Creme dental? Não... mostardas alemãs especiais

O que seria das salsichas e dos embutidos alemães sem suas saborosas mostardas? Isso, é claro, já contando com as cervejas locais.

Pensou que os tubinhos coloridos da foto eram de creme dental? Não se engane. Estes são alguns exemplares de mostardas especiais vindas diretamente da Alemanha na bagagem do marido da Tati Schnoor, que nos deu essa ótima dica gastronômica.

A mostarda da embalagem azul é a mais popular da Alemanha

A Tati, que não nega suas raízes alemãs e é fã destas iguarias, conta que o tubo azul da marca Thomy é a mostarda padrão feita com água, vinagre, mostarda, sal, açúcar e temperos. “É a mais popular na Alemanha toda”, diz.

Já o tubo vermelho, da Löwensenf, traz sabores mais fortes, com água, vinagre, sal e semente de mostarda. “A mostarda de tubo menor tem menos água e mais concentração de mostarda, por isso, é mais forte, fora o fato de ter a semente”, explica nossa especialista ao Braun Café.

Löwensenf: mais concentrada, com sementes de mostarda

Agora você já sabe o que pedir aos amigos que viajam à Alemanha, ou trazer como presente de viagem – além de ficar esperto para não escovar os dentes com mostarda.

Pesquisando a dica da Tati, encontrei uma loja online especializada em produtos alemães chamada Stuttgard, de Blumenau (SC). Além da Löwensenf  ‘extra-forte’ (da foto) e de uma versão ‘meio-forte‘, a loja online vende cervejas, salsichas, chucrutes e muito maisl. Dá até para agitar uma Oktoberfest em casa. Danke darling!

Harmonização de dois favoritos: spaghetti a carbonara e a belga Tripel Karmeliet

Resolvi juntar dois sabores favoritos para um desafio de harmonização com cervejas: spaghetti a carbonara e uma belga tipo tripel.

Sinceramente eu nunca pensaria nesta combinação, já que costumo acompanhar massas com vinhos, mas esta foi uma das sugestões da querida Ana Franco quando mencionei minha cerveja preferida. Segundo ela, a belga tipo tripel acompanha muito bem caças (avestruz, codorna, coelho) e massas com molhos gordurosos como pesto e carbonara (oba).

Belga tripel acompanha caças e massas com molhos gordurosos (carbonara, pesto etc.)

Conheci a Tripel Karmeliet, há alguns anos, em uma importadora de cervejas belgas que estava chegando a São Paulo. Enquanto sentia o aroma floral daquela cerveja cremosa, levemente frutada e cítrica, escutava sua história. A receita, que leva três grãos (aveia, cevada e trigo), foi criada por irmãs carmelitas na cidade de Derdemonde – a mais ou menos 30 minutos de carro de Bruxelas – em 1679.

Sim, meu caro leitor, as freiras belgas já conheciam os segredos das geladas há mais de 330 anos e criaram uma bebiba abençoada, além de muito preciosa (comprei uma garrafinha de 330 ml por R$ 19,90 na Adega Tutóia neste experimento).

Desde 1679: receita de freiras carmelitas com aveia, cevada e trigo

Para honrar as carmelitas, preparei a receita tradicional do carbonara (sem creme de leite e com queijo Pecorino), que foi garimpada pelo amigo André Nigri. Ele conta que o nome ‘alla carbonara‘ vem do cozimento em fornos à lenha ou carvão (‘carbon’) usados pelos camponeses dos Apeninos para preparar o molho, originalmente com penne e não spaghetti. Faz sentido. Na próxima vou de penne.

O preparo do carbonara é simples e só tem um segredo: costumo apagar o fogo antes de finalizar a massa com os ovos e queijos. Caso contrário, os ovos podem ficar mexidos e a ideia é que o molho fique fuido e homogêneo – não macarrão com ovos mexidos e nadando no creme de leite como já vi por aí. E o pecorino, uma versão mais leve do parmesão, feito com leite de cabra, faz muita diferença. Nesta receita usei o Pecorino Romano Zarpellon (pedaço de 190 gramas por R$ 14,90 no Pão de Açúcar).

