Aqui vão algumas dicas rápidas de lugares em São Paulo, que estão na minha lista mental (o “Gooloogle”) para futuros ‘toasts’ e foram muito bem recomendados pelos amigos e leitores do Braun Café. Eles sempre dizem “Você já foi no…?” ou “Você tem que ir nesse lugar!”. Então já vou adiantando aqui sete lugares para comer, beber e viver antes… do fim do ano.

Picadinho com tartar de banana do Bar da Dona Onça. Foto: divulgação

Picadinho com tartar de banana do Bar da Dona Onça. Foto: divulgação

Mistura Fina
O Bar da Dona Onça, embaixo do Edifício Copan, um dos cartões postais da cidade, oferece releituras dos tradicionais ‘PFs’ como o picadinho com arroz, ovo frito na manteiga e, no lugar da banana frita, um tartar de banana com cebolinha roxa. Alê Scaglia garante que é um dos melhores picadinhos da vida. O preço não é muito popular (R$ 36 o prato), mas vale a pena, garante o Alê. Dê uma espiada no cardápio no site…
Bar da Dona Onça – Edifício Copan – Av. Ipiranga, 200, Lojas 27 e 29 – República. Tel.: (11) 3257-2016.

Aos mestres-cervejeiros com carinho
Se você gosta de cervejas, o Melograno é o lugar. A carta de rótulos especiais (das brasileiras às belgas) é o diferencial deste bar, na Vila Madalena. Os amigos ‘mestres-cervejeiros’ Flávio Remontti e Fabrício contam que o ambiente é bacana e tem porções e sanduíches incrementados como o Melograno, com ragú de cordeiro na cerveja escura e molho de romã. Aliás, o nome do local é uma referência ao pé de romã (‘melograno’ em italiano) que fica no jardim da casa, informa o site do bar.
Melograno
– Rua Aspicuelta, 436, Vila Madalena. Tel. (11) 3031-2921.

Mulligan: atendimento simpático e boas opções como a tcheca 1795 e a belga Chimay

Mulligan: bate-papo com o garçom e ótimas cervejas como a tcheca 1795

Garçom amigo
Estive duas vezes no Mulligan, tradicional pub de Porto Alegre que abriu sua filial paulistana este ao, e agora faço uma atualização. Na primeira foi um caos por conta do Dia de São Patrício (o bar não estava preparado para receber tanta gente). Voltei no começo de junho e foi um dos melhores atendimentos que já presenciei. Se quiser bater papo sobre cervejas, conte com a simpatia e o conhecimento dos garçons. Só fique de olho na conta – a deliciosa belga Chimay sai por R$ 22 (garrafinha individual), mas é uma ótima pedida assim como a tcheca 1795 (da foto). A Guinness também é cremosa e bem tirada. No cardápio gastronômico, a dica da Cris Sato, que sempre acompanha o blog e dá ótimas dicas, é a panqueca “Boxty Gaelic”, com recheio de filé ao molho de whisky e cogumelos. “Foi a recomendação do nosso garçom e estava uma delícia. A panqueca em si é normal, neutra, mas o recheio estava tão saboroso que pedimos pães só para raspar o que sobrou do molhinho rsrsrs” comenta a Cris.
Mulligan Irish Pub – Rua Bela Cintra, 1.579 – Jardins. Tel.: (11) 3892-1284.

O Nordeste é logo ali
Ainda vou agitar uma excursão para conhecer o Mocotó, na Vila Medeiros. O lugar ficou famoso pelos ótimos pratos da culinária nordestina, sob o comando do jovem chef Rodrigo Oliveira, com preços muito acessíveis e uma extensa carta de cachaças. Quem me falou primeiro de lá foi o Paulo Henrique (querido PH). A Cecília, ‘amigue’ e colaboradora deste blog, esteve por lá recentemente com o Alê Dalóia, com quem adoro bater papo sobre dicas gastronômicas. Os pratos, segundo Cecília, custam em torno de R$ 25 e servem muito bem duas pessoas. Os pedidos incluíram a porção de carne seca na manteiga de garrafa com mandioca cozida e o “Atolado de Bode” (cabrito ensopado com mandioca, servido no mini tacho) .
Mocotó Restaurante e Cachaçaria
– Av. Nossa Senhora do Loreto, 1.100 – Vila Medeiros. Tel.: (11) 2951-3056.


