*Por Thais Cerioni

Becco 388, o favorito: Risoto de costela bovina desossada sem gordura, cozida lentamente no molho de vinho tinto coroada com onion rings

Nesta edição da RWSP, quase que sem querer, bati meu recorde de restaurantes visitados. Foram sete: quatro no almoço e três no jantar. Desses, três eu escolhi com antecedência, enquanto aos outros fui por não conseguir os que eu preferia, por indicação de amigos ou por casualidade mesmo.

Os escolhidos por mim foram Matriz Hamburgueria, Becco 388 e Obá – além do Entrecote de Paris e do Limonn, que gostaria de ter ido, mas cheguei até a porta e desisti por conta da espera.  Por acaso, tanto meu preferido quanto a grande decepção foram escolhas minhas.

A pior escolha: apesar das fritas, serviço atrapalhado do Matriz Hamburgueria deixou a mesa sem sobremesa

A pior escolha foi a Matriz Hamburgueria, onde almocei com colegas de trabalho na sexta (26/3). A batata frita de lá é excelente, o problema foi que ela chegou à mesa bem depois dos sanduiches (que são apenas OK, diga-se de passagem). Estávamos bem-humorados e não queríamos estresse, mas não deu pra evitar quando a conta demorou mais de meia hora para chegar à mesa e as sobremesas só vieram depois das máquinas de cartão. Obviamente, saímos sem comer o doce, nervosos e insatisfeitos.

Salada de erva doce laminada, gengibre japonês, gomos de laranja e lascas de parmesão do Becco 388

Na outra ponta do ranking está o Becco 388, que eu já conhecia, mas resolvi retornar durante a RWSP porque o cardápio me conquistou. Não só no papel. Certamente, foi o menu mais caprichado de todos os restaurantes que visitei e a execução, do couvert à sobremesa, estava impecável – impressão compartilhada pela amiga que estava comigo e escolheu todas as outras opções.

Destaque para o risoto de costela bovina com onion rings: simplesmente divino! Apesar de pequeno e “jovem” (tem pouco mais de um ano), o restaurante também não deixou nada a desejar em termos de serviço. Fica a dica para uma visita na próxima RWSP ou mesmo fora dela – nesse caso, prepare-se para uma conta salgadinha, mas que vale cada centavo!

Obá entre as boas pedidas da SPRW: Moqueca capixaba de peixe, leve e perfumada, com arroz, farinha e pirão

O Obá entrou na minha lista na última hora pela localização prática e pelo convincente post do Braun Café. Não vou me estender sobre ele, que já ganhou um post inteiro da Braun, mas vale destacar o sabor dos pratos e a cordialidade do serviço no almoço do último domingo (trocaram a minha entrada sem eu pedir, apenas porque o garçom me ouviu comentar com os amigos que tinha esquecido de pedir sem vinagrete. Me ganharam ali!).

Jantei também no Antonietta, que tem serviço simpático, mas comida apenas OK. Valeu pela entrada, surpreendentemente saborosa para uma salada de folhas verdes com nozes, pêra e gorgonzola.

Saint peter ao forno com berinjela à siciliana do Antonietta. Boa salada de pêra com gorgonzola e nozes, mas cardápio apenas 'OK'.

Na sexta-feira (1/4), almocei no Ban Kao, que não conhecia e não sabia nada a respeito. Gostei muito do serviço (especialmente para uma sexta, às 13h) e achei a comida legal para o que se propõe – mas definitivamente não é a especialidade de que mais gosto. Destaque para o fato de serem servidas as duas opções de entrada e de sobremesa, em porções reduzidas, para todos os clientes. Assim todo mundo experimenta de tudo um pouco!

Doce de abóbora na colher chinesa com calda de laranja do Ban Kao. Para evitar dúvidas, restaurante vietnamita serviu as duas opções de entrada e sobremesa, em porções pequenas

Totalmente sem querer, almocei no PJ Clarkes em uma terça-feira, às 13h. Serviço rápido e eficiente para o dia e horário, mas comida apenas OK – já não sou fã no PJ Clarkes e, além de tudo, eles não serviram no evento sua especialidade, que são os hambúrgueres. O resultado foi um menu pra lá de bobo – que até fez meu amigo optar por um sanduichão fora da RWSP.

Opção de almoço do PJ Clarkes: Meio galeto com purê de batatas e salsa verde. Cadê o hamburguer?

