Goles de sabedoria

novembro 27, 2011

A surpreendente Honey Dew, com toque de mel, no Rhino Pub

Se você aprecia cervejas anote este nome: Honey Dew (‘orvalho de mel’, em português). Esta dourada e refrescante cerveja orgânica da inglesa Fuller’s, com um toque de mel, é uma das mais saborosas que já provei.

A descoberta aconteceu no RhinoPub onde tive a alegria de conhecer os blogueiros da turma do Kekanto, rede social de indicação de restaurantes, bares e serviços da qual o Braun Café também é parceiro. Continue lendo »

Cerveja em boa companhia

outubro 22, 2011

Degustação da Franziskaner Hefe-Weissbier no Cia dos Botecos

No agitado quarteirão de bares da Rua Aspicuelta, entre a Mourato Coelho e a Fidalga, o Cia da Cerveja procura conquistar seu espaço com geladas especiais e petiscos incrementados.

Estive por lá esta semana a convite do querido Gui Jotapê, do Botecagem, e da Agência Cartaz, na companhia da sempre divertida turma de blogueiros dos comes e bebes, para conhecer o local aberto em junho deste ano, com rótulos distribuídos pela Ambev.

Bolinhos de tapioca com recheio de salmão e cream cheese entre as porções incrementadas da casa (R$ 27 com 7 unidades)

Bem decorado e amplo, o bar conta com um ambiente mais aberto na frente, o salão principal, com televisores LCD para o futebol, e um terceiro ambiente, ao fundo, com uma imagem dos sonhos: uma mega geladeira de cervejas recheada dos mais diversos rótulos – da Serramalte à Leffe – incluindo prateleira para resfriar os copos, como manda o figurino.

'Geladeirão' nos fundos do bar: parque de diversões dos cervejeiros

A degustação teve início com a dourada cerveja de trigo alemã Franziskaner Hefe-Weissbier Hell – que de ‘hell’ não tem nada – acompanhada de uma deliciosa porção de bolinhos de tapioca recheados de salmão e cream cheese (R$ 27 a porção com 7 unidades). Macios e muito saborosos, os bolinhos fizeram sucesso.

A escura Franziskaner Dunkel

Na sequência, provamos a escura Franziskaner Dunkel. Mais frutada, a cerveja caiu muito bem com os croquetes de carne de cordeiro desfiada e saboroso molhinho ‘alioli’. O cardápio traz porções diversas e pratos (incluindo feijoada). Fiquei curiosa com o ‘pastel de nada’ (R$ 24 a porção com 8 pasteis ‘de vento’) que vem com três recheios à parte (carne, frango e molho de queijo).

Bolinhos de carne de cordeiro com 'salsa alioli'

A casa ainda aposta em drinks com cerveja como o ‘Beer Mint’ (cerveja, licor de menta e grenadine) , ‘Blue Beer’ (cerveja, curaçao blue e limão) e a inusitada ‘Caipira de Cerveja’ (limão, cerveja, açúcar ou sal), que aguçou a curiosidade. Mas ainda prefiro explorar o parque de diversões refrigerado, nos fundos. Terminei minha degustação com a deliciosa belga Hoegaarden, de trigo com especiarias.

Bar aposta em cervejas especiais e petiscos diferenciados, além da música ao vivo (quintas, sextas e sábados)

Dica: quem prefere uma botecagem mais sossegada deve ficar de olho na programação. Quintas, sextas e sábados o bar tem música ao vivo (couvert de R$ 15).

Cia da Cerveja
Rua Aspicuelta, 595 (quase na esquina com a Rua Mourado Coelho) – Vila Madalena – São Paulo (SP)

Tel.: (11)3031-2888 (não tem site)
Horários: Terça a sexta das 17h30 até o último cliente. Sábado a partir das 13h e domingo a partir das 12h (fecha segunda). 

Eu quero Mocotó…

outubro 16, 2011

Trio Mocotó: chips de mandioquinha, torresmo crocante e cerveja na espera

O Mocotó Restaurante e Cachaçaria, especializado na culinária nordestina, é um dos patrimônios gastronômicos de São Paulo. Basta observar a multidão que se forma na calçada, em frente à casa da Rua Nossa Senhora do Loreto, na Vila Medeiros, às 12h10 – o bar abre ao meio-dia – para perceber que o negócio é sério.

Já conhecia a fama do local aberto de 1973, e da fila formada por pessoas de todos os cantos da cidade atrás dos quitutes reinventados pelo simpático chef Rodrigo Oliveira. O filho do querido senhor José Oliveira de Almeida, o ‘Seu Zé Almeida’ com quem tive a honra de tomar uma cervejinha antes de ir embora, fez um excelente trabalho.