Show de massas chinesas
Entre os milhares de restaurantes orientais do bairro da Liberdade está o Rong He, especializado em massas chinesas feitas na hora – dizem que assistir a preparação é um show a parte. O Gui Colugnatti já me falou muito deste lugar destacando também a excelente porção de bolinhos recheados com camarão no vapor, as porções fartas e os preços muito amigos. Passei a dica ao querido Fábio Almeida, que estava na Liberdade sábado passado e me ligou pedindo uma recomendação. Deu certo. Mais tarde recebi o seguinte torpedo: “Super aprovado o Rong He. O que seria de meu almoço sem vc? Agora temos de ir juntos”.
Restaurante Rong He Massa Chinesa – Rua Da Glória, 622 – Liberdade. Tels.: (11) 3275-1986 / 3208-0529.

Opa!
O Acrópoles, no Bom Retiro, não é o único restaurante grego da cidade. O Café Olympia fica na Chácara Santo Antônio e a dica é do Demi Getschko é diretor-presidente do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). O Demi é considerado um dos “pais” da internet no Brasil e também sabe tudo da boa mesa. Segundo o ele, além de experimentar bons pratos da culinária grega, como a moussaka, no Olympia você também pode jogar os pratos no chão e dançar ao som de música folclórica ao vivo de qualidade.
Café Olympia – Rua do Estilo Barroco, 25 – Chácara Santo Antonio. Tel.: (11) 5182-7486.

O sahsimi especial da Zona Norte

“Salmão cortado bem fininho com cebolinha, shoyo e limão”. Ao ouvir a descrição feita pelo Alê Dalóia sobre o sashimi do Sushi Hiroshi, você quer largar tudo e ir correndo para o restaurante. Segundo ele, é um dos melhores japoneses da cidade.
Sushi Hiroshi – Rua Capitão Manuel Novaes, 189 – Santana. Tel.: (11) 6979-6677.

Happy hour de inverno

junho 13, 2009

Academia da Gula: o melhor caldo verde

Academia da Gula: o melhor caldo verde

O inverno é adorável para experimentar caldos e sopas. Se você também os aprecia, não deixe de provar o caldo verde do Academia da Gula, bar e restaurante com especialidades portuguesas, na Vila Mariana.

Por apenas 9 reais, incluindo uma cestinha de mini pães, tomei o melhor caldo verde da minha vida – com couve bem picadinha e uma linguiça defumada especial (eles chamam de chouriço) que deu um sabor incrível ao caldo.

Peça os deliciosos bolinhos de bacalhau de entrada (R$ 18 com 12 unidades ou R$ 9 com seis), um vinho ou uma Serramalte de 600 ml e seu happy hour de inverno está garantido.

Deliciosos bolinhos de bacalhau (R$ 9 a porção com seis)

Deliciosos bolinhos de bacalhau (R$ 9 a porção com seis)

Outras entradas bacanas são a Alheira (lingüiça de alho, pão e carne de porco grelhada no azeite), as Moelinhas à Portuguesa (cozidas na cerveja) e as Punhetas, uma saborosa porção de bacalhau dessalgado e desfiado, com cebola e azeite para comer com pãozinho (R$ 20). A punheta (sem trocadilhos) é tão apreciada que um grupo de portugueses criou recentemente a Confraria da Punheta de Bacalhau para promover a especialidade.

O local também oferece pratos (para duas ou três pessoas) das receitas tradicionais de bacalhau (ao Forno, aos Murros, ao Brás, à Gomes de Sá, às Natas, ao Zé do Pipo), mas os preços são mais salgados.

Mega panqueca à bolonhesa ao sugo (R$ 22 para dois)

Mega panqueca à bolonhesa ao sugo (R$ 22 para dois)

Por estar próxima a um hotel, a casa ainda conta com café da manhã, pratos do dia variados e massas. No jantar, servem lasanhas e panquecas, que são opções boas e baratas. O prato  com duas panquecas à bolonhesa (muito bem recheadas), molho ao sugo e queijo gratinado custa R$ 22 e satisfaz duas pessoas.

Doces portugueses para exercitar a gula

Doces portugueses para exercitar a gula

Para exercitar sua gula dê uma passadinha no balcão em frente à cozinha e escolha um dos lindos doces portugueses feitos por lá. Depois você vai à outra academia para compensar.

