Pudim à luz de velas

fevereiro 6, 2010

Como fiquei sem fotos, esta é uma das 31 ideias para luz de velas da revista http://www.casa.com.br (Foto: Editora Abril)

Entre dezenas de lugares escondidinhos de São Paulo está o Les Delices de Maya, uma pequena e charmosa doceria aberta há mais de dois anos e meio, na Vila Madalena, onde a jovem Maya serve doces, lanches e pratos para o almoço.

A Maya até começou a fazer faculdade de gastronomia, mas herdou da família de origem japonesa a arte de descobrir novos sabores na prática. Além de bolos e outros doces, a casa serve quiches, sanduíches como o croque-monsieur (o ‘misto quente francês’), massas e saladas.

Como a doceria só abre durante a semana – sorte de quem mora ou trabalha na área – passei por lá em um feriado da cidade, e encontrei o local aberto, na Mourato Coelho, ao lado do boteco São Bento, o ‘polêmico bar do chope Sol‘.

Naquela tarde, o bairro todo estava sem energia, minha irmã e eu já tínhamos almoçado então entramos no lugar, à luz de velas, para dar uma espiada. Acabamos divindo um delicioso e bem servido pudim de leite, pedimos uma água com gás e ficamos apreciando a coleção de batedeiras antigas que fica acima dos freezers cheios de quiches, massas e molhos vendidos para viagem.

Felizmente a conta (R$ 6) foi bem doce porque nenhuma das duas atentou para o fato de que, sem energia, não seria possível usar cartão.

Adorei esta preciosa dica da leitora Cris Sato e espero voltar logo para provar outras ‘delices’. Infelizmente, as fotos não saíram e o ‘toast’ ficou no escuro, mas na próxima visita trago as imagens das lindas batedeiras ‘anos 60’.

Les Delices de Maya – Rua Mourato Coelho, 1.044 – Vila Madalena. São Paulo – SP. Tel: (11) 3813-3498. Segunda a sexta das 10h às 19h30. (Fecha aos sábados e domingos).

SubAstor - drinks com a elegância dos filmes noir

O noturno SubAstor, antigo andar inferior do boteco Astor, na Vila Madalena, é um bom endereço para quem busca um ‘esquenta’ antes da balada, um happy hour mais intimista ou a saideira para fechar a noite com ‘garbo e elegância’.

Cosmopolitan (R$ 17) e caipiroska entre 40 opções de drinks no balcão iluminado

Estive por lá no ano passado, tomando um drink sossegado antes de ir para casa e gostei muito do estilo ‘clube noturno anos 40 (ou 50)’ do local. E mesmo antes, o ‘sub-solo do Astor’ já seguia uma linha diferente do iluminado salão principal.

Esquenta, fim de noite ou happy hour intimista entre sub-30s e sub-40s

No clima ‘filme noir’ – exceto pela fumaça de cigarro que fica lá fora – ou no “estilo speakeasy dos bares clandestinos da lei seca” (do Paladar) frequentadores sub-30 ou sub-40 se aconchegam em cadeiras de couro vermelhas, entre cortinas de veludo do mesmo tom e prateleiras de garrafas à meia luz. Outros, como eu, Cecília e Dexter, se acomodam no balcão iluminado onde Cosmopolitans (R$ 17) e Dry Martinins (R$ 21) são preparados como manda o figurino.

Dry Martini (R$ 21) servido como manda o figurino

A carta com mais de 40 drinks e coquetéis inclui vodkas especiais como a Ketel One (nada de “Vodka Baryshnikov – Bebeu Dançou” da TV Pirata). Para harmonizar, o menu oferece porções especiais como os Hot Canapés de presunto cru, picanha (muito bom) e beringela (R$ 17). Se estiver com fome mesmo, aquele maravilhoso picadinho de carne do Astor pode descer, mas a empadinha de camarão o Sub vai ficar lhe devendo.

SubAstor – Rua Delfina, 163, Vila Madalena, São Palo – SP. (11) 3815-1364 (Embaixo do Bar Astor). Horários:  Sexta e Sábado das 20h às 4h. Segunda a Quinta das 20h às 3h. Fecha domingo. Aceita cartões.

Nova cozinha experimental da Unilever para chefs e consumidores

Aprendi a fazer pudim com a receita que embalava a saudosa lata de Leite Moça e confesso que adoro de ler os versos dos produtos atrás de algumas dicas. Nos bastidores das embalagens estão pessoas que quebram a cabeça e cozinham todos os dias para que a sugestão não fique apenas bonita na foto.

