O Poderoso Chuletão

abril 24, 2016

'Chuletão', vinagrete e porção generosa de arroz, fritas e farofa no Esquina Grill do Fuad.

‘Chuletão’, vinagrete e porção de arroz e fritas no Esquina Grill do Fuad.

O Braun Café completa dez anos (Aeee!) e lugares como o Esquina Grill do Fuad são do tipo que eu gosto de indicar (bons, bacanas e amigos do bolso). Este bar e restaurante clássico da Santa Cecília, é uma ótima opção pra quem quer comer uma bela carne, sem gastar muito. Já faz um tempão que fiquei sabendo do Fuad (dica da amiga Flávia) até que, finalmente, topei com ele dando um rolê pelo bairro, no sábado passado.

Carne macia, no ponto certo, chega à mesa causando na chapa.

Carne macia, no ponto certo, chega à mesa causando na chapa.

O poderoso Chuletão foi a escolha para o almoço para dois. A carne macia e no ponto certo chega à mesa causando na chapa quente. Custa R$ 52,80 serve muito bem duas pessoas, acompanha molho da casa levemente picante, farofinha e um bom vinagrete com tomates verdes (adoro).  Vale pedir uma cesta de pão francês fresquinho (R$ 1) pra arrematar.

Se quiser uma porção bem generosa de fritas e arroz (e mais farofa), o Chuletão à Brasileira sai por R$ 67. Mas achei que vale mais a pena a porção simples.

A esquina da Imaculada Conceição com a Martin Francisco também é popular no happy hour. No cardápio você encontra a Picanha à La Ronaldo (“Bem Gorducha!”, reforça o anúncio com a foto do ex-jogador), filé à cubana e os saudosos espetos mistos das antigas. Tem razão a amiga Flávia, que sempre dizia: “Você tem que ir no Fuad!”. Demorou, mas valeu. Você tem que ir.

Esquina Grill do Fuad
Rua Martin Francisco, 244 – Santa Cecília – São Paulo (SP)
Tels.: (11) 3666-4493/3825-1031

Tutto Italiano

março 17, 2013

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Rossini, o primo do Bellini com morangos, entre os drinks do Tutto Italiano

Vou tirar o pó da mesa aqui do Braun Café para recomendar um restaurante e bar que faz uma homenagem aos sabores e ao estilo da Itália. Aberto em meados do ano passado nos Jardins, o simpático e descontraído Tutto Italiano é uma boa pedida para um drink, jantar ou ambos (a casa também abre para o almoço).

As mesinhas na varanda, logo na entrada, são um convite aos aperitivos no fim do dia. Além dos vinhos em taça (R$ 18, em média) ou garrafa, a carta de drinks tem uma área especial para clássicos como Negroni, Bellini e Spritz (R$ 23 cada). Provei o Rossini, uma versão do Bellini com creme de morangos e prossecco (leve e bem doce). O Fábio foi de Negroni, um dos exemplos de que a Itália ama Campari. Eles também amam a bela atriz Claudia Cardinale, sucesso na década de 60, que estampa os jogos americanos ao lado de Enzo Ferrari.

Negroni e Claudia Cardinale

O Negroni e a Claudia Cardinale

Se quiser ficar só nas entradas para acompanhar os drinks, não faltam opções apetitosas como a burrata com aliche, pinolis e tomatinho (R$ 26 ) ou o Peposo, receita toscana de carne cozida lentamente com vinho e cesta de pães para não deixar escapar nenhum pouco do molho delicioso (R$ 26).

O cardápio faz jus ao nome, tem “tutto” de bom – da saltimboca à bisteca de vitelo à milanesa (R$ 48), dos risotos às massas (carbonara, matriciana, vongole, frutos do mar etc.). A galinha d’angola ao molho de pimenta verde (R$ 48) também parece interessante. É aquele negócio: você faz o pedido já pensando nas opções para a próxima vez (dá uma olhada no cardápio).

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Depois  do Peposo resolvemos optar por uma massa para os dois. Os pratos são individuais e a casa não traz a porção dividida (seria mais simpático se o fizessem), mas oferece um pratinho extra.

