Sushi Hiroshi, o japa de Santana
janeiro 9, 2011
Uma idea na cabeça e um bom peixe nas mãos. Assim o Sushi Hiroshi vai conquistando uma clientela fiel, na Zona Norte, como o amigo Alê Daloia, que me fala deste lugar há mais de três anos. Finalmente estive por lá no fim de dezembro, para cumprir a promessa gastronômica, e devo confessar que devia ter ido antes ao ‘japa de Santana’.
Entre as diversas razões para sair do circuito Liberdade e conhecer o Hiroshi estão entradas simples e surpreendentes como a Kaisen Salada (R$ 23). Nesta espécie de ‘sashimi-carpaccio’ casa fatia de salmão é servida com uma bolinha de gengibre e cebolinha em um prato temperado na hora azeite, shoyu, limão e gotinhas de primenta Tabasco. É tão simples, que você fica se perguntando por que não pensou nisso antes para fazer em casa. Pode até ser, mas antes tem de provar o original.

Sushis do 'combinado do chef'. Destaque para o massagô recheado de salmão e cream cheese, envolto em ovas de caranguejo
Na sequência, outro prato que merece destaque é o Romeu (R$ 38 a por cão inteira e R$ 23 meia porção). O nome não tem nada de japonês e não está no cardápio, mas é só pedir. “Foi o Romeu, um funcionário da casa que criou o prato”, conta Francisco Hiroshi, um dos sócios do restaurante ao lado do irmão Júlio. E a ideia do Romeu merece ter seu nome: sashimis de atum e salmão brevemente grelhadas e envoltas em gergelim sobre geleia de pimenta, cobertas com uma deliciosa couve frita bem crocante. Um delicioso mix de sabores e consistências.
No terceiro ato, Alê pediu um combinado bem interessante de sushis. O que mais gostei foi o massagô (sushi recheado de salmão e cream cheese envolto em ovas de caranguejo), mas a combinação de morango e couve crispi também estava ótima, assim como o sushi de kani envolto em uma fina fatia de omelete e o salmão skin.
A dica do Francisco é pedir o ‘Combinado do Chef’, que sai por R$ 90 e inclui as duas entradas que mencionei, além do combinado de sushis. Segundo ele, a sequencia é feita para uma pessoa, mas pode servir até duas.
Acabei não mencionando a ótima saladinha de pepino de cortesia e o rabanete ‘salmão’ curtido que vai muito bem com a cerveja de garrafa bem gelada servida no Hiroshi. Está aí um lugar para incluir na lista de promessas gastronômicas para 2011 e voltar sempre.
Veja mais fotos do Sushi Hiroshi no Flickr do Braun Café.
Sushi Hiroshi – Rua Capitão Manuel Novais, 189 – Santana – São Paulo (SP). Tel: (11) 2979-6677 / 2978-7128
Horário de funcionamento: Segunda a sábado, das 11h30 às 14h30 e das 18h30 às 23h15. Domingo até 22h30. Fecha às quartas-feiras. (Aceita cartões e tem manobrista).
Sashimis de atum e salmão com gergelim, sobre geleia de pimenta cobertos de couve frita
Beijo ciao!
dezembro 29, 2010
Quem busca um happy hour ou até jantar gostoso e sossegado pode encontrar abrigo, cerveja, bons vinhos e petiscos italianos no recém-inaugurado “Ciao! Vino & Birra”.
Em uma região tranquila da Rua Tutóia, no bairro do Paraíso, a charmosa ‘bottega italiana’ aberta no fim de novembro é o primeiro projeto de três chefs de cozinha, que acumulam nos aventais experiências variadas – de eventos a cozinhas internacionais.
O cardápio, prático, já vem impresso no jogo americano oferecendo entradas, massas e petiscos bem ‘Itália lá em casa’ como o molho pomodoro acompanhado de porção de pão italiano – inspirado do estiloso BottaGallo, dos mesmos donos do Astor, do Original e da pizzaria Brás.
O simpático chef Edu, que atende as mesas ao lado dos sócios com muita simpatia, traz passagens por praças como o D.O.M. Restaurante, além de uma temporada de três meses no renomado catalão El Bulli. “Quando me disseram para descascar a pele da noz achei que era trote”, conta ele, relembrando a passagem pela revoluncionária e disciplinada cozinha de Ferran Adrià.
