Bob´s Brigão

novembro 8, 2008

Atenção redes de fast food. Na correria, um pedido errado pode gerar uma reação digna de “Um dia de Fúria” como aconteceu na útima quinta-feira (06/11) com um cliente da lanchonete Bob´s da Avenida Paulista.

O lanche veio errado, o cliente estressado pediu a troca, se estranhou com o atentende e partiu para os sopapos. Chegou a levar um ‘pedala’ e depois gritou enfurecido “Quero meu dinheiroooo!”. Poderia ser mais um incidente da vida louca e acabar por ali. No entanto, o ‘Bob´s Brigão’ foi parar no noticiário do SPTV graças a um cinegrafista que também esperava seu Burgão na fila.

A Rê Mesquita chegou a me ligar na quinta-feira para alertar o Braun Café sobre a confusão. Henrique me passou o link com a reportagem do G1 e o vídeo da briga e comentamos o caso na redação. Como bem disse Pedro, “a pressa é inimiga da refeição”. Imagine as condições de trabalho dos caras em horários de pico. Junte isso às instabilidade emocional do cliente e está pronto o ‘barracombo’.

Agora imagine se esse mesmo cliente tivesse ido, certa vez, ao Bob´s do shopping D&D. Foi foi lá que o tranquilo e equilibrado Dexter mordeu um sanduba de frango congelado. Só esqueceram de fritar o hamburguer. E ele ainda teve a paciência de perguntar ironicamente se o FranFilé era daquele jeito mesmo na hora de pedir a troca. Como diria o Didi “É fria!”

E aproveitando que o assunto é trash, se quiser dar risada e perder totalmente o apetite veja a “Cozinha do Brother”, com o Mestre Cuca Away – quadro de culinária bizarra do Hermes e Renato – apresentando a esdrúxula receita de Estrombelete de Forno. Se alguém souber o que é ‘semente de tomate aguda’, por favor, me exlique.

Sopa de chuchu

novembro 2, 2008

Sopa de chuchu. Parece assustador, não? E literalmente tomei um susto, de alegria, ao dar a primeira colheirada na entrada do jantar, em minha chegada ao Spa Viktoria Garten, em Itapecerica da Serra (SP). Em uma temporada de quatro dias para relaxar em um lugar muito tranquilo e delicioso, com direito a massagens e ‘vinoterapia’ tive a oportunidade de provar a dieta ayurvédica e 100% vegetariana, que revelou deliciosas surpresas vindas da cozinha da Dona Nadir.

Salada de aipo e erva-doce com raspas de laranja

Salada de aipo e erva-doce com raspas de laranja

O jantar, servido às 18h30, também revelava as regras de uma alimentação extremamente saudável, que tem como segredos os temperos. Sim, porque sem kumel, gengibre, cardamomo em pó, curry e pimenta do reino (branca, que é mais saudável), sopa de chuchu realmentre não é nada. A mágica se repetiu nas gostosas sopas de abobrinha, acelga, milho e brócolis. Só não funcionou com espinafre e beterraba, na minha opinião.

Beterraba ralada e cozida, com cebola e temperos

Beterraba ralada e cozida, com cebola e temperos

Em seguida também fui surpreendida por um maravilhoso suflê de abobrinha, meu legume favorito. Eu comeria dois daquele, mas as repetições não eram aconselhadas, especialmente no jantar. Para beber? Vinho. Sim! Os seguidores da dieta ayurvédia, que preza a boa digestão, eliminam qualquer bebida durante as refeições, exceto meia taça de vinho tinto. Bem leve e agradável, o Cordignano, da região de Farroupilha (RS), foi uma boa escolha.

Panqueca de cenoura ralada ao molho curry

Panqueca de cenoura ralada ao molho curry

Nem todos ficam contentes com o vinho. “Cida, você me traz uma Coca-Cola, por favor?”, dizia Luis, um dos seis hóspedes com quem me diverti naquela semana. A carinhosa Cida, que nos servia, dava um sorriso e respondia “Normal? Com gelo? (…) Vou ver se tem, ok?”. Obviamente, a Coca-Cola nunca chegava… só as risadas entre muitas conversas sobre comidas e restaurantes durante as refeições. “Ah que saudades do arroz com feijão”, dizia Elaine. “Eu queria mesmo era um brigadeirão”, sonhava Sulla enquanto tentávamos nos lembrar de mastigar 26 vezes (outra recomendação importante do spa).

Risoto de moranga com cevada no lugar do arroz

Risoto de moranga: cevada no lugar do arroz

No geral, gostei das refeições, embora tenha sentido falta do arroz, sempre substituído por deliciosas batatinhas assadas ou gratinadas. Alguns pratos que destaquei aqui com fotos foram inspiradores. O creme de moranga, abobrinha e pimentão com curry e leite de coco e cuscuz marroquinho de milho estava uma delícia. Não sei se era delírio, mas me lembrou uma muqueca. Já o risoso de moranga com cevada no lugar de arroz foi polêmico, mas inspirador. “Vou fazer em casa, só que com arroz arbóreo e camarões!”, comentei na mesa.