O linguine ala matriciana estava saboroso, embora o sal tenha passado do ponto e a presença de cebolas tenha me surpreendido um pouco – diz o cardápio que é a tradicional receita da cidade de Amatrice.

Linguine à matriciana (com cebola)

Linguine à matriciana (com cebola)

Aliás, se quiser preparar uma massa à matriciana em casa recomendo uma visita ao site www.matriciana.com.  A página, em italiano, descreve a verdadeira receita da cidade e destaca que o queijo pecorino tem que ser o suave de Amatrice. “Nada de pecorino romano salgado e forte, que altera o sabor”.

Depois de um Peposo, duas taças de vinho e una pasta não sobrou espaço para a sobremesa. O tiramissú (R$14) estava lá, em destaque, convidando ao dolce ao lado da panna cotta, da baba ao rum, do merengue de morango e tutto mais.

Tutto Italiano
Alameda Tietê, 665 (esquina com a Rua Melo Alves) – Jardins
Tel.: (11) 3061-9639
E-mail: tutto@tuttoitaliano.com.br
Horários: Segunda a quinta das 12h às 16h e das 19h à meia-noite. 
Sexta e sábado: das 12h às 2h
Domingo: das 12h às 17h

Porção de bolinho de bacalhau do Tiro Liro (R$ 18) entre os bons quitutes portugueses do local

No alto da Vila Pompéia, em uma esquina tranquila da Rua Cotoxó, onde nasci e cresci, está o botequim português Tiro Liro.  Após um ano de tentativas, finalmente, a querida Tati Schnoor conseguiu me apresentar o local, em uma noite de sexta-feira para um delicioso happy hour.

Chope Brahma bem tirado com colarinho cremoso

Com o perdão do trocadilho, o Tiro Liro é de tirar o chapéu. E não podia ser diferente já que o bar aberto há sete anos pertence aos mesmos proprietários do Dona Felicidade, outra ótima pedida na Rua Tito, no bairro vizinho da Vila Romana. Mas os quitutes da família portuguesa começaram a fazer história no Pé pra Fora, um clássico na Avenida Pompéia, que já não pertence aos mesmos donos e, sem as receitas da Dona Felicidade, perdeu um pouco a graça.

Acepipes de balcão também são convidativos (R$ 5,40 - 100 gramas)

Logo na chegada, o aroma de bacalhau e a chopeira com um ‘colarinho de gelo’ do Tiro Liro determinaram a primeira pedida: uma porção com seis bolinhos de bacalhau (R$ 18) e dois chopes claros Brahma (R$ 4,90) com colarinho cremoso, na medida certa.  O bolinho estava tão cremoso que nem me incomodei com a espinha surpresa , mas recomendo mais cuidado ao pessoal da cozinha.

Linguiça caseira com provolone e orégano, acompanha pão francês fresquinho e vinagrete (R$ 24)

Os acepipes de balcão (R$ 5,40 – 100 gramas) também parecem convidativos, assim como as ostras frescas que chegam duas vezes por semana de Floripa, segundo o simpático Toninho, um dos proprietários dos bares da família, que estava dando uma força no balcão.

Amplas janelas e salão de botequim antigo convidam a horas de bate-papo

Chope vai, chope vem, pedimos a linguiça com provolone e orégano (R$ 24) muito recomendada pela Tati, com razão. A saborosa linguiça chega à mesa em uma frigideira de ferro e a cada corte feito pelo garçom, o provolone do recheio vai se apresentando. Para ficar ainda melhor, a iguaria vem acompanhada de pão francês fresquinho e vinagrete (sem pimentão… Obrigadinha!).

Mais um chope paulista (o ‘pingado’ de cevada) e outro claro embalaram nossa alegria em realizar o esperado happy hour no Tiro Liro. Confesso que demorei a conhecer o local, mas agora não demoro a voltar.

Tiro Liro – Rua Cotoxó, 1185 – Pompéia. Tel.: (11) 3868-3551
Horários: Segunda a sexta das 17h à 1h. Sábado das 11h30 às 19h.
E-mail:
donafelicidade@uol.com.br

Um boteco pra chamar de seu

janeiro 15, 2011

Cervejas de garrafa 'brazucas' e 'gringas'. Na foto, uma Original no copo americano gelado

Cerveja de garrafa bem gelada, servida no copo americano previamente resfriado, e uma porção de bolinhos de feijão tropeiro. Essa é a combinação perfeita para começar sua botecagem no Seu Boteco.