O atendimento é muito amigável assim como os preços. Em minha primeira visita provei a saborosa e bem servida porção de brusqueta com molho pesto em pão foccacia (R$ 15) – eu só trocaria o pão, um tanto alto, para equilibrar. Recomendo as lascas de grana padano (R$ 16), acompanhadas de aceto balsâmico, e as cremosas batatas bravas servidas com estilo em marmita de alumínio.
A carta de vinhos traz rótulos da importadora Zahil como o delicioso rose chileno Aquitania (R$ 55) e o surpreendente nacional Pizzato Chardonnay (R$ 42). A casa também oferece cervejas de garrafa (600ml) e long necks, por enquanto restritas às marcas da Ambev.

Queijos variados (R$ 23) servidos em placa de piso cerâmico. Destaque para o queijo de cabra com fatias de figo desidratado
Na visita mais recente, a Stella Artois de garrafa grande e bem geladinha foi uma boa pedida com a porção de queijos variados (R$ 23), que vale muito a pena. Destaque para o suave queijo de cabra acompanhado de finas fatias de figo desidratado, que agradou a todos. A apresentação também merece nota: os queijos servidos em uma placa de piso cerâmico, segundo Edu, fazem referência ao serviço do El Bulli.
No andar superior há um ambiente aconchegante para pequenos eventos. Pode ser uma boa para dar um ‘ciao’ ao ano que vem por aí. Tenha um feliz e saboroso reveillon!
Beijo, ciao e até 2011!
Ciao! Vino & Birra – Rua Tutóia, 451, Paraíso – São Paulo (SP). Tel (11) 2306-3561
Vinhos para fazer a festa
dezembro 19, 2010
Tempos de festas pedem vinhos mais bacanas para celebrar. Aproveitando a ocasião fiz um aspanhado de dicas, começando por um set no Flickr do Braun Café com uma degustação que pode inspirar as compras de Natal e Ano Novo.
A seleção de rótulos da importadora Casa Flora foi realizada em meados de novembro pelo sommelier Lima, responsável pela cave do hotel Blue Mountain, inaugurado em maio deste ano, em Campos do Jordão (SP). O momento foi perfeito após um dia de muito trabalho no Intel Editor´s Day, evento que reuniu jornalistas de tecnologia em Campos – e o querido Mario Nagano fez uma ótima cobertura fotográfica da degustação.
Provamos um refrescante Cava brut Don Román, um Sauvignon Blanc Manor House da sul-africana Nederburg 2008 (meu favorito), o tinto português Duorum Colheita 2009 e o redondo sul-africano Cabernet Sauvignon Fleur Du Cap 2006.
Para quem está mais para temperança neste fim de ano, minha dica é cidra (ou sidra) francesa. Felizmente importadoras como a Mistral estão apostando nesta bebida leve, refrescante e de baixo teor alcoólico (de 2,5% a 4,5%). Para incentivar as compras de fim de ano, a Mistral está trabalhando com dólar fixo a R$ 1,65 para garrafas que custam a partir de US$ 20 (ou a partir de US$ 10 para meia garrafa).
Rótulos com mensagem
Quer dar um vinho de presente? O rosé chileno 2008 da Vinã Carpe Diem é saboroso, aromático e fácil de agradar. Além disso, o nome já é um bom desejo de ano novo. Descobri este ano no Lola Bistrô, durante a Restaurant Week. Custa R$ 35 na Casa do Porto.
Para presentear no Natal e acompanhar os doces da ceia, minha dica é o vinho de sobremesa Tokaji Late Harvest 2006 “Oremus” (Vega Sicília) – mensagem perfeita para a ocasião. Provei na casa da Kay e do Mau com cupcakes após um delicioso jantar (veja as fotos no Flickr). O sabor incrível puxado para o maracujá é uma bênção.
