Bolinho alemão e chope no replay
março 25, 2007
O Elídio Bar, no coração da Mooca, é daqueles botecos para se virar freguês. Só de olhar o vasto balcão de acepipes e a considerável galeria de fotos de futebol-arte refletindo a luz fluorescente você já sabe que está no lugar certo.
Como estava visitando ‘a sede’ fui dar um alô ao boleiro Sr. Elídio e perguntar de um tal bolinho de carne que tinham me indicado. No cardápio havia porções de bolinhos de carne, polpetta e bolinho alemão. Esse último, segundo ele, era o concorrente do Boteco Bohemia 2006, mas tinha também um bolinho recheado de carne e a polpetta era empanada e… agradeci sorridente e perguntei tudo de novo ao garçom.
A pedida foi o bolinho alemão, uma porção de pequeninas e apetitosas bolinhas de carne (só carne) bem temperadas, servidas sobre um pouco de molho shoyo e decoradas com um toque de mostarda e maionese. O chope Brahma, que as acompanhou, estava à altura. As bolinhas podiam até ser maiores, mas aí não sobrava espaço para explorar o resto do cardápio.
Difícil foi escolher a segunda porção entre tantas opções brazucas, alemãs e portuguesas. Para variar um pouco, a decisão foi costelinha de porco defumada na chapa com cebolas. A porção (para dois) vem acompanhada de torradinhas com alho. Não decepcionou, embora um pãozinho francês seja um companheiro mais adequado.
Creio que já encontrei o velho Elídio no mezanino do Mercado Municipal, onde está a filial do bar, com seus acepipes sortidos e uma vitrine com irresistíveis pastéis de Belém. No ano passado levei meus pais para um passeio e até hoje eles falam com gosto da sardinha grelhada do lugar. Isso porque eles ainda não sabem da versão crocante, sem espinha.
Gostoso é sair de um boteco já querendo voltar. Melhor ainda é poder fazer isso em dois endereços. O da Mooca tem mais charme, mas a filial do Mercadão também é bacana, apesar da lotação no final de semana. Recentemente passou por uma reforma e “reabre na próxima terça (27/03)”, disse o garçom.
Quem quiser virar freguês do Elídio já pode preparar o cara ou coroa para decidir o local e a porção da vez. O chope fica só no replay.
Elídio Bar – Rua Isabel Dias, 57, Mooca. Tel: (11) 6966-5805 (Abre as 16h e aguenta até o último cliente. Aos sábados começa mais cedo, às 11h30, e aos Domingos vai das 11h30 às 18h. Segunda-feira o Elídio precisa descansar)
Basilicata é cosa nostra!
março 18, 2007
Domingo pra mim é dia de massa. Especialmente agora que o outono começou a dar as caras em São Paulo. Fala a verdade se não é uma delícia comer aquele spaguetti ao sugo acompanhado de um bom pão italiano? E ele vai bem antes do almoço, com manteiga ou antepastos, e até depois para não desperdiçar o molho que ficou no prato.
Em busca de um bom pão italiano – é… porque o que vejo nos hipermercados é dureza – finalmente, neste domingo, dei uma passada na Loja Basilicata, no bairro do Bixiga.
Bem que a Kay e o Mau falavam: “Tem uma fornada por volta do meio dia”. Cheguei 12h20 e fiquei maravilhada. Na entrada, um provolone gigante já impõe respeito. A Basilicata é lugar de tradição.
E nada mais tradicional do que ver muita gente falando alto na mercearia, me pedindo licença enquanto eu atrapalhava o trânsito empolgada tirando fotos, e um senhor, provavelmente italiano, falando da vida com o caixa na hora de pagar seu pão.
Depois de passar por variedades de massas, vinhos, queijos e antepastos mil, chegue no balcão e peça o seu pão italiano. Meu! Por 3,80 reais o seu domingo ficará muito mais paulistano.
