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Quem espera sempre alcança… o Porto Rubayat. A primeira parada do Braun Café na Restaurant Week São Paulo (Edição Inverno 2009) levou uma hora e 15 minutos de espera pra uma mesa de oito pessoas no concorrido restaurante de frutos do mar da família Rubayat, que estreou na RWSP.

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Infelizmente perdemos uma reserva na segunda-feira, mas a turma decidida aportou no concorrido restaurante de frutos do mar na terça às 12h10, pegou o pager da mesa 20 e saiu de lá contente, às 15h. O período não é muito produtivo no horário comercial, mas a RWSP é uma boa causa (R$ 1 real por pessoa para a Ação Criança). O CBN Tecnologia rolou de lá mesmo, ao vivo, e rendeu até um papo sobre o restaurante com o Sardenberg.

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A fila, aliás, rendeu comentários no Twitter já que um grupo resolveu sacar um chocolate para enganar a fome (?) e um rapaz também tentou enganar a fila de espera oferecendo uma “gorjeta” à recepcionista, que foi devidamente recusada. Gorjeta, no Porto Rubayat, só para o manobrista, porque o restaurante faz a gentileza de não cobrar estacionamento – cortesia que, infelizmente, tornou-se raridade em São Paulo.

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O Porto estreou com tudo na quinzena que reúne 202 restaurantes paulistanos oferecendo menus com entrada, prato principal e sobremesa por R$ 27,50 no almoço e R$ 39,90 no jantar. A casa decidiu oferecer o buffet completo de saladas, pratos quentes e sobremesas.

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Para chegar ao preço promocional, a casa deu uma simplificada no buffet, que custa normalmente R$ 65 e conta com mais frutos do mar, mas não reduziu a variedade. Nas saladas, o champignon no azeite era incrível e o salmão defumado servido pelo próprio dono, Belarmino Iglesias Filho, estavam ótimo. Entre os quentes, quem chegou primeiro conseguiu garantir um lagostim da paella, mas me contentei com o arroz e as lulas, que estavam bem saborosos – destaque para o bacalhau a Gomes de Sá e para a pescada com molho de espinafre.

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O restaurante também não poupou na mesa de doces. Os figos, kiwis e melões que me desculpem, mas fui direto aos deliciosos brownies, na torta mil folhas, que estava ok, e no sensacional chocolate nêmesis – mousse com consistência de pudim, cara de goiabada cascão e gostinho de brigadeiro de colher.

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Pedimos um Nespresso para fechar o almoço, mas recomendo dispensar os R$ 6 do café se quiser economizar no fim das contas.  O preço salgadinho é muito justo por acompanhar uma bandeja de docinhos variados (trufas de chocolate branco, doce de leite, cookies, tirinhas de gengibre açucarado e crosta de amêndoas), mas após o buffet de doces, digamos que torna-se um ‘café excesso’.

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Dicas

  • No último sábado fiquei navegando pelos cardápios da Restaurant Week (veja aqui as dicas da primeira temporada da RWSP 2009) e vi algumas ‘gambiarras’. Sim, porque oferecer um menu promocional com penne a bolonhesa ou massa com porpetta é fácil (atenção Spazio Gastronômico e Ráscal). Assim até eu me candidato (rs).
  • Almoço ou jantar? Alguns restaurantes escolhem participar dos dois menus, mas veja se realmente vale a pena escolher o cardápio do jantar. No Capim Santo, por exemplo, o menu do jantar, que custa R$ 39,90 só se diferencia pela opção de bobó de camarão entre os pratos principais. Você pode pagar R$ 27,50 por um almoço tão bom quanto.
  • Fique ligado. São 200 opções de restaurantes. Aposte em um lugar novo, com um cardápio diferente e peça referências.
  • Se quiser economizar mesmo, cuidado com o vinho. Em muitos lugares somente a taça sai por R$ 16.  O couvert também pode pesar na conta.
  • Água não tem erro, mas dê uma olhada no preço. Segundo o Guia da Folha, alguns lugares cobram R$ 5,40 pela garrafinha.
  • Tente reservar e chegue pelo menos dez minutos antes da hora marcada. Muitas pessoas estão na fila esperando para pegar sua mesa, caso você se atrase.
  • Se não conseguir reservar, chegue às 12h30. Neste horário, quem não chegou na hora perde a mesa e o restaurante começa a chamar as pessoas por ordem de chegada. Outra opção, no meio da semana, é chegar mais tarde, às 14h30.
  • Verifique as formas de pagamento. O Porto Rubayat, por exemplo, só aceita cartões Visa. O ideal é sempre dar uma ligada antes de partir para sua ‘restaurant week’.

