Boa entrada em 2010!

dezembro 31, 2009

Massa folhada com recheio de brie. Para fazer a festa

Aqui vai uma dica de entrada bem bacana, que aprendi a fazer em uma aula de culinária com a chef Gena Berry, em Atlanta (EUA). É uma massa folhada com recheio de brie, geleia e alecrim, que vai fazer sucesso nas suas festas em 2010.

Jornalistas e a Chef Gena Berry com a mão na massa em Atlanta

Para entrosar os jornalistas de tecnologia que participavam de um evento da IBM, a empresa resolveu colocar todo mundo na cozinha (adorei). O local era a The Cook’s Warehouse, uma loja incrível com todos os utensílios domésticos que você pode imaginar (incluindo as facas japonesas Global, que o Anthony Bourdain recomenda), uma área de vinhos (provamos alguns latinos ótimos) e uma cozinha especial para aulas. Me senti como uma criança em uma loja de brinquedos.

Salada de espinafre com bacon, torradinha de queijo de cabra e molho especial

Nos dividimos em grupos e cada um pegou uma parte do menu: entradas (massa folhada com brie, pães de roquefort e tranças de parmesão), salada (folhas de espinafre com molho de cogumelos, bacon, azeite vinagres balsâmico e de framboesa) e principal (filé mignon com molho de cogumelos em redução de vinho tinto, acompanhado de batatinhas assadas e tomates assados recheados com farinha pan e tomilho).

Mignon ao molho de vinho e cogumelos, risoto de limão, batatinhas coradas e tomate assado

A sobremesa (suflê de chocolate com cobertura de chantilly) foi mérito do Fernando, jornalista do México, que nunca havia feito um doce na vida e mandou muito bem. Ganhou até um kit da chef.

Suflê 'campeão' de chocolate com cobertura de chantilly

Minha dupla com o jornalista colombiano Guillermo, estreante na cozinha, pegou a salada e o brie. Sinceramente, não tínhamos ideia do que estávamos para fazer. Seguimos as instruções, colocamos a mão na massa e ficou sensacional. Veja mais fotos no Flickr do Braun Café.

“Peach and Rosemary Brie”

Ingredientes:
– Uma peça de brie redonda
– 1/2 xícara de geléia de pêssego (pode ser de gengibre também)
– 1 colher de alecrim fresco picadinho
– 1 colher de amêndoas em lâminas
– 1 folha de massa semi-folhada
– 1 ovo

Brie 'brilhante de flash' recheado antes de entrar na massa

Pré-aqueça o forno a 220 graus e prepare o recheio do brie: misture a geleia, o alecrim e as lâminas de amêndoa.

Corte a peça de queijo ao meio na horizontal, adicione o recheio cuidadosamente e tampe com a outra parte do brie.

Embrulhando o brie para presente

Abra a massa (polvilhe um pouco de farinha de trigo para não grudar), insira o queijo e embrulhe bem, cortando o excesso com uma tesoura. Use o excesso para decorar a massa.

Bata um ovo inteiro em uma tigelinha e pincele bem a massa por todos os lados. Coloque-a em uma assadeira untada com um pouco de manteiga e leve ao forno por 15 minutos (até que fique douradinha).

Massa crocante e recheio cremoso com toque doce e de alecrim ao fundo. Só felicidade

Retire a massa do forno e deixe esfriar de 5 a 10 minutos. Corte cuidadosamente em uma tábua, sirva com torradinhas e tenha uma ótima entrada em 2010!

“Coca-Cola… um sorriso”

dezembro 26, 2009

World of Coca-Cola: marketing e cultura pop

Primeiro desejo ao querido leitor do Braun Café um Feliz Natal, atrasado. Peço desculpas pela ausência, mas dezembro foi mais do que corrido. Além de muito trabalho, tive a oportunidade de viajar (a trabalho), para a terra da Coca-Cola.

