Rio até o final do mês e que os locais se esbaldem. Já estou até memorizando a seleção de botecos para as próximas noites cariocas.

*Fotos: divulgação

Caipirrriña

julho 18, 2008

Que tal ensinar o preparo da nossa tradicional capirinha a seus amigos gringos? Pois a Cachaça Leblon tem a dose certa para adoçar suas relações diplomáticas.

No site Perfect Capirinha, seus brothers ‘do estrangeiro’ encontram o vídeo de uma brasileira explicando, tin tin por tin tin, como se faz uma capirrriña com lime, sugar and ‘catchaça’, of course.

A idéia é divulgar a cachaça tipo exportação feita em Patos de Minas (MG), que chega ao Brasil este mês, após ter desfilado por Nova York, Paris e Londres. Achou chique? Pois a fabricante ainda destaca que a produção é comandada pelo top destiller francês, Gilles Merlet, e que a bebida é apresentada em uma “garrafa de alta costura francesa – feita com vidro cristalino da Normandia”. Ainda falta provar ‘oui’ Uai!

O que a morena não conta é um segredinho revelado pelo Souza, premiado barman do Veloso Bar, ao amigo Alê Scaglia. Para tirar o amargor do limão retire a parte branca na lateral de cada pedaço cortado, antes de amassá-lo com o açúcar.

A dica da caipirinha para os gringos e da variação de jaboticaba servida no Veloso estão na terceira edição do podcast Now! Café, um bate-papo bem-humorado sobre o mercado de tecnologia, que estreamos no IDG Now!. Venha tomar um cafezinho com a gente, acompanhado do bolo de chocolate de 5 minutos, que a Lygia testou duas vezes!