O melhor pão com bife ever!
julho 11, 2007
*Por Rê Mesquita

Fotos: Henrique (com fome) Martin
Pão com bife é mais que um lanche improvisado com as sobras de alguma outra farta refeição: trata-se de uma verdadeira instituição alimentar, mundialmente conhecida e reconhecida.
Aqui em São Paulo, você vai encontrá-lo em qualquer padaria que se dê o respeito como o famoso ‘churrasquinho no frança’, com ou sem queijo e com ou sem vinagrete – uma versão sensacional pode ser degustada no Fazenda, na Tamoios, voltando do Litoral Norte, com direito a fumaça no cabelo.

Em Portugal, é o prego no pão (comi um excelente em Belém, próximo ao Mosteiro dos Jerônimos). Nos Estados Unidos, é o não tão popular assim Bread and Beef, geralmente cheio de outras coisas como picles, mostarda, tomate, fatias de bacon etc.
Em quase qualquer lugar do planeta você pode comer pão com bife, qualquer que seja o nome com o qual é batizado (é óbvio que na Índia, por exemplo, não vai rolar). Em casa, você pode ainda fazer uma suculenta versão a cavalo, ou seja, com um ovo frito bem molinho em cima, para escorrer a gema entre os dedos. Mas tem um pão com bife que é inesquecível: o do Almeida, em Santos.

Essa casa quase octagenária (foi inaugurada em 1932) fica na beiradinha do centro santista e serve uma boa variedade de pratos que, imagino, devem ser todos saborosos. Mas meu pai, que ia lá na adolescência, me recomendou a pedir a iguaria (R$ 15), falando que era o melhor do mundo. O resultado? Toda vez que eu volto não consigo pedir outra coisa!
Tem que ser um pão com bife (um pedaço generoso de filé mignon com o miolo bem rosadinho, daqueles que soltam caldo a cada mordida), algumas boas fatias de queijo prato e um pão francês sempre, sempre, fresquinho e crocante. Não há nenhum segredo aparente, mas inexplicavelmente é de lamber os dedos! Se você for, peça com uma porção de fritas portuguesas (R$ 10) para acompanhar: é o par perfeito.
Restaurante Almeida – Av. Ana Costa, 1 – Vila Mathias – Santos – SP – tel.: (13) 3232-7508.
*Rê Mesquita é jornalista, adora cometer deliciosos pecados da gula e contar tudo por aqui. Foi para Portugal e não perdeu o lugar no Braun Café.
McGourmet… ‘trashic’
março 15, 2007
Por Cíntia Costa*

Sanduíche campeão ‘over blaster plus’ de suflê de McFish. Foto:divulgação
A vida de jornalista tem seus privilégios, como o de ser convidado para um jantar Gourmet do McDonald’s e ver, com exclusividade, algo que não chegará às lojas da rede: Mclanches versão black tie.
Ambiente intimista e elegante, meia luz, faqueiro e louça chics e carta de vinhos variada embalaram um anúncio na noite da terça-feira de uma nova parceria com o governo acerca de seus cybercafes – que nada tinha a ver com seus lanches.

McChicken Grill com aquarela de molhos. Foto: Cíntia (gulosa) Costa
Porém, aproveitando a oportunidade para provar à imprensa que sua comida não é trash só por ser fast, a rede norte-americana chamou a chef goiana Maria Luiza Cetenas para preparar um banquete com os mais variados quitutes feitos a partir de ingredientes usados nos seus lanches.
Foram servidos charutinhos de McTasty; balinhas de cheddar envoltas em folhas de cenoura; polpetone de BigMac com chocolate e calda de Coca-cola reduzida; espetinho de frango (McChicken) com molhos doces de limão, maracujá e laranja; soda italiana de maracujá vermelho; millfolhas de maçã caramelizadas; sorvete de calda de chocolate do sundae e raspadinha de morango. Pra fechar a noite, um (Mc)cafezinho, do jeito que a Braun gosta.

Polpetone de BigMac com chocolate e calda de Coca-Cola reduzida. Foto:divulgação
O espetáculo, na minha opinião, ficou por conta do mini sanduíche (quase um appetizer) de folhas de batata com McFish, este em forma de uma espécie de suflê de peixe cremoso, saboroso e suave – fenomenal.
Apesar da pompa, o jantar era inegavelmente mcdonáldico. Primeiro, porque tudo tinha aquele gostinho particular do Mc. Segundo, porque, a despeito dos talheres brilhosos, os pratos exigiam uma certa interatividade: segundo Cetenas, comer com as mãos é chic e deve ser incentivado (ao dizer isso, ela nos fez experimentar a calda de Coca com os dedos).