Neste tempo também acumulei novas experiências (comer um pudim de leite à luz de velas na Vila Madalena, conhecer a nova cozinha onde são testadas receitas da Unilever, provar o rocambole de chá verde de uma nova boulangerie perto de casa, realizar um projeto de ‘champagne e caviar’, além de festejar um ‘casório de boteco’ de amigos queridos). Felizmente estou de folga nesta última semana do ano para compartilhar contigo todas estas novidades. Vamos nessa.

Recepção ao som do refrigerante caindo no copo... aaah

Quando me escalou para um evento da IBM, em Atlanta (EUA), a Cris De Luca me disse que havia duas coisas importantes para visitar, no pouco tempo livre que restasse: a fábrica da Coca-Cola e o tour da CNN. Felizmente, ambos ficam no centro da cidade. Joguei minhas malas e me joguei pra lá.

O tour da CNN é legal, embora visitar jornalistas trabalhando não seja novidade no meu dia-a-dia. Próximo assunto… Atravessei o parque Centennial Olympic, vazio e gelado, ouvi ‘Twist and Shout’ (era uma fonte ‘dançante’) no caminho e cheguei ao The World of Coca-Cola.

Visual do museu próximo à sede da Coca-Cola

O museu da Coca-Cola, próximo ao gigantesco edifício que sedia a empresa, é uma aula de marketing e de cultura pop. Primeiro porque o cara de tornou o refrigerante o que ele é hoje, não foi o doutor John Pemberton, o inventor da fórmula em 1886, mas outro farmacêutico chamado Asa Candler. Foi ele que criou todo o sistema promocional e de distribuição da bebida. Isso inclui distribuir cupons para incentivar a degustação, segurar o preço do refrigerante a 50 cents por anos, criar uma linha de souvenires (broches e fechos para cadernetas) do século passado, inventar o ‘six pack’ e tudo que o Asa tivesse a dar à sua imaginação.

Garrafas históricas. Saudade do Taí?

Entre garrafas históricas, encontrei o doce guaraná Taí (clássico dos anos 80, que não deixou saudade), e propagandas do mundo, incluindo o urso polar com a camisa da seleção. No tour você também fica sabendo que a Coca-Cola foi o único produto da empresa por 70 anos (o segundo foi a Sprite) e “possui zero aditivos químicos em sua fórmula” (e a Monga é um macaco de verdade).

Sala 'Além da Imaginação" no final do tour: 64 refrigerantes do mundo para provar

O momento mais esperado do passeio é a degustação de refrigerantes exóticos no final. São 64 sabores de diversos países para provar à vontade. É só pegar o copinho, apertar o botão e beber… e beber… e beber…

Por um instante me senti em um episódio de “Além da Imaginação”. Pensei na cena de um cara viciado em refrigerantes indo para o céu – ou para o inferno, se preferir – tendo de provar todos aqueles sabores pela eternidade. Deliciosamente assustador.

Inca Kola, a Tubaína do Peru

Obviamente não provei 64 refrigerantes ou não estaria aqui para contar. Experimentei Inca Kola, a Tubaína do Peru, que tem um sabor semelhante à nossa e uma coloração amarelo-fosforescente ‘bem natural’. Da mesma cor, a Fanta Kiwi-Maçã tailandesa tem um sabor agradável (foi a que mais gostei).

Fanta 'Apple-Kiwi' da Tailândia: interessante

A VegitaBeta, um refri ‘saudável’ com maçã e cenoura, do Japão, não era tão ruim. Já o refrigerante de abacaxi ‘Bibo’, doce até não poder mais, me fez ficar meio triste pelas crianças da África do Sul. O Brasil estava representado por um Nestea light… não entendi. Podiam ter colocado Guaraná Jesus, o refri-chiclete do Maranhão, que é bem exótico.

VegitaBeta: refrigerante japonês com cenoura. Hummm...

A Twilight Zone de refrigerantes também tem um barman. A bebida do momento era um ‘drink natalino’ de Coca-Cola normal com xarope de gingerbread (gostoso, mas nada de outro mundo).

Na área dedicada às ‘Cocas-Colas’, vi a Cherry Coke Zero (não tive coragem de provar), a Coca-Cola Light sem cafeína (já tomei uma vez em 1998 e nunca mais) e a Vanilla Coke, que tem um alto poder viciante, com sabor de baunilha no final.

