Ravioli de carne o molho de cogumelos na manteiga é uma das opções de almoço rápido do Eataly.

Ravioli de carne com molho de cogumelos é uma das opções de almoço rápido do Eataly. Menu de R$ 45, com suco e sobremesa, muda semanalmente.

O Eataly nasceu na terra do Slow Food, mas sua loja brasileira se adaptou ao ritmo paulistano e começou a oferecer um almoço rápido com preço fixo, durante a semana. O ‘Pranzo Veloce’ inclui pão italiano e azeite, prato principal (varia de acordo com o restaurante), bebida (suco, água ou refrigerante) e sobremesa por R$ 45.

Duas fatias de pão italiano e azeite para esperar o prato veloce, no La Pasta.

Duas fatias de pão italiano e azeite para começar o ‘pranzo veloce’, no La Pasta.

Estive por lá ao meio-dia, em uma tranquila terça-feira de férias, e provei um delicioso ravióli de carne com cogumelos na manteiga no restaurante La pasta, de massas e pizzas. Estava tão bom que merecia uma degustação bem lenta, ‘piano, piano’. Depois fui pegar a simpática sobremesa na pasticceria (tortinha de limão de colher, servida no pote de vidro) e encontrar a caríssima Kay para um café, um papo e uma voltinha.

Depois da torta de limão (inclusa do menu), um bom expresso.

Depois da torta de limão (inclusa do menu), um bom expresso.

As massas e ‘o molho’
Aproveite para dar uma passada rápida no mercado para comprar una vera pasta italiana. ‘My preciouss’ é o Fusilli da Pisani (R$ 12,90 o pacote de meio quilo), que conheci na Itália. Bem macia e consistente, a massa adere superbem ao molho de tomates. Parece que a nonna acabou de fazer (cozinhe com bastante água).

O fusilli da Pisani: parece que uma nonna italiana acabou de fazer. Veja a dica da Kay para o molho de tomates perfeito.

O fusilli da Pisani é a massa preciosa. Parece que uma nonna acabou de fazer na sua casa.

Outra dica para fazer em casa é o ravióli ‘plin’ (pequenino e fechado com um ‘belisco’, na tradição do Piemonte). A área de massas frescas do Eataly tem opções com recheios de carne e de gorgonzola (R$ 9,90 cada 100 gramas). Depois é só cozinhar por 2 minutinhos, fazer um molhinho de manteiga e sálvia e plin.

Os pequeninos e deliciosos raviolis 'plin' com ao molho mágico de tomates e cebola.

Os pequeninos e deliciosos raviolis ‘plin’ ao molho de tomates e cebola. Veja a dica da Kay para fazer um molho al sugo rápido e sem acidez.

Os molhos do Eataly são caros. Melhor fazer em casa. E se for molho de tomates, siga a dica mágica que a Kay postou no Facebook para tirar a acidez do molho de um jeito fácil e sem crimes culinários, como na foto acima.

Pão de azeitona crocante e cheiroso para fazer sucesso em casa.

Depois do almoço rápido, vale levar um pão de azeitona crocante e cheiroso e bombons de pistache para casa.

E já que você está ali mesmo, leve uns bombons de chocolate meio-amargo (fondente) da Venchi. É um pouco caro (100 gramas por R$ 29), mas é uma opção para provar diversos sabores desse chocolate incrível do Piemonte (não deixe de levar o bombom de pistache). Da padaria, o crocante e perfumado pão de azeitona (R$ 8) fez sucesso em casa.

Eataly
Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 1489 – Vila Olímpia – São Paulo – SP
(Aberto todos os dias das 8h às 23h)
http://www.eataly.com.br/

La pasta
Segunda-feira a quinta-feira: 11h30 às 15h e 18h30 às 23h
Sexta-feira: 11h30 às 15h e 18h30 às 24h
Sábado: 12h às 24h
Domingo: 12h às 23h
Veja os horários dos outros restaurantes do Eataly: http://www.eataly.com.br/restaurant.html

Harmonização de dois favoritos: spaghetti a carbonara e a belga Tripel Karmeliet

Resolvi juntar dois sabores favoritos para um desafio de harmonização com cervejas: spaghetti a carbonara e uma belga tipo tripel.