Soda italiana de maracujá vermelho ou ‘Redoxon de Maracujá’. Foto: Cíntia Costa
Por fim, apesar de mostrar que é possível ser fast e elegante, a empresa não conseguiu desfazer a fama de trash. O teor calórico dos pratos parecia ser menor, inclusive pela ausência dos pães, mas não muito distante dos Mc-números oferecidos nas lanchonetes.
Mas, ei! Nada de culpar o restaurante por engodar! Segundo seus representantes, não adianta reclamar se você cabula aulas de educação física da faculdade. Como eu.
*Cíntia Costa mergulhou recentemente no jornalismo de tecnologia, adora junkie food e é imune aos efeitos das calorias. Além de cobrir o evento para o IDG Now! teve a disposição de fazer um toast dessa loucura toda. Bem-vinda ao Braun Café 2.0!
Dia Internacional [da Gula] da Mulher
março 7, 2007
Muitas mulheres ficam revoltadas com essa história de Dia Internacional da Mulher. “Por que não tem dia internacional do homem?”, ouvi alguém dizer na redação. Concordo que as mulheres não precisam de uma data para serem homenageadas e que a igualdade de condições foi há muito conquistada em botecos e pés sujos.Bem fez a Cíntia Costa, que deixou pra lá a polêmica na redação e começou a sonhar diante do e-mail que acabara de receber com a foto das cebolas fritas do Outback, que ela pode saborear de graça no dia 8 de março, se quiser.
Cíntia tem razão. Depois de anos de luta pela igualdade de direitos, o que é que nós podemos fazer se os bares e restaurantes insistem em nos oferecer drinks, petiscos e sobremesas na próxima quinta-feira? Bom… nós podemos escolher:
Bar do Arnesto – Você mulher… escolha uma caipirinha de frutas feita com a artesanal Cachaça da Tulha.
Rua Ministro Jesuíno Cardoso, 207 – Vila Olímpia (SP). Tel.: (11) 3848-9432.
Bar do Juarez – Ao pedir uma Margarita Cuervo no happy Hour (das 17h às 20h) a dama ganha outra Margarita e depois tenta manter a classe para sair do bar.
Av. Jurema, 324/332 – Moema (SP). Tel. (11) 5052-4449
Av. Juscelino Kubitschek, 1164 – Itaim (SP).Tel. (11) 3078-3458
Bendita Gelada – Até sexta-feira, das 17h às 20h, este bar aberto recentemente na Vila Madalena oferece uma Bendita Batida Frozen às mulheres feita com (Hum…) Sagatiba.
Rua Fidalga, 375 – Vila Madalena. Tel.: (11) 3097-9255
Outback Steakhouse – Clientes cadastradas no site ganham via e-mail um convite, que dá direito a um aperitivo como cortesia da casa. As opções são a BlominOnion (cebola gigante), o Kookaburra Wings (sobreasas de frango à moda de buffalo) ou as Billy Ribs (costelas de porco com molho Billabong). Lembre-se de levar o e-mail impresso ao restaurante.
TGI Friday´s – Na compra de um prato principal, mulheres correm o risco de enlouquecer ganhando um Oreo Madness (dois sanduíches de pedaços de bolachas Oreo recheados com sorvete de creme e cobertos com calda de caramelo e chocolate) de sobremesa.
Vicolo Nostro – Após se deliciar com a excelente culinária italiana desta bela e romântica casa escondida no Brooklin você tem direito a uma sobremesa à sua escolha, no almoço ou no jantar. Vá com o bolso preparado.
Rua Jataituba, 29, Brooklin. Tel.: (11) 5561-5287
Dia de Guinness!
Entre uma pesquisa e outra na rede descobri que sexta-feira (09/03) é Dia de Guinness no O’Malley’s Bar. Todo dia 9 do mês o preço do pint de Guinness (cerca de meio litro da cerveja stout mais famosa do mundo) cai para nove reais. Nove reais o pint de Guinness na sexta! Grande dia!
O’Malley’s Bar – Alameda Itú, 1529 – Jardins – São Paulo. Tel: (11) 3086 0780
Pepe legal
fevereiro 24, 2007

