A ‘maior robata’ e o ‘PF japonês’
setembro 20, 2009

Balcão das robatas: 96 opções, que poderiam ser maiores
O que fazer quando seu acompanhante detesta comida japonesa e não tolera o cheiro de peixe cru e arroz com vinagre destes restaurantes? Leve-o a um japa especializado em robatas (espetinhos japoneses com variedades de carnes, peixes, frutos do mar e legumes grelhados). Olha que ideia boa!
Então levamos o Dexter ao Mitsuyoshi, no Paraíso, que oferece 96 tipos de robatas em um salão, e diversas especialidades de sushimen, no outro ambiente. “Um restaurante japonês para japoneses”, como bem classificou o Pedro.

Restaurante "japonês para japoneses"
No quesito aroma, tudo certo – acho que saímos até defumados de lá. O problema é que as robatas não deram nem para o cheiro…
Os preços convidativos (de R$ 9 a R$ 14 em média) dos espetinhos e a variedade sinalizavam fartura e uma conta acessível no fim do jantar. Pedro e eu nos empolgamos com a robata de vieiras por apenas R$ 9 e o Dexter pediu logo duas (garoupa e anchova). “Aaaah pequeno Wilbur…”

Robata de (duas) vieiras (R$ 9) - o prato é de sobremesa
Muito tempo depois (nosso pedido demorou bastante), entendemos porque os pratinhos do serviço eram de sobremesa. Os espetos de garoupa com alho poró e de anchova estavam saborosos, mas seriam necessários pelo menos dez daqueles para satisfazer pessoas com fome.

Robata de garoupa com alho poró (sabor frango)
Enquanto isso, à minha frente, estavam duas vieirinhas em um espeto do tamanho de um palito de sorvete, digno do mundo de Liliput. Estava uma delícia, não posso negar, mas caímos na maior ‘robata’. Só não é roubada para quem tem pouca fome ou muito dinheiro.

Anchova no palito: aprovada, apesar do tamanho
Bom… já que estávamos em um japa tradicional, o Pedro me apresentou o delicioso chirashi-zushi – sashimis variados (salmão, atum levemente grelhado, peixe prego etc.), camarão, ovas de salmão e omelete servidos em uma cumbuca com arroz e gergelim embaixo – que apelidei, com todo o respeito, de “PF do sushimen”.

Chirashi-zushi (R$ 40) - o "PF do sushimen"
A ideia do ‘chirashi-zushi’, segundo a amiga Flávia, é combinar os sabores essenciais (salgado, doce, ácido, amargo e apimentado). Posso dizer que prefiro especialidades como essa a rodízios cheios de opções para embromar o estômago. O preço do prato no Mitsuyoshi (R$ 40), no entanto, se equipara ao de bons rodízios da cidade. O chirashi do Shigue, no bairro, também vale a pena, de acordo com o Pedro.

Saquê importado (R$ 15 a dose) com sal para desencanar da conta
Valeu a noite pelo prato e pela dose de saquê importado (R$ 15) – delicioso com sal na borda – que o Pedro pediu para comemorar sua mudança para a Austrália e desencanar da conta (R$ 180 no total com quatro robatas, duas cervejas, um saquê e dois chirashi-zushis).

Japa bom, mas prepare o bolso ou vá de dieta
O Dexter também encerrou sua noite com alegria. Atravessou a rua, foi ao A Chapa, pediu um cheeseburguer acebolado para viagem e, aí sim, esqueceu a robata.
Mitsuyoshi – Rua Dr. Rafael de Barros, 163 – Paraíso – São Paulo (SP). Tel.: (11) 3285-6250.
Marakuthai: deliciosa descoberta na Restaurant Week
setembro 13, 2009

O Marakuthai é uma das boas surpresas entre os 202 participantes da segunda temporada da Restaurant Week 2009, que acaba neste domingo (13). Aberto em junho, o restaurante que funde culinária tailandesa e brasileira já firmou seu trocadilho em Ilha Bela, no litoral Norte de São Paulo, e se revela uma ótima pedida fora da quinzena promocional da RWSP.

