'Pizza Pazza' é uma das opções de entrada no jantar da Vinheria Percussi durante a SPRW 2011 (Foto: Carol Fullen)

A Vinheria Percussi é uma das boas experiências na 9ª São Paulo Restaurant Week. Estive por lá ontem, com a amiga Carol Fullen, que parte para a Itália no fim da semana, em um delicioso bate-papo sobre dicas de viagem.

Nesta segunda edição da SPRW 2011, o cardápio promocional da casa, disponível somente no jantar (R$ 43,90), começa com o ‘Crespelle al pesto’. Acabei de saber no perfil da @Percussi que o delicioso crepe com creme de manjericão e molho de tomates foi resgatado do cardápio de 25 anos atrás. Outra opção de entrada é a ‘Pizza Pazza’, massinha de pizza crocante com berinjelas, tomate seco e queijo de cabra.

Crespelle al pesto: crepe de molho al pesto cremoso com molho de tomates

O couvert, vale lembrar, é cobrado à parte, assim como as bebidas e o serviço. A cestinha de pães (italianos e de azeite) com manteiga custa R$ 7,50 por pessoa. Na premiada carta da Vinheria há opções acessíveis em taça como o Montepulciano d’Abruzzo Chronicon DOC 2006 (R$ 12) e em garrafa como o suave Rupestro Cardeto 2009, da Umbria (80% Merlot e 20% Sangiovese), por R$ 55 – dica do simpático maitre Jonas Soares.

Orecchiette al ragu di costole

Nos pratos principais provei o saboroso e bem servido orecchiette, uma massa artesanal típica da região da Puglia, com leve ragu de costela de boi. A porção de risotto alla matriciana parecia mais modesta. Segundo a Carol, o prato estava gostoso, mas o ponto do arroz ficou bem ‘al dente’.

Risotto alla matriciana e bem 'al dente' com tomates, cebolas crocantes, pancetta e pimenta (Foto: Carol Fullen)

Na hora da sobremesa, a escolha foi rápida e certeira: Babá al rum. O delicioso e levíssimo pãozinho de ló com calda de laranja ao rum e creme estava perfeito. Eu até comeria mais um.

O café, também cobrado à parte, acompanha docinhos como o cantucci e o macaron de chocolate, que derrete na boca. O serviço da casa, que estava bem movimentada em tempos de SPRW, foi impecável.

Babá al rum: leve pãozinho de ló com calda de laranja ao rum e creme

Certamente, a Vinheria já preparou o paladar da Carol para suas experiências gastronômicas na Itália. Para mim foi um momento de deliciosas recordações.

Vinheria Percussi
Rua Cônego Eugênio Leite, 523 – Pinheiros – São Paulo (SP)
Tel.: (11) 3088-4920 

Croquetes de pato com molho agridoce. Ótima entrada do AKVila na 9ª edição da São Paulo Restaurant Week 2011

A 9ª São Paulo Restaurant Week (SPRW) começa oficialmente nesta segunda-feira, dia 5 de setembro e vai até o dia 18 deste mês em mais de 230 restaurantes paulistanos. Os cardápios promocionais (entrada, prato principal e sobremesa) ficaram um pouco mais caros nesta segunda temporada de 2011 – o almoço custa  R$ 31,90 e o jantar sai por R$ 43,90. Por estes preços, vale selecionar os menus mais interessantes, bem executados e que não fogem à proposta da casa.

Conheça alguns restaurantes que participaram da SPRW 2011 no primeiro semestre, avaliados pelo Braun Café e por seus leitores.
A prova dos 7 na São Paulo Restaurant Week
Aventuras, revelações e sabores da Restaurant Week 2011
Obá joga bonito na Restaurant Week 2011
Dez baratos da São Paulo Restaurant Week

Polenta rústica ao ragu de linguiça picante com salada de ervas frescas, um dos principais do AKVila na SPRW

Tive a oportunidade de provar os cardápios de dois participantes desta edição da SPRW: AK Vila e Bistrô 28. Como me disse Andrea Kaufmann, chef do AKVila, na última sexta-feira, a Restaurant Week é uma oportunidade para trazer novas pessoas ao restaurante e “fazer você pensar” em um cardápio bacana que se encaixe na proposta do evento.

Andrea, como sempre, pensou bem. No novo AK, agora na Vila Madalena, o almoço promocional traz delícias como  a entrada de croquetes de pato picantes com molho agridoce. A escolha entre os pratos principais é difícil. Tanto a polenta rústica com ragu de linguiça e salada de ervas frescas, como o spaguettini com pesto de manjericão e lulas provençais estavam muito saborosos, na medida certa.