Ivy, a nutricionista, e Marina, a chef (ao fundo) em uma das 3 cozinhas experimentais

Ivy, a nutricionista, e Marina, a chef (ao fundo) em uma das 3 cozinhas experimentais

Em meados de dezembro fui espiar a recém-inaugurada cozinha experimental da Unilever, na Vila Olímpia, em um divertido grupo de blogueiros dos ‘comes e bebes’. No happy hour/jantar, pudemos saborear algumas invenções simples e gostosas criadas pelas doces Marina Guedes, chef responsável pelas receitas da Unilever,  e Ivy Oliveira, nutricionista do time .

Mão no fogo pelo novo cooktop alemão

Colocando a mão no fogo, sem perigo, pelo novo cooktop da 'cozinha dos sonhos'

Os ‘food bloggers’ começaram o tour colocando a mão no fogo, literalmente. Entre as inovações da ‘cozinha dos sonhos’ está um cooktop de vidro cerâmico que não queima as mãos. A tecnologia de origem alemã concentra a emissão de calor somente em objetos de metal. Pode colocar a mão ao lado da panela com água fervente e nada acontecerá. É só não se esquecer de tirar anéis e pulseiras.

Blogueiros de gastronomia trocando receitas e opiniões

Nós, como de costume, também opinamos bastante. Embalagens difíceis, a volta da antiga lata de Leite Moça, calorias da maionese, amor ou ódio ao Ades e o teste do “Meu Arroz” – que funciona mesmo, na minha experiência – estavam entre os temas de bate-papo do grupo.

Maionese com wasabi na massa crocante com kani e vegetais

Nas entradas, o tema era a maionese, que acompanhou as três opções: canapés de brie ao forno com mel, cestinhas de massa bem fina e crocante com kani, vegetais e wasabi com maionese e rolinhos de cogumelos feitos com fatias de pão integral amassadas com rolo de massa. Bem fácil e bacana.

Ades, quem diria, é base do smoothie de manga, sorbet cítrico e frutas vermelhas

Drinks do tipo ‘smoothie’ com o polêmico Ades agradaram até a Faby, do Rainhas do Lar, que detesta o leite de soja. Provamos duas versões: Ades de maracujá batido com sorbet de frutas cítricas e manjericão e Ades de manga com sorbet de limão e frutas vermelhas. Os dois ficaram muito bons, mas de manjericão se destacou por ter dado um toque muito especial ao primeiro drink.

Carré de cordeiro com caldo de picanha, relish de pepino e purê de mandioquinha com queijo e caldo de legumes

Os pratos principais foram carré de cordeiro com relish de pepino (ralado pela Júlia com todos os trocadilhos possíveis sobre o pepino) e pêra e purê de mandioquinha com queijos. Neste ponto rolaram as ‘dicas Knorr’ de caldo de picanha para temperar o carré (macio e grelhado ao ponto) e caldo Vitalie de legumes para finalizar a mandioquinha (boa).

Risoto com caldo 'Meu Arroz', açafrão e camarões flambados na cachaça

O segundo prato principal foi um risoto com açafrão, camarão e cachaça. Gostei de saber que o caldo do “Meu Arroz” pode ser usado para risotos porque é mais leve. A cachaça deu um toque especial nos camarões, mas o prato ficou bem suave.

Fechamos o jantar com um mousse gelado de limão e sorvete de chocolate branco e uma ‘desconstrução’ de Romeu e Julieta feita com sorvete de creme, goiabas e um pouco de leite batidos, finalizado com um toque de requeijão. Exceto pelas sementinhas de goiaba (acho que uma peneira resolve) estava incrível.

Desconstruindo Romeu e Julieta: sorvete de creme batido com goiabas e requeijão

Além de testar as receitas de produtos da empresa e convidar os funcionários para o duro trabalho de degustá-las, de vez em quando, a nova cozinha será um ambiente de aulas para profissionais de gastronomia e pilotos de fogão do lar. Sim, o consumidor também terá sua vez de aprender e opinar direto com o fabricante. É justo.

Obrigada ao Gui Jotapê e ao Biso, do Botecagem, pelo convite para o happy hour diferente e pela saideira do evento, inlcuindo cachaça aromatizada, no Bar do Arnesto. “Parabéns a vocês” em ritmo de samba!