Academia da Gula – Rua Caravelas, 374 – Vila Mariana (Travessa da Rua Tutóia). Tel.: (11) 5572-2571
Horários: Segunda a Sexta das 7h às 23h. Sábados das 9h às 17h.

Capirinha de tangerina com pimenta rosa

Capirinha de tangerina com pimenta rosa

Se você gosta de coxinha alguém já deve ter lhe falado do Veloso Bar. Se gosta de caipirinha também já deve ter ouvido falar de lá. Se não ouviu, anote na agenda, chegue cedo e dedique algumas horas aos prazeres de um ótimo boteco.

O pequeno bar de esquina, no estilo dos botecos cariocas da década de 60, fica escondido em um tranquilo largo residencial atrás da caixa d água da Vila Mariana e serve deliciosas versões da água que passarinho não bebe, elaboradas pelo premiado barmen Souza.

A coxinha que derrete na boca e desafio a versão do Frangó

A coxinha que derrete na boca e desafio a versão do Frangó

Costumo ficar nas tulipas do bem tirado (e cuidado) chope Brahma, que vão embora como água, ou então tomar uma Norteña, mas não deixo de bebericar as caipirinhas dos amigos. As versões de tangerina com pimenta rosa, de jabuticaba e até da tradicional com limão – um dos segredos é retirar a parte branca do limão antes de amassar com açúcar – são excelentes.

Assim como as caipirinhas do Souza, a coxinha do Veloso desafiou a do Frangó, e já virou tradição em São Paulo. O salgado macio derrete na boca e vai direto ao que interessa: bastante recheio muito bem temperado. Ainda prefiro a versão crocante do Frangó, com o catupiry que explode na boca, mas a do Veloso é deliciosa.

Tulipa do bem cuidado chope Brahma

Tulipa de chope Brahma bem cuidado

O cardápio ainda oferece outras maravilhas como os canapés de filé à milanesa com queijo prato no pão de forma (não vai sobrar um), a carne louca (uma loucura…) e ótimos sandubas como o de rosbife com queijo no pão francês fresquinho, servido para aperitivo.

O Veloso faz tanto sucesso que ganhou um irmão ao lado, o Brasa Mora, especializado em carnes, onde você também pode pedir as coxinhas, as caipirinhas e tudo mais. O importante é chegar cedo para o happy hour ou apostar na feijoada aos sábados. Já ouvi falar que ela é ótima.

Veloso – Rua Conceição Veloso, 56 – Vila Mariana. Tel (11) 5572-0254.

Hooligan´s

março 21, 2009

Foto: www.squidoo.com/guinness-merchandise

Homenagem ao atendimento do Mulligan no Dia de São Patrício. Foto: http://www.squidoo.com/guinness-merchandise

Acho que o Dia de São Patrício é o Carnaval irlandês. Os pubs promovem Guinness a preços especiais, decoram suas casas com trevos, seus atendentes se fantasiam com as cores da bandeira da Irlanda, os clientes lotam os pubs, bebem a valer, ficam alegres e descontrolados.

Estive no pub Mulligan na última terça-feira (17/03), para comemorar o St. Patrick´s Day e tive uma boa idéia do que é uma administração ‘descontrol’. Por não cobrar entrada – ao contrário da maioria dos pubs do Clã Guinness que cobravam R$ 60 para homens com direito a um pint – o estabelecimento aberto há poucos meses atraiu uma clientela significativa até demais.

Após 50 minutos de trânsito na cidade chuvosa, eu só queria beber minha Guinness com o amigo Pedro, atualmente chef do bar Jazz nos Fundos aos sábados (que chique hein ‘Predo’?). Tinha boas recomendações da Silvia Bassi sobre a comida. E realmente o pessoal da cozinha faz um bom trabalho (ótima porção de picantes chicken wings e gostosas batatinhas ‘jacked’ com cream cheese e cheddar), o que salvou a noite. Pena que só conseguimos pedir alguma comida lá por volta da uma da manhã, quando um garçom simpático, veio nos atender. Antes disso, vou listar alguns episódios da noite:

21h – Conseguimos um cantinho no balcão do pub abarrotado e o semi-pint (menos de 400 ml) de Guinness era servido em copos de plástico. Espero seja apenas no St. Patrick´s Day.