Bolinho de feijão tropeiro 'campeão' do Seu Boteco (Foto: Divulgação)

No estilo ‘velho-boteco-novo’, o bar aberto no ano passado, na Vila Madalena (ao lado do Jacaré Grill) homenageia clássicos das cozinhas de boteco.

Conheci o bar no mês passado com a turma blogueira-botequeira, a convite do Botecagem e da agência Cartaz. Foi um festival de tira-gostos do cardápio recentemente reformulado pelo chef Alberto Landgraf (ex-Astor, Pirajá e Original).

Seu 'velho-boteco-novo'

O atendimento, muito simpático, não deixou a mesa vazia. Provamos ‘de um tudo’: frango à passarinho, picanha com farofa e vinagrete, bolinho de arroz, coxa-creme… mas o favorito foi o bolinho de feijão tropeiro (crocante por fora, cremoso por dentro, com tenros pedaços de bacon). Pedimos até a receita.

Picanha macia em tirinhas (Foto: Divulgação)

Para acompanhar as comidinhas, além das geladas ‘brazucas’, como diz o site (incluindo Caracu), há cervejas ‘gringas’ (da Norteña à Leffe), carta de cachaças e boas caipirinhas (dei uma bicadinha nos sabores lima-limão e melancia).

Destaque para a Meladadinha (cachaça, mel, canela e suco de laranja). Esta doce e deliciosa dose de saúde não impede que um botequeiro, mesmo gripado, falte ao compromisso com os amigos. Veja o vídeo da receita no Mesa pra 1.

Boas caipirinhas, cachaças e drinks 'docinhos' como a 'Meladadinha'

O Seu Boteco é daqueles lugares gostosos para passar a tarde, a noite e bater papo sem hora pra acabar. Ótima pedida.

Veja mais fotos do Seu Boteco no Flickr do Braun Café.

Seu Boteco – Rua Harmonia, 337 – Vila Madalena, São Paulo (SP). Tel.: (11) 2592-5763. Funcionamento: Terça a sexta das 17h até o último cliente; Sábado e Domingo: das 12h até o último. Aceita cartões. Valet: R$ 14. (Se for beber, vá de táxi)

Dona Teresa: pop art e cardápio criativo

Toalhas de chita, detalhes de pop art, cerveja barata e porções criativas chamam a atenção no Bar Dona Tereza, boa pedida para um happy hour próximo ao metrô (Consolação) ou um ‘esquenta’ no Baixo Augusta. É uma saída para quem não tem paciência para se amontoar nos pés-sujos da região e não tem orçamento para  os drinks dos bares da moda.

O ‘pé-limpo’ já foi batizado pela localização, na Rua Fernando de Albuquerque (travessa da Augusta), em uma esquina com a pequenina Rua Dona Tereza. Estive por lá para me despedir da Lygia, que a esta altura deve estar se deliciando com as iguarias portuguesas em uma viagem de seis meses pelo mundo. Ah… que delícia…

Opção entre os 'pés-sujos' e os bares caros da moda

O cardápio chamou a atenção por oferecer porções diferentes, como pastéis de shitake, além dos recheios de carne e queijo, e batatas rústicas no lugar das fritas tradicionais.

Entre os pratos individuais estão o sanduba de falafel muito bem servido com fritas rústicas por R$ 18 (só recomendo um pouco de cuidado com as cebolas cruas), o Thai Fish Cake (bolinhos de salmão e siri) e o Pato à Passarinho, que ainda preciso provar.

Falafel com batatas rústicas (R$ 18). Cardápio tem bolinho de peixe, pastel de shitake e pato à passarinho

O Dona Teresa abre cedo, às 18h, e fica bem tranquilo para bater papo, sem preocupação com o preço da cerveja de garrafa (Skol a R$ 5), até por volta das 22h quando o pessoal do ‘esquenta’ começa a chegar. Entre os drinks que provei, o Mojito é perfeito e a caipiroska também é boa.