Minha primeira vez… biscoitos de Natal
dezembro 18, 2010
Por Tatiana Americano*
Sempre fui adepta da comida pronta – de qualidade, lógico! No entanto, depois de alguns dias em casa e com tempo de sobra, decidi me aventurar no ‘faça você mesmo’ na cozinha. Na realidade, a única coisa realmente digna de elogios que eu tinha feito no fogão, até então, era um risoto de camarão. Mas decidi ir além…
O grande impulso para testar meus dotes culinários foi entrar na Bondinho (uma tradicional loja de artigos para fabricar chocolates, bolos e afins que fica na Avenida Pompeia). Depois de me deparar com estantes abarrotadas de formas, chocolates, corantes, essências e muitos apetrechos totalmente desconhecidos decidi que estava na hora de sair da minha zona de conforto e colocar a mão na massa, literalmente. Aproveitando o clima de Natal, tive a inspiração para preparar as famosas bolachinas de Natal em formato de coração.
Após várias buscas no Google, encontrei uma receita que tinha ingredientes conhecidos – sim, pois a maioria das receitas tem um tal de sal de amoníaco que não consigo encontrar em lugar algum – e parecia bem simples. Assim, armada das minhas forminhas em formato de estrela, compradas na Bondinho, e com muita farinha espalhada pela cozinha, fiz os primeiros biscoitos natalinos da minha vida. E, além de super bonitinhos, ficaram deliciosos!!!
Lógico que nem tudo deu certo. Tentei fazer um glacê para colocar em cima do bolo, mas, por algum mistério, virou um creme doce e impossível de engolir… Mas, no geral, o resultado do biscoito foi ótimo.
Para quem quiser se arriscar no biscotinho de Natal, aí vai a receita:
100 gramas de manteiga
3/4 xícara de açúcar
1 ovo
1/2 colher de essência de baunilha
2 xícaras de farinha de trigo peneirada
1 colher (chá) fermento em pó
1/2 colher de sal
Misture bem a massa, até que ela fique lisinha e enrole em papel filme – se ficar muito mole, acrescente um pouquinho mais de farinha. Leve para a geladeira por 40 minutos. Abra a massa, corte os biscotinhos e deixe em forno médio (180° C) pré-aquecido até que os biscoitinhos fiquem dourados.
*Tatiana Americano é jornalista da área de tecnologia, profissional incrível e amiga de longa data. Agora, a Tati se aventura na cozinha, sem medo, e compartilha uma de suas deliciosas experiências com os leitores do Braun Café. Bon apetit!
Panetone sem frutas para inventar seu sabor natalino
dezembro 12, 2010
Ontem experimentei o primeiro tenro pedaço do Natal: o panetone da Bauducco sem frutas, antes conhecido como Bold’Oro, coberto de açúcar de confeiteiro, com geleia de framboesa. Ao provar a massa extremamente macia, com essência suave e o sabor mais azedinho da framboesa, tudo o que eu conseguia comentar era ‘hummm…’.
O panetone sem frutas já virou tradição em casa, mas o verdadeiro sabor do Natal, para mim, começa em dezembro – não em outubro como temos visto ultimamente – ao provar uma fatia de panetone com frutas cristalizadas. Também não recuso invenções ‘panetônicas’ além das gotas de chocolate (trufas, leite condensado, goiabada, prestígio, light, doce-de-leite e até salgado), mas adoro a ideia de uma versão tão simples, que você mesmo pode inventar.
Geleias, nutella, frutas secas picadinhas, nozes, calda de frutas vermelhas e sorvete de creme vão muito bem com o ‘panetone zerado’, que já foi tema de outros ‘toasts’ aqui no Braun Café.
A embalagem inclui um saquinho de açúcar de confeiteiro com essência de baunilha. Basta despejar o açúcar no saco plástico que embrulha o panetone, chacoalhar e a cobertura padrão está pronta.
O produto não é muito fácil de encontrar e nem sequer é exibido no site da Bauducco, mas encontrei ofertas do panetone sem frutas na web. Este ano, o Dexter achou um exemplar no Supermercado Yayá, no Paraíso, mas acho que outras pessoas também gostaram da ideia e neste domingo o panetone estava ‘zerado’. Espero que a Bauducco melhore a distribuição.
Certamente vou garantir meu pedaço com frutas cristalizadas, mas achei legal dar esta dica a quem deseja criar seu próprio sabor natalino. Feliz panetone de Natal!!!






