Dona Pilar no salão da casa. Foto do site www.paellaspepe.com.br
Imagino que os toats internacionais do Alê tenham deixado muita gente com vontade de comer paella. Como a Espanha é um pouco… digamos assim… fora de mão, recomendo o Paellas Pepe, no Ipiranga, em São Paulo.
A paella preparada nos finais de semana pelo chef Mario, filho da dona Pilar, é servida à vontade (30 reais por pessoa) na casa da família.
É preciso fazer reserva com pelo menos um dia de antecedência por telefone ou até sexta-feira no site. Depois é só chegar e se esbaldar com a receita que leva lagostin, mariscos, vôngoli, camarões, frango e legumes. Para beber, recomendo uma gelada de 600 ml ou a sangria de vinho branco.
Enquanto espera o sino tocar – é o aviso de que chegou hora de entrar na fila para fazer seu pratão – peça ‘Las Tapas’ – tortilla, lula in su tinta, marisco temperado, vinagrete de frutos do mar, um tipo de frio espanhol e cesta de pães (15 reais para até quatro pessoas).
Para quem prefere variar ou então não gosta de paella (¿Cómo?), a casa oferece opções individuais que podem ser pedidas na hora da reserva. Lulas recheadas e até filé com fritas estão no cardápio.
Me lembro da primeira vez que fui desvendar o Paellas Pepe há uns quatro ou cinco anos. O sobrado não tinha placa. Entrei de fininho, meio tímida pelo extenso quintal lateral como se estivesse chegando no almoço de domingo de parentes desconhecidos. Logo a simpática Pilar veio indicar uma das poucas mesas e, em pouco tempo, me senti em casa.
Com o sangue dos conquistadores nas veias, a família Pepe fez o negócio prosperar. O restaurante, que começou modestamente oferecendo shows de música e dança flamenca nas noites de sábado, ganhou placa, manobrista na porta, ampliou o número de mesas e deu um belo upgrade no site. Delivery, eventos e cursos de paella também estão no cardápio.
O curso, para turmas de até seis pessoas, perece bem interessnate. Por 300 reais você faz a aula, almoça e ganha um kit, incluindo um fogareiro que se adapta ao fogão para fazer a paella em casa. Se preferir apenas fazer a aula e almoçar o pacote sai por 100 reais.
O preço aumentou um pouco nestes anos, mas a excelente comida e o esquema ‘lá em casa’ valem os 40 e poucos pilas que você vai pagar para a dona Pilar.
O Pepe ainda oferece um agrado no jantar da sexta-feira. Basta acessar a Promoção no site e levar o cupom impresso. A mesa ganha uma sangria ou uma porção de presunto (jamon) serrano. ¡Oba! Que tal?
Paellas Pepe – Rua Bom Pastor, 1660 – Ipiranga. Tel: (11) 6163-9570
Paella contemporânea
fevereiro 20, 2007
Por Alê Scaglia, de Barcelona*
Talvez o prato mais conhecido da Espanha, a paella encontra em Barcelona um espaço de destaque. Principalmente porque aqui os frutos do mar são abundantes e absurdamente frescos (sim, você lá leu isso em outro toast!). Foi com isso em mente que aceitei de bom grado a sugestão dos grandes amigos Deia e Jorge, moradores da cidade, para um passeio no sábado chuvoso ao Passeig de Gràcia, onde ficam as casas Milà e Batlló.
A idéia era caminhar pela avenida (a Deia sempre diz que essa é a preferida dela, a mais charmosa e chique da cidade), passar pelas obras de Gaudi e fechar a tarde com uma boa paella. A escolha na hora da finalização foi pelo Tapelia, um restaurante que surpreende pelo bom gosto da decoração, pelo atendimento super atencioso e pelos preços justos. A comida? Ótima é a melhor definição.
Comemos duas paellas, uma negra com lulas e outra tradicional, com camarões e vegetais. Ambas estavam ótimas, mas a com tinta de lula, na minha opinião, estava imbatível: o arroz no ponto, o tempero acertado e o alioli (uma espécie de maionese com alho, misturada na paella) justo, para melhorar o que já era bom! Tomamos também uma sangria (com uma dose um pouco exagerada de vermute), que cumpriu seu papel de se equilibrar com a refeição.
Os detalhes são uma coisa à parte: pães de entrada quentinhos, um azeite extra-virgem delicioso para acompanhar, as paellas servidas em panelas com porções para duas pessoas diretamente na mesa… Tudo isso em um ambiente aconchegante, daqueles que não dá vontade de ir embora.
Para finalizar, a conta: com 20 euros por pessoa é possível fazer uma refeição deliciosa – e bebendo vinho! Eu simplesmente amo essa cidade!
Tapelia – Passei de Grácia, 15 – Barcelona. Tel: 933 428 188
*Alexandre Scaglia é jornalista e grande companheiro nas descobertas do Braun Café. Teve a sorte de visitar Barcelona no último final de semana, se empolgou e mandou dois toasts de lá. Gracias Alejandre por salvar este blog da ressaca de Carnaval e inaugurar a ala dos correspondentes do “Braun Café 2.0”.