O lugar também oferece comanda individual, boa música ambiente, aceita cartões e possui duas disputadas mesas na calçada para os fumantes. Gostei, voltarei e vou torcer para que continue assim: ‘pop, pero no mucho’.

Dona Teresa Bar & Restaurante – Rua Fernando de Albuquerque, 57. Tel.: (11) 2361-5722

SubAstor - drinks com a elegância dos filmes noir

O noturno SubAstor, antigo andar inferior do boteco Astor, na Vila Madalena, é um bom endereço para quem busca um ‘esquenta’ antes da balada, um happy hour mais intimista ou a saideira para fechar a noite com ‘garbo e elegância’.

Cosmopolitan (R$ 17) e caipiroska entre 40 opções de drinks no balcão iluminado

Estive por lá no ano passado, tomando um drink sossegado antes de ir para casa e gostei muito do estilo ‘clube noturno anos 40 (ou 50)’ do local. E mesmo antes, o ‘sub-solo do Astor’ já seguia uma linha diferente do iluminado salão principal.

Esquenta, fim de noite ou happy hour intimista entre sub-30s e sub-40s

No clima ‘filme noir’ – exceto pela fumaça de cigarro que fica lá fora – ou no “estilo speakeasy dos bares clandestinos da lei seca” (do Paladar) frequentadores sub-30 ou sub-40 se aconchegam em cadeiras de couro vermelhas, entre cortinas de veludo do mesmo tom e prateleiras de garrafas à meia luz. Outros, como eu, Cecília e Dexter, se acomodam no balcão iluminado onde Cosmopolitans (R$ 17) e Dry Martinins (R$ 21) são preparados como manda o figurino.

Dry Martini (R$ 21) servido como manda o figurino

A carta com mais de 40 drinks e coquetéis inclui vodkas especiais como a Ketel One (nada de “Vodka Baryshnikov – Bebeu Dançou” da TV Pirata). Para harmonizar, o menu oferece porções especiais como os Hot Canapés de presunto cru, picanha (muito bom) e beringela (R$ 17). Se estiver com fome mesmo, aquele maravilhoso picadinho de carne do Astor pode descer, mas a empadinha de camarão o Sub vai ficar lhe devendo.

SubAstor – Rua Delfina, 163, Vila Madalena, São Palo – SP. (11) 3815-1364 (Embaixo do Bar Astor). Horários:  Sexta e Sábado das 20h às 4h. Segunda a Quinta das 20h às 3h. Fecha domingo. Aceita cartões.

Hambúrguer no Balcão

julho 16, 2008


Nada como comer um bom cheese salada no balcão, sem frescuras e direto ao que interessa. Melhor ainda em frente ao chapeiro do Seu Oswaldo, do Joakins ou do Oregon. Mas quando me chamaram para ir ao Bar Balcão, não pensei em hambúrguer. Logo me lembrei do imenso balcão que serpenteia todo o salão do bar e convida o paulistano a se socializar após alguns chopes.

Desta vez, com os amigos Calenda e Ana Luiza, fiquei no mezanino, apreciando a serpente de madeira lá de cima, e o assunto não era o chope Brahma (leve e gostoso, mas não dos melhores de SP) e sim os sanduíches do Balcão.

Quando cheguei, eles já estavam acomodados com seus chopes em frente a uma convidativa porção de fritas (bem sequinhas e macias). A pedida era o hambúrguer com molho de gorgonzola, mas a curiosidade me levou a espiar o cardápio. A dúvida me abriu o apetite. Até o vegetariano com chutney de manga me passou pela cabeça.


Segui a recomendação inicial e o ‘cheese salada’ de gorgonzola superou minha expectativa. Diria que está pau a pau com o Drop Kick, servido no Clube Belfiori, embora a parece de carne do burguer do CB seja inigualável.

A versão do Balcão vem aberta no prato, com tomate e uma saladinha verde, que não serviu só de enfeite. A carne estava no ponto e o molho também. Ótima pedida. Difícil vai ser não repetir a escolha. Pra variar, peço o hambúrguer de gorgonzola do Balcão no balcão mesmo.

Bar Balcão – Rua Doutor Melo Alves, 150, Jardim Paulista. Tel: (11) 3063-6091.
Funcionamento: Segunda a sábado, das 18h às 2h. Domingo até 1h.

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