De segunda a sábado, das 12h às 15h, o restaurante oferece um menu executivo com entrada, prato principal e sobremesa a R$ 28 por pessoa (praticamente o mesmo valor cobrado durante a Restaurant Week). É uma ótima notícia para quem quiser experimentar as criações da jovem chef Renata Vanzetto, que entrou na cozinha aos 13 e agora completa 21 anos, e de sua mãe, a decoradora Silvia Camargo, responsável pelo ambiente incrível do lugar.

Depois de me ver sacando várias fotos, um dos funcionários comentou que no jantar, o visual do restaurante à meia luz é ainda mais bacana.

O cardápio tem um upgrade de opções e preços à noite. As entradas variam de R$ 16 a R$ 30 – o Satun (creme de coco com mariscos na concha, lula, alho porró e limão) custa R$ 22. Os principais custam a partir de R$ 36 (Tirinhas de frango em molho de curry amarelo, com ervilha torta, cuscuz marroquino e arroz de jasmim) e as sobremesas começam em R$ 15 (Brujelane – creme brulée de coco com manga e menta). O menu degustação sai por R$ 92.

Estive por lá no sábado (12), por volta de 12h30, com um casal de amigos e, mesmo sem reservas (dei uma ligada antes e cheguei cedo) nos acomodamos muito bem no balcão comunitário do andar superior.

Para acompanhar o almoço pedi uma long neck (R$5) e meus amigos apostaram nas caipirinhas (a casa oferece opções interessantes como lichia, carambola e limão cravo, que estava em falta no sábado). A combinação de lichia com maracujá e hortelã estava uma delícia, embora o maracujá roube a cena. Os preços têm um grau um pouco elevado (R$ 14,80 com cachaça e R$ 16 com vodka ou saquê).

Nas entradinhas (no diminutivo mesmo pelo tamanho das porções), o rolinho de frango com amendoim na folha de arroz, com hortaliças e pimenta doce estava ótimo, assim como o espetinho com três camarões empanados e bem crocantes, acompanhando molho cremoso com cebolinha e gergelim. Para nossa alegria erraram na porção de camarões e ganhamos quatro espetinhos.

Entre as duas opções de pratos principais, deliciosos e muito bem servidos, estavam as tiras de filé mignon com cebola roxa que fizeram um casamento perfeito com o saboroso purê de banana com pedacinhos de castanha de caju, um toque de curry e arroz de jasmim servido em uma cumbuca separada.

O prato de lulas e peixe bem macios em molho de leite de coco com tomate e toque de limão me dá água na boca só de lembrar. Esbaldei-me com o cozido, o arroz de jasmin com gergelim e a farofinha de dendê. Que delícia.

Acho que não deixei muito espaço para a sobremesa, mas adorei o sorvete de creme com calda de doce de leite e banana em crosta de coco ralado. O creme de abacate com raspas de laranja confeitada também é uma boa combinação.

Para espantar a preguiça depois desse banquete pedimos um expresso (R$ 5… caro esse Nespresso) e fechei minha temporada da RWSP contente por conhecer um lugar tão bacana.
Restaurante Marakuthai – Alameda Itú, 1618 (quase esquina com a Rebouças) – Cerqueira César – São Paulo – SP. Tel: (11) 3062-7556 / 7892-5190.
Um é pouco… ‘dois é muito bom’ no AK
setembro 11, 2009

Voltei ao AK Delicatessen para almoçar no último sábado, durante a segunda temporada da Restaurant Week São Paulo 2009 (RWSP), que vai até domingo (13/9). Mais uma vez, a chef Andrea Kaufmann acertou na elaboração do cardápio.
Além disso, tive sorte porque a reserva feita na quarta-feira anterior se perdeu e meu nome não estava na lista. Felizmente minha amiga Cecília chegou cedo e pegamos a primeira reserva que não foi preenchida às 12h35.
Em tempos de RWSP o ideal é colaborar com o movimento e fazer todo o pedido logo de cara. Veja o cardápio completo do AK Delicatessen na Restaurant Week.

A escolha foi rápida e certeira. Como entrada escolhemos Gravlax de Salmão, salada de batata AK e folhas verdes com molho de mostarda. As Beringelas Singelas também pareciam apetitosas, mas não resisti ao salmão marinado, macio, suave e perfeito com a salada de batatas bem cortadinhas e um toque de cebola roxa.