Carbonara clássico com queijo pecorino. Versão original é feita com penne

Carbonara para dois: Enquanto cozinha a massa, refogue pedacinhos de pancetta (ou bacon magro) em cubinhos e um dente de alho inteiro, no azeite, em fogo baixo. Retire o dente de alho e reserve. Acrescente a massa cozida (al dente) ao refogado, ligue o fogo, mexa e desligue. Na sequência, inclua dois ovos bem batidos, uma colher de sopa de parmesão ralado, a mesma medida de pecorino e misture tudo rapidamente. Na hora de servir inclua pimenta do reino moída na hora, mais um pouco de pecorino ralado e manja que te ha benne.

Com a massa pronta chegou a hora do casamento com a tripel. Percebi como o sabor cítrico da cerveja torna o molho até mais leve – embora carbonara esteja bem longe do light – e o frutado predomina sobre os ovos e o pecorino deixando um paladar final feliz e adocicado. É uma degustação com mais harmonia do que contrastes. A junção dos favoritos foi interessante e animadora. Agora quero repetir o teste em uma versão com pesto.

Toque cítrico da cerveja suaviza o carbonara. Harmonização com final feliz e frutado

Esta e outras experiências de harmonização da turma de ‘food bloggers’ ( links abaixo) troxeram algumas revelações: cervejas vão bem com quase tudo (até com brigadeiro, como disse a Ana) e também podem ser opções aos vinhos no inverno.

Este post faz parte do especial Cerveja e Comida – Harmonização de Cerveja Especial, uma iniciativa Bierboxx e Botecagem com curadoria da chef Ana Franco (Cozinha de Ideias). Onde diversos blogs e sites oferecem dicas de harmonizações perfeitas de cervejas especiais, artesanais e importadas com o melhor da gastronomia toda semana. Acompanhe!

Harmonizações já publicadas na série Cerveja e Comida

  1. Harmonização de Colorado Indica e Ceviche Fusion.
    Por Ana Franco. No Blogbier.
  2. Harmonização de Guinness Draught e Costelinha Suína.
    Por Biso. No Botecagem.
  3. Brigadeiro e Cerveja Colorado Demoiselle.
    Por Ana Franco. No Gourmet Update.
  4. Dicas básicas de Harmonização da Abradeg.
    Por Equipe Agradeg. No Blogbier.
  5. A experiência e a memória gastronômica.
    Por Celso Bessa. No Post Its.
  6. Harmonização Fuller’s Honey Dew com Tartar Refrescante.
    Por Leandro Gonçalves. No Cozinha Pequena.
  7. Harmonização de Baden Baden 1999 e Azeitonas em Crosta de Parmesão.
    Por Ana Franco. No Cozinha de Ideias.
  8. Harmonização de Baden Baden Golden Ale com Canapés de Queijo de Cabra e Geléia de Cereja + harmonização com Spaghetti com Frutos do Mar.
    Por Maria Capai, no blog Diga, Maria!
  9. A Loura e a Diaba – Harmonização Costelinha Thai e Steenbrugge Blond.
    Por Letícia Massula, na Cozinha da Matilde.

Próximos Convidados

Moqueca à Califórnia

maio 14, 2010

(Versão ampliada do post publicado pelo Braun Café originalmente no blog Vital)

Moqueca à luz de velas em São Francisco

Cozinhar para os amigos é sempre uma diversão. Introduzir a culinária brasileira em uma cozinha norte-americana é uma aventura ainda mais saborosa. No final de abril estive em São Francisco, na Califórnia, para um evento de tecnologia, mas desta vez trouxe na mala um pouco da nossa cultura: duas garrafinhas de leite de coco, uma de azeite de dendê e uma pequena cachaça.

