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Hoje à tarde, o Gui Felitti me passou o link para um delicioso post do Trabalho Sujo, que revela duas pérolas da culinária trash.

A primeira é o cardápio online do Super Mec Lanches, uma barraca de lanches do Rio de Janeiro, que deve ter se inspirado nos desenhos do Scooby-Doo para criar monstruosos sandubas como o da foto acima.

As opções bem criativas, assim como o nome da lanchonete, são mostradas em imagens bastante realistas. “Os sete pecados capitais” batiza a criação do que o Mec considera “o maior sanduíche do Brasil” – uma verdadeira torre (de Pizza) intercalando pães, hambúrgueres, cheddars, mortadelas e muito mais. Adorei o superlativo de X-Tudo, o “Tudão de frango + catupiry + cheddar”.

O cardápio ainda oferece iguarias como o sanduba de bacalhau do Porto (‘douze reais’). A área do cachorro-quente é um caso [de maionese] à parte. O tradicional pão com salsicha foi virado do avesso em recriações como “Dogão Queijo Abacaxi”, “Cachorro Bolonhesa” e “Cachorro Linguiça”. Isso mesmo. Cachorro-quente de linguiça. Entendeu? Nem eu.

O site do Super Mec merece um passeio. Além das animações de mordidinhas nas fotos dos sanduíches, a lanchonete aposta no CRM. Se voce preencher ‘todo o cadastro’ ganha 5% de desconto.

A segunda descoberta do blog mostra que, no Japão, o famoso enroladinho de salsicha acabou em pizza. Um vídeo no YouTube exibe a propaganda da mais nova sensação da rede Pizza Hut entre os japoneses: a pizza com borda de enroladinhos. E ainda vem com molho à parte para o salgadinho! O que pode ser mais roots do que isso? “Socorro Scooby… Socorro!”, diria Salsicha.

Super Mec Lanches – Praça do Grego, s/no – Jardim Guanabara – Rio de Janeiro.
(Super Mec Entrega: 2466-1145 ou 3366-2322. Todos os dias das 17h à 1h)

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A água mineral é cara na Europa. Na Inglaterra, a garrafinha custar uma libra se você comprar no ‘índia’, o apelido das lojas de conveniência por lá. Para economizar seu pobre dinheirinho, você pode optar pelas promoções de garrafas grandes de Evian.

O nome é chique, mas o sabor não é lá essas coisas. Uma outra opção é comprar Ave, a cover. Em Greenwich, no meio do mundo, Valim saca da mochila uma garrafinha de Evi…. Eu, que estava morrendo de sede fui beber um gole de… Ave? Ave! A embalagem é igualzinha, no melhor estilo Abidas, Mike, Cony etc. O gosto é parecido com o da Evian, ou seja, bem regular. Acho que se inspiraram na água benta. Valeu pela economia e pelos trocadilho. “Beba Ave… e reze meu filho”.

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E que tal um copo de água morna com gosto de ovo? Visite as termas de Bath (12 libras), no sudoeste da Inglaterra, e desta água beberás. O tour pelas termas mágicas adoradas pelos celtas, que foram transformadas pelos romanos em templo de Minerva e casas de banho há mais e 2 mil anos, vale cada centavo.

Ao final do passeio, em um belíssimo salão de chá, você tem direito a um copo da água naturalmente morninha de Bath. Um gole de civilização.

Pô Bello…

abril 18, 2007

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Achei esse autógrafo ontem à tarde nos meus e-mails. O Mau escaneou pra mim em dezembro de 2002. Alguns dias antes, em um sábado, fiz minha única visita ao Pandoro, tradicional bar paulistano onde criaram o ‘caju amigo’. Depois de muitos cajus com vodka e papo com os amigos entra no bar a Nair Bello. O Fernando, que levou a turma pra conhecer o happy-hour tiozinho mais famoso da cidade se empolgou e decidiu pedir para entregarem um buquê de flores no bar.

Todos animados fomos até a mesa da Nair, entregamos o buquê e recebemos de volta aquela risada gostosa. Bom… o Pandoro fechou, a Nair nos deixou ontem, depois de 75 anos sem conseguir segurar as gargalhadas e a Neide do autógrafo é uma longa história.