Já que economizamos no almoço (R$ 27,50 por pessoa + uma moeda de R$ 1 na latinha para a Ação Criança) escolhemos meia garrafa de Alamos Malbec (R$ 33) para acompanhar o prato principal.
Optamos pelo Bourguignon de cordeiro com Sptzel (picadinho de cordeiro cozido lentamente em vinho tinto com a tradicional massa que costuma acompanhar o goulash e se parece com um pequeno nhoque, sem batatas). O cordeiro estava delicioso e derretendo na boca, ficou melhor ainda com o toque de cebolas fritas e a colher de coalhada, que é servida sobre o prato (só mexer no picadinho e pronto).

Na sobremesa resolvemos variar. Escolhi o Merengue de Morango com suspiros e calda de furtas vermelhas e Cecília ficou com o Crepe de Nutella com creme de chocolate e crocante de nozes. Difícil saber qual estava melhor.

Depois de um crepe sorridente e de um bom expresso, saímos do AK felizes. Já estou pronta para garantir a reserva na próxima temporada da RWSP.
AK Delicatessen – Rua Mato Grosso, 450, Higienópolis. Telefones: (11) 3231-4497 e 3129-7359.
Restaurant Week chega ao Porto Rubayat
setembro 3, 2009

Quem espera sempre alcança… o Porto Rubayat. A primeira parada do Braun Café na Restaurant Week São Paulo (Edição Inverno 2009) levou uma hora e 15 minutos de espera pra uma mesa de oito pessoas no concorrido restaurante de frutos do mar da família Rubayat, que estreou na RWSP.

Infelizmente perdemos uma reserva na segunda-feira, mas a turma decidida aportou no concorrido restaurante de frutos do mar na terça às 12h10, pegou o pager da mesa 20 e saiu de lá contente, às 15h. O período não é muito produtivo no horário comercial, mas a RWSP é uma boa causa (R$ 1 real por pessoa para a Ação Criança). O CBN Tecnologia rolou de lá mesmo, ao vivo, e rendeu até um papo sobre o restaurante com o Sardenberg.

A fila, aliás, rendeu comentários no Twitter já que um grupo resolveu sacar um chocolate para enganar a fome (?) e um rapaz também tentou enganar a fila de espera oferecendo uma “gorjeta” à recepcionista, que foi devidamente recusada. Gorjeta, no Porto Rubayat, só para o manobrista, porque o restaurante faz a gentileza de não cobrar estacionamento – cortesia que, infelizmente, tornou-se raridade em São Paulo.

O Porto estreou com tudo na quinzena que reúne 202 restaurantes paulistanos oferecendo menus com entrada, prato principal e sobremesa por R$ 27,50 no almoço e R$ 39,90 no jantar. A casa decidiu oferecer o buffet completo de saladas, pratos quentes e sobremesas.

Para chegar ao preço promocional, a casa deu uma simplificada no buffet, que custa normalmente R$ 65 e conta com mais frutos do mar, mas não reduziu a variedade. Nas saladas, o champignon no azeite era incrível e o salmão defumado servido pelo próprio dono, Belarmino Iglesias Filho, estavam ótimo. Entre os quentes, quem chegou primeiro conseguiu garantir um lagostim da paella, mas me contentei com o arroz e as lulas, que estavam bem saborosos – destaque para o bacalhau a Gomes de Sá e para a pescada com molho de espinafre.

O restaurante também não poupou na mesa de doces. Os figos, kiwis e melões que me desculpem, mas fui direto aos deliciosos brownies, na torta mil folhas, que estava ok, e no sensacional chocolate nêmesis – mousse com consistência de pudim, cara de goiabada cascão e gostinho de brigadeiro de colher.

Pedimos um Nespresso para fechar o almoço, mas recomendo dispensar os R$ 6 do café se quiser economizar no fim das contas. O preço salgadinho é muito justo por acompanhar uma bandeja de docinhos variados (trufas de chocolate branco, doce de leite, cookies, tirinhas de gengibre açucarado e crosta de amêndoas), mas após o buffet de doces, digamos que torna-se um ‘café excesso’.