Cuzcvus de milho com delicioso creme com leite de coco, moranga, abobrinha e pimentão

Cuscuz de milho com delicioso creme com leite de coco, moranga, abobrinha e pimentão

O café da manhã, servido às 7h30, antes da caminhada matinal, já era mais sossegado, com deliciosos pães caseiros, frutas, uma geléia de laranja fenomenal – levei um vidro para casa (R$ 12) -, leite, café, mas nada de suco de laranja. “Fruta tem de ser consumida em seu estado natural”, disse Helga, dona do spa, ao nos apresentar os conceitos de uma boa alimentação. Jantar até 20h e não comer frutas logo após as refeições também estão entre as recomendações para viver mais.

Café da manhã com queijos, pães caseiros e a geléia de laranja da Dona Nadir

Queijos, pães caseiros e a geléia de laranja da Dona Nadir

Acho difícil implementar todas as mudanças que experimentei no spa em meu dia-a-dia já que chego tarde do trabalho. Também tenho minhas dúvidas se cortar todas as carnes da minha alimentação pode ser uma boa para viver mais… feliz. Tudo o que sei é que os pratos que destaquei neste ‘toast’ foram inspiradores e que as galinhas d´angola, que circulam junto com os pavões no maravilhoso jardim do spa, tiraram a sorte grande.

Delicioso strudel... só faltou o chantily

Delicioso strudel... só faltou o chantily

Antes de ir embora pedi para cada um da turma me contar o que comeu logo que chegou em casa. E os resultados foram surpreendentes. Muita gente não conseguiu jantar, mas sei que Luis e Magda não dispensaram a Coca-Cola (rs). Voltei para casa em uma noite de calor, na sexta-feira, e me alimentei de cevada, bem geladinha, no copo tulipa. Uma delícia.

massagens e imersão em vinho e água

Vinoterapia: massagens e imersão em vinho e água (com direito a uma taça)

Viktoria Garten – Estrada Benedito Pereira de Borba, 1340 – Itapecerica da Serra (SP). Tel: (11) 4147-1467.

P.S.: Não posso deixar de agradecer à querida Marina Campos, que me deu esta preciosa dica. Ainda tenho dois dias do pacote para gastar até o final de novembro. E lá vamos nós!

Delícias do interior

outubro 26, 2008

A cozinha do interior de São Paulo pode estar longe do requinte da capital, mas tem vantagens como produtos frescos vindos diretamente do quintal ou da horta do vizinho, aves criadas livremente, refrescos específicos para aplacar o calor, frutas direto do pé e lanches feitos com carinho e pão caseiro.

Na semana passada estive alguns dias no município de Magda visitando meus sogros. A pequena e tranquila cidade de 4 mil habitantes fica no Noroeste do Estado, duas horas depois de São José do Rio Preto, foi fundada em 1953 por conta do plantio de café e hoje seus moradores querem mesmo é sossego.


O programa noturno da cidade é uma caminhada na praça para se refrescar do calor de quase 40 graus que costuma fazer na região. Depois do rolê, o negócio é tomar uma cerveja com os amigos e/ou comer um lanche nos trailers. Nos finais de semana, a pedida é o churrasco no jardim. Nada melhor para se desconectar, de fato, nas férias.

Após sete horas e meia de viagem de ônibus, Aurora, Lola para os íntimos, me recebeu com um cafezinho passado na hora, em sua linda casa com uma cozinha gigantesca (meu sonho de consumo), e já me perguntou do cardápio. No almoço teríamos frango caipira, criado numa boa, sem pressa e sem hormônios. Os pedaços refogados e cozidos na pressão estavam tenros e muito bem temperados. Para acompanhar, saladinha verde, purê de batatas, arroz e feijão. Ah… que delícia.


Lola ainda comprou quitutes para alegrar nossa estada. Já vou procurar aqui em São Paulo o maravilhoso sorvete de coco com abóbora da marca Jundiá, de Itupeva (SP). Recomendo a sobremesa para alegrar as visitas, sem ter trabalho. Outra delícia foi pãozinho austríaco enrolado e salpicado com açúcar cristal, que Lola comprou para o filho, Fábio, na loja de doces Tia Ana, que vale uma visita para compras.

No quintal da casa, cheio de árvores frutíferas plantadas pelo Seu Clóvis, pai do Fábio e jardineiro de primeira, o destaque é o pé de manga espada. Como as mangas estavam verdes, meu sogro foi buscar para mim a variedade ‘coquinho’ (uma manga menor e amarelinha). O guaraná Cotuba – uma espécie de tubaína – também não pode passar batido. Sabor de infância.


No dia seguinte, o pernil de panela também foi uma deliciosa surpresa. Em vez de ir para o forno, a carne bem saborosa e macia (em um pedaço pequeno desossado) é frita lentamente na panela, regada aos poucos com o molho do tempero e um pouco de água. Sensacional.

Outra idéia ótima da Lola foi o arroz branco finalizado com um pouco de manteiga, palmito picadinho e queijo. Também parece arroz de forno, só que é feito na panela. É prático e fica uma delícia.


