A prima rica da Heineken

março 15, 2008

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Estava flertando com as cervejas importadas no Pão de Açúcar quando vejo uma garrafinha verde de cerveja chamada “Hollandia”. Já comecei a rir pensando o que o ‘Predo’ diria sobre essa descoberta internacional do ‘vocabulário pedrês’, ou então o que o Ronaldo, que morou lá na Holanda, poderia explicar a respeito. Também poderia ser a gelada do Seu Creisson, mas o preço (R$ 5,09) não é tão popular.

Como adoro os holandeses (meu pai é um deles) e suas cervejas, resolvi apostar na Hollandia, pelo menos para não perder a piada.

Essa prima rica da Heineken, de coloração bem dourada, sabor mais refinado e levemente adocicado, me conquistou. Pena que era uma só. Bom… acho que vou ao mercado comprar mais umas piadas…

Fabricada pela Bavaria Brewery (tem até um tour virtual todo em Flash da cervejaria), a Hollandia levou nota 2,94 (em um máximo de 5) no Tastebeer.com . Já para o cara empolgado da propaganda abaixo, parece ser nota 10.

Por Luiz Minervino*

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Como disse num outro toast nesse delicioso blog, sou seguidor dos pratos da Boa Lembrança. Inclusive tenho dois deles da confraria original, que surgiu na Itália (um presente do meu cunhado e outro de meu sogro).

No começo de fevereiro fui a Europa para participar de uma reunião de trabalho, mais precisamente em Praga – República Tcheca, com escala em Milão.

Tão logo soube desse escala, corri ao site da Buon Ricordo para procurar quais restaurantes eu poderia ir. Acabei escolhendo a Trattoria Masuelli San Marco, inaugurada em 1921 e sob o comando da mesma família desde então, que oferecia um prato totalmente local – o risoto de açafrão com vitela a milanesa. Essa tinha de ser a minha escolha!

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Cheguei no restaurante por volta das 21hs – casa cheia – e me sentei numa mesa bem perto da entrada. Pude conferir o entra e sai e como os donos da casa tratam seus clientes. Fiquei feliz ao ver que muitas pessoas que chegavam eram saudadas por seus nomes e carinhosamente recebidas. Senti que tinha feito uma boa escolha.

Comecei minha refeição com uma deliciosa massa da casa, um Tagliolini della casa. Massa cozida rigorosamente al dente, com pouco molho de tomate e muito gosto de carne. Estava maravilhoso.

Como segundo prato pedi o risoto de açafrão com a milanesa de vitela. Sou meio chato para comer risoto em restaurante – modestamente, é o prato que melhor cozinho – mas tive uma grata surpresa.

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Dava para perceber que o risoto de açafrão não era apenas um corante amarelo. Uma cremosidade difícil de encontrar. Os filés também me surpreende, pois veio acompanhada por um recipiente de Flor de Sal, que dava um sabor totalmente diferente à carne.

O vinho da casa acompanhou a refeição e a água nacional também (o bom de ir para a Itália é tomar San Pellegrino com preço de água – em Euros é claro).

No total, foram 45 euros muito bem gastos. E ainda trouxe o prato para casa!

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Só mais uma coisa: a comida de bordo da Alitália, para vôos curtos (Praga – Milão) também foi sensacional: queijo Parmegiano Reggiano, Presunto Crú, mussarela de búfala, mini pizza e tiramissú. Não dá para querer nada mais.

*Luiz Minervino é economista e adorador da alta gastronomia. Poucos minutos após conhecer o Braun Café nos presenteou com este delicioso toast. Ele já tem 44 pratos da Boa Lembrança! E eu que achava que meus nove já eram demais…

O bobo e o cordeiro

fevereiro 9, 2008

Por Ronaldo Miranda*

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Em São Paulo – e talvez em outros lugares do Brasil – é comum que um restaurante [bar, discoteca, padaria] abra caprichando na cozinha, fazendo um baita sucesso, e depois fique “sob nova direção”, desgovernando tudo. Quantas vezes você ouviu essa história? Mas a vida é cíclica, e nem todas as histórias de amor terminal mal, como na canção dos Les Rita Mitsouko. Quer conhecer outra história?

O Café Gardênia abriu como um restaurante esperto, com pratos variados e nem tão caro assim. O espaço era bacana, com direto uma mesa de centro e sofás, onde apreciadores de charutos afrouxavam a gravata para o happy hour com conhaque. A localização, perfeita, ao lado da Fnac Pinheiros, ideal para um café folheando as novas aquisições.

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Mas um dia de repente, o que era flor murchou, e os charutos, nem sinal de fumaça. As mesas ficaram vazias, e o preço, por incrível que pareça, subiu. Incompreensível.O tempo passou e num feriado desses em que tudo está fechado, acabei indo parar no Café Gardênia para almoçar.

A primeira diferença é que estava cheio de gente, como nos velhos tempos. Imaginei que fosse por causa do feriado, mas como havia mesa livre e a fome apertava, ali fiquei.

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O cardápio aparentemente era do mesmo tipo, com a chamada cozinha internacional de lugares frufru, tipo risotto de rúcula com lingüiça, essas coisas, mas havia um grande destaque para os pratos com cordeiro, e acompanhando o movimento dos garçons percebi que o lance era pedir a paleta do mesmo; não do garçon, óbvio, mas a Paleta de Cordeiro.