Olho no lance
A lista é enorme. Difícil dar todas as dicas, mas estou de olho no Antiquarius, outro estreante no evento que incluiu o Bacalhau a Antiquarius no menu de almoço (já me disseram que o pessoal do atendimento está assustado com tantos telefonemas).

Outro da minha lista é o Brasil a Gosto (o filé de porco com molho de jabuticabas do almoço promocional deixou meu paladar bem curioso). O Obá é também é uma boa pedida (estive por lá no ano passado e adorei o almoço) e o Marakutahi já vale pelo trocadilho e pelo cardápio bem sacado.

Voltarei ao AK Delicatessen, que já está reservado para o próximo sábado (vamos torcer). O AK é um dos bons exemplos de restaurantes que oferecem menus promocionais com criatividade. Este sim é o desafio do evento. O outro é prezar pelo bom atendimento, mesmo com a casa lotada, e sem fazer distinções a quem veio pela promoção, como infelizmente ocorreu no ano passado. No Porto Rubayat, sem contar a simpatia do Belarmino, todos nos atenderam muito bem. É assim que se conquista um cliente.

Restaurante Porto Rubayat – Rua Leopoldo Coulto de Magalhães Jr., 1142 – Itaim Bibi. Tel.: (11) 3077-1111.

Aqui vão algumas dicas rápidas de lugares em São Paulo, que estão na minha lista mental (o “Gooloogle”) para futuros ‘toasts’ e foram muito bem recomendados pelos amigos e leitores do Braun Café. Eles sempre dizem “Você já foi no…?” ou “Você tem que ir nesse lugar!”. Então já vou adiantando aqui sete lugares para comer, beber e viver antes… do fim do ano.

Picadinho com tartar de banana do Bar da Dona Onça. Foto: divulgação

Picadinho com tartar de banana do Bar da Dona Onça. Foto: divulgação

Mistura Fina
O Bar da Dona Onça, embaixo do Edifício Copan, um dos cartões postais da cidade, oferece releituras dos tradicionais ‘PFs’ como o picadinho com arroz, ovo frito na manteiga e, no lugar da banana frita, um tartar de banana com cebolinha roxa. Alê Scaglia garante que é um dos melhores picadinhos da vida. O preço não é muito popular (R$ 36 o prato), mas vale a pena, garante o Alê. Dê uma espiada no cardápio no site…
Bar da Dona Onça – Edifício Copan – Av. Ipiranga, 200, Lojas 27 e 29 – República. Tel.: (11) 3257-2016.

Aos mestres-cervejeiros com carinho
Se você gosta de cervejas, o Melograno é o lugar. A carta de rótulos especiais (das brasileiras às belgas) é o diferencial deste bar, na Vila Madalena. Os amigos ‘mestres-cervejeiros’ Flávio Remontti e Fabrício contam que o ambiente é bacana e tem porções e sanduíches incrementados como o Melograno, com ragú de cordeiro na cerveja escura e molho de romã. Aliás, o nome do local é uma referência ao pé de romã (‘melograno’ em italiano) que fica no jardim da casa, informa o site do bar.
Melograno
– Rua Aspicuelta, 436, Vila Madalena. Tel. (11) 3031-2921.

Mulligan: atendimento simpático e boas opções como a tcheca 1795 e a belga Chimay

Mulligan: bate-papo com o garçom e ótimas cervejas como a tcheca 1795

Garçom amigo
Estive duas vezes no Mulligan, tradicional pub de Porto Alegre que abriu sua filial paulistana este ao, e agora faço uma atualização. Na primeira foi um caos por conta do Dia de São Patrício (o bar não estava preparado para receber tanta gente). Voltei no começo de junho e foi um dos melhores atendimentos que já presenciei. Se quiser bater papo sobre cervejas, conte com a simpatia e o conhecimento dos garçons. Só fique de olho na conta – a deliciosa belga Chimay sai por R$ 22 (garrafinha individual), mas é uma ótima pedida assim como a tcheca 1795 (da foto). A Guinness também é cremosa e bem tirada. No cardápio gastronômico, a dica da Cris Sato, que sempre acompanha o blog e dá ótimas dicas, é a panqueca “Boxty Gaelic”, com recheio de filé ao molho de whisky e cogumelos. “Foi a recomendação do nosso garçom e estava uma delícia. A panqueca em si é normal, neutra, mas o recheio estava tão saboroso que pedimos pães só para raspar o que sobrou do molhinho rsrsrs” comenta a Cris.
Mulligan Irish Pub – Rua Bela Cintra, 1.579 – Jardins. Tel.: (11) 3892-1284.