Na noite de sábado Fábio e eu fomos fazer o programa tradicional de Magda: tomar um lanche na praça, no trailer “Big Lanches”. Comandado há 16 anos pelo carinhoso Antônio, que tem como braço direito seu filho Joel, gente finíssima, o trailer oferece sandubas variados, feitos com carnes de primeira e um pão de hambúrguer caseiro dos deuses.

Minha escolha foi o X-Peitinho com filé de frango cortado na chapa, alface, tomate, mussarela e maionese. Adorei o nome do sanduba e a idéia de cortar o filé – bem mais fácil saborear o lanche. O “Misto com Carne” do Fábio (filé, queijo, presunto e salada) e também  estaba delicioso. Antônio contou que encomenda o pão na padaria da esquina e é rigoroso. “O pão tem de ser grande (…) e a carne é filé mignon mesmo!”

DJ de Boteco

outubro 25, 2008


Seguindo a linha do “boteco chique”, o Boteco Ferraz, aberto recentemente no Itaim, é um lugar para o happy hour dos arrumadinhos ou para esquentar o clima antes das baladas da região.

O ambiente lembra os botecos antigos da década de 50, mas deixa de lado os azulejos brancos e a luz fria, fazendo a linha meia luz com DJ tocando Amy Winehouse a meia potência. Na verdade, o Ferraz está mais para “barzinho de paquera” do que para um boteco legítimo, o que eu particularmente acho mais chique.

Por conta de uma promoção, fui conhecer o lugar para beber e conversar com minha prima, que prefere drinques a chopes e frequenta lugares mais ajambrados do que eu. Provamos a margarita frozen e a bem servida caipirinha de frutas vermelhas com vodka.


Os bolinhos de bobó de camarão (R$ 18) bem sequinhos revelavam um creme muito saboroso. Na sequência, resolvemos experimentar a porção de queijo coalho grelhado, que acompanhava mel e limão. Ótima idéia parar quebrar o sabor do queijo (R$ 14,50).


Depois de brigar com o canudinho da fronzen margarita parti para o chope, que era bem tirado, mas certamente seria melhor se não fosse Sol. O atendimento é muito atencioso, com um pouco de ansiedade na hora de trocar o chope ainda inacabado.

Por volta das 22h o lugar estava bombando, com pessoas já tomando seus chopes em pé no balcão. Se quiser garantir uma mesa chegue antes das 21h.


O Ferraz também oferece buffet no almoço (R$ 28,90 por pessoa) e apetitosas opções de pratos individuais no almoço e no jantar, seguindo um pouco a linha do Astor. O DJ felizmente tinha bom gosto musical e a idéia pode abrir caminho para os profissionais das pick-ups no segmento ‘DJ de Boteco’. Para quem não gosta de música ao vivo em bares é uma beleza.

Boteco Ferraz – Rua Dr. Mário Ferraz, 1462 (esquina com a Rua Tabapuã). Tel (11) 3079-4589

Japa de responsa

outubro 17, 2008


Férias. Que beleza poder marcar almoços com os amigos no meio da semana, sem preocupação. Na última sexta-feira fui matar as saudades dos queridos Quinho, Pablo e, de quebra, de uma boa comida japonesa.

Quiño recomendou o Hideki, um japa de responsa, que oferece um buffet bem selecionado no almoço e serviço à la carte no jantar. O preço pode parecer alto em relação a muitos rodízios da cidade (R$ 40 por pessoa de segunda a sexta e R$ 50 aos sábados, domingos e feriados), mas é justo pela variedade e não tem  aquelas restrições para repetecos de sashimi ou de shimeji, que costumo ver por aí.


Enquanto espera pelos amigos você pode bebericar no balcão onde trabalham simpáticos sushimans ou já garantir sua mesa no salão de dois ambientes – o mezanino não é muito recomendável no zigue e zague do buffet. Só tome cuidado com a pegadinha da cerveja: o pessoal do Hideki cobra R$ 9 por uma garrafa de 600 ml. Passou do ponto.


Depois da toalhinha perfumada é hora de atacar.  Com o prato e o pegador de inox a postos comece a pinçar [ou a pirar] entre sashimis variados (incluindo o prego e o serra, aquele rosado, que é uma delícia), ostras frescas e suculentas, sushis a valer (incluindo polvo, skins e hot rolls) além de saladinhas. Não dispense o missoshiru – ideal para preparar o estômago antes da refeição – ainda mais no Hideki, onde vôngoles substituem o tradicional tofu.


Na segunda rodada vamos para os quentes: yakissoba, frango empanado, teriaki, peixes grelhados, bolinho de peixe, camarões empanados, shimeji… tudo à vontade. Quer repetir? É só pegar uma nova pinça e se refestelar.

Reserve um espaço para a banana caramelada com sorvete de creme ou para os ‘bolinhos de chuva’ japoneses. E se passou do ponto, peça um chá verde, que está tudo certo, ou melhor, tudo entre velhos e bons amigos. Veja mais fotos no Flickr do Braun Café.

Hideki Sushi Bar & Restaurante – Rua dos Pinheiros, 70 – Pinheiros (SP). Tel.: (11) 3086-0685