Ao final do evento de trabalho, minha última missão na cidade era apresentar a Moqueca Baiana a dois amigos jornalistas, em uma bela e antiga cozinha do bairro Low Haight (região residencial próxima à rua que marcou o movimento hippie na década de 60, a Haight Street).

Compras no Faletti Foods (encontro com Danny Glover)

Confesso que o objetivo inicial era fazer uma feijoada light, mas seria bem difícil (e proibido) trazer carne seca, paio e couve na bagagem e parar de trabalhar para colocar o feijão de molho no dia anterior. Pensei então na moqueca, já que os ingredientes frescos poderiam ser encontrados nos mercados locais. E James, o dono da casa, que também adora cozinhar, me levou a um empório sensacional do bairro, o mercado Faletti Foods.

O Faletti tem produtos incríveis (passei rápido pela tentadora prateleira de molhos especiais antes que tivesse problemas de excesso de peso na bagagem), queijos produzidos na região (compramos um tipo de Emmental excelente para petiscar antes do jantar) e até celebridades.

Espumante Mumm do Napa Valley, queijo local e cerveja Modelo ao fundo

Enquanto estava de olho no badejo (sea bass) chileno entre as apetitosas ofertas da peixaria e as lindas carnes do açougue, eis que entra no mercado um senhor, andando lentamente, muito parecido com o ator Danny Glover (“Máquina Mortífera”, “Ensaio sobre a Cegueira” etc.). Era o próprio, vivendo a vida e comprando algo para seu jantar. “Minha primeira celebridade no supermercado”, comentou James.

Além do badejo em postas e de um pouco de camarão para dar mais sabor, compramos os vegetais (incluindo coentro… sem medo) e o arroz branco tradicional, que fiz questão de preparar à moda brasileira. O arroz não ficou tão soltinho como eu queria porque o produto de lá é feito para ser colocado na água fervente, e não refogado antes, mas até que deu certo e ficou saboroso. Para acompanhar a moqueca provamos um Chardonnay local, muito leve e refrescante.

Bob (esquerda), James (centro) - um brinde à aventura gastronômica

E lá fomos nós para a cozinha do James. Começamos pela caipirinha (a dica é cortar o limão em quatro e retirar a parte branca central, eliminando o sabor amargo), com ‘catchaça’, como eles pronunciam. O James aprendeu direitinho e a Nathacha, designer que mora com ele, também aprovou.

Abrimos um delicioso espumante rosé do vizinho Napa Valley, trazido pelo Robert para comemorar a aventura gastronômica e iniciei os trabalhos. O peixe foi temperado com um pouco de flor de sal – nada como ter um anfitrião gourmet -, sal refinado, pimenta do reino moída na hora e um quarto de limão espremido. Quando comecei a refogar cebola cortada em rodelas no dendê, o aroma da Bahia invadiu a casa e despertou a curiosidade de todos.

Agito na cozinha (Foto: James Niccolai)

Juntei ao refogado uma lata de tomates pelados cortados na hora, em pedaços. Normalmente se usa tomate fresco, mas gosto muito dos ‘pelatti’ e a consistência ajuda a adiantar um pouco o preparo. Após apurar um pouco os tomates, incluí rodelas de pimentão vermelho e amarelo, depois acomodei as postas de peixe na panela. As seis postas pequenas deram para o repeteco de quatro pessoas no jantar e uma marmita para o James no dia seguinte.

Na sequência, um punhado de pequenos camarões (temperados no saquinho com sal e limão) entrou em cena para dar mais sabor e chegou a vez do mágico leite de coco. Embora eu tenha trazido nossa garrafinha brasileira, o ingrediente já é conhecido em lata pelos californianos, que apreciam a culinária tailandesa. Aliás, no fast food tailandês, Coriander (imagina se eles não usam coentro…), na praça de alimentação do Shopping WestField provei a deliciosa sopa Tom Kha Gai (pedaços de peito de frango e cogumelos em brodo com leite de coco, o amigo do coentro).