Imperdíveis dadinhos de tapioca com molho agridoce e 'caipiroska'

Cheguei ao Motocó no dia 12 de outubro após uma longa jornada, que começou dois anos antes, com um convite da querida Jô Elias. Conversa vai, correria vem e, finalmente, a Jô puxou o bonde.

A busca pelo santo Mocotó, no entanto, é uma missão para botequeiros de coração puro. Saímos às 11h da Zona Sul, munidos de GPS, e chegamos dez minutos após a abertura do local para garantir uma távola, que só chegou duas horas depois.

Mix de limões (siciliano, tahiti e caipira) com cachaça

A espera faz parte da programação. Aproveite para bebericar deliciosas caipirinhas como as de jabuticaba, frutas vermelhas ou mix de limões, cervejas de garrafa, sucos naturais como o de caju ou abrir o apetite com a carta de cachaças especiais.

Para iniciar os trabalhos, recomendo os deliciosos dadinhos de tapioca com queijo, acompanhados de molho agridoce,   torresminhos crocantes e chips de mandioquinha. Peça também a saborosa cumbuquinha carne de panela , acompanhada de pão francês, e o petisco de Torresmo, que derrete na boca.

Saborosa porção de carne de panela acompanhada de pão francês

As porções são ótimas, mas guarde espaço para os pratos principais. Entre as iguarias da casa estão a Carne de sol na chapa com pimenta biquinho, Baião de Dois e Mocofava (favas cozidas no caldo de mocotó). Pratos como o baião e a mocofava têm porções de ‘mini’ a ‘grande’, de acordo com o número de pessoas e o tamanho da fome.

Destaque para a suculenta Costelinha de Porco à moda, servida aos sábados. A costelinha de porco é desossada, recheada com pernil e servida com abacaxi dourado na manteiga, mandioca cozida e molho de mel de engenho. Sensacional.

Carne de sol na chapa com pimenta biquinho

Dificilmente você vai escapar das sobremesas. Prepare-se para escolher entre a mousse de chocolate com cachaça, o crème brûlée de doce de leite e sementes de umburana (fruta da caatinga) e o famoso pudim de tapioca. A vantagem de ir em uma turma de dez amigos é poder experimentar as três.  Que felicidade.

Dizem que o Mocotó já foi mais barato, mas acheo o preço justo. Após três horas petiscando, bebericando e comendo do bom e do melhor, a conta saiu R$ 76 por cabeça.

Seu Zé
Provei os doces meio na pressa pois o “Seu Zé Almeida” me convidou para “tomar uma” na padaria ao lado do Mocotó, que estava mais tranquila. Bebericando uma pequena dose do digestivo Undemberg e fumando seu cigarrinho, Seu Zé me ofereceu uma Original e mostrou o açougue na esquina, quase em frente ao bar, onde tudo começou. “Hoje tenho 54 funcionários. Todos registrados”, frisou.

Mousse de chocolate com cachaça entre as doces tentações

O proprietário do Mocotó se preocupa com os clientes que desistem de ir ao bar quando se deparam com a fila na calçada e contou que vai abrir o terceiro andar da casa, no terraço, em breve.  A fama do Mocotó já lhe rendeu convites para a abertura de filiais na Zona Sul, mas Seu Zé, que mora há menos de um quarteirão do bar, não arreda o pé da Vila Medeiros. Olhei a fila na porta, às 15h30 da tarde, e disse “Pode ficar tranquilo Seu José. As pessoas não arredam o pé do seu bar”.

Crème Brûllée de doce de leite com sementes de umburana e pudim de tapioca

Prato da Boa Lembrança: No meio do almoço descobri que o Mocotó é um dos 11 restaurantes de São Paulo que integram a Associação dos Restaurantes da Boa Lembrança. A notícia é boa, mas já era gula demais pedir o prato para minha coleção. Como dizem os pernambucanos, “Pronto”. Está aí mais uma ótima razão para voltar rapidinho ao Mocotó.

Mocotó – Restaurante e Cachaçaria
Av Nossa Senhora do Loreto, 1100 – Vila Medeiros – São Paulo – SP.
Tel.: (11) 2951-3056

Horários: Segunda a sábado das 12h às 23h. Domingos e feriados das 12h às 17h
Para chegar de carro ou transporte coletivo: http://www.mocoto.com.br/contato.html 

Aconchego Carioca

agosto 28, 2011

Por Eduardo Godinho*

Aconchego Carioca: misto de boteco e restaurante no evento Rio Gastronomia

Olá! Peço licença aos leitores da Dani para compartilhar algumas experiências da minha última viagem de trabalho ao Rio de Janeiro, onde aproveitei para conhecer alguns restaurantes.

Para minha sorte estava ocorrendo o Rio Gastronomia, um tipo de Restaurante Week carioca (inclusive com o formato de menu com entrada, prato principal e sobremesa).

Comecei minha aventura no Aconchego Carioca. Como vocês podem ver na foto, não é bem um restaurante… Mas é um “boteco” pequeno, extremamente descontraído (com garçons de bermuda) e excelente!