Finalmente, o primeiro que visitei, logo no segundo dia de evento: La Vecchia Cucina. Incomodada com o atendimento desagradável da hostess do L´Entrecôte de Paris, atravessei a rua para tentar a sorte no top de linha do Sérgio Arno.

Para minha surpresa, a hostess de lá (uma senhora muito simpática) consegui uma mesa para duas pessoas imediatamente. Daí pra frente, o serviço foi perfeito: o garçom nos indicou o vinho da casa (com bom custo-benefício), reduziu o ar condicionado, conversou, fez brincadeiras… e até nos presenteou com alguns petiscos, por eu ter dito que aceitaria a carne (em vez do peixe) caso ele tivesse anotado errado. Fofo, né?

Sorte e grata surpresa no La Vecchia Cucina. Medalhão de filé envolto com bacon e batatas ao molho de ervas, entre as opções

A comida, como é de se esperar de um restaurante desse porte, também não decepcionou. Apesar de simples, tudo extremamente bem preparado. E destaca-se ainda o fato de todos os clientes terem direito à massa, além de uma opção de prato principal. Bem à italiana!

*A querida Thais é jornalista, boa de garfo e adora provar novos sabores. Sempre trocamos figurinhas na SPRW e foi uma alegria receber este recorde de avaliações para os leitores do Braun Café. Obrigada Tha!

Risotto di Salmone con Pisseli do Vicolo Nostro (cubos de salmão, ervilhas frescas e hortelã)

Depois do Obá, a ‘maratona’ do Braun Café na 8ª São Paulo Restaurant Week 2011 passou pelo italiano Vicolo Nostro, o chinês Ping Pong e o francês Robin de Bois. A temporada paulista de cardápios promocionais em 300 restaurantes da capital e 12 cidades paulistas termina neste domingo (3/4), mas deve voltar no segundo semestre.

Juntei neste ‘toast’ minhas impressões de mais três restaurantes visitados e algumas considerações gerais para quem quiser arriscar uma reserva aos 45 do segundo tempo ou já ficar de olho na próxima temporada.

“Vale a pena participar da Restaurant Week?”, perguntei ao sócio-proprietário do Robin de Bois enquanto esperava minha irmã para o jantar, na última quinta-feira. “Vale sim porque você divulga o restaurante e muita gente volta”, disse Otávio. “E o preço do nosso cardápio não está tão acima da promoção. É possível fazer uma refeição por R$ 45 em um dia normal, com entrada e prato principal, que é bem servido, ou prato principal e sobremesa”, comparou.

Opção no cardápio promocional do Vicolo Nostro: Tortelloni d' Agnello (massa fresca recheada com cordeiro ao molho cremoso de sálvia)

Em seu segundo ano de Restaurant Week, o proprietário do bistrô aberto há três anos também fez uma observação interessante: “Se você não entrar na Restaurant Week, prepare-se para ficar com o restaurante vazio por duas semanas… Pode até aproveitar para fazer uma reforma (rs)”.

Levantei a questão após ter lido uma entrevista da chef Paola Carosella do Arturito, que estreou na SPRW com reservas esgotadas antes do início do evento. A chef criticou o evento  dizendo que os preços praticados na Restaurant Week são muito baixos, levando restaurantes a oferecer produtos de qualidade inferior.  Pelo que pude provar em dois ótimos jantares no Robin de Bois e no Obá, por exemplo, o argumento pode ser descartado. Como disseram amigos “ninguém é obrigado a participar”. E se participar, que seja para fazer bonito e atrair clientes depois da promoção.

Ping Pong: saladinha de agrião com shitake e Pork puf (massa folhada com recheio de mignon suíno, coberta com mel e gengibre)

E vale a pena sair de casa às 11h, se perder no Brooklin para chegar às 12h no caro e bem cotado Vicolo Nostro, sem perder a reserva? No meu caso e da amiga Cecília, a aventura compensou pelos ótimos pratos principais: Risotto di Salmone con Pisseli (com cubos de salmão, ervilhas frescas e hortelã) e  Tortelloni d` Agnello (massa fresca recheada com cordeiro ao molho cremoso de sálvia).

A salada caprese estava boa, mas nada espetacular (a gente faz em casa). Já a salada de folhas com croutons feitos de polenta frita mostrou criatividade dentro do orçamento. As sobremesas  (ambrosia e banana flambada com sorvete de creme) estavam gostosas, mas nada de mais. O que me deixou surpresa foi o serviço tão rápido a ponto de servirem as entradas antes das bebidas, claramente um sinal de que a clientela precisava ‘circular’.