Vanilla Coke tem potencial

Antes de entrar na lojinha da Coca-Cola, uma prova de resistência até aos menos consumistas, você pode pegar uma garrafinha (“Have a Coke on Us”) e levar para casa. Sei que muita gente guarda o souvenir, mas resolvi abrir e provar a bebida aguada e sem gosto que ganhei do museu. A nossa Coca é bem melhor.

Depois do caos da Santa Ifigênia, o chope suave de colarinho cremoso é a recompensa

Tomar um chope do Bar Leo, no sábado, por volta das 13h, é a melhor recompensa para quem enfrentou o caos da Rua Santa Ifigênia, no centro de São Paulo.

Outro dia estive por lá com o Dexter e uma listinha de compras incluindo cabos, alicate amperímetro e bateria de telefone sem fio. Passei pelos churrasquinhos de gato que esfumaçavam a multidão e pela horda de camelôs, sem reclamar. Afinal, em algumas horas tomaria o chope de colarinho alto e cremoso do Leo.

Chope une palmeirenses e corinthianos que tomam a calçada nas 17 mesinhas do lado de fora

Naquele sábado, o pequeno bar estabelecido na esquina da ruas Aurora e dos Andradas desde 1940, estava lotado de pessoas apoiando seus chopes nas mesinhas altas da calçada.

Cheguei no horário de pico, por volta de 13h30, ignorei o bar apinhado, entrei e pedi uma mesa ao Gaúcho, o simpático garçom que atende a área próxima à cozinha. Em poucos minutos, quatro lugares estavam disponíveis. Parece milagre, mas a real é que as pessoas gostam de apreciar o chope do Leo em pé mesmo, sem frescura. A lei antifumo também colabora.

O maravilhoso bolinho de bacalhau do Leo (R$5) servido às quartas e sábados. Peça logo dois

Para acompanhar seu chope (R$ 5), peça o bolinho de bacalhau (R$ 5 cada), que é servido somente às quartas-feiras e aos sábados. Aliás, peça logo dois porque esse quitute preparado pelas donas Maria e Marlene é delicioso. Só perdeu o primeiro lugar na minha lista quando provei o bolinho do Bar do Plínio, no Limão. No sábado, elas disseram que chegam a preparar mais de mil bolinhos no Leo.

Donas Maria e Marlene: mil bolinhos de bacalhau no sabadão

Como a especialidade da casa é a cozinha alemã, prove os canapés variados (R$ 22) de pão preto com pasta de roquefort, de azeitona e linguiça moída (o melhor). O sanduba de rosbife (R$ 13) no pão francês cortadinho também é ótimo. E às sextas-feiras, o bacalhau volta a aparecer no cardápio. Dizem que a bacalhoada do Leo é uma delícia. Tentei provar uma vez, nas férias, mas cheguei tarde e o prato do dia já havia acabado.

Canapés variados (R$22) são especialidade

Folclore
O Leo só serve chope claro com o colarinho alto e não tente ‘piratear’. Já ouvi histórias de pessoas que pediram menos colarinho e o garçom recomendou que fossem ao bar do lado. O folclore botequeiro também conta que alguém pediu chope escuro e o garçom respondeu que era só apagar a luz.

A maioria adora esse chope Brahma, bem tirado, do jeito que sempre foi. Até corinthianos e palmeirenses deixam as diferenças de lado depois do primeiro gole.

"Quer chope escuro? Apaga a luz"

Graças a estes apreciadores, incluindo aqueles que se refrescam carregando suas sacolinhas pretas de plástico com um novo HD ou um ‘iFone‘, o Leo serve de 1.920 a 2.400 chopes em um único sábado. Santo remédio.

Bar Leo – Rua Aurora, 100. Tel (11) 3221-0247. Horários: Segunda a Sexta das 11h às 21h30. Sábados das 10h às 18h.

