Bar do Mashup

novembro 8, 2007

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Usando o termo da moda na internet, a Cantina e Bar do Magrão é um verdadeiro mashup. Na tranquilidade de uma área residencial do Ipiranga, você pode se acomodar na varanda do pub, tomar uma cerveja belga, alemã ou de Blumenau, e apreciar a decoração acidental – uma múmia no mezanino, um pôster de Charlie Chaplin no banheiro e a bandeira do Brasil.

No cardápio, a fusão de opções segue a linha da decoração do pub. Além da variedade de cervejas e das porções apetitosas, é possível pedir as massas caseiras da cantina – no salão ou na outra varanda ao lado do bar – ou uma feijoada bem servida para dois. A combinação fica por sua conta.

magraocantinalateral_300.jpgEstive lá em um sábado ensolarado e o mashup já começou pela Coca-Cola. O copo veio com limão congelado dentro da pedra de gelo. Bem prático.

E após degustar uma pilsen Paulaner, na medida, nada como uma bela massa. Por que não? O slogan da cantina já diz “Se magna e se beve.”

O ravioli de queijo (massa caseira) e a porção de porpetas ao sugo estavam perfeitos. Gui Felitti, que esteve lá há pouco tempo, recomenda o fetuccine na manteiga com tomates frescos, azeitonas e manjericão. O Magrão, aliás, está no “Mashup dos Botecos“, que ele começou a fazer no Google Maps.

Para embalar o almoço no pub, mais um mashup. Magrão, o dono – um cara magro, alto e que tem uma Harley – desligou a Kiss FM para a apresentação de um trio de chorinho, com direito a “Rock around de clock” no cavaquinho.

Depois dos saborosos antagonismos do Magrão recomendo um passeio pelos jardins do Museu do Ipiranga antes do por do sol. E fechou.

Bar do Magrão Rua Agostinho Gomes, 2988, Ipiranga. Tel: (11) 6161-6649

Pesto brazuca

novembro 7, 2007

castanha.jpgNa hora de preparar um molho pesto, substitua os pignoles por castanhas-do-pará. A dica é dos pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo. Segundo eles, a troca faz bem para o bolso e é ainda melhor para a saúde.

A equipe da FSP diz que a ‘castanha-do-brasil’ passou no teste do molho pesto realizado com algumas mulheres. A reportagem da Agência USP ainda dá a receita do “pesto brazuca” para você fazer seu teste em casa. Só não substitua o manjericão por “manjericão-limão“, por favor.

Foto do site www.cdpara.pa.gov.br

Estado Alfa… jor

novembro 6, 2007

No último final de semana descobri que há muito mais do que Havannas na terra do tango. Ganhei um mimo dos amigos Henrique e Renata: alfajores Abuela Goye. Grave este nome.
 
No site, além de ficar com água na boca, descobri que a “Abuela Goye” veio diretamente da terra dos chocolates para fundar, em 1860, o que se conhece como Colônia Suíça, a 25 km de Bariloche. Entre as “delicias” produzidas pela família, há 30 anos na Patagônia Argentina, também estão geléias, bombons, sorvetes, bolos e galletas. ¡Socuerro!

Fiquei literalmente em estado Alfa depois de provar o alfajor coberto de chocolate meio amargo. A versão de chocolate branco só comprovou que a receita é de abuela mesmo – cobertura fina, massa leve e dulce de leche na medida certa.

Temos de convencer alguém a representar a Abuela Goye por aqui. Enquanto isso, bailamos com Havannas ou alfajor da Turma da Mônica (ainda existe?). E se alguém for a Buenos Aires, por favor, traga Abuela na mala.

Kito-Kato

novembro 5, 2007

kito_300.jpgPor Henrique Martin*

Visitar mercadinhos em qualquer lugar do mundo é mais que necessário pra fuçar a cultura local (e dar boas risadas com os contrastes). Em Osaka, andando perto do hotel, encontrei várias lojinhas 24 horas. Num deles, tentadoras versões japonesas do KitKat, um dos meus chocolates favoritos em viagem (a versão brasileira mais recente era esquisita). Tinha o tradicional, vermelhinho, e três sabores curiosos para mim: caramel, vanilla beans e um terceiro (acho que era chá verde, fugi dele rapidinho).

Comprei o de caramelo e o de baunilha. Veredito? Se KitKat já é doce pra burro, imagine a versão vanilla. É todo branquinho (sem ser chocolate branco) e doooooce até dizer chega. O caramel cheira melhor e é um pouco menos doce. Valeu a curiosidade, mas prefiro o original. Gostei que o chocolate de quatro barrinhas vem separado em dois pacotes dentro da caixa (dois mais dois) – é para comer menos, né?

*Henrique Martin é jornalista de tecnologia e editor do site Zumo. Recentemente viajou ao Japão, de onde trouxe diversas curiosidades gastronômicas.

Yuzu é pra jacu

novembro 4, 2007

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Por Henrique Martin*

Começando a série de toasts “Henrique asiático”, o primeiro da coisa mais legal que bebi nos últimos tempos: Yuzu. Antes, uma breve introdução ao mundo dos líquidos no Japão: bebe-se muito chá (menos exóticos que na China; os mais comuns são o Oolong e o Verde), muito café gelado (bizarro, mas real, nas variantes puro ou com leite), porém muito pouco qualquer coisa gasosa. Eles são meio que contra coca-cola e bebidas gaseificadas em geral.

Tente achar um mísero restaurante em Tóquio que sirva coca! Nem fast-food de curry indiano vende! Os japinhas olham com cara de ‘que é isso?’. É mais fácil achar Calpis Soda (a com gás) na Liberdade que no Japão (é sério – só vi em uma vending machine e era latinha).

yuzu2_300.jpgMas alguns lugares selecionados não têm coca-cola, mas têm Yuzu (ou Yuzu Soda). E é sensacional. Yuzu, em comparações ocidentais, é como se fosse uma Schweppes Citrus melhorada demais, com mais laranja e bem mais amarga (talvez sem a maçã da Citrus). Vem em versões prontas, servidas como refrigerante mesmo, ou preparadas na hora.

Alguns lugares, como o Cafe Moco (delicadamente apelidado de “mocó”), em Akihabara, fazem do modo “roots”: botam uma geléia de laranja e especiarias no fundo do copo, enchem de gelo e de soda limonada. Fica sensacional e vem com uma colherinha de pau para você comer a geléia que ficou lá embaixo.

De qualquer modo, os japoneses mais tradicionais vão estranhar se um ocidental pedir Yuzu – acho que eles acreditam que é algo tão cool pra um gringo beber ou, sei lá, não é coisa pra estrangeiro. Mas vale a pena e você ganha o respeito deles – mais que isso, só se cantar em japonês em um karaokê.

*Henrique Martin é jornalista de tecnologia e editor do site Zumo. Recentemente viajou ao Japão, de onde trouxe diversas curiosidades gastronômicas.