Para não parecer um carnívoro radical, pedi uma salada Parma, com rúcula, presunto [tá bem, um carnívoro radical], parmesão e peras secas. As fotos dizem tudo.

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Vale ressaltar que a pedida acima dá pra três pessoas, o que se resume a uns 25 reais per capita. Sem a bebida e o serviço, claro. Mas considerando que a carne é ótima, a salada fresquinha e, afinal, estamos em São Paulo, é até razoável.

É isso, minha gente, corra ao Gardênia antes que mudem de direção novamente.

Café Gardênia – Praça do Omaguás, 110, Pinheiros – São Paulo. Tel: (11) 3815-9247

PS: Outra pedida, já que voltei lá outras vezes depois da paleta de cordeiro, é o Gravlax, um sanduíche escandinavo feito com salmão marinado em molho de mostarda no pão preto.

*Ronaldo Miranda é designer, bom garfo e autor das tiradas do Blog do Ronaldo. Não perca seu ó toatst “Terra à vista” sobre os pratos portugueses da Padaria Aracajú.

Chope família

fevereiro 5, 2008

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Desde criança minha referência de boa comida alemã é o Restaurante Windhuk, em Moema. Estive lá recentemente em família e matei as saudades de algumas delícias como a porção de canapés de rosbife.

A combinação da carne rosada e muito macia no pão preto caseiro com meia rodela de tomate e maionese é perfeita quando acompanhada do levíssimo e bem tirado chope Antartica, que apelidamos de ‘chope família’.

O canapé é muito bom, mas peça meia porção. Guarde espaço para as especialidades da casa como o kassler frito com batatas sauté e repolho roxo – meu favorito – ou o tradicional Schlachplatte, que é um mix de clássicos, incluindo kassler, joelho de porco, salsichas, chouriço e chucrute.

A saborosa truta com molho de manteiga e batatas, ou legumes, também é uma boa pedida. O peixe chega inteiro à mesa e o garçom mostra sua habilidade retirando rapidamente a pele e a espinha. Se estiver indeciso diante do variado cardápio basta ver a performance em uma mesa próxima e sentir o aroma da manteiga para se resolver.

No almoço, o Winduck ainda oferece opções adicionais como um ótimo strogonoff acompanhado de arroz e purê de batatas. Quando era criança costumava dizer que o prato vinha em uma tigela mágica. Parecia uma porção pequena, mas nunca acabava. Os pratos, em geral, são muito bem servidos para duas ou até três pessoas.

Reserve mais um espacinho para provar o strudel envolto em uma massa bem fina. E não deixe de pedir seu pedaço com o chantilli caseiro, que é divino.

Para quem quiser ficar só nos petiscos e no chope família, recomendo o beef tartar – também preparado na mesa – e as porções mistas de salsichas. Pena que a casa ainda não tenha investido em mostardas mais variadas para acompanhar. Por enquanto, os clientes só encontram duas opções (escura e tradicional) da marca Hemmer.

Restaurante Windhuk – Alameda dos Arapanés, 1.400 , Moema – São Paulo. Tel: (11) 5044-2040. E-mail: armazemdoalemao@windhuk.com.br

Por Rê Mesquita*

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Depois do panettone, ela quebra a barreira da sobremesa com queijo

Pedro Marques é um “mocinho” cheio de surpresas. Ótimo jornalista, amigo, cozinheiro, criador de trocadilhos e, mais recentemente, ótimo didjei.

Mas eu quero falar sobre seu lado mestre-cuca. Volta e meia, Predo (para os íntimos) nos convoca a “testar” uma de suas novas receitas. E sempre é um verdadeiro sacrifício – para dormir depois, sejamos claros.

Em seu último test-drive, nos fartamos com costelinhas de porco assadas servidas com canjiquinha ao molho de tomates e paio. Água na boca só de pensar! Mas Pedro conseguiu uma façanha: me fazer comer um doce a base de queijo que não fosse uma queijadinha.

Eu sempre odiei doce de queijo. Eu fui à The Cheescake Factory, em São Francisco, e só comi sanduíche (muito bom, por sinal) e tomei milkshake. E nunca, nunca, por favor, me façam comer um tiramissu.

Pela foto, dá para ver que seu Pudim de Queijo com Calda de Goiaba ficou maravilhoso! A receita é supersimples — nem vai ao fogo! — e vou publicá-la aqui com o aval do chef:

– 500 gramas de queijo minas
– 1 lata de creme de leite
– 1 lata de leite condensado
– 1 envelope de gelatina em pó, incolor e sem sabor, dissolvida em 1 xícara de leite morno
– 1/2 xícara de açúcar (opcional, para quem prefere mais adocicado) ou 2 colheres de sopa de açúcar

Bata tudo no liquidificador e coloque em uma forma própria para pudim. Leve à geladeira para firmar por aproximadamente 4 horas. Pronto!

Agora, a calda:
– 300 gramas de goiabada cortada em pedaços
– 1/2 copo de água
– 1 colher de sopa de cointreau
– 2 colheres de sopa de vinho tinto

Leve a goiabada e a água ao fogo até derreter bem e deixe apurar até se transformar em um calda. Adicione o cointreau e o vinho, mexa bem e sirva sobre o pudim.

Predo, obrigada por me apresentar essa maravilha. Você sabe fazer sobremesa sim, viu, lindinho??

*Renata Mesquita é jornalista de tecnologia e adora descobrir novas guloseimas para o Braun Café.