O melhor do Ping Pong: bolinhos de massa fina ao vapor recheados de carne de caranguejo e camarão, frango e castanha e camarão e broto de bambú

Percebemos a pressa, mas não demos muita bola. Para celebrar a aventura, arriscamos um rosé francês que custou o almoço das duas (R$ 59), mas era a melhor relação custo-benefício que encontrei. Estava leve e refrescante, perfeito para o ‘almoço do meio-dia’ no sábado. O café com muitos docinhos também foi uma ótima pedida (R$ 5) fora do cardápio. Voltarei ao Vicolo fora da SPRW? Difícil. A maioria dos pratos do cardápio regular custa entre R$ 50 e R$ 80.

No domingo passado foi a vez do chinês Ping Pong. Cheguei às 13h pontualmente e minha reserva estava lá. Como fui sozinha peguei uma mesa no balcão e pude acompanhar a chef Paula Villas Boas dando saída nos pratos para o restaurante lotado por conta do evento. Também fiquei observando o preparo dos bolinhos ‘dim sum’ feitos em recipientes de bambu, furadinhos, em plataformas de vapor.

Mousse de capim santo com gelatina de maracujá também agradou no Ping Pong. Atendimento não foi tão doce para alguns clientes.

A porção de três pequenos bolinhos com massa finíssima semelhante à do guiozá e recheios de caranguejo, frango e camarão foi o que mais agradou no amplo cardápio elaborado pelo Ping Pong. A saladinha de folhas de agrião com shitake, tiras de cenoura e gergelim também estava saborosa.

Na sequência vieram os fritos – Rolinho primavera com legumes e Crispy prawn ball (Camarões fatiados com cebolinha em macarrão de fios de ovos) -, o assado Pork puf (Massa folhada com recheio de mignon suíno, coberta com mel e gengibre), os bolinhos no vapor e ainda uma cumbuca de arroz a base de leite de coco com molho de frango (um pouco salgado). Achei o cardápio bem farto, mas meio carregado. Valeu pelos delicados bolinhos e pela sobremesa (mousse de capim santo com gelatina de maracujá).

Tartare de Saint Pierre com saladinha de rúcula e chips de batata. Boa comida e simpatia no Robin de Bois

O atendimento do Ping Pong foi correto, porém um pouco tenso. Compreensiva, cheguei a levantar da cadeira e ir direto ao balcão para pedir outra água – os garçons perceberam e pega mal para eles. Já duas amigas, que estiveram por lá esta semana, quase partiram para o Kung-Fu. A reserva não tinha sido anotada e as duas quase imploraram pelo atendimento “do refri ao cafezinho”, contou a Simone.

Um belo dia, quando a equipe estiver mais tranquila, pretendo voltar ao Ping Pong fora da SPRW para provar os combinados de bolinhos, que parecem acessíveis (R$ 30 a R$ 40), e os chás florais chineses – outro destaque da casa.

Clássico Boeuf Bourguignon com purê de batata e couve crocante

Finalmente, meu espírito ‘Magali’ sossegou na última quinta-feira em um lugar que eu queria muito conhecer, e que superou minhas expectativas: o bistrô Robin de Bois. De cara me encantei com e clima e a decoração do lugar, inspirado na matriz nova-iorquina que começou como antiquário há 11 anos. A simpatia e atenção do dono da casa, em plena loucura de Restaurant Week, o bom-humor dos garçons e, é claro, a comida saborosa e bem preparada me conquistaram.

A casa também oferece diversas opções interessantes de vinhos em taça e mini garrafas (R$ 14 a R$ 18 em média). Uma taça do adorável Figaro Rouge rosé foi minha escolha (R$ 14) para o jantar. Destaque para o bem temperado tartar de saint pierre com salada de rúcula, o boeuf bourguignon acompanhado de purê de batata e couve crocante e o filé de saint pierre ao molho de maracujá acompanhado de purê de batatas com gengibre.

Le Moules - Mariscos cozidos ao molho Robin (creme de leite, vinho branco e tomate). Há opções de molho ao curry e com leite de coco

Nas sobremesas, a torta de maçã ‘invertida’ (massa crocante quente com canela sobre lâminas de maçã cremosa) ganhou do gateau de chocolate meio-amargo com creme inglês. Falando em doces, o bistrô fica ao lado da Maria Brigadeiro e também oferece no cardápio os quitutes ‘gourmet’ da vizinha para a hora do café.