Spaguettini com lulas provençais, tomates frescos e pesto de manjericão do AKVila

A outra opção de entrada, berinjelas chamuscadas com molho tahine e tomates frescos, já vem do antigo AK Delicatessen e também é uma boa pedida. Para a sobremesa, as opções são uma cremosa mousse de chocolate salpicada de praliné de nozes e caramelo salgado e o também conhecido merengue de morangos com calda de mirtillo.

Para beber, a casa oferece vinhos em taça a R$ 12. Se o cliente se animar a pedir uma tacinha de porto Tawny o pacote sai por R$ 18.

Mousse de chocolate salpicada de praliné de nozes e caramelo salgado

Vale lembrar que bebidas, couvert e serviço são cobrados à parte na Restaurant Week. E o evento também tem um papel social, sugerindo a contribuição de R$ 1 por pessoa para a ONG Ação Comunitária Monte Azul. O cupom fiscal também pode ser doado, se o cliente desejar, ao Instituto Ayrton Senna.

Já o Bistrô 28, na Vila Mariana, não atendeu às expectativas. Estive por lá no sábado para almoçar com a amiga Ciça, companheira de Restaurant Week, e achamos a proposta do local um pouco confusa – pratos das culinárias italiana e brasileira se misturam a alguns toques da francesa. Enfim, na prática, a diferença entre a descrição dos pratos promocionais e a realidade decepcionou.

Salada de abóbora (?) do Bistrô 28

Difícil encontrar os pedacinhos de abóbora na “Salada de abóbora assada com croutons, ricota defumada e molho balsâmico”, uma das opções de entrada do Bistrô 28. Já as três brusquetas de salmão gravilax com creme azedo e redução de aceto estavam gostosas.

Moqueca vegetariana, com muito dendê e pouca graça, arroz e banana da terra grelhada do Bistrô 28

Entre os pratos principais, a moqueca vegetariana, carregada de dendê, com arroz branco e banana da terra grelhada, poderia ter sido mais incrementada. Um arroz de coco, por exemplo, iria bem. O mesmo vale para o bife de lombo com manteiga de ervas, farofa de pinhão e feijão de corda. O bife estava macio e bem temperado, embora bastante gorduroso. O prato farto de farofa escondia algumas lembranças de pinhão e o feijão de corda com pimentão podia ser mais saboroso.

Bife de lombo com manteiga de ervas, feijão de corda com pimentão, muita farofa e pouco pinhão

Nas sobremesas do bistrô, o papiote de frutas e especiarias com sorvete de creme estava ‘ok’. O destaque do almoço ficou por conta dos charutos de tapioca com doce de leite. Os bolinhos fritos envoltos em açúcar e canela com o toque de doce de leite fizeram uma criativa referência ao ‘churro’ espanhol.

Churro brazuca: bolinhos de tapioca em açúcar e canela com doce de leite. O melhor do almoço no Bistrô 28

Espero que estas primeiras impressões ajudem o leitor a fazer boas escolhas na 9ª São Paulo Restaurant Week. Aproveite a quinzena de promoções gastronômicas e compartilhe suas experiências aqui no Braun Café. Bon appétit!

Por Eduardo Godinho*

Logo ao entrar, já gostei não só da decoração (bem diferente do que havia imaginado ao ler o nome, com inclinações indianas), mas também da música – http://www.jorgedrexler.com

Quando você está com vontade de ir a um restaurante diferente, o que você faz? Eu, como bom frequentador [leia-se viciado] de redes sociais, resolvi arriscar utilizando o FourSquare e foi assim que conheci o Zazá Bistrô Tropical.

Estava caminhando pela Praia de Ipanema, lá pelas 19:00 quando pensei que seria interessante jantar por perto, mas como não conhecia absolutamente nada ao redor, resolvi abrir o aplicativo e ver se existia alguma coisa próxima. Até aquele momento eu apenas havia utilizado o FourSquare para ver comentário e indicações de pratos (sempre pergunto a sugestão da casa ao garçom, porque não ler a sugestão de várias outras pessoas?), mas para minha surpresa havia um restaurante recomendado por várias pessoas, que estava muito próximo. Como o restaurante também participava do Rio Gastronomia embarquei de vez na sugestão.

Lulas grelhadas sobre salada de edamame com toque de limão kafir e gergelim

Você já ouviu falar de edamame? Sinceramente nunca tinha ouvido a respeito. Esse grão é visualmente parecido com uma ervilha e combinado com a lula, se mostrou realmente surpreendente!