Moqueca baiana com arroz branco à brasileira. Sabor equilibrado e biz

E falando de um dos mais amados e odiados temperos, o coentro também é um clássico nas moquecas (tanto na baiana como na capixaba, que leva óleo de urucum). Já torci o nariz para ele na vida, mas concluí que é a finalização perfeita do prato. Após 15 minutos de cozimento, no máximo, espalhe um punhado de coentro fresco na moqueca, deixe mais dois minutinhos e seja feliz.

Depois de muito bate-papo sobre vida e comida, chegou a hora de servir minha moqueca. Confesso que, empolgada com a conversa, deixei o peixe passar do ponto e as postas de desfizeram. Sim. Peixes cozinham rapidamente. Os camarões também podiam ser maiores, para ficarem mais visíveis, mas deram uma ótima contribuição à receita.

Bate-papo, tangerinas e doces lembranças da moqueca à Califórnia (Foto: James Niccolai)

Servi os pratos com o arroz branco à moda brasileira, a moqueca e folhinhas de coentro para enfeitar, em uma linda mesa de jantar à luz de velas. Foi um sucesso. Particularmente, gostei muito do sabor, com todos os temperos equilibrados, bom nível de sal e, de certa forma, até que ficou leve para uma moqueca (não incluí pimenta). Acho que foi o espírito do momento. Terminamos a conversa e o vinho com pequenas e doces tangerinas compradas na quitanda do bairro e ótimas lembranças. Nada como cozinhar com alegria, entre amigos e sem estresse. Da próxima vez, a gente convida o Danny Glover.

Independente!

abril 17, 2010

Este ‘toast’ não trata de futebol – mesmo porque não sei qual será o destino do São Paulo neste domingo. Prefiro falar aqui sobre outra paixão, que vem tomando muitos brasileiros, especialmente no inverno: o vinho*.

La Cave Jado: vinho francês independente direto do produtor

Conheci recentemente a importadora La Cave Jado, aberta há certa de um ano na Vila Mariana com a proposta de oferecer vinhos franceses autênticos, de produtores independentes e sem intermediários. Lá entendi que ‘independente’ não é sinônimo de vinícola pequena ou ‘mambembe’, mas sim de um produtor que não vai se render para conquistar paladares internacionais… jamé!

Ao iniciar as visitas à sua terra Natal, há três anos, em busca de bons vinhos para trazer ao Brasil, Dorothée, uma das proprietárias da adega, conta que ouviu algumas propostas de criação ou adaptação de vinhos para nós, “como se o brasileiro só gostasse de um tipo de vinho, ou tivesse um único paladar… imagine”.

Degustação de pinot noir (Bourgogne e Sancerre) - outra categoria

O resultado da pequena adega é uma seleção de diversas regiões da França, com alta qualidade e bons preços começando na faixa de R$ 40 a R$ 50. O valor foge do meu orçamento de costume para vinhos, mas me parece um bom investimento para uma ocasião especial, para guardar na adega ou presentear bons amigos. (Renato Machado já elogiou a relação custo-benefício do local).

O espaço bem claro, simples e sem frescuras, apresenta seus vinhos em prateleiras improvisadas com caixas de madeira e vai ao que interessa. Quase todo o sábados, a cave oferece degustações (legal assinar a newsletter no site).

Degustações aos sábados com dicas da simpática Dorothée

Estive por lá para provar dois rótulos da uva pinot noir (Domaine Ninot 2006 de Bourgogne e Domaine Raimbult 2007 Sancerre, do vale do Loire) na faixa de R$ 80 a R$ 90. Estava fora do meu budget, mas tive a oportunidade de sentir outra categoria de pinot noir bem diferente da dos chilenos e argentinos.

