Experiências
janeiro 3, 2009

O que você vê na foto acima ao lado do purê de batatas? Um peixinho ou um bifinho à milanesa? Imagino que “erva-doce à milanesa” não passou pela sua cabeça, nem pela minha. Que tal rever seus conceitos em 2009?
Quando esse prato foi servido no almoço do spa Viktoria Garten – voltei no final do ano passado para aproveitar dois dias, que tinha de crédito – mais uma vez me surpreendi com a criatividade da culinária vegetariana. Ótima dica para enganar crianças e até adultos que rejeitam vegetais. Ah sim… estava uma delícia, especialmente com o molho de salsão e endro.
E aproveitando que é hora de desintoxicar, publiquei novas fotos desta segunda temporada no spa, no Flickr do Braun Café. As imagens podem inspirar o movimento saúde, após a esbórnia das festas de final de ano. Sopinha de cenoura com curry, salada de pepino ralado com molho de cream cheese e até um iogurte batido com mel e calda ‘artística’ de framboesa dão graça à refeição, são fáceis de fazer e passam longe da ‘dieta deprê’.

Alguns restaurantes já estão se adaptando ao movimento saudável do início de ano. O Guia da Folha indicou o festival de saladas do Nonno Paolo, no Paraíso, em janeiro. Vou tentar resistir às pizzas, massas, carnes e especialmente ao delicioso pastel de camarão deste meu vizinho. Impressionante como o cardápio do Nonno é variado e 90% dos pratos são bons.
E agora, outra grande descoberta do final de 2008. O que você vê ja foto abaixo? Vinho? Acertou. De uvas? Não. Impossível? Sim… impossível provar apenas uma taça deste leve e refrescante vinho de jaboticaba produzido diretamente da casa do Ricardo Casson, no Tatuapé.

Casson, que já tem um bom sobrenome para batizar vinhos, é um cara da tecnologia, mas seu laboratório não se restringe aos bits e bytes. No ano passado ele resolveu encarar o árduo processo de produzir vinhos com frutas diferentes.
Felizmente fui presenteada com algumas garrafinhas dessa poção mágica dos Ursinhos Gammy. O vinho de jaboticaba é nota 10. Tem baixo teor alcoólico, um delicioso aroma da fruta e ainda é saudável. Se sobrar alguma garrafa por aqui acho que dá uma bela sangria.
Feliz ano novo, com muita saúde, alegria e deliciosas experiências!
O Melhor Bolo de Chocolate… em novas lojas
dezembro 22, 2008

Bolo de chocolate sem trigo é opção na ceia natalina. Foto: Divulgação
Sei que é época de comer [e falar muito de] panettones. Nada como a primeira fatia, com frutas cristalizadas, para abrir o apetite e o espírito natalino, mas vou aproveitar outro gancho para quem quiser variar nas sobremesas de fim de ano.
No último fim de semana, a confeitaria O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo abriu sua terceira loja em São Paulo, na Vila Madalena. A segunda foi aberta em Higienópolis, no início de novembro, e assim mais pessoas podem provar a misteriosa receita de bolo de chocolate sem farinha de trigo, que desembarcou de Portugal para a Rua Oscar Freire, no ano passado.

Empada de queijo Serra da Estrela no novo cardápio.
Apesar do título pretencioso, o bolo de chocolate, que considero mais uma torta do que bolo mesmo, já foi testado duas vezes pelo Braun Café e é muito gostoso. Recomendo a versão de chocolate meio-amargo. O preço é um pouco amargo, mas não mudou desde a inauguração da primeira loja. A versão pequena (8 pedaços) custa R$ 59, a grande (14 pedaços) sai por R$ 85 e a fatia, na loja, sai por R$ 7,50. Pode valer a pena para quem quer impressionar na ceia.
Com a abertura das novas lojas, a rede também ampliou o cardápio de salgados, claro – nenhum doce vai querer rivalizar com o “O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo”. Além do sanduíche de queijo Serra da Estrela e presunto ibérico, há opções de empadinhas de bacalhau e de queijo (Serra da Estrela), que já entratam na minha lista de guloseimas a degustar.
O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo
Rua Girassol, 185 – Vila Madalena. Tel.: (11) 2537-8050
Rua Alagoas, 852, Higienópolis. Tel.: (11) 2893-0050
Rua Oscar Freire, 125, Jardins. Tel.: (11) 3061-2172
Delivery: (11) 3061 2172 – R$ 15 (São Paulo) e R$ 20 (Grande São Paulo)
DJ de Boteco
outubro 25, 2008

