Banana a peso de trufa
agosto 10, 2008

Passar a compra no caixa do hipermercado pode ser uma experiência bizarra. O amigo Henrique quase caiu de costas ao ver que um cacho de banana prata foi registrado, no Carrefour, por 9.999 reais.
Eu diria que era banana prata a peso de ouro, mas nem o ouro está valendo tanto assim. Será que a boca do caixa resolveu engolir trufas brancas, cujo quilo chega a 6 mil euros, ou computou uma réplica de Andy Warhol? Vai saber…

Certamente o erro crasso foi logo percebido, mas Henrique guardou de lembrança a nota fiscal da banana mais cara do mundo. O susto vale como dica para ficarmos de olho caso algumas bananas a mais passem na compra do mês.
Japa de família
agosto 4, 2008

O Shigue é um restaurante japonês simples, familiar e acolhedor, no bairro do Paraíso. Na semana passada, fui matar a curiosidade e explorar o local com uma amiga.
A parte boa de um japonês que não tem rodízio é estudar o cardápio em busca de sabores diferentes. Começamos com um Sunomono, saladinha de algas, frutos do mar e pepino com molho agridoce (R$ 9,50). Boa entrada, embora não tenha atendido a expectativa. Exceto pelo camarão no topo e pelo kani desfiado, os frutos do mar não estavam lá.

Outra entrada gostosa é o bolinho de arroz quente recheado (R$ 4 a unidade). O de salmão cozido desfiado é o mais pedido e foi a escolha certa.
Na hora do principal foi um pouco difícil escolher entre as seções de sushis, milanesas, yakissobas, grelhados, lámens etc.. Eu estava com vontade de comer peixe cru mesmo e entrei no Teishoku Combinado – 8 fatias de peixes variados, 2 niguiris e 2 uramakis – que acompanha porção de arroz, missoshiru (com tofu e pedacinhos de nabo) e saladinha e alface (R$ 25). Peixes excelentes.
Também matei a vontade do tradicional shimeji na manteiga (R$ 13,90). A porção bem servida e com bastante cebolinha estava no ponto certo.
Para acompanhar, além da cerveja de garrafa grande geladinha (R$ 5), minha amiga resolveu experimentar uma dose de Shochu (pronuncia-se ‘sotchu’), aguardente destilado de batata, arroz ou cevada.
Servida com gelo, a bebida é bem aromática e parece um meio termo entre gim e cachaça. Beberiquei um poquinho e gostei. A Ciça apreciou o sabor do perigo e repetiu a dose (R$ 11). Ainda bem que o Shigue fecha cedo.
Shigue – Rua Doutor Sampaio Viana, 294, Paraíso – São Paulo. Tel.: (11) 3885-9606. Segunda a sábado, das 11h30 às 14h30 e das 18h30 às 22h (fecha domingo).
Revolução da feira francesa
julho 30, 2008
Uma festa que comemora a Queda da Bastilha não poderia ser embargada assim… sem revolução. Pois a etapa paulistana do Festival de Cultura Francesa (C´est Si Bon 2008), não aconteceu nos dias 26 e 27 de julho, mas promete revolucionar a Rua Normandia, em Moema, até o final de setembro “se Deus quiser”, disse Eric Mardoche, produtor do evento, ao Braun Café, nesta quarta-feira (30/07).
A deliciosa ‘Feira da França’, que seria realizada no último final de semana, foi cancelada de última hora pela Subprefeitura da Vila Mariana. Nada de can-can, covers de Edit Piaf, vinhos, queijos, crepes e clássicos da culinária francesa servidos em barraquinhas de restaurantes como Chef Du Jour e Felix Bistrô.
Muita gente não teve tempo de ver as notícias sobre o cancelamento, publicadas na noite de sexta-feira (25/07), e certamente se revoltou, assim como os expositores, que perderam toneladas de comida. Nossa comida! Je suis desolée…
Mardoch explicou, em uma nota do Guia da Folha, que a Subprefeitura havia pedido um termo de responsabilidade referente ao palco do evento, que “nunca foi pedido” nas edições anteriores.
A boa notícia é que a organização e os participantes do evento se reuniram na tarde de terça-feira (29/07) e decidiram armar o barraco, literalmente.
Agora, além de entrar com um novo pedido junto à prefeitura para realizar o evento, em um mês e meio, no máximo, Mardoch disse que enviará uma carta ao Prefeito Gilberto Kassab e ao Secretário Municipal, Andrea Matarazzo, para expôr o problema. “Foi uma injustiça”, desabafou.
Miojo de colecionador
julho 29, 2008
Se estiver no supermercado e encontrar um “Lámen clássico sabor galinha” com visual bem antigo, não se assuste, você não foi teletransportado. É uma embalagem comemorativa dos 50 anos do primeiro lámen da Nissin, popularmente conhecido como Miojo, criado por Momofuko Ando, em 1948.
A dica é do Mário Nagano, que descobriu o Miojo de colecionador no mercadinho do Seu Joaquim, em São Bernardo do Campo (SP), e logo fez um review completo no blog Zumo. E segundo ele, a edição especial ainda é superinstantânea: leva um minuto e meio (metade do tempo do tradicional) para ficar pronta.
Achamos que a Nissin usou a técnica do Cup Noodles, que fica pronto no copinho térmico em 2 minutos. Por falar nele, aproveito esse toast instantâneo para fazer um alerta: o Cup Noodles de legumes da Turma da Mônica não é nada divertido. Detestei.
Para acompanhar a edição de 50 anos do Miojo, nada melhor do que uma Coca-Cola Classic de colecionador, hein? Um perfeito menu nerd.