Bom… isso se você conseguir entrar e sair de lá só comprando um pão. Eu não resisti e peguei um pedaço do pão de calabresa, que estava lindo e… sensacional. Da próxima compro o inteiro, que sai por 9 reais. Não vou nem falar do balcão de doces, que inclui lindos canollis.
P.S.: O pão italiano acompanhou um spaguetti à bolonhesa. Experimente refogar os temperos com pedacinhos de bacon e depois adicionar a carne moída, antes do molho. Fica outra coisa belo.
Basilicata – Rua Treze de Maio, 614 – Centro. Tel. (11) 3289-3111 Todos os dias das 7h às 20h. Domingo até 14h.
McGourmet… ‘trashic’
março 15, 2007
Por Cíntia Costa*

Sanduíche campeão ‘over blaster plus’ de suflê de McFish. Foto:divulgação
A vida de jornalista tem seus privilégios, como o de ser convidado para um jantar Gourmet do McDonald’s e ver, com exclusividade, algo que não chegará às lojas da rede: Mclanches versão black tie.
Ambiente intimista e elegante, meia luz, faqueiro e louça chics e carta de vinhos variada embalaram um anúncio na noite da terça-feira de uma nova parceria com o governo acerca de seus cybercafes – que nada tinha a ver com seus lanches.

McChicken Grill com aquarela de molhos. Foto: Cíntia (gulosa) Costa
Porém, aproveitando a oportunidade para provar à imprensa que sua comida não é trash só por ser fast, a rede norte-americana chamou a chef goiana Maria Luiza Cetenas para preparar um banquete com os mais variados quitutes feitos a partir de ingredientes usados nos seus lanches.
Foram servidos charutinhos de McTasty; balinhas de cheddar envoltas em folhas de cenoura; polpetone de BigMac com chocolate e calda de Coca-cola reduzida; espetinho de frango (McChicken) com molhos doces de limão, maracujá e laranja; soda italiana de maracujá vermelho; millfolhas de maçã caramelizadas; sorvete de calda de chocolate do sundae e raspadinha de morango. Pra fechar a noite, um (Mc)cafezinho, do jeito que a Braun gosta.

Polpetone de BigMac com chocolate e calda de Coca-Cola reduzida. Foto:divulgação
O espetáculo, na minha opinião, ficou por conta do mini sanduíche (quase um appetizer) de folhas de batata com McFish, este em forma de uma espécie de suflê de peixe cremoso, saboroso e suave – fenomenal.
Apesar da pompa, o jantar era inegavelmente mcdonáldico. Primeiro, porque tudo tinha aquele gostinho particular do Mc. Segundo, porque, a despeito dos talheres brilhosos, os pratos exigiam uma certa interatividade: segundo Cetenas, comer com as mãos é chic e deve ser incentivado (ao dizer isso, ela nos fez experimentar a calda de Coca com os dedos).

Soda italiana de maracujá vermelho ou ‘Redoxon de Maracujá’. Foto: Cíntia Costa
Por fim, apesar de mostrar que é possível ser fast e elegante, a empresa não conseguiu desfazer a fama de trash. O teor calórico dos pratos parecia ser menor, inclusive pela ausência dos pães, mas não muito distante dos Mc-números oferecidos nas lanchonetes.
Mas, ei! Nada de culpar o restaurante por engodar! Segundo seus representantes, não adianta reclamar se você cabula aulas de educação física da faculdade. Como eu.
*Cíntia Costa mergulhou recentemente no jornalismo de tecnologia, adora junkie food e é imune aos efeitos das calorias. Além de cobrir o evento para o IDG Now! teve a disposição de fazer um toast dessa loucura toda. Bem-vinda ao Braun Café 2.0!
Soda rimonada, né?
março 11, 2007
Na loja Comercial Marukai, que vende o Calpis (toast abaixo) na Liberdade, por 5,50 reais você pode experimentar Ramune, a verdadeira soda pop.