Seguindo a linha do “boteco chique”, o Boteco Ferraz, aberto recentemente no Itaim, é um lugar para o happy hour dos arrumadinhos ou para esquentar o clima antes das baladas da região.
O ambiente lembra os botecos antigos da década de 50, mas deixa de lado os azulejos brancos e a luz fria, fazendo a linha meia luz com DJ tocando Amy Winehouse a meia potência. Na verdade, o Ferraz está mais para “barzinho de paquera” do que para um boteco legítimo, o que eu particularmente acho mais chique.
Por conta de uma promoção, fui conhecer o lugar para beber e conversar com minha prima, que prefere drinques a chopes e frequenta lugares mais ajambrados do que eu. Provamos a margarita frozen e a bem servida caipirinha de frutas vermelhas com vodka.

Os bolinhos de bobó de camarão (R$ 18) bem sequinhos revelavam um creme muito saboroso. Na sequência, resolvemos experimentar a porção de queijo coalho grelhado, que acompanhava mel e limão. Ótima idéia parar quebrar o sabor do queijo (R$ 14,50).

Depois de brigar com o canudinho da fronzen margarita parti para o chope, que era bem tirado, mas certamente seria melhor se não fosse Sol. O atendimento é muito atencioso, com um pouco de ansiedade na hora de trocar o chope ainda inacabado.
Por volta das 22h o lugar estava bombando, com pessoas já tomando seus chopes em pé no balcão. Se quiser garantir uma mesa chegue antes das 21h.

O Ferraz também oferece buffet no almoço (R$ 28,90 por pessoa) e apetitosas opções de pratos individuais no almoço e no jantar, seguindo um pouco a linha do Astor. O DJ felizmente tinha bom gosto musical e a idéia pode abrir caminho para os profissionais das pick-ups no segmento ‘DJ de Boteco’. Para quem não gosta de música ao vivo em bares é uma beleza.
Boteco Ferraz – Rua Dr. Mário Ferraz, 1462 (esquina com a Rua Tabapuã). Tel (11) 3079-4589
Cafééééé!
setembro 9, 2008

Além de bons cafés e do ambiente cool, o Vanilla Café da Consolação ainda tem uma conveniência para quem está na área externa. Basta pressionar o botão “Happy Call” grudado na mesa e o garçom vem atendê-lo.
A resposta não é assim tããão automática. Algumas vezes tivemos de apelar para os sinais, mas a idéia foi divertida. “Doutor Reginaldo”, logo disse o amigo Almeida apertando o botão. Em alguns momentos achei que a garçonete não estava de bom humor. Seria uma TPM ou o barulho infernal daquela campainha que tocamos milhares de vezes? Será que eles ouvem um grito do tipo “Caféééé!”?

Quando a garçonete chegar, a dica é pedir pelo nome: “Vanilla Café”. O expresso com espuma de leite e xarope de baunilha dispensa adoçante e é muito gostoso. Aliás, café com baunilha não tem erro.
O Mocha Caffé também é bom e tem o charme do ‘mosaico de calda de chocolate’, mas ainda fico com o Vanilla, sem desenho mesmo.

O cardápio de drinques cafeinados, descafeinados e alcóolicos é bem interessante. Após três cafés, já no modo “formiga atômica”, arriscamos a carta de vinhos. Pena que o português escolhido foi duro de abrir.
Após diversas tentativas na mesa, a garçonete teve de levar a garrafa de volta para pedir uma mãozinha. O problema é que muitas mãozinhas acabaram esquentando a bebida. Merece uma campainha: “Caféééé!”
Vanilla Café (Unidade Consolação) – Rua Antônio Carlos, 404 – São Paulo. Tel.: (11) 3262-3943.
O Vanilla Café tem 11 lojas em São Paulo, três no Rio de Janeiro, duas no interior paulista (Taubaté e São José dos Campos), uma em Fortaleza e uma em Torres. Consulte a lista no site www.vanillacaffe.com.br.