Dicas da Saideira

novembro 21, 2009


A Festa da Saideira do Boteco Bohemia é uma ótima oportunidade de provar os petiscos dos bares concorrentes, que você não conseguiu visitar durante o período de votação. Afinal, para provar todos você teria de ser um ‘botequeiro ninja’ e ir a um bar por dia no mês de outubro.

O vencedor deste ano foi o ‘pirulito de rabada no caixote’, do Bar Veríssimo, no Brooklin. A carne da rabada é bem gordurosa e chata de comer, mas o quiabo em conserva e o ovo de codorna, que acompanham o petisco estavam ótimos (e olha que não sou muito chegada a quiabo).


O segundo lugar ficou com o petisco ‘Sousplat de vol-au-vent’, do Famoso Bar do Justo, e o terceiro foi para o Cone de Baião no Varal, do Botica do Quintana (dos mesmos donos do Veríssimo). Este último, um verdadeiro ‘petisco instalação’ criado pelo chef Zé Maria, foi degustado durante a caravana de botecos.

Nesta grande ‘quermesse de botecos’, que reuniu 10 mil pessoas nos dias 7 e 8 de novembro, na Mooca, provei algumas delícias que não levaram o prêmio e fiz uma eleição paralela. A melhor parte é que elas ainda estão nos cardápios dos bares e você também pode provar.

Boi na Moita
Meu favorito foi o escondidinho de carne de costela desfiada, sem gordura, com escarola, coberto com creme de espinafre e crosta de parmesão. Pode não ser considerado um ‘petisco de boteco’ por exigir o talher, mas é uma delícia e merece a visita ao Botequim Bar & Grill, em Perdizes.


Botequim Bar & Grill – Boi na Moita (R$ 11,90) – Rua Caraíbas, 621 – Pompéia – Tel.: 3673-2977. Horário: 2ª a 6ª, das 17h à 1h; sábado, das 12h à 1h.


Só no canudinho

O canudinho de bobó de camarão do Boteco Seu Zé servido em um cone de massa folhada também é uma das deliciosas criações da sexta edição do festival. Aos sábados, o bar tem roda de samba.


Boteco Seu Zé – Canudinho Surpresa do Seu Zé (R$ 15) – Rua Mourato Coelho, 1144 – Vila Madalena – Tel.: 3034-6382. Horário: 3ª a 6ª, das 18h até o último cliente; sábado, das 13h30 até o último cliente e domingo, das 13h até o último cliente.


Alcachofra memorável

Esta foi uma das grandes surpresas da festa. Confesso que achei que um petisco de alcachofra não teria nada de especial. Mas o tempero de alho, azeitonas, pão, parmesão e muito azeite tornou memorável o petisco do Bar Memorial.


Bar Memorial – Alcachofra Memorial (R$ 22) – Rua República do Iraque, 1326 – Campo Belo – 5054-0719. Horário: 3ª à 6ª, das 17h30 à 1h, sábado das 12h30 à 1h30, domingo e feriados das 12h30 às 23 h.


Bolinha maravilha

Simples e gostoso, o bolinho de queijo com recheio de tomate seco moído e crosta de aletria do Baró é um dos poucos petiscos sem firulas do Boteco Bohemia. Difícil comer um só.

Maravilha de Queijo com Tomate Seco do Baró, aberto recentemente na Vila Madalena

Baró Vila Madalena – Maravilha de queijo com tomate seco (R$ 15 – 12 unidades). Rua Mourato Coelho, 861 – Vila Madalena – Tel.: 3034-4118. Horário: 2ª a 6ª até o ultimo cliente, sábado das 16 horas até o ultimo cliente, domingo a partir das 13h.

A nova Bohemia Oak, que passa por barris de carvalho, estava circulado no evento, mas não achei muita graça – esperava mais presença. Como disse a Ciça, “parece chope carioquinha” (Mistura de chope claro com escuro).


Além de muita petiscagem e som de primeira (destaque para Banda Black Rio, Casuarina e ao mestre Paulinho da Viola), no dia 8/11 tive ótimas dicas culinárias com a querida chef e blogueira Ana Franco, do Cozinha de Ideias.