O prato principal era bastante variado – para mim até demais. Como diria minha avó, o todo não ‘ornou’, embora os ingredientes estivessem bem preparados (o peixe estava um pouco cozido demais).

Namorado sobre pirão Thai acompanhado de cozido de baroa no leite de coco, farofa de maracujá com cebolas caramelizadas e coentro

O jantar foi fechado com mais uma novidade: mousse de chocolate branco com calda de capim-limão. Olha… estava bonito e ainda mais gostoso! Fui obrigado a sair da dieta, mas por um bom motivo.

Naquela altura da noite, o restaurante já estava com bastante gente, mas mesmo assim o serviço se manteve atencioso e rápido.

Mousse de chocolate branco com calda de capim-limão e cítrico com amêndoas tostadas

O preço (R$ 89,00) foi um pouco mais salgado na comparação com a conta do Aconchego Carioca e a quantidade só servia uma pessoa mesmo.

Sugestão: para beber recomendo o Preta Pretinha (Absolut Vodka, morangos, pimenta, folhas de manjericão, água de coco e monin de cramberry com meia borda de chocolate branco e preto).

Logo mais, volto com a minha última visita aos restaurantes do Rio de Janeiro, que foi muito mais que um jantar. Roberta Sudbrack oferece uma verdadeira experiência gastronômica.

Zazá Bistrô Tropical
Rua Joana Angélica 40 – Ipanema – Rio de Janeiro – RJ
Tels.: (21) 2247-9101 / (21) 2247-9102

*Edu Godinho é profissional de segurança da informação, querido ouvinte do Tecpod e  apreciador da boa mesa. Depois do Aconchego Carioca, nosso colaborador nos brinda com mais uma ótima dica gastronômica do Rio.

Primeiro prato na Itália: spaghetti a matriciana do Taverna St. Anna

Na Itália se ‘mangia’ bem e muito. No país que defende o ‘slow food’, uma refeição completa consiste em antepasto (frios, queijos etc.), primeiro prato (massa ou risoto), segundo prato (carnes, aves, peixes) com acompanhamentos (‘contorni’) à parte, salada, sobremesa (‘dolci’) e um café expresso (sempre curto).  É um desafio.

O Braun Café volta à ativa após 22 dias pela Itália, passando por dez cidades, com muitas dicas e sabores inesquecíveis na memória, mas tenho de confessar que não consegui fazer a refeição italiana 100% completa em nenhum restaurante (e eu como bastante… Pode acreditar). Veja também o toast de Siena.

Fetuccine Da Neroni (ovos, cogumelos, presunto e ervilha) e meio litro de vinho branco da casa. Boa pedida ao lado do Coliseu.

Vamos degustar as dicas por partes e cidades. No Flickr do Braun Café você pode acompanhar fotos de todos os sabores da viagem, mas aqui vou destacar os lugares mais especiais e fazer algumas recomendações. Vamos a elas:

Reserva: assim como você, os turistas saem dos seus passeios mortos de fome em busca de um bom lugar para comer ou de uma comida barata. Se quiser garantir o seu lugar em um restaurante especial, chegue bem cedo ou ligue antes e faça uma reserva (‘prenotazione’).

Gelatto de pistache e chocolate ao lado da Fontava de Trevi

Couvert: muitos restaurantes cobram o ‘coperto’, que custa 3 euros por pessoa, em média, e vale como uma taxa de serviço. Nesses locais, você não pode dispensar o couvert como faz no Brasil. O negócio é engolir o coperto, que geralmente compreende uma cestinha de pão e grissinis industrializados. Peça um ‘burro’ (manteiga) ou óleo de oliva e tudo ficará bem.

Vinho da casa: ficou perdido na carta de vinhos? Quer uma opção mais em conta? Peça o vinho da casa. Geralmente é um vinho simples, leve e uma jarra de meio litro custa 4 euros (para duas pessoas). Sai mais barato do que Coca-Cola ou suco. Se for apostar nos rótulos, as garrafas inteiras saem de 10 a 20 euros. Prepare-se para tomar vinho todo santo dia.

Pizza especial do Mamma Mia: muzzarela, beringela, espinafre, cogumelos e 'salsiccia'. É feia, mas a massa é fina e o sabor é bom

Pizza: sim… é verdade que a pizza paulistana é melhor, mas a italiana não é tão ruim assim. Para quem gosta de massa fininha e crocante, a pizza (sempre individual) é uma boa pedida, além de ser em conta. A redonda, de tamanho equivalente ao de uma pizza média daqui, custa de 6 a 8 euros e você pode até dividir se não estiver com tanta fome.  Mas a melhor pizza que comi na Itália foi em pedaço, em Veneza. Aguarde pelos próximos toasts.