O único porém do Robin de Bois é a proximidade das mesas para dois (quase entrei no bate-papo sobre música com o casal ao lado). A aproximação faz certo sentido nos bistrôs apertadinhos, mas acho que o restaurante tem espaço para dar mais privacidade aos clientes.

E finalmente, tive mais uma surpresa fora do cardápio do bistrô. Matei a curiosidade e a vontade de comer uma das especialidades da casa: Le Moules (tenros e deliciosos mariscos ‘lambe-lambe’ à moda francesa cozidos em molho de vinho branco, creme de leite fresco e pedacinhos de tomate). A porção farta (R$ 38) acompanha fritas crocantes e fatias de pão ‘tipo italiano’ macio e quentinho. Quase desisti do menu da Restaurant Week para pedir mais. Vale dar uma ligada antes para checar se é dia de mariscos.

Ping Pong – Rua Lopes Neto , 15 – Itaim Bibi – São Paulo (SP). Tel.: (11) 3078-5808

Robin des Bois – Rua Capote Valente , 86 – Pinheiros – São Paulo (SP). Tel.: (11) 3063-2795

Vicolo Nostro – Rua Jataituba , 29 – Jardim das Acácias – São Paulo (SP). Tel.: (11) 5561-5287

 

Trouxinha thai do Obá (entrada tem duas unidades) entrando com estilo no mix tailandês, brasileiro e mexicano preparado especialmente para a SPRW

Se você puder conhecer um só restaurante na 8ª São Paulo Restaurant Week (confira as dicas do Braun Café na SPRW) tente garantir uma mesa no Obá. A temporada já tem lugares lotados desde a semana passada, como o estreante Arturito, mas o jantar que experimentei ontem no Obá é imperdível.

Suco de tomate (R$ 5,60) temperado na medida certa. Boa pedida com as entradas no jantar na Restaurant Week

O simpático chef Luiz Silva veio à mesa receber os parabéns pelo capricho e pela criatividade na elaboração de entradas, pratos principais e sobremesas especialmente para a SPRW, unindo as três influências de sua cozinha – brasileira, mexicana e tailandesa.

Deliciosas e crocantes mini tortillas de milho e molho de carne de cordeiro cozido lentamente

Depois um ótimo suco de tomate temperado no ponto certo (R$ 5,60) chegaram as entradas:  delicadas trouxinhas thai (massinhas cozidas recheadas de vegetais, camarão e ervas aromáticas para degustar com molho refrescante cítrico, com um toque de coentro) e tostadas de barbacoa de cordeiro (mini tortillas crocantes de milho com uma pincelada de frijoles refritos e carne de cordeiro preparada devagarzinho ao estilo do norte do México). Ambas adoráveis causaram ótima impressão. Fiquei até triste porque são só duas por pessoa, mas pouco depois chegaram os pratos principais…

Moqueca capixaba de peixe, bem leve e saborosa, com arroz e um pirão igualmente bem preparado

Meus pais foram de moqueca capixaba de peixe Saint Pierre, bem leve e saborosa, com arroz e um pirão igualmente bem preparado. Minha irmã e eu apostamos no Geng Pet Moo Fengtong Curry (carne de porco refogada em óleo de leite de coco com abóbora doce, folhas de manjericão e dill  para quebrar o clima apimentado, arroz de jasmim e relish de gengibre). Uma deliciosa alquimia culinária.

Geng Pet Moo Fengtong Curry - carne de porco refogada em óleo de leite de coco com abóbora doce, arroz de jasmim e relish de gengibre

Os pratos principais bem servidos deixaram pouco espaço para sobremesa, mas era impossível recusar um arroz doce feito com macios grãos de arroz negro tailandês com calda  puxada para o coco e doces lâminas de manga. Minha mãe se deliciou com “Lampião e Maria” (goiaba mole da casa com queijo meia-cura quente sobre uma fatia de goiaba fresca, melado de rapadura e biscoito amanteigado).

Arroz doce Thai - macios grãos de arroz negro tailandês com calda puxada para o coco e doces lâminas de manga

Após o banquete, a alegria reinava na mesa. Uma xícara de chá de hortelã natural encerrou um momento de saborosas descobertas. Entre elas, soubemos que após a SPRW o Obá começa um festival tailandês e que o restaurante também serve boas opções de almoço executivo com entrada, prato principal e ‘doce surpresa’ por R$ 29,50 durante a semana. Oba!