Dicas
- No último sábado fiquei navegando pelos cardápios da Restaurant Week (veja aqui as dicas da primeira temporada da RWSP 2009) e vi algumas ‘gambiarras’. Sim, porque oferecer um menu promocional com penne a bolonhesa ou massa com porpetta é fácil (atenção Spazio Gastronômico e Ráscal). Assim até eu me candidato (rs).
- Almoço ou jantar? Alguns restaurantes escolhem participar dos dois menus, mas veja se realmente vale a pena escolher o cardápio do jantar. No Capim Santo, por exemplo, o menu do jantar, que custa R$ 39,90 só se diferencia pela opção de bobó de camarão entre os pratos principais. Você pode pagar R$ 27,50 por um almoço tão bom quanto.
- Fique ligado. São 200 opções de restaurantes. Aposte em um lugar novo, com um cardápio diferente e peça referências.
- Se quiser economizar mesmo, cuidado com o vinho. Em muitos lugares somente a taça sai por R$ 16. O couvert também pode pesar na conta.
- Água não tem erro, mas dê uma olhada no preço. Segundo o Guia da Folha, alguns lugares cobram R$ 5,40 pela garrafinha.
- Tente reservar e chegue pelo menos dez minutos antes da hora marcada. Muitas pessoas estão na fila esperando para pegar sua mesa, caso você se atrase.
- Se não conseguir reservar, chegue às 12h30. Neste horário, quem não chegou na hora perde a mesa e o restaurante começa a chamar as pessoas por ordem de chegada. Outra opção, no meio da semana, é chegar mais tarde, às 14h30.
- Verifique as formas de pagamento. O Porto Rubayat, por exemplo, só aceita cartões Visa. O ideal é sempre dar uma ligada antes de partir para sua ‘restaurant week’.
Olho no lance
A lista é enorme. Difícil dar todas as dicas, mas estou de olho no Antiquarius, outro estreante no evento que incluiu o Bacalhau a Antiquarius no menu de almoço (já me disseram que o pessoal do atendimento está assustado com tantos telefonemas).
Outro da minha lista é o Brasil a Gosto (o filé de porco com molho de jabuticabas do almoço promocional deixou meu paladar bem curioso). O Obá é também é uma boa pedida (estive por lá no ano passado e adorei o almoço) e o Marakutahi já vale pelo trocadilho e pelo cardápio bem sacado.
Voltarei ao AK Delicatessen, que já está reservado para o próximo sábado (vamos torcer). O AK é um dos bons exemplos de restaurantes que oferecem menus promocionais com criatividade. Este sim é o desafio do evento. O outro é prezar pelo bom atendimento, mesmo com a casa lotada, e sem fazer distinções a quem veio pela promoção, como infelizmente ocorreu no ano passado. No Porto Rubayat, sem contar a simpatia do Belarmino, todos nos atenderam muito bem. É assim que se conquista um cliente.
Restaurante Porto Rubayat – Rua Leopoldo Coulto de Magalhães Jr., 1142 – Itaim Bibi. Tel.: (11) 3077-1111.
Lições de um chef da Le Cordon Bleu
agosto 29, 2009

Denis Sabot, o 'De Niro' da Le Cordon Bleu
Na chuvosa tarde do último domingo (23) tive a oportunidade de assistir a uma aula do chef francês Denis Sabot, um dos professores da tradicional escola francesa de gastronomia Le Cordon Bleu, durante a segunda edição do evento Grandes Chefs Veja São Paulo.
Depois de uma voltinha pelo evento, que contava com stands de importadores de vinhos, chocolates, geléias e temperos, Cecília e eu nos acomodamos para anotar e provar os ensinamentos do bem-humorado Sabot, durante duas horas.
Antes de começar, o chef nos deu uma aula de história da culinária, citando o famoso banqueteiro François Vatel – interpretado no cinema por Gérard Depardieu – e o chef Auguste Escoffier, que criou a culinária francesa moderna e também se baseou em Antoine Carême (ótima leitura: “Carême, cozinheiro dos reis”). Escoffier organizou um importante jantar, servido em cinco países, ao mesmo tempo. “E ele não tinha internet e nem fax”, comentou Sabot.
A extrema organização da cozinha francesa – que exige, em média, de 150 a 200 pessoas – suas técnicas e complexidade a tornaram reconhecida no mundo todo. “Na ausência de um embaixador da França é o chef que representa o país”, disse o chef, que também destacou Paul Bocuse, representante da cozinha clássica francesa até hoje.

