Brigadeiros gourmet criados pelo chocolatier Ednei Bruno (R$ 3 a unidade)

Caminhando pela vizinhança no Paraíso me deparei com a charmosa e tentadora vitrine da Le Chef Gatô. Brigadeiros gourmet são a especialidade do chocolatier Ednei Fernando Bruno, que juntou as paixões por chocolates, gatos e viagens pelo mundo em uma confeitaria cheia de surpresas.

A loja oferece mais de 40 sabores de brigadeiros (R$ 3 a unidade), que podem ser degustados no local, com café, chá ou até um espumante, ou encomendados – a casa também oferece delivery na região.

Sabores 100% cacau, especiarias e Bailey's entre os favoritos

Fiquei encantada com os quitutes dos sabores 100% cacau, limão siciliano, especiarias e Bailey´s. Este último experimentei  ao apresentar o local aos amigos Ciça e Paulo, que também degustaram o brigadeiro de Vinho do Porto – achei que o doce merecia um pouquinho mais de Porto, mas estava gostoso.  O café de sachê Brik, servido no local, ficou aquém da qualidade dos doces. Eu recomendaria um Astro ou Nespresso.

Verrines: bolinhos de colher com recheios de brigadeiro em dez sabores

A casa oferece outras especialidades como o verrine, um bolinho de chocolate de colher. O doce, com dez opções de recheio, é servido em um vidro e também pode ser uma opção bacana para presentear. Cupcakes, mini cupcakes e bombons de chocolate belga também recheiam o cardápio.

Adoro a ideia de presentar os amigos com brigadeiros. As opções de embalagem são caixinhas de 4 a 16 unidades e panelinhas de porcelana, no estilo Le Creuset, de 40 a 240 gramas.

Doces para presente em caixinhas e panelinhas de porcelana

Le Chef Gatô
Rua Coronel Oscar Porto, 517 – Paraíso, São Paulo – SP
Tels.: (11) 3881-6101 / 6102

Rocambole de chá verde da Nami Choux

Confeitaria da escola francesa, com toque oriental e ambiente cosmopolita. Esta é a Nami Choux Boulangerie, uma boa pedida para tomar um café, chá da tarde ou almoçar, com estilo e traquilidade, no bairro do Paraíso.

Se estiver perto da Estação Brigadeiro do Metrô, desça dois quarteirões na Rua Manuel da Nóbrega e faça uma pausa para provar uma bomba de creme ou o suave e macio rocambole de chá verde, uma das criações da simpática Nami.

Eclairs de diversos sabores estão entre as doces tentações da casa

Nami passou dois anos no Japão trabalhando em uma empresa de catering onde passou por todas as modalidades da cozinha, mas se apaixonou pela arte da confeitaria.

Na área de quitutes para viagem ou para presente, prove os deliciosos amanteigados de laranja e os ótimos brioches. Entre outras tentações produzidas na casa estão alfajores, pães de mel e fatias de pão-de-ló colorido (‘rainbow cake’). O cardápio também oferece sanduíches e quiches com saladas para o almoço.

Pães e bolos caseiros como o 'rainbow cake' para viagem ou presente

A pedido dos vizinhos, a Nami também prepara especialidades das padarias japonesas como o ‘melon pan’ e o ‘cream pan’.

Além de bater papo e relaxar no ambiente com design moderno e pé direito alto, tomando um Café do Centro, é possível reservar o salão superior para eventos. E até o final deste semestre, a Nami Chox também começa a oferecer um brunch, nos finais de semana.

Aconchegante e moderno, local tem salão superior para eventos

Nami Choux – Rua Manoel da Nobrega, 521, Paraíso – São Paulo – SP. Terça a domingo das 11h às 21h. Aceita todos os cartões de crédito, Visa Vale e Ticket Restaurante.

Surpresas de Almagro

novembro 7, 2009

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Entrada do charmoso hotel-boutique Racó de Buenos Aires, na tranquila rua Yapeyú

Embora não estivesse a dois passos do centro de Buenos Aires, encontrei uma espécie de paraíso no bairro de Almagro, uma região residencial em torno da rua de comércio Rivadavia, que traz ótimas surpresas.

A escolha começou pelo hotel Racó de Buenos Aires, que descobrimos pelo Venere.com. Nos apaixonamos logo de cara pelo antigo casarão portenho construído em 1870, todo reformado e estiloso que vimos via web e que era ainda mais bacana pessoalmente.

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Casarão de 1870 foi modernizado, mas manteve alguns toques retrô

Após consultarmos os reviews no Trip Advisor não tivemos dúvida: decidimos ficar cinco dias em um lugar onde as pessoas moram, estudam, vão ao mercado e vivem a vida. A vista do quarto bem decorado, limpo e que devia ter uns quatro metros de pé direito, era a Basílica de San Carlos Borromeo, que deixou de recordação a melodia dos sinos das 19h.

O café da manhã muito gostoso (salada de frutas, pães variados, suco, café e uma geléia de damasco ótima) podia ser servido em qualquer ambiente da casa ou mesmo no quarto, mas o melhor lugar foi o jardim interno (da foto).

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Café-da-manhã no jardim do hotel; sossego e ótimo atendimento

O atendimento extremamente atencioso e simpático dos proprietários, o casal Julián e Vanesa, a tranquilidade, o ambiente e a organização do lugar valeram cada centavo da diária de 90 dólares, nos cinco dias em que ‘moramos’ na rua Yapeyu (“Chapechu” para os portenhos).

No bairro, entre edifícios residenciais, todos com sacada, e três colégios católicos pelos quais passávamos diariamente, fomos explorando Almagro. Aqui vão algumas dicas de lugares para comer, beber e comprar vinhos, todos próximos à estação Castro Barros, na linha azul do velho metrô.