Sinceramente eu nunca pensaria nesta combinação, já que costumo acompanhar massas com vinhos, mas esta foi uma das sugestões da querida Ana Franco quando mencionei minha cerveja preferida. Segundo ela, a belga tipo tripel acompanha muito bem caças (avestruz, codorna, coelho) e massas com molhos gordurosos como pesto e carbonara (oba).

Belga tripel acompanha caças e massas com molhos gordurosos (carbonara, pesto etc.)

Conheci a Tripel Karmeliet, há alguns anos, em uma importadora de cervejas belgas que estava chegando a São Paulo. Enquanto sentia o aroma floral daquela cerveja cremosa, levemente frutada e cítrica, escutava sua história. A receita, que leva três grãos (aveia, cevada e trigo), foi criada por irmãs carmelitas na cidade de Derdemonde – a mais ou menos 30 minutos de carro de Bruxelas – em 1679.

Sim, meu caro leitor, as freiras belgas já conheciam os segredos das geladas há mais de 330 anos e criaram uma bebiba abençoada, além de muito preciosa (comprei uma garrafinha de 330 ml por R$ 19,90 na Adega Tutóia neste experimento).

Desde 1679: receita de freiras carmelitas com aveia, cevada e trigo

Para honrar as carmelitas, preparei a receita tradicional do carbonara (sem creme de leite e com queijo Pecorino), que foi garimpada pelo amigo André Nigri. Ele conta que o nome ‘alla carbonara‘ vem do cozimento em fornos à lenha ou carvão (‘carbon’) usados pelos camponeses dos Apeninos para preparar o molho, originalmente com penne e não spaghetti. Faz sentido. Na próxima vou de penne.

O preparo do carbonara é simples e só tem um segredo: costumo apagar o fogo antes de finalizar a massa com os ovos e queijos. Caso contrário, os ovos podem ficar mexidos e a ideia é que o molho fique fuido e homogêneo – não macarrão com ovos mexidos e nadando no creme de leite como já vi por aí. E o pecorino, uma versão mais leve do parmesão, feito com leite de cabra, faz muita diferença. Nesta receita usei o Pecorino Romano Zarpellon (pedaço de 190 gramas por R$ 14,90 no Pão de Açúcar).

Carbonara clássico com queijo pecorino. Versão original é feita com penne

Carbonara para dois: Enquanto cozinha a massa, refogue pedacinhos de pancetta (ou bacon magro) em cubinhos e um dente de alho inteiro, no azeite, em fogo baixo. Retire o dente de alho e reserve. Acrescente a massa cozida (al dente) ao refogado, ligue o fogo, mexa e desligue. Na sequência, inclua dois ovos bem batidos, uma colher de sopa de parmesão ralado, a mesma medida de pecorino e misture tudo rapidamente. Na hora de servir inclua pimenta do reino moída na hora, mais um pouco de pecorino ralado e manja que te ha benne.

Com a massa pronta chegou a hora do casamento com a tripel. Percebi como o sabor cítrico da cerveja torna o molho até mais leve – embora carbonara esteja bem longe do light – e o frutado predomina sobre os ovos e o pecorino deixando um paladar final feliz e adocicado. É uma degustação com mais harmonia do que contrastes. A junção dos favoritos foi interessante e animadora. Agora quero repetir o teste em uma versão com pesto.

Toque cítrico da cerveja suaviza o carbonara. Harmonização com final feliz e frutado

Esta e outras experiências de harmonização da turma de ‘food bloggers’ ( links abaixo) troxeram algumas revelações: cervejas vão bem com quase tudo (até com brigadeiro, como disse a Ana) e também podem ser opções aos vinhos no inverno.

Este post faz parte do especial Cerveja e Comida – Harmonização de Cerveja Especial, uma iniciativa Bierboxx e Botecagem com curadoria da chef Ana Franco (Cozinha de Ideias). Onde diversos blogs e sites oferecem dicas de harmonizações perfeitas de cervejas especiais, artesanais e importadas com o melhor da gastronomia toda semana. Acompanhe!