Pão: O pão na Itália, especialmente em Roma, é uma dureza e sem sal. Na padaria de um supermercado romano, um vendedor cortava um pedaço do pão de cada dia para o cliente como se estivesse serrando um pedaço de madeira. A roseta romana também não era muito diferente. Só com muito presunto cru e azeite para encarar.

Mesmo com tantas opções de vinho, uma pilsen Peroni, Birra Moretti ou Nastro Azurro vai muito bem nos dias quentes.

Gelatto: O sorvete é sempre uma alegria na Itália. Em uma das tardes quentes de Roma, ao redor da Fontana de Trevi provei meu primeiro gelatto e não parei mais. Acredito que não exista sorvete ruim na Itália, mas há locais mais concorridos como a Giolitti. E aqui empresto a dica do meu amigo Paulo, que morou na Itália e é apaixonado pelos gelatti: “Gelato na gelateria San Geminiano, ao lado/frente da Fontana di Trevi. Tudo è 100% natural e a vendedora era brasileira. Aproveita para provar vários!”

Quem tem boca (e dentes fortes para comer o pão) vai a Roma e é por lá que começamos nossa viagem. Nossa primeira parada foi o simpático Taverna St. Anna, vizinho do hotel, a dois quarteirões da estação Manzoni do metrô. O spaghetti bem al dente com saboroso molho à matriciana, acompanhado do ‘vino rosso’ da casa foi um inesquecível ‘primi piatti’.

Muitas vezes ficamos satisfeitos com o antepasto e o primeiro prato. No geral a conta saía 30 euros para dois, com as bebidas e o café. Outra opção é pedir um primeiro prato e um segundo (carnes) e dividir.  Você faz a regra (exceto pelo coperto que é obrigatório).

Vinho rosé da casa no ótimo Tratoria Alle Fratte Di Trastevere

Entre muitas andanças por Roma, acabamos por optar por restaurantes da vizinhança. O Mamma Mia, por exemplo,   me surpreendeu com o ótimo cordeiro assado com batatas, além de divertidos papos com o garçom sírio e o proprietário egípcio. ‘Tutti buona gente’.

Em uma pausa para o almoço, após a visita ao Coliseu, fugimos das barraquinhas de lanches caros e duvidosos e descobrimos o Ostaria da Nerone, logo ali na área. A casa oferece boas opções de primi piatti como o Fetuccine da Neroni com molho de ovos, cogumelos, presunto, ervilhas.

Risoto de alcachofra e camarão do Trastevere. Parei no primi piatti.

O destaque de Roma ficou para o penúltimo dia, quando segui a preciosa dica de um brasileiro bom de garfo, em Trastevere. O bairro atrai muitos locais e turistas, fazendo fila nas portas de algumas cantinas que pareciam bem interessantes e rola um agito noturno legal na praça.

Anote este nome: Tratoria Alle Frate Di Trastevere. Um lugar bacana, com ótima comida e bons preços. O local estava cheio e não fiz reserva, mas a espera foi curta e agradável com uma taça de vinho branco da casa.

O restaurante oferece diversas opções de bruschetta. Provei a versão com creme de fungui, que estava boa, mas acho que a de tomates deve ser ainda melhor. Apostei no rosé da casa (mezzo litro) e em um excelente risoto de alcachofra com camarões, muito bem servido. O Dexter foi de penne ao molho de salmão e vodka (muito bom).

Um belo tiramisù na despedida de Roma

No fim, não resisti ao ‘dolci’ e provei um pedaço generoso de tiramisù. Incluindo uma caneca de cerveja grande, meia água e um café para encerrar, a conta saiu por 35 euros muito bem gastos. Na volta, de táxi, ainda passamos pelo Coliseu iluminado. Uma bela despedida de Roma, antes de partirmos para a maravilhosa Toscana, que fica para o próximo ‘toast’.

Alle Fratte Di Trastevere Via Delle Fratte Di Trastevere, 49 – Roma. Tel.: +39-06-58-35-775

Mamma Mia –
Viale Manzoni, 52/54 – Roma.  Tel.: +39-06-44-54-720

Ostaria da Nerone – Via Delle Terme Di Tito, 96 (ao lado do Coliseu) – Roma. Tel.: +39-06-48-17-952

Taverna St. Anna – Viale Manzoni, 107 – Roma. Tel.: 339-47-80-745

Sunomono com lulas, sashimis de anchova negra defumada, atum, lula e polvo

Há muito tempo, o Uo Katsu deixou de vender peixes e frutos do mar para virar sushi bar, mas ainda é conhecido como ‘peixaria’ pelos clientes que lotam suas mesas comunitárias pelo frescor e a variedade dos produtos bem preparados.