As três ideias preparadas pela Ana foram um prático e saboroso risoto de presunto com ervilhas e brie (adoro a combinação de ervilhas e presunto em massas e adorei no risoto); batatinhas assadas e recheadas com pasta de mortadela, ricota e passas; e bolinhas de melão envoltas em presunto cru e servidas no palito (fácil e certeiro para as festas de fim de ano). Veja as fotos no Flickr do Braun Café .

Surpresas de Almagro

novembro 7, 2009

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Entrada do charmoso hotel-boutique Racó de Buenos Aires, na tranquila rua Yapeyú

Embora não estivesse a dois passos do centro de Buenos Aires, encontrei uma espécie de paraíso no bairro de Almagro, uma região residencial em torno da rua de comércio Rivadavia, que traz ótimas surpresas.

A escolha começou pelo hotel Racó de Buenos Aires, que descobrimos pelo Venere.com. Nos apaixonamos logo de cara pelo antigo casarão portenho construído em 1870, todo reformado e estiloso que vimos via web e que era ainda mais bacana pessoalmente.

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Casarão de 1870 foi modernizado, mas manteve alguns toques retrô

Após consultarmos os reviews no Trip Advisor não tivemos dúvida: decidimos ficar cinco dias em um lugar onde as pessoas moram, estudam, vão ao mercado e vivem a vida. A vista do quarto bem decorado, limpo e que devia ter uns quatro metros de pé direito, era a Basílica de San Carlos Borromeo, que deixou de recordação a melodia dos sinos das 19h.

O café da manhã muito gostoso (salada de frutas, pães variados, suco, café e uma geléia de damasco ótima) podia ser servido em qualquer ambiente da casa ou mesmo no quarto, mas o melhor lugar foi o jardim interno (da foto).

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Café-da-manhã no jardim do hotel; sossego e ótimo atendimento

O atendimento extremamente atencioso e simpático dos proprietários, o casal Julián e Vanesa, a tranquilidade, o ambiente e a organização do lugar valeram cada centavo da diária de 90 dólares, nos cinco dias em que ‘moramos’ na rua Yapeyu (“Chapechu” para os portenhos).

No bairro, entre edifícios residenciais, todos com sacada, e três colégios católicos pelos quais passávamos diariamente, fomos explorando Almagro. Aqui vão algumas dicas de lugares para comer, beber e comprar vinhos, todos próximos à estação Castro Barros, na linha azul do velho metrô.

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Confeitaria Las Violetas: patrimônio histórico de Buenos Aires como o Café Tortoni

Las Violetas
Assim como o obrigatório Café Tortoni [trouxe uma caneca de lá para minha coleção], esta confeitaria que completou 125 anos em setembro, também é patrimônio histórico da cidade. Passe por lá para tomar um café expresso cortado (nosso ‘pingado’), que já vem com dois docinhos.

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Café expresso 'cortado' já vem com docinhos

Sem saber deste detalhe, pedi um pedacinho de bolo com pêssegos, chantilly e recheio de doce de leite – o ‘dulce onipresente’ da Argentina.

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'Pedacinho' de bolo com pêssego, chantily e dulce de leche dá para três

O bolo estava ótimo, mas a fatia dava para três. Como comentei no post sobre as carnes, os portenhos ignoram o conceito de porções individuais. Mesmo com toda a minha gula individual não dei conta do pedaço.

El Boliche de Roberto
Neste boteco antigo, aberto como armazém de bebidas em 1894 em uma esquina na Plaza Almagro (Bulnes com Juan D. Perón), pratica-se o esporte de tomar cerveja com os amigos.

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Boteco de verdade dos locais para tomar uma gelada, jogar conversa fora e ouvir 'tango de raíz' ao vivo

Chegue ao “Lo de Roberto” por volta das 22h30 para garantir uma mesa no pequeno salão, beliscar uns acepipes e esperar pelo ‘tango de raiz’, que rola ao vivo depois das 23h30. O lugar precioso, que me foi indicado pelos amigos Roger e Pedro, é dos portenhos. Dexter e eu éramos os únicos forasteiros naquela noite, mas fizemos uns amigos ocasionais na mesa de jovens estudantes de filosofia ao lado da nossa. Perguntaram se Bonito (MS) era um lugar bacana no Brasil, se éramos de esquerda e depois socializaram nossa porção de salame, queijo e azeitonas.