Os dois vinhos de coloração mais suave eram extremamente leves e elegantes. O aroma era tão gostoso que o Dexter não queria mais largar a taça do Ninot. E a experiência ainda foi acompanhada de uma aula de vinhos franceses com a simpática Dorothée, que nos explicou sobre o método de produção ‘Sur lie‘ (sobre as borras), o segredo de um branco Muscadet que levei para casa (R$ 48).

Projeto iniciado há três anos e visitas frequentes à França atrás de produtores

Comprei também um Gamay (R$ 41) Domaine Rin Du Bois 2008 para experimentar e por enquanto é só. Os dois estão bem guardados aqui em casa, mas em breve quero fazer um brinde aos franceses independentes. Vive la révolution!

*O pouco que sei sobre vinhos me ajuda em alguns ‘chutes’ nas compras, mas as melhores dicas são de amigos como  o Fogaça, o Scaglia e o Ricardoc, além de um curso básico da Associação Brasileira de Sommeliers, que fiz em 2006 e recomendo – só preciso reler a apostila porque já esqueci 80% do conteúdo. Sobre futebol, tudo o que sei é torcer.

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Sei que estamos em pleno inverno, mas para o varejo esta é a hora de lançar uma cerveja e esperar que o consumidor tome gosto pela gelada até o verão. Por este motivo, a Ambev me convidou para entrar literalmente numa fria e conhecer a Antarctica Sub Zero.

A nova aposta da gigante de bebidas é suave e refrescante – nada tem a ver com a Antarctica, que continua no mercado – e promete agradar até quem não é muito chegado em cerveja. Como diria o apresentador Bolinha, é uma “melodia de fácil aceitação”.

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O segredo da Antarctica Sub Zero está em uma dupla filtragem à temperatura de -2ºC, enquanto uma cerveja popular é filtrada uma vez a 0ºC, explicou o simpático mestre-cervejeiro da Ambev, Luciano Horn, ao Braun Café.

Para lançar a cerveja, portanto, o pessoal da Ambev colocou seus convidados numa sala climatizada à mesma temperatura da Sub Zero (que gostoso!). Emprestaram casacos e me senti tão encapotada como os pinguins que passavam pelo vídeo em uma das paredes do ambiente.

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Após o discurso do mestre-cervejeiro, uma parede de gelo foi quebrada, vimos mais três apresentações, e finalmente conhecemos a nova pielsen.

A Sub Zero é gostosa e bem leve mesmo, mas cuidado com a empolgação porque seu teor alcoólico (4.6) é quase o mesmo da Antarctica (4.8) lembrou Horn.

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“O grande diferencial é o nosso líquido”. Com esta ‘frase marcante’, o diretor de marketing da Ambev, Carlos Lisboa, anunciou o que a empresa definiu como “a cerveja mais refrescante do mercado brasileiro”. Segundo ele, a Sub Zero foi criada após um ano e meio de pesquisas sobre tecnologia de produção e junto ao gosto de 2.500 consumidores. E o resultado é que o brasileiro gosta cerveja bem gelada e pronto.

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A novidade chega primeiro aos Estados de São Paulo e Minas Gerais, responsáveis por um terço do consumo de cerveja do País, informou a fabricante. Em breve, os bons bebedores paulistas e mineiros encontrarão a Sub Zero em gôndolas especiais para latinhas e em refrigeradores que liberam bastante fumaça, um “efeito especial” para a nova cerveja, destacou outro executivo de marketing da Ambev.

No bar, acredito que o “efeito especial” da nova pielsen pode ser interessante para quem se empolgar muito na ‘refrescância’ e na leveza – só quero ver a leveza na hora de ir para casa. Mas se você é da turma da Serramalte e das cervejas especiais (agora a piada nerd), a Sub Zero está bem longe de ser ‘fatality’.