Rocambole de chá verde da Nami Choux

Confeitaria da escola francesa, com toque oriental e ambiente cosmopolita. Esta é a Nami Choux Boulangerie, uma boa pedida para tomar um café, chá da tarde ou almoçar, com estilo e traquilidade, no bairro do Paraíso.

Se estiver perto da Estação Brigadeiro do Metrô, desça dois quarteirões na Rua Manuel da Nóbrega e faça uma pausa para provar uma bomba de creme ou o suave e macio rocambole de chá verde, uma das criações da simpática Nami.

Eclairs de diversos sabores estão entre as doces tentações da casa

Nami passou dois anos no Japão trabalhando em uma empresa de catering onde passou por todas as modalidades da cozinha, mas se apaixonou pela arte da confeitaria.

Na área de quitutes para viagem ou para presente, prove os deliciosos amanteigados de laranja e os ótimos brioches. Entre outras tentações produzidas na casa estão alfajores, pães de mel e fatias de pão-de-ló colorido (‘rainbow cake’). O cardápio também oferece sanduíches e quiches com saladas para o almoço.

Pães e bolos caseiros como o 'rainbow cake' para viagem ou presente

A pedido dos vizinhos, a Nami também prepara especialidades das padarias japonesas como o ‘melon pan’ e o ‘cream pan’.

Além de bater papo e relaxar no ambiente com design moderno e pé direito alto, tomando um Café do Centro, é possível reservar o salão superior para eventos. E até o final deste semestre, a Nami Chox também começa a oferecer um brunch, nos finais de semana.

Aconchegante e moderno, local tem salão superior para eventos

Nami Choux – Rua Manoel da Nobrega, 521, Paraíso – São Paulo – SP. Terça a domingo das 11h às 21h. Aceita todos os cartões de crédito, Visa Vale e Ticket Restaurante.

Que tudo se realize…

janeiro 3, 2010

Preparação para o projeto Veuve Underground: champagne e ovas 'tipo caviar'
Que em 2010 todos os seus desejos gastronômicos se realizem. Em dezembro coloquei em prática uma ideia cultivada há alguns anos com minha amiga Cecília: provar champagne com caviar, uma harmonização clássica. O problema era o custo, mas um pouco de ‘impulso’ no free shop ajudou a realizar o projeto “Veuve Underground” em casa.


Estava de olho em alguma promoção de champagne, mas não tem milagre (exceto o milagre de Natal do Maurício). No free shop encontrei Moet & Chandon por US$ 59, mas na volta já estava esgotado. Para não perder a empolgação, levei um Veuve Clicquot Brut por US$ 66. Fazendo as contas, em relação ao valor médio cobrado por aqui, a economia foi de praticamente 100 reais. Que beleza!


Entrei com o champagne e a Cecília com o caviar. No Empório Santa Maria, ela comprou ovas ‘tipo caviar’ de capelin (peixe da Islândia) e de salmão, por cerca de R$ 20 cada vidro (deu muito bem para três e sobrou).

O verdadeiro caviar, com ovas de esturjão, é muito raro e rima com muio caro então fomos de ‘caviar cover’ mesmo. De sabor mais suave do que as de salmão, as crocantes e microscópicas ovas de capelin fizeram sucesso em nosso projeto.


Para compor a tradição, o empório já vende bandejas prontas dos tradicionais blinis (massinhas parecidas com micropanquecas para servir o caviar). O creme azedo colocado antes das ovas pode ser comprado pronto, na Casa Santa Luzia, ou feito facilmente em casa. Cecília bateu bem uma xícara de creme de leite fresco, uma colher de sopa de suco de limão e uma pitada de sal. Ficou ótimo e quebrou bem o sabor do peixe, especialmente no caso do salmão.


Durante o preparo de nosso projeto Veuve, confesso que vibramos como crianças que ganharam uma bicicleta no Natal. O investimento daria mesmo para comprar uma bicicleta, mas não é um desejo impossível. Com um pouco de poupança gastronômica e algumas substituições você tem um gostinho de glamour.


Ah sim… o champagne com seu aroma de fermento, seu fino perlage e sabor suave mostrou que a tradição do caviar tem muito valor. A experiência também comprova que a melhor harmonização é brindar com pessoas queridas.