Vejam o que o caju amigo faz com as pessoas. Eu expliquei rapidamente para a Nair que a Neide era um personagem, um conceito de mulher dona-de-casa tradicional, que virou referência entre os amigos desde 2000. Ela economiza nas compras do mês, fala com sotaque paulistano bem carregado, detesta ‘craca’ no azulejo, aria todas as panelas, pensa sempre no que vai fazer de mistura pra janta (eu detesto essas palavras, mas precisava citar), assiste programa da Palmirinha na TV (Rê Mesquita achou a paródia da ‘Palmitinha’ no YouTube) pra anotar a receita de arroz de forno (‘risoto’ né lindinho?!) e por aí vai.

Todo mundo tem uma Neide dentro de si e os homens não escapam. Outro dia passei pelo programa do Ronnie Von (a Neide adora o Ronnie) e ela estava entrevistando uma turma de jovens mulheres que montaram uma turma da Dirce, uma espécie de prima da Neide, para cultuar e manter viva a experiência das mulheres do lar.

E a Nair? Pô Bello… nada mais ‘Neide’ do que desejar “Saúde” no autógrafo. Que linda. Vai deixar saudades.

Por Renata Mesquita*

Como a Dani já vem pregando nessas páginas virtuais, a Mooca, bela, tem lugares ótemos e sensacionais para jogar algumas horas de conversa fora na companhia agradável de deliciosos quitutes e chopes bem tirados. Mas há de se prestar atenção, coisa que eu não costumo fazer.

Queria ir ao Elídio Bar com um grupo de meninas, depois de fazer a maior propaganda do “Mooquinha”, mas vacilei e acabei sentada numa das mesas do Autêntico creeente que estava no bar certo. Primeiro, nada do lanche aparecer no cardápio. Foi só aí que eu me toquei… quer dizer, na verdade a Claudia virou para mim, apontando para o outro lado da rua: “Mas o Elídio não é ali?”. E tome gozação…

Já tínhamos pedido bebidas e o balcão de acepipes parecia honesto, decidimos ficar. OK, não foi a pior experiência do mundo, mas o atendimento deixa muuuuito a desejar. O garçom me perguntou três vezes que bebida eu queria, e eu tinha pedido um singelo guaraná. A Paulinha, recém-grávida com manias de recém-grávidas, pediu um suco de limão sem açúcar… e o cara me aparece com um suco de limão com leite condensado!!!

A lista de pontos negativos aumentou com a porção de carne-de-sol com mandioca, bem chinfrim, e com o banheiro feminino, simplesmente disgusting. E só subiu quando outro garçom, o menos atrapalhado, ao trazer a conta soltou a pérola: “Em sete anos nessa empresa vital eu nunca servi uma mesa mais bonita”. Os caras podem não primar pelo atendimento, mas mandam ver nos galanteios…

*Rê Mesquita é jornalista, adora inventar moda e cometer deliciosos pecados da gula. Agora a Rê também confessa tudo aqui no Braun Café.

(O estabelecimento está fechado. Agora a Rê não corre o risco de errar o boteco…) 

No coffee for you!

abril 5, 2007

Quem trabalha na região da Vila Olímpia e foi tomar um expresso com canudinho de chocolate (hummm…), esta semana, na Kopenhagen recebeu a notícia de que a loja não estava vendendo café por conta da alta demanda pelos ovos de Páscoa.No melhor estilo Soup Nazi, de Seinfeld, a loja sequer deixou um aviso na porta. O Nando contou, por exemplo, que o Gui Felitti e o Alê Scaglia só ficaram sabendo do remanejamento no balcão. No coffee for you!

Além de perder os fregueses do tradicional cafezinho-pós-almoço-corporativo, potenciais consumidores de ovos e coelhos de chocolate, a loja ganhou certa antipatia. Para evitar as más línguas acho que a loja deveria distribuir [vejamos] três línguas de gato com o café, na próxima semana. Kopenhagen… se eu fosse como tu…

Feliz Páscoa!