O Nordeste é logo ali
Ainda vou agitar uma excursão para conhecer o Mocotó, na Vila Medeiros. O lugar ficou famoso pelos ótimos pratos da culinária nordestina, sob o comando do jovem chef Rodrigo Oliveira, com preços muito acessíveis e uma extensa carta de cachaças. Quem me falou primeiro de lá foi o Paulo Henrique (querido PH). A Cecília, ‘amigue’ e colaboradora deste blog, esteve por lá recentemente com o Alê Dalóia, com quem adoro bater papo sobre dicas gastronômicas. Os pratos, segundo Cecília, custam em torno de R$ 25 e servem muito bem duas pessoas. Os pedidos incluíram a porção de carne seca na manteiga de garrafa com mandioca cozida e o “Atolado de Bode” (cabrito ensopado com mandioca, servido no mini tacho) .
Mocotó Restaurante e Cachaçaria
– Av. Nossa Senhora do Loreto, 1.100 – Vila Medeiros. Tel.: (11) 2951-3056.


Show de massas chinesas
Entre os milhares de restaurantes orientais do bairro da Liberdade está o Rong He, especializado em massas chinesas feitas na hora – dizem que assistir a preparação é um show a parte. O Gui Colugnatti já me falou muito deste lugar destacando também a excelente porção de bolinhos recheados com camarão no vapor, as porções fartas e os preços muito amigos. Passei a dica ao querido Fábio Almeida, que estava na Liberdade sábado passado e me ligou pedindo uma recomendação. Deu certo. Mais tarde recebi o seguinte torpedo: “Super aprovado o Rong He. O que seria de meu almoço sem vc? Agora temos de ir juntos”.
Restaurante Rong He Massa Chinesa – Rua Da Glória, 622 – Liberdade. Tels.: (11) 3275-1986 / 3208-0529.

Opa!
O Acrópoles, no Bom Retiro, não é o único restaurante grego da cidade. O Café Olympia fica na Chácara Santo Antônio e a dica é do Demi Getschko é diretor-presidente do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). O Demi é considerado um dos “pais” da internet no Brasil e também sabe tudo da boa mesa. Segundo o ele, além de experimentar bons pratos da culinária grega, como a moussaka, no Olympia você também pode jogar os pratos no chão e dançar ao som de música folclórica ao vivo de qualidade.
Café Olympia – Rua do Estilo Barroco, 25 – Chácara Santo Antonio. Tel.: (11) 5182-7486.

O sahsimi especial da Zona Norte

“Salmão cortado bem fininho com cebolinha, shoyo e limão”. Ao ouvir a descrição feita pelo Alê Dalóia sobre o sashimi do Sushi Hiroshi, você quer largar tudo e ir correndo para o restaurante. Segundo ele, é um dos melhores japoneses da cidade.
Sushi Hiroshi – Rua Capitão Manuel Novaes, 189 – Santana. Tel.: (11) 6979-6677.

Estación Sur: jantar completo por R$ 39,90 com bife ancho e batas suflê

Estación Sur: jantar completo por R$ 39,90 incluindo bife ancho e batatas suflê. Foto: divulgação

Aqui vão duas dicas de argentinos bacanas com ótimo atendimento, em São Paulo: o Estación Sur, nos Jardins, e o Che Bárbaro, aberto este ano na Vila Madalena.

O Estación Sur oferece uma opção interessante no jantar de terça a sexta-feira. Por R$ 39,90 é possível escolher o menu completo com saladinha de rúcula, aceto balsâmico e parmesão de entrada, uma canequinha de caldo de legumes como cortesia para esquentar (delicioso o caldo), três opções de prato principal – incluindo o bife ancho (contra-filé argentino) com batatas suflê da foto acima (minha escolha) – e panqueca com ‘dulce de leche’ de sobremesa (bem ‘dulce’).

A relação custo/benefício do menu completo é muito boa já que somente o bife ancho sai por R$ 39,90 no cardápio normal. Vale a pena para um jantar mais especial sem gastar muito.