Harmonizações já publicadas na série Cerveja e Comida

  1. Harmonização de Colorado Indica e Ceviche Fusion.
    Por Ana Franco. No Blogbier.
  2. Harmonização de Guinness Draught e Costelinha Suína.
    Por Biso. No Botecagem.
  3. Brigadeiro e Cerveja Colorado Demoiselle.
    Por Ana Franco. No Gourmet Update.
  4. Dicas básicas de Harmonização da Abradeg.
    Por Equipe Agradeg. No Blogbier.
  5. A experiência e a memória gastronômica.
    Por Celso Bessa. No Post Its.
  6. Harmonização Fuller’s Honey Dew com Tartar Refrescante.
    Por Leandro Gonçalves. No Cozinha Pequena.
  7. Harmonização de Baden Baden 1999 e Azeitonas em Crosta de Parmesão.
    Por Ana Franco. No Cozinha de Ideias.
  8. Harmonização de Baden Baden Golden Ale com Canapés de Queijo de Cabra e Geléia de Cereja + harmonização com Spaghetti com Frutos do Mar.
    Por Maria Capai, no blog Diga, Maria!
  9. A Loura e a Diaba – Harmonização Costelinha Thai e Steenbrugge Blond.
    Por Letícia Massula, na Cozinha da Matilde.

Próximos Convidados

Boa entrada em 2010!

dezembro 31, 2009

Massa folhada com recheio de brie. Para fazer a festa

Aqui vai uma dica de entrada bem bacana, que aprendi a fazer em uma aula de culinária com a chef Gena Berry, em Atlanta (EUA). É uma massa folhada com recheio de brie, geleia e alecrim, que vai fazer sucesso nas suas festas em 2010.

Jornalistas e a Chef Gena Berry com a mão na massa em Atlanta

Para entrosar os jornalistas de tecnologia que participavam de um evento da IBM, a empresa resolveu colocar todo mundo na cozinha (adorei). O local era a The Cook’s Warehouse, uma loja incrível com todos os utensílios domésticos que você pode imaginar (incluindo as facas japonesas Global, que o Anthony Bourdain recomenda), uma área de vinhos (provamos alguns latinos ótimos) e uma cozinha especial para aulas. Me senti como uma criança em uma loja de brinquedos.

Salada de espinafre com bacon, torradinha de queijo de cabra e molho especial

Nos dividimos em grupos e cada um pegou uma parte do menu: entradas (massa folhada com brie, pães de roquefort e tranças de parmesão), salada (folhas de espinafre com molho de cogumelos, bacon, azeite vinagres balsâmico e de framboesa) e principal (filé mignon com molho de cogumelos em redução de vinho tinto, acompanhado de batatinhas assadas e tomates assados recheados com farinha pan e tomilho).

Mignon ao molho de vinho e cogumelos, risoto de limão, batatinhas coradas e tomate assado

A sobremesa (suflê de chocolate com cobertura de chantilly) foi mérito do Fernando, jornalista do México, que nunca havia feito um doce na vida e mandou muito bem. Ganhou até um kit da chef.

Suflê 'campeão' de chocolate com cobertura de chantilly

Minha dupla com o jornalista colombiano Guillermo, estreante na cozinha, pegou a salada e o brie. Sinceramente, não tínhamos ideia do que estávamos para fazer. Seguimos as instruções, colocamos a mão na massa e ficou sensacional. Veja mais fotos no Flickr do Braun Café.

“Peach and Rosemary Brie”

Ingredientes:
– Uma peça de brie redonda
– 1/2 xícara de geléia de pêssego (pode ser de gengibre também)
– 1 colher de alecrim fresco picadinho
– 1 colher de amêndoas em lâminas
– 1 folha de massa semi-folhada
– 1 ovo

Brie 'brilhante de flash' recheado antes de entrar na massa

Pré-aqueça o forno a 220 graus e prepare o recheio do brie: misture a geleia, o alecrim e as lâminas de amêndoa.

Corte a peça de queijo ao meio na horizontal, adicione o recheio cuidadosamente e tampe com a outra parte do brie.

Embrulhando o brie para presente

Abra a massa (polvilhe um pouco de farinha de trigo para não grudar), insira o queijo e embrulhe bem, cortando o excesso com uma tesoura. Use o excesso para decorar a massa.

Bata um ovo inteiro em uma tigelinha e pincele bem a massa por todos os lados. Coloque-a em uma assadeira untada com um pouco de manteiga e leve ao forno por 15 minutos (até que fique douradinha).

Massa crocante e recheio cremoso com toque doce e de alecrim ao fundo. Só felicidade

Retire a massa do forno e deixe esfriar de 5 a 10 minutos. Corte cuidadosamente em uma tábua, sirva com torradinhas e tenha uma ótima entrada em 2010!

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