Leve e doce, este refrigerante foi criado no Japão em 1876 e hoje é vendido até em garrafinhas de diversos formatos e marcas por lá. O nome é uma derivação do inglês ‘lemonade’, que deve ter virado ‘remonade’ até chegar em ‘ramunê’.
Mais do que o sabor, a graça está na embalagem toda invocada. No lugar da tampinha de metal, o gás do refrigerante é preservado por uma esfera de vidro. Ao tirar o lacre e pressionar a tampa, a bolinha entra na garrafa e você bebe sua ‘soda rimonada, né?’
Leia atentamente as instruções antes de abrir a simpática garrafinha azul da marca Shirakiku e divirta-se com o humor involuntário da tradução. “For even more delicious this drink chill before open”. É soda…
Comercial Marukai – Rua Galvão Bueno, 34 – Liberdade (SP). Tel: (11) 3341-3350. Sábado das 8h às 20h.
O Yakult da felicidade
março 11, 2007
Na tarde da última quarta-feira vi uma “moça do Yakult” perto do trabalho. Elas existem e ainda fazem as entregas de Yakult feitas pela internet. Uma bela forma de fazer comércio eletrônico, preservando o tradicional porta-a-porta e as lembranças da infância de muita gente.Ver a moça do Yakult parar seu carrinho branco em frente ao prédio onde eu morava, quando criança, era a visão da felicidade. A tristeza era olhar para aquelas lindas embalagens me chamando na geladeira e só poder tomar um Yakult – tá… às vezes dois – por dia.
“Não tome mais de um ou vai ter dor de barriga Dani!”, dizia minha mãe brava, enquanto eu olhava para a geladeira com cara de desconfiada achando que os tais lactobacilos vivos dentro daquele potinho de 80g eram um mito.
De fato, naquele minúsculo potinho de Yakult há um exército de milhões de lactobacilos, cada um do tamanho de um mícron, vivinhos da Silva. Enquanto você bebe seu Yakult e fica com gosto de quero mais na boca, eles arriscam suas vidas atravessando os campos ácidos e infernais do estômago para dominar a flora intestinal e deixar sua vida mais feliz.
Mas o Yakult é tão gostoso. Ah… deixa essa história pra lá! O que é que tem tomar os seis de uma vez? Bom… outro dia o Nando contou na redação que esvaziou seis potinhos em um copo e mandou ver. Depois se mandou para o banheiro.
Para nossa alegria, entretanto, os japoneses que inventaram o Yakult também criaram o Calpis, que me foi apresentado por Mário Nagano, uma fonte inesgotável de informações sobre a cultura nipônica. O Calpis é uma bebida láctea fermentada a base leva leite desnatado, água, frutose e lactobacilos, digamos assim, mais sossegados. No site deles dizem que faz bem até para alergia.
“É um refresco”, disse Mário ao me apresentar uma bela garrafinha de 500 ml com algo que mais parecia um suco de leite dentro. Realmente parece um Yakult mais leve. Experimentei os sabores natural, de limão, laranja – que parecem estranhas misturas de Yakult com soda – até que o Nagano trouxe o maravilhoso Calpis Ajwai Fruits Drink.
Deliciosa, a bebida leva sucos de maçã, laranja, banana e abacaxi. E o melhor é que você pode tomar um litro deste refrescante ‘suco de leite’ sem levar bronca, sem se preocupar com a invasão do exército de lactobacilos japoneses e ainda ser uma pessoa mais saudável. É o verdadeiro Yakult da felicidade. Prove sem medo.
O Calpis pode ser encontrado no bairro da Liberdade na Comercial Marukai. Segundo, a Dona Silvia, que deve ser a proprietária, e a garrafinha de 500 ml custa 4,50 reais.
Comercial Marukai – Rua Galvão Bueno, 34 – Liberdade (SP). Tel: (11) 3341-3350. Sábado das 8h às 20h.