22h – Os clientes continuavam a encher o pub. Encontramos um amigo do Pedro em uma mesa no salão inferior. Algum tempo depois, na hora de pagar a conta, os clientes viram que suas mochilas haviam sido furtadas. Sim… elas foram comprar cigarros e nunca mais voltaram… (ainda não sei como a casa resolveu isso);

"Good things come to those who wait". Foto: http://epica-awards.com

"Good things come to those who wait". Foto: http://epica-awards.com

22h15 – A banda começou a tocar música irlandesa no andar de cima e animou o público a bater os pés no chão. Lá embaixo eu via o teto balançar tanto que comecei a rezar para São Patrício. Funcionou e a estrutura da casa é bem forte;

22h30 – O pub resolveu interromper a entrada dos clientes. Formou-se uma fila na porta, que não andava, mesmo após a saída de diversos clientes que também enfrentaram outra fila enorme para pagar;

22h40 – O amigo Renato foi nos encontrar e empacou na fila. Levei uma Guinness para acalmá-lo. Outras pessoas na espera não estavam tão felizes;

22h50 – O trânsito no salão era pior do que o que peguei para ir ao pub. O atendimento do bar não conseguia dar conta. Cheguei a ver um barman tentando abrir uma garrafa de cerveja com uma faca de serra. O cliente então pediu a garrafa e abriu no dente;

23h30 – Acabou a Guinness. Avisaram que teríamos de esperar a reposição, mas a Guinness também foi comprar cigarros e…

00h – As pielsens irlandesas Harp e (Oh my god!) Killkenny estava quentes. Pedi uma Eisenberg, que estava estranhamente salgada;

00h30 – O salão estava vazio e Renato tinha conseguido entrar. Pegamos uma das mesas do pub e ficamos batendo papo. No andar de cima, a banda tocava “Wish you were here” e pessoas bêbadas cantavam junto, desta vez, trançando os pés;

00h45 – Só então descobrimos que havia outra promoção: comprando uma Killkenny você ganhava mais uma. Oh my god! Finalmente começamos a aproveitar a noite.

01h – O garçom veio avisar que a cozinha estava para fechar e então pedimos nossas porções, ótimas por sinal.

02h – Pagamos a conta, a camiseta e fomos para casa. Afinal, quarta-feira não era dia de santo.

Naquela terça, cheguei a dizer que o pub devia se chamar “Hooligan´s”.  Sinceramente espero que todos tenham sobrevivido ao atendimento maluco e chegado bem em casa. Eu cheguei feliz com minha camiseta da Guinness (5 pints + 20 reais) e uma conta significativa, que também vai servir de lembrança na fatura do cartão. No dia seguinte, estava no Dia de Estrupício, mas ainda quero voltar ao Mulligan, sem a bênção de São Patrício e sem carnaval.

Atualização: Voltei ao Mulligan em junho e tudo mudou. O atendimento foi ótimo. Veja o comentário neste post com 7 dicas de lugares para comer e beber em São Paulo.

Providência

novembro 9, 2008

balcao
Para quem busca uma tarde de boteco para jogar conversa fora, provar boas comidinhas e até ver um futebol, o negócio é tomar uma no Bar Providência.

O boteco localizado na esquina da Dr. Amâncio de Carvalho (continuação da Tutóia) com a Rua Pelotas, na Vila Mariana, oferece um cardápio variado de porções, sandubas e acepipes de balcão. Recomendo o escondidinho de siri, que concorreu ao Boteco Bohemia deste ano. Por baixo da crosta de parmesão, o saboroso creme de siri cai muito bem com gotas de limão e cerveja gelada.

siri
Outra porção interessante é o joelho de porco, servido em pedacinhos bem fritos no ponto de torresmo, com uma cesta de pães. Pena que o cardápio não dá essa informação e o cliente é surpreendido achando que se trata do joelho inteiro ou desfiado. Faltou capitalizar em cima da idéia.

porco
O tradicional filé mignon aperitivo não decepciona. Bem macio, acompanha molhinhos de mostarda e queijo. E quem prefere um sanduba pode partir para o Leblon – mignon com queijo derretido na ‘canoa’ (pão francês sem o miolo).

bar
Assim como o Assembléia, o Bar Providência já entrou na minha lista de bons vizinhos. Só vale lembrar que, na hora de fechar as portas – 1h da manhã aos sábados -, a gerência toma providências um tanto radicais e apaga a luz do bar até com os últimos clientes lá dentro…

Bar Providência – Rua Dr. Amâncio de Carvalho, 262 – Vila Mariana. Tel.: 5084-7282.