A aula foi composta de dois pratos: Salmão marinado como arenque, salada de batata morna e flores comestíveis; e Carré de cordeiro em crosta de menta, batata Darphin, creme brulée de ervilhas (com crosta de pistache) e compota de fico e tomates. Pudemos provar um pouquinho ao final de cada preparo e os pratos estavam espetaculares.
E nós, pobres mortais, podemos preparar as receitas em casa? Com muita paciência e muito amor, sim, é possível. “É preciso ter amor. Os chefs passam muito tempo na cozinha. Por isso, muitos deles são solteiros”, afirmou Sabot brincando que esperava cozinhar para a “noiva brasileira”, que ainda não tinha.

No caso do salmão, por exemplo, você precisa começar o preparo na terça para o jantar de sábado. Ele deve ficar três dias na salmoura, ser lavado e depois mergulhado em azeite extra virgem com temperos por um período de 24 a 48 horas. E é melhor comprar o azeite no atacado porque depois ele não pode ser reaproveitado. “O azeite pode fermentar e, além disso, não é higiênico” disse o chef.
As batatas vinagrete são muito fáceis de fazer. Basta cozinhá-las em cubinhos (começando pela água fria) e preparar o vinagrete nesta ordem – sal, pimenta do reino, duas xícaras de vinagre (use tipos variados. O chef usou um de framboesa), depois adicione temperos e três xícaras de azeite. Bata bem com o fuê, escorra as batatas e misture-as ao vinagrete. É um delicioso acompanhamento para peixes.
Outro acompanhamento bem bacana é o ‘tian’, uma guarnição popular na culinária francesa, que geralmente é feito com beringela, tomates e abobrinha. Esta versão levou figos, cortados em rodelas e tomates cereja refogados em azeite e temperados com sal, pimenta, tomilho e alecrim. Uma delícia!
Confira algumas lições do chef da Le Cordon Bleu:
- “Você deve provar, cheirar ou tocar tudo na cozinha (e lavar as mãos) a toda hora. Por isso a maioria de nós tem essa forma, parecida com a do Ronaldo.”
- “Para não queimar a língua, use primeiro os dentes na hora de provar a comida.”
- “Use sal grosso para cozinhar e sal fino para finalizar.”
- “Inicie o cozimento de alimentos com amido (como batatas, feijão e lentilha) em água fria. Os demais em água fervente.”
- “O óleo sempre vem em último lugar em um vinagrete, com a proporção de três volumes de óleo para dois de vinagre. Se usar balsâmico, que é muito ácido, reduza para uma xícara de vinagre.”
- “Não compre produtos em latas amassadas. O risco de contaminação é muito alto. E se for contaminado, tome a última pinga e fume o último charuto, porque não há salvação.”
- “O forno está quebrado [pecado em um evento deste tipo] então vamos usar o Banho Maria para cozinhar o creme brulée.” Dica: antes de colocar a água, Sabot forrou o fundo da assadeira com papel alumínio, que ajuda a espalhar o calor e impede que a água entre no recipiente. Além isso, cada potinho com o creme brulée de ervilhas foi tampado com alumínio. Deu muito certo.
- “Use ervilhas congeladas. Elas são pré-cozidas e bem mais macias do que as ervilhas frescas (…). É a única coisa boa que os americanos inventaram.”
- “Para conservar trufas você pode guardá-las embaladas a vácuo no congelador ou colocá-las em um pote de arroz arbóreo hermeticamente fechado. O arroz ficará com o perfume das trufas.”
- “Alguns restaurantes mergulham azeitonas pretas no vinho do Porto para imitar trufas”
- [A “sogra” era a figura escolhida por Sabot para ressaltar tudo o que não deve ser feito na cozinha]. “Os livros da escola francesa mostram o ponto crítico da receita, onde ela pode dar errado. Por isso, a sogra queima tudo.”
- “Para ser chef não bastam três meses na escola, mas 15 anos de prática.”