Entrada: Bolinhos de feijoada, torresmo e uma pequena caipirinha...

Já havia ido a este lugar antes e foi onde conheci um dos melhores quitutes que já comi: o bolinho de feijoada!  Sim, imagine uma feijoada em formato de bolinho, com direito a couve e tudo! Como o menu degustação incluía dois bolinhos, escolhi aquele mesmo.

A entrada estava tão boa que já tinha certeza que a escolha tinha sido correta…

O prato principal foi um Baião de Dois que acompanhava Carne Seca e Mandioca. Recomendo. Veio muito bem servido, com direito a queijo coalho e torresmo misturado. Se existe uma expressão que me vem à cabeça sobre a quantidade, é “sem miséria”. A porção dá tranquilamente para duas pessoas. Mesmo com toda a fartura e estando bem gostosos, os bolinhos de feijoada foram os astros da noite!

A "pequena" porção do Baião de Dois

Para fechar a noite, a sobremesa foi até que surpreendente. Dava a impressão de batata frita com catchup, mas eram de Palitinhos de queijo de coalho crocante com uma porção de goiabada…. Hummmmm. Apesar de parecer bem simples (e é!) a combinação fica surpreendente!

Palitinhos de queijo de coalho crocante com goiabada

Sem dúvida, se você for ao Rio de Janeiro e quiser tomar uma cerveja (eles têm mais de 60 opções!) e comer um petisco esse é o lugar!

O preço do menu feito para o Rio Gastronomia é de R$ 70,00 (lembrando que serve duas pessoas, tranquilamente).

Aconchego Carioca
Rua Barão de Iguatemi, 379 – Praça da Bandeira
Rio de Janeiro/RJ
Fone: (21) 2273.1035
(Não tem site!)

*Edu Godinho é profissional de segurança da informação, querido ouvinte do Tecpod e  apreciador da boa mesa. Muito obrigada pelo delicioso ‘toast’!

Porção de bolinho de bacalhau do Tiro Liro (R$ 18) entre os bons quitutes portugueses do local

No alto da Vila Pompéia, em uma esquina tranquila da Rua Cotoxó, onde nasci e cresci, está o botequim português Tiro Liro.  Após um ano de tentativas, finalmente, a querida Tati Schnoor conseguiu me apresentar o local, em uma noite de sexta-feira para um delicioso happy hour.

Chope Brahma bem tirado com colarinho cremoso

Com o perdão do trocadilho, o Tiro Liro é de tirar o chapéu. E não podia ser diferente já que o bar aberto há sete anos pertence aos mesmos proprietários do Dona Felicidade, outra ótima pedida na Rua Tito, no bairro vizinho da Vila Romana. Mas os quitutes da família portuguesa começaram a fazer história no Pé pra Fora, um clássico na Avenida Pompéia, que já não pertence aos mesmos donos e, sem as receitas da Dona Felicidade, perdeu um pouco a graça.

Acepipes de balcão também são convidativos (R$ 5,40 - 100 gramas)

Logo na chegada, o aroma de bacalhau e a chopeira com um ‘colarinho de gelo’ do Tiro Liro determinaram a primeira pedida: uma porção com seis bolinhos de bacalhau (R$ 18) e dois chopes claros Brahma (R$ 4,90) com colarinho cremoso, na medida certa.  O bolinho estava tão cremoso que nem me incomodei com a espinha surpresa , mas recomendo mais cuidado ao pessoal da cozinha.

Linguiça caseira com provolone e orégano, acompanha pão francês fresquinho e vinagrete (R$ 24)

Os acepipes de balcão (R$ 5,40 – 100 gramas) também parecem convidativos, assim como as ostras frescas que chegam duas vezes por semana de Floripa, segundo o simpático Toninho, um dos proprietários dos bares da família, que estava dando uma força no balcão.

Amplas janelas e salão de botequim antigo convidam a horas de bate-papo

Chope vai, chope vem, pedimos a linguiça com provolone e orégano (R$ 24) muito recomendada pela Tati, com razão. A saborosa linguiça chega à mesa em uma frigideira de ferro e a cada corte feito pelo garçom, o provolone do recheio vai se apresentando. Para ficar ainda melhor, a iguaria vem acompanhada de pão francês fresquinho e vinagrete (sem pimentão… Obrigadinha!).

Mais um chope paulista (o ‘pingado’ de cevada) e outro claro embalaram nossa alegria em realizar o esperado happy hour no Tiro Liro. Confesso que demorei a conhecer o local, mas agora não demoro a voltar.

Tiro Liro – Rua Cotoxó, 1185 – Pompéia. Tel.: (11) 3868-3551
Horários: Segunda a sexta das 17h à 1h. Sábado das 11h30 às 19h.
E-mail:
donafelicidade@uol.com.br