Lampião e Maria Bonita: goiaba mole, queijo meia-cura quente sobre fatia de goiaba fresca, melado de rapadura e biscoito amanteigado

O jantar foi aprovado com louvor por meus pais e minha irmã,  que gostam muito de restaurantes e são bem críticos no assunto. Ponto para o chef Luiz e para sua atenciosa equipe no atendimento. A recomendação  de todos foi incluir as criações da SPRW no cardápio regular. Vamos torcer.

Obá Restaurante – Rua Melo Alves , 205 – Jardins. Tel.: (11) 3086-4774 (entre a Alameda Lorena e a Al. Tietê)

Lulas à Provençal com risoto de açafrão e aspargos do Limonn (Foto: Luis Simione/Arquivo SPRW)

Promoções de restaurantes deram tão certo em sites de compras coletivas que temos praticamente uma eterna temporada de descontos gastronômicos. Até o empresário que trouxe a Restaurant Week ao Brasil pegou um jacaré nessa onda e hoje também encontramos serviços temáticos dedicados aos descontos da boa mesa.

Mas a São Paulo Restaurant Week não perde o charme. De 21 de março a 3 de abril você pode descobrir um restaurante bacana que caprichou no cardápio e no atendimento para conquistar clientes – ou aquele que entrou no embalo, não segurou a onda e nunca mais lhe verá novamente.

Mix do Ping Pong inclui camarões fatiados com cebolinha em macarrão de fios de ovos e massa folhada com recheio de mignon suíno coberta com mel e gengibre (Foto: Luis Simione/Arquivo SPRW)

Em sua primeira temporada de 2011, a 8ª São Paulo Restaurant Week virou estadual, passando a oferecer cardápios promocionais a preços fixos em 301 restaurantes de 12 cidades (São Paulo, Barueri, Campinas, Cotia, Embu, Guarujá, Ribeirão Preto, Santos, Santo André, São Bernardo do Campo, São José dos Campos e São Sebastião).

O evento também ganhou aplicativo ‘Restaurant Week 2011‘ para iPhone, iPad e iPod Touch com os cardápios, serviços e mapas dos restaurantes participantes. Há uma versão do site adaptada a dispositivos móveis, que está entrando em operação esta semana. É uma boa porque navegar pelos restaurantes no site tradicional está uma dureza (e testei em três navegadores!).

Salada de verduras assadas na brasa, coalhada caseira, dill, rúcula e alho é uma das entradas do Arturito (Foto: Rafael Weinberg/Arquivo SPRW)

Os menus com entrada, prato principal e sobremesa saem por R$ 29,90 no almoço e a R$ 39,90, no jantar. Vale lembrar que bebidas, serviço e couvert são cobrados separadamente (fique de olho nos preços e confira as dicas do Braun Café para não entrar em roubadas).

Entre os 233 restaurantes na capital paulista, nesta temporada senti falta do AK Delicatessen, que segundo a chef Andrea Kaufmann está prestes a ser reinaugurado na Vila Madalena. “Pena mesmo não estar nesse SPRW, mas  tem casas bem legais como o Arturito, o sempre bom Obá e o Marcel!”, diz Andrea.

'Riso Nero' do Buttina: doce siciliano de arroz arbóreo, amêndoas e chocolate. Finalizado com biscoito e Limoncello (Foto: Luis Simione/Arquivo SPRW)

O Arturito, de influência europeia, é um dos estreantes da SPRW ao lado do Taizan – minha referência desde criança de comida chinesa -, dos italianos La Dolce Vita e Forneria San Paolo, do novo toscano Villa Cioè, e do Portal da Coreia, primeiro coreano a participar do evento.

Veja aqui uma lista de dez restaurantes testados pelo Braun Café e/ou pelos leitores na edição anterior da São Paulo Restaurant Week, e que continuam no evento (os links levam aos cardápios desta temporada):

Buttina
Rua João Moura , 976 – Pinheiros. Tel.: (11) 3083-5991
(Delicioso italiano em uma casa sensacional. O spaghetti de cacau é incrível, mas acho que vale testar o menu na SPRW)

Carlini – Mooca (almoço e jantar)
Rua Dona Ana Néri , 265 – Mooca. Tel.: (11) 3208-2024
(Ótimo italiano tem mais dois endereços recentes em Perdizes e na Vila Madalena. Veja o post do Carlini)

Caroline – (almoço e jantar)
Rua Oscar Freire, 145 – Jardim Paulista. Tel.: (11) 3068-0601
(Muito bem recomendado pelos leitores)