Estive por lá no último sábado às 12h com o mestre Edgar Kanamaru em mais um momento de sabedoria gastronômica depois da aula no Miyabi. O ideal é chegar cedo para não ter de pegar uma senha de espera.

Pargo perfeito na 'ex-peixaria' que atrai clientes pela variedade e pelo frescor

No ambiente muito limpo, simples e claro, os clientes compartilham longas mesas comunitárias ou podem escolher o pequeno balcão de quatro lugares. Edgar e eu ficamos por lá em frente às vitrines de variados peixes prontos para o sashimi e de sushis já preparados para um dia de movimento.

Os sashimis são oferecidos por quilo – 100 gramas rendem de dez a 12 fatias de peixe e os preços variam de R$ 6 a sardinha a R$ 22 o atum ‘toro’, mas a média fica em torno de R$ 12. O ideal é pedir 50 gramas (seis fatias) para ter mais variedade à mesa.

Sashimi por quilo (100 gramas variam de R$ 6 a sardinha a R$ 22 o atum gordo 'toro') - 50 gramas rendem 6 fatias de sashimi, em média

Provamos o delicioso sashimi de anchova negra defumada, que eu não cansaria de repetir, sashimis de lula (um pouco viscosa, mas de sabor interessante e leve), polvo (ok), atum (macio e saboroso). Seguimos a recomendação da casa pedindo 50 gramas de pargo, que estava delicioso. Edgar conta que o pargo é embalado em gase e levemente escaldado para ter mais maciez. No Uo Katsu, o resultado é perfeito.

Tentações do balcão: ao fundo o saboroso sushi de shimeji e salmão

Na sequência, os sushis. Muitos deles já estão prontinhos no balcão e são servidos em porções de dois ou quatro. Escolhemos o uramaki de marisco (sou fã de marisco e gostei bastante), sushi de arroz temperado com salmão e ovas de salmão (explosão de sabor), de atum ‘tartar’ com um toque de maionese, cebolinha e ovas de peixe voador (meu favorito), o lindo ‘buquê’ de shimeji envolvido em salmão e alga, e finalmente o sensacional sushi de sardinha (o sabor do peixe em leve conserva casa muito bem com o sabor adocicado do arroz) com toque de gengibre moído e cebolinha.

Uramaki de marisco, susho de arroz temperado com ovas de salmão, sushi de atum com ovas de peixe voador e sardinha

O sushi de sardinha mereceu um ‘repeat’, acompanhado de um clássico da culinária japonesa:  sushi de ovas de ouriço do mar (uni) com lula (ika) crua fatiada. A iguaria chamada Ika-uni é só para iniciados. Como não sou chegada no sabor forte do uni e em comidas muito gosmentas (quiabo, por exemplo, só como se for bem frito) foi uma prova ‘no limite’. Valeu a experiência, comi tudo direitinho (rs), mas não vou pedir ‘bis’.

Sushi de sardinha em leve conserva com gengibre e o desafio: ovas de ouriço (uni) com lula (ika)

Depois de ouvir os atendentes cantarem tantas vezes o pedido, não resisti a uma ostra e me dei bem. Assim como todos os produtos da casa, o molusco estava fresco, saboroso e foi devorado rapidamente com limão e um toque de shoyu. Para fechar o banquete pedimos o doce sushi de unagi (enguia) com bastante molho tarê, embora eu ainda prefira os salgados.

Ostra deliciosamente fresca saboreada com limão e uma gota de shoyu

A conta pode parecer salgada (R$ 77 por pessoa), mas é um preço muito justo para a quantidade e a variedade de iguarias  que provamos. A casa ainda oferece grelhados e faltou provar a vieira, mas certamente não faltarão oportunidades de voltar.

Ambiente simples e limpo tem longa mesas comunitárias. Vale chegar cedo para não pegar a senha de espera

Vale lembrar que a ‘peixaria’ só aceita Visa, cheque ou dinheiro. Na hora do pagamento, a gerente grita “caixinha!” e a equipe responde “obrigado!”. Eu é que agradeço.

Uo Katsu Sushi Bar – Rua Manoel da Nóbrega, 1.180 – Paraíso – São Paulo (SP). Tel.: (11) 3887-9426
Aceita cartão Visa, cheque ou dinheiro. Horários: Terça a sexta das 10h às 18h. Sábado das 10h às 16h.