Além do atendimento ágil e muito atencioso, o Estación ainda criou uma ‘cola’ para que o cliente escolha o ponto da carne que realmente deseja, já que o conceito de ‘ao ponto’ pode variar bastante. A primeira página do cardápio exibe cinco fotos com os pontos de cozimento das carnes – do mais vermelho ao bem passado. O meu foi o número quatro (ao ponto mais para o bem passado), que estava suculento na medida certa. Adorei a ideia.

Fotos no cardápio para escolher sua carne no ponto certo e boutique para fazer um churrasco argentino em casa. Foto: divulgação

Fotos no cardápio para escolher a carne no ponto certo e boutique para fazer um churrasco argentino em casa. Foto: divulgação

O ambiente do Estación é muito gostoso e o local também conta com uma ‘Boutique’ de carnes, acessórios para churrasco e vinhos, para quem quiser se aventurar em casa. A carta de vinhos oferece boas opções a preços não muito ao ponto. Meia garrafa do macio Malbec Hacienda del Plata saiu por R$ 36.

O Che Bárbaro, filial do argentino Bárbaro, na Vila Olímpia, já segue o lado mais descontraído da Vila Madalena e funciona como bar e restaurante. Estive por lá para tomar uma cerveja de 600 ml (R$ 6) com os amigos (eles também oferecem Quilmes de 960 ml por R$ 15) e petiscar.

Para acompanhar a ‘cerveza’ prove a salsicha parrilheira, uma porção de linguiça macia e picante na medida certa (R$ 15) e o Matambrito, capa da costela de boi bem desfiada e sem gordura, com pãezinhos (R$ 24). E reserve um tempo para bater papo com o Sr. Eduardo, um dos proprietários da casa, que deixou Buenos Aires há 40 anos para morar no Brasil trazendo as delícias da culinária argentina e muita simpatia.

Entre outras boas surpresas do Che encontrei o Felipe, gerente da casa, que trabalhava no extinto Quatrotto – um dos melhores almoços da Vila Olímpia, que infelizmente fechou as portas por problemas de administração. Peça a ele as dicas de vinhos e você vai sacar como é bom ser atendido por uma pessoa que gosta do que faz. Aliás, os órfãos do Quatrotto ganham uma sobremesa de cortesia do Felipe: panqueca com doce de leite argentino e sorvete de creme para quebrar o ‘dulce’. ¡Bárbaro!

Estación Sur – Al. Joaquim Eugênio de Lima, 1.396, Jardins – São Paulo (SP). Tel.: (11) 3885-0133.

Que Bárbaro
– Rua Harmonia, 277, Vila Madalena – São Paulo (SP). Tel.: (11) 2691-7628.

Bárbaro
– Rua Dr. Sodré, 241A – Vila Olímpia (SP). Tel.: (11) 3845-7743.

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Adoro caminhar pelas ruas de São Paulo, sem compromisso, e descobrir um lugar novo. Se for meio escondido é mais legal ainda. Foi assim com o Crepe de Paris, um bistrô aberto há poucos meses no final de uma pequena vila de lojas na Rua Augusta, do lado dos Jardins.

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Estava passeando por lá, do lado dos Jardins, quando um boneco de chef com o cardápio na calçada me convidou a conhecer o restaurante. Já adorei o piso de azulejo decorado e a iluminação natural proporcionada pelo teto de vidro no corredor, além do simpático mezanino no andar superior.

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O Crepe de Paris parece ser uma boa pedida para um café com crepe de nutella ou crème brûlée, um almoço light com salada e crepes salgados (de R$ 16 a R$ 22) ou um jantar romântico com a seleção de vinhos franceses indicada por Pierre Murcia, o simpático proprietário do bistrô ao lado de sua esposa Adriana.

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Optei por um almoço light com filé de frango grelhado extremamente macio (difícil de encontrar na maioria dos restaurantes), arroz integral e legumes em julienne (tiras finas de abobrinha, pimentão e berinjela grelhadas com bastante azeite e cebola). Estava gostoso, embora eu não seja muito chegada em pimentões, mas o preço (R$ 34) não era leve.

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Na empolgação não perguntei o valor do prato do dia, que foi uma das sugestões do garçom, e quase engasguei com o café na hora de pagar a conta. Pelos mesmos 34 reais eu poderia ter pedido cassoulet, filet ao poivre ou fettuccine com camarões, que estão no cardápio. Sugeri que os pratos do dia sejam apresentados em um papel preso ao cardápio.