Emprestado Restaurante (menu almoço e jantar)
Rua Mourato Coelho , 992 – Pinheiros. Tel.: (11) 3034-0214
(Elogiado pelo menu criativo e saboroso, apesar das trapalhadas no atendimento)

Ganesh (almoço e jantar)
Av. Roque Petroni Jr , 1089 (Shopping Morumbi – loja 20 – piso lazer). Tel.: (11) 5181-4748
(Para a leitora Cris Sato esse indiano ‘sempre vale a pena‘)

Limonn (almoço e jantar)
Rua Manuel Guedes, 545 – Itaim Bibi. Tel.: (11) 2533 7710
(Só elogios. Esse eu quero conhecer nesta temporada)

Obá Restaurante (almoço e jantar)
Rua Melo Alves , 205 – Jardins. Tel.: (11) 3086-4774
(Delicioso veterano da SPRW. Foi um dos meus primeiros posts na SPRW em 2008)

Ping Pong (almoço e jantar)
Rua Lopes Neto , 15  – Itaim Bibi. Tel.: (11) 3078-5808
(Cardápio criativo agradou na última SPRW, apesar da falta de privacidade entre as mesas)

Seraphini (almoço e jantar)
Alameda Jaú , 1303 – Jardins. Tel.: (11) 3081-1160
(Bem avaliado dentro da SPRW e fora da temporada. Veja post do menu executivo)

Vinheria Percussi

Rua Cônego Eugenio Leite , 523 – Pinheiros. Tel.: (11) 3088-4920
(Italiano de primeira, com bela carta de vinhos. Meu amigo Pedro, ‘objetivo chef’,  esteve por lá na SPRW e recomenda)

Outros restaurantes da lista que despertaram curiosidade foram o bistrô Robin de Bois, o italiano Dolce Villa, que visitei uma vez há muitos anos, e o Becco 388, que oferece um risoto bem interessante.

Ops… crepe de vidro: o bistrô Crepe de Paris decepcionou nossa leitora Michelle na última SPRW. Saiba mais sobre esse episódio.

Teishoku amigo

fevereiro 15, 2011

Teishoku do Shigue: refeição completa e de qualidade por R$ 29

O Teishoku, uma espécie de refeição completa japonesa a preço fixo, é uma opção bacana e acessível para quem quer fugir do rodízio, gastando pouco, e comendo bem.

Foi o ‘PF japa’ que aplacou minha ‘fome’ de comida japonesa há algumas semanas enquanto eu saboreava o livro “Sushi: sabor milenar“, que ganhei do meu guia da gastronomia oriental, Edgar Kanamaru. Além de ser uma leitura essencial e didática para quem deseja apreciar sabiamente a culinária japonesa, o livro de Sérgio Neville Holzmann tem formato de bolso para consultar na visita a um novo restaurante.

Se você aprecia comida japonesa, certamente a leitura vai lhe deixar com uma vontade louca de comer sushis, sashimis e muitas iguarias diferentes, que não aparecem nos rodízios e buffets.

Guia de bolso para abrir o paladar japonês

Há quem argumente que os bons japoneses à lá carte são caros, mas aí está o ‘teishoku amigo’ para mostrar que uma refeição simples, completa e gostosa pode custar R$ 29. Esse é o preço cobrado pelo Shigue – excelente japonês no Paraíso do qual já falei por aqui – pela refeição com seis fatias de sashimi (atum e salmão frasquinhos), tempurá de legumes, arroz (gohan), anchova grelhada, saladinha de pepino (sunomono) com kani, misoshiro e salada simples (alface, cenoura e beterraba raladas com leve molho vinagrete). Tudo bem servido e na medida certa para minha fome de dragão depois da leitura gastronômica.

A única tristeza é que o Shigue não tem delivery  – só entregam se for para atravessar a rua e nenhum quarteirão a mais. Sendo assim, esperei 20 minutos pelo preparo do prato no local, o que não foi de todo ruim já que coloquei em prática o aprendizado do livro observando dois itamae-san experientes preparando iguarias para a clientela fiel do tradicional ‘sushi-ya’. Tô bitolada com os termos? É o livro… E ele ainda tem um glossário ótimo. Pode provar.

Shigue
– Rua Doutor Sampaio Viana, 294, Paraíso – São Paulo. Tel.: (11) 3885-9606. Segunda a sábado, das 11h30 às 14h30 e das 18h30 às 22h (fecha domingo).