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Isenbeck gelada (15 pesos) e amedoim cortesia

Só pequei por ser turista de primeira viagem: cheguei muito cedo e não aguentei até o tango. Além disso, estava sem trocado e o lugar não é do tipo que aceita cartões, mas essa parte foi facilmente resolvida com mais um litro da saborosa Isenbeck, bem gelada, por apenas 15 pesos.

Kalimnos
Beber e comprar vinhos são recomendações expressas a quem visita Buenos Aires – já reservei espaço na mala e segui a dica do Alê Scaglia para comprar o Saint Felicien, da bodega Catena Zapata (46 pesos ou 23 reais).

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Bons vinhos para trazer na mala, embutidos e iguarias no empório Kalimnos

Para minha alegria, logo na saída da estação Castro Barros está o Kalimnos, um empório muito bacana, que oferece uma grande variedade de vinhos a preços ótimos – comprei também um Angelica Zapata por 110 pesos -, além de cervejas artesanais, doces, enlatados e frios interessantes.

O presunto na brasa deu água na boca, mas não rola trazer. Uma boa opção é comprar os frios por lá, uma garrafa de vinho e fazer um lanche bacana. Essa fica para a próxima viagem.

Só para fechar, mais três dicas rápidas:

Prove um ‘helado’
O sorvete mais indicado é o da rede Freddo, que vi no bairro da Recoleta e no shopping Galerias Pacífico, na ‘Calle Florida’, a rua das compras no centro. Foi lá que topei com uma sorveteria com cara de tradicional, a Via Flaminia (Rua Florida, 121). Me despedi de Buenos Aires com um excelente sorvete artesanal de creme com amêndoas inteiras e doce de leite com flocos de chocolate.

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Delicioso 'helado' do Via Flaminia

Abuela Goye
Traga pelo menos uma caixa desse alfajor na mala. Isso se resistir aos potes de doce de leite e chocolates vendidos na loja da Rua Florida. Quem me apresentou essa delícia da Patagônia Argentina foi a Rê Mesquita e serei eternamente agradecida. Já detonei uns quatro com cobertura de chocolate meio-amargo aqui em casa. “Epetacular”.

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Abuela Goye: alfajores sensacionais da Patagônia Argentina

Don Carlos, ‘el poderoso chefón’
Quando for visitar a Bombonera, em La Boca, leve dinheiro na carteira para garantir o almoço no Don Carlos (Brandsen, esquina com Del Valle Iberlucea. Tel.: 4362-2433) um restaurante pequeno e familiar, ao lado do Estádio da Bombonera. Eles não têm cardápio. Basta pagar 75 pesos por pessoa e ir experimentando as massas, carnes e outros pratos preparados pelo senhor Carlos e servidos por sua filha.

O lugar foi indicado por um argentino que fez um guia ótimo da cidade (tenho por e-mail para quem desejar). Chegando lá soube que também é o restaurante favorito de Francis Ford Coppolla, em Buenos Aires. A filha do Don Carlos, muito simpática, me mostrou a foto dele, em um porta-retratos no balcão. Pena que estava ‘sin plata’ suficiente e eles não aceitam cartão. O poderoso chefón, Don Carlos, também vai ficar para a próxima.

¡Gracias!
Muito obrigada aos queridos Cecília, Ciça, Fabi, Alejandre, Marina, Gui, Rê e Henrique, Rô Caetano, Pati,  Nando, Afonso, Thiane, Roger e ‘Predo’, que me passaram dicas ótimas da cidade. Muchas gracias aos companheiros de gastronomia (Clau Midori, Let, Ana, Tatu, Leandro, Luiz Ricardo, Minervino, Júlia e Lu Betelson). Estou certa de que Buenos Aires merece muitas degustações.