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Dexter pediu um crepe simples de presunto e queijo, que saiu muito bem na foto (R$ 18), mas ainda sinto falta das versões com trigo sarraceno do extinto Crepe de France.

Tirando o preço salgado do prato light, o Crepe de Paris ainda renderá novas visitas pelo capricho na elaboração dos pratos e pelo atendimento bastante atencioso.

Bistrô Crepe de Paris
– Rua Augusta, 2.542 (Loja 12) – Cerqueira César. Tel.: (11) 3063-1675

Programa sem erro

junho 20, 2009

Rondelli verde com molho romanesca do Pasta & Vino

Rondelli verde com molho romanesca do Pasta & Vino

Aqui vai uma dica cultural e gastronômica, sem erro, para o final de semana: a adaptação de “A Comédia dos Erros“, em cartaz no Teatro Imprensa, e um jantar no Pasta & Vino, na sequência. Junte estes dois clássicos, em boa companhia, e a felicidade está garantida.

Há muito tempo queria conhecer o Pasta & Vino, aberto em 1992, nos Jardins, que oferece um extenso cardápio da cozinha italiana 24 horas. É uma ótima pedida para fugir do cheese salada, que rima com a fome pós-balada, e das cantinas do Bixiga lotadas pelo público dos teatros.

Boa pedida após um programa cultural ou balada em São Paulo

Cantina 24 horas: Boa pedida após um programa cultural ou balada em São Paulo

Depois de assistir a divertidíssima adaptação de Shakespeare, a convite do querido Marcelo Laham, que arrancou gargalhadas e aplausos espontâneos da plateia (veja aqui um trecho da peça), juntamos os amigos de fé para jantar por volta das 23h no restaurante que não para nunca.

Para começar a celebração pedimos um leve vinho Trentino, o Mezzacorona (R$ 58), com a ajuda do sommelier Bartholomeu, que agradou a todos.

Rigatoni com abobrinha e parmesão (R$ 22 a porção individual)

Rigatoni con Le Zucchini: a bela dupla abobrinha e parmesão por R$ 22 (porção individual)

O couvert (R$ 6), simples e gostoso, inclui pão italiano, manteiga, sardela e bom patê de queijo. Para animar a espera, que pode ser longa, alertou Laham, divida a sopa de cebola (R$ 25,50) com alguém. A porção é farta e concentrada, porém deliciosa e vem com uma camada de pão gratinado com queijo por cima – bem melhor do que o minestrone (R$ 20), que estranhei ser feito com caldo de feijão.

Minestroni com caldo de feijão? Melhor dividir a Sopa de Cebola de entrada

Minestroni com caldo de feijão? Melhor dividir a deliciosa Sopa de Cebola de entrada

Os pedidos principais foram o Rondelli Verde (rocambole com recheio de presunto e muzzarela) ao molho romanesca, do Laham e da Mariana (R$ 22 a porção individual e R$ 44 para dois), o Rigatoni con Le Zucchini (abobrinha refogada e parmesão), da Cecília (mesmo preço do rondelli), e o Scaloppine al Gongorzola (com arroz no próprio molho) para Silvia e Rodolfo (R$ 43). Silvia elogiou a leveza do molho porque gorgonzola, geralmente, é power. E eu tomei tanta sopa que pulei o prato principal, mas provei o rondelli da Mari, que estava ótimo.

Agito: jantar com os amigos até 2h sem ver o tempo passar

Agito: jantar com os amigos até 2h sem ver o tempo passar

As sobremesas parecem tentadoras. Vi a preparação do Merengue com Morango (R$ 13) no balcão e vou reservar espaço para ele na próxima vez.

Outro ponto positivo de um restaurante 24 horas é o agito… ele deixa você matar as saudades dos amigos ou ter um jantar romântico, sem ver o tempo passar. Ali não tem garçom olhando feio para sua mesa ou varrendo seu pé na esperança de que você peça logo a conta. E depois de boas risadas e uma refeição gostosa, cheguei em casa às 2h30 da manhã, feliz da vida.

Pasta & Vino – Rua Barão de Capanema, 206 (Esquina com a Rua Peixoto Gomide) – Jardim Paulista. Tels.: (11) 3081-8747 / 3062-7542. Aberto 24 horas (restaurante e delivery). O restaurante entrega em toda a cidade (a taxa pode variar de R$ 2,50 a R$ 10 dependendo da região).