Fotos: as fotografias deste ‘toast’ foram tiradas com o celular Sony Ericsson C950, cedido pela fabricante para a cobertura do evento. Com uma Cyber-Shot de 8.1 megapixels de resolução, o aparelho é praticamente uma “câmera que fala”. As imagens foram registradas sem flash e na resolução máxima. O modelo custa cerca de R$ 2 mil pela Claro, mas o valor pode chegar a R$ 600 dependendo do plano contratado com a operadora, informou a assessoria da Sony Ericsson.

Banana a peso de trufa

agosto 10, 2008


Passar a compra no caixa do hipermercado pode ser uma experiência bizarra. O amigo Henrique quase caiu de costas ao ver que um cacho de banana prata foi registrado, no Carrefour, por 9.999 reais.

Eu diria que era banana prata a peso de ouro, mas nem o ouro está valendo tanto assim. Será que a boca do caixa resolveu engolir trufas brancas, cujo quilo chega a 6 mil euros, ou computou uma réplica de Andy Warhol? Vai saber…


Certamente o erro crasso foi logo percebido, mas Henrique guardou de lembrança a nota fiscal da banana mais cara do mundo. O susto vale como dica para ficarmos de olho caso algumas bananas a mais passem na compra do mês.

Vinho para todos

maio 18, 2008

(Blog avalia vinhos de até R$ 40. Foto: BaresSP)

Chegou o tão esperado clima para tomar tintos. O problema é quem nem sempre o bolso acompanha o ritmo e pouca gente deve fazer reservas para gastar com vinhos nesta época do ano. Tá aí uma boa idéia para o próximo: “Faça suas economias e não fique sem o seu Reserva no inverno.”

É nesta época que costumamos nos deparar com aquelas prateleiras cheias de garrafas e lindos rótulos sem saber se arriscamos no baratinho – e ficamos com dor de cabeça no dia seguinte – ou se vamos nos mais garantidos – e a dor de cabeça vem mais tarde, na fatura do cartão.

É difícil estabelecer regras. “Não confie em nenhum vinho por menos de R$ 20” poderia ser uma delas, mas sempre há uma excessão. Vai perder a oportunidade?

A idéia de escrever esse ‘toast’ é recomendar do blog Vinho para Todos. A diferença deste blogueiro enófilo, de Uberlândia, é que ele bebe os vinhos que custam menos de R$ 20, de R$ 30 e de R$ 40 (valor máximo dos rótulos avaliados no blog) e faz boas descobertas. Basta olhar a classificação das ‘taças’ no blog e, da próxima vez que for ao mercado, levar sua colinha.

Outra dica é levar uma Tabela de Safras na carteira. Não custa nada sacar o papel no mercado e checar se aquele a safra daquele vinho em ‘super promoção’, teve uma nota boa, ou se o mercado não está fazendo milagre algum. No site da Mistral você encontra a tabela de safras de 1990 a 2005 pronta para para imprimir.

Outro dia apostei em um Gamay do Les Petit Sommeliers – rótulos da marca francesa Casino*, que invadiu o Pão de Açúcar. Peço preço (R$ 16,90), o vinho leve, com sabor de cereja e bem alegre, não deixou nada a desejar. Gamei.

Costumo comprar vinhos em importadoras, quando dá tempo. Quando não dá, vou ao mercado, ou visito o site da Mistral. Eles entregam em casa e sem cobrar frete para pedidos de seis garrafas (incluindo meias), o que é bem prático. Antes da compra, dou uma olhada nas seções Bon Marché e Barganhas do Mês. Já peguei alguns achados por lá.

*Os produtos do Grupo Casino, dono de metade do Pão de Açúcar, estão bem cotados. Já ouvi boas recomendações dos chás, do molho tártaro e recentemente comprei as bolachas de chocolate amargo com laranja. Pensei em servir para alguma visita, mas não deu para esperar. Irresistíveis essas bolachinhas.

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