Dona Teresa: pop art e cardápio criativo

Toalhas de chita, detalhes de pop art, cerveja barata e porções criativas chamam a atenção no Bar Dona Tereza, boa pedida para um happy hour próximo ao metrô (Consolação) ou um ‘esquenta’ no Baixo Augusta. É uma saída para quem não tem paciência para se amontoar nos pés-sujos da região e não tem orçamento para  os drinks dos bares da moda.

O ‘pé-limpo’ já foi batizado pela localização, na Rua Fernando de Albuquerque (travessa da Augusta), em uma esquina com a pequenina Rua Dona Tereza. Estive por lá para me despedir da Lygia, que a esta altura deve estar se deliciando com as iguarias portuguesas em uma viagem de seis meses pelo mundo. Ah… que delícia…

Opção entre os 'pés-sujos' e os bares caros da moda

O cardápio chamou a atenção por oferecer porções diferentes, como pastéis de shitake, além dos recheios de carne e queijo, e batatas rústicas no lugar das fritas tradicionais.

Entre os pratos individuais estão o sanduba de falafel muito bem servido com fritas rústicas por R$ 18 (só recomendo um pouco de cuidado com as cebolas cruas), o Thai Fish Cake (bolinhos de salmão e siri) e o Pato à Passarinho, que ainda preciso provar.

Falafel com batatas rústicas (R$ 18). Cardápio tem bolinho de peixe, pastel de shitake e pato à passarinho

O Dona Teresa abre cedo, às 18h, e fica bem tranquilo para bater papo, sem preocupação com o preço da cerveja de garrafa (Skol a R$ 5), até por volta das 22h quando o pessoal do ‘esquenta’ começa a chegar. Entre os drinks que provei, o Mojito é perfeito e a caipiroska também é boa.

O lugar também oferece comanda individual, boa música ambiente, aceita cartões e possui duas disputadas mesas na calçada para os fumantes. Gostei, voltarei e vou torcer para que continue assim: ‘pop, pero no mucho’.

Dona Teresa Bar & Restaurante – Rua Fernando de Albuquerque, 57. Tel.: (11) 2361-5722

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Você acha restaurantes vegetarianos sem graça, mas gosta de comida indiana? Então experimente o Gopala Madhava e verás que mesmo sem carne é possível atingir o nirvana gastronômico, pagando pouco.

Em um belo sábado nublado estive por lá com o querido Fábio Almeida, cliente veterano do local originalmente conhecido como Gopala Prasada (as sócias se dividiram e o antigo Prasada ganhou um vizinho ao lado, no mesmo esquema). Eu também já gostava do da e resolvemos matar as saudades em um almoço amigo.

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O Caminho das Índias ovo-lacto-vegetarianas tem fila aos sábados, mas ela anda. Aproveite a espera na escadaria enfeitada com pétalas de rosas e prove a ‘caipirinha’ de mentira – aperitivo de limão, mel e muito gengibre – para esquentar.

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A fila anda porque o esquema é simples e rápido: basta escolher um dos dois cardápios completos ou pedir um pouco de tudo e esperar. Rapidamente chegam a saladinha (alface com trigo e tomate), o suco de frutas com xarope de rosas (à vontade) e a sobremesa. Sim, ela é servida antes, mas não é um costume indiano comer o doce com a salada. Espere pelo almoço.

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Fábio e eu pedimos o mix de menus e nos deliciamos com curry de legumes ao leite de coco (praticamente um bobó sem camarão), pakora recheada (uma berinjela à parmegiana indiana) legumes ao forno, arroz integral e quinua com sementes. Tudo bem temperado, delicioso e saudável.

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Comeu tudo? Agora sim você pode pegar o Gulabjamun, um bolinho de doce de leite incrível embebido em calda de rosas. Eu comeria uns cinco, numa boa.

Satisfeito? Pegue sua comanda de 16 reais, pague e experimente o chai (no Gopala escrevem ‘tchai’), chá indiano com leite bem docinho, na saída. Depois faça um passeio na Rua Augusta, pegue um cinema no Espaço Unibanco e beeeijo tchai!

Gopala Madhava
– Rua Antônio Carlos, 413 – Consolação. Tel.: (11) 3253-3844. Saiba mais em http://www.brauncafe.com.br

Cafééééé!

setembro 9, 2008


Além de bons cafés e do ambiente cool, o Vanilla Café da Consolação ainda tem uma conveniência para quem está na área externa. Basta pressionar o botão “Happy Call” grudado na mesa e o garçom vem atendê-lo.

A resposta não é assim tããão automática. Algumas vezes tivemos de apelar para os sinais, mas a idéia foi divertida. “Doutor Reginaldo”, logo disse o amigo Almeida apertando o botão. Em alguns momentos achei que a garçonete não estava de bom humor. Seria uma TPM ou o barulho infernal daquela campainha que tocamos milhares de vezes? Será que eles ouvem um grito do tipo “Caféééé!”?


Quando a garçonete chegar, a dica é pedir pelo nome: “Vanilla Café”. O expresso com espuma de leite e xarope de baunilha dispensa adoçante e é muito gostoso. Aliás, café com baunilha não tem erro.

O Mocha Caffé também é bom e tem o charme do ‘mosaico de calda de chocolate’, mas ainda fico com o Vanilla, sem desenho mesmo.


O cardápio de drinques cafeinados, descafeinados e alcóolicos é bem interessante. Após três cafés, já no modo “formiga atômica”, arriscamos a carta de vinhos. Pena que o português escolhido foi duro de abrir.

Após diversas tentativas na mesa, a garçonete teve de levar a garrafa de volta para pedir uma mãozinha. O problema é que muitas mãozinhas acabaram esquentando a bebida. Merece uma campainha: “Caféééé!”

Vanilla Café (Unidade Consolação) – Rua Antônio Carlos, 404 – São Paulo. Tel.: (11) 3262-3943.

O Vanilla Café tem 11 lojas em São Paulo, três no Rio de Janeiro, duas no interior paulista (Taubaté e São José dos Campos), uma em Fortaleza e uma em Torres. Consulte a lista no site www.vanillacaffe.com.br.

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