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Confeitaria Las Violetas: patrimônio histórico de Buenos Aires como o Café Tortoni

Las Violetas
Assim como o obrigatório Café Tortoni [trouxe uma caneca de lá para minha coleção], esta confeitaria que completou 125 anos em setembro, também é patrimônio histórico da cidade. Passe por lá para tomar um café expresso cortado (nosso ‘pingado’), que já vem com dois docinhos.

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Café expresso 'cortado' já vem com docinhos

Sem saber deste detalhe, pedi um pedacinho de bolo com pêssegos, chantilly e recheio de doce de leite – o ‘dulce onipresente’ da Argentina.

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'Pedacinho' de bolo com pêssego, chantily e dulce de leche dá para três

O bolo estava ótimo, mas a fatia dava para três. Como comentei no post sobre as carnes, os portenhos ignoram o conceito de porções individuais. Mesmo com toda a minha gula individual não dei conta do pedaço.

El Boliche de Roberto
Neste boteco antigo, aberto como armazém de bebidas em 1894 em uma esquina na Plaza Almagro (Bulnes com Juan D. Perón), pratica-se o esporte de tomar cerveja com os amigos.

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Boteco de verdade dos locais para tomar uma gelada, jogar conversa fora e ouvir 'tango de raíz' ao vivo

Chegue ao “Lo de Roberto” por volta das 22h30 para garantir uma mesa no pequeno salão, beliscar uns acepipes e esperar pelo ‘tango de raiz’, que rola ao vivo depois das 23h30. O lugar precioso, que me foi indicado pelos amigos Roger e Pedro, é dos portenhos. Dexter e eu éramos os únicos forasteiros naquela noite, mas fizemos uns amigos ocasionais na mesa de jovens estudantes de filosofia ao lado da nossa. Perguntaram se Bonito (MS) era um lugar bacana no Brasil, se éramos de esquerda e depois socializaram nossa porção de salame, queijo e azeitonas.

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Isenbeck gelada (15 pesos) e amedoim cortesia

Só pequei por ser turista de primeira viagem: cheguei muito cedo e não aguentei até o tango. Além disso, estava sem trocado e o lugar não é do tipo que aceita cartões, mas essa parte foi facilmente resolvida com mais um litro da saborosa Isenbeck, bem gelada, por apenas 15 pesos.

Kalimnos
Beber e comprar vinhos são recomendações expressas a quem visita Buenos Aires – já reservei espaço na mala e segui a dica do Alê Scaglia para comprar o Saint Felicien, da bodega Catena Zapata (46 pesos ou 23 reais).

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Bons vinhos para trazer na mala, embutidos e iguarias no empório Kalimnos

Para minha alegria, logo na saída da estação Castro Barros está o Kalimnos, um empório muito bacana, que oferece uma grande variedade de vinhos a preços ótimos – comprei também um Angelica Zapata por 110 pesos -, além de cervejas artesanais, doces, enlatados e frios interessantes.

O presunto na brasa deu água na boca, mas não rola trazer. Uma boa opção é comprar os frios por lá, uma garrafa de vinho e fazer um lanche bacana. Essa fica para a próxima viagem.

Só para fechar, mais três dicas rápidas:

Prove um ‘helado’
O sorvete mais indicado é o da rede Freddo, que vi no bairro da Recoleta e no shopping Galerias Pacífico, na ‘Calle Florida’, a rua das compras no centro. Foi lá que topei com uma sorveteria com cara de tradicional, a Via Flaminia (Rua Florida, 121). Me despedi de Buenos Aires com um excelente sorvete artesanal de creme com amêndoas inteiras e doce de leite com flocos de chocolate.

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Delicioso 'helado' do Via Flaminia

Abuela Goye
Traga pelo menos uma caixa desse alfajor na mala. Isso se resistir aos potes de doce de leite e chocolates vendidos na loja da Rua Florida. Quem me apresentou essa delícia da Patagônia Argentina foi a Rê Mesquita e serei eternamente agradecida. Já detonei uns quatro com cobertura de chocolate meio-amargo aqui em casa. “Epetacular”.

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Abuela Goye: alfajores sensacionais da Patagônia Argentina

Don Carlos, ‘el poderoso chefón’
Quando for visitar a Bombonera, em La Boca, leve dinheiro na carteira para garantir o almoço no Don Carlos (Brandsen, esquina com Del Valle Iberlucea. Tel.: 4362-2433) um restaurante pequeno e familiar, ao lado do Estádio da Bombonera. Eles não têm cardápio. Basta pagar 75 pesos por pessoa e ir experimentando as massas, carnes e outros pratos preparados pelo senhor Carlos e servidos por sua filha.

O lugar foi indicado por um argentino que fez um guia ótimo da cidade (tenho por e-mail para quem desejar). Chegando lá soube que também é o restaurante favorito de Francis Ford Coppolla, em Buenos Aires. A filha do Don Carlos, muito simpática, me mostrou a foto dele, em um porta-retratos no balcão. Pena que estava ‘sin plata’ suficiente e eles não aceitam cartão. O poderoso chefón, Don Carlos, também vai ficar para a próxima.

¡Gracias!
Muito obrigada aos queridos Cecília, Ciça, Fabi, Alejandre, Marina, Gui, Rê e Henrique, Rô Caetano, Pati,  Nando, Afonso, Thiane, Roger e ‘Predo’, que me passaram dicas ótimas da cidade. Muchas gracias aos companheiros de gastronomia (Clau Midori, Let, Ana, Tatu, Leandro, Luiz Ricardo, Minervino, Júlia e Lu Betelson). Estou certa de que Buenos Aires merece muitas degustações.

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