Pão fresquinho do Shimura no shopping
junho 28, 2015
Achei meio inusitado sentir aquele cheiro gostoso de pão fresquinho no corredor do shopping, mas era isso mesmo. Do lado de uma loja de roupas masculinas saía uma fornada de baguetes e uma cesta de pães franceses da padaria Shimura Pães e Doces, inaugurada há três meses no Shopping Pátio Paulista.
Logo me aproximei do balcão para conhecer os quitutes do renomado mestre-padeiro e confeiteiro Rogério Shimura, que já foi parceiro de Alex Atala e comanda a Levain Escola de Panificação no Ipiranga.
Além de pães (francês, italiano, baguete etc.) feitos com a técnica levain de fermentação natural, a vitrine exibe doces e bolos convidativos como os muffins (R$ 4 cada) de limão siciliano, chocolate, cenoura e banana. Provei o de limão siciliano agora há pouco e coloquei um pouco de cream cheese por cima pra dar mais uma alegria. Excelente.
Também não deu pra resistir a uma fatia da suntuosa rosca de linguiça, alta e macia (R$ 45 o quilo) dando um ‘ciao’ na vitrine e a uma baguete tradicional (R$ 6) para viagem.
A unidade do Pátio Paulista é a primeira de outras unidades que o mestre-padeiro deve inaugurar em shopping centers, conforme comentou uma das atendentes. Vamos torcer.
Ao lado da padaria há duas mesas coletivas de madeira rústica para quem quiser tomar café e comer os pães ou bolos quentinhos por lá mesmo. Hummm! Que delícia.
Shimura Pães e Doces
Shopping Pátio Paulista – Piso Paulista
Rua Treze de Maio, 1947 – Bela Vista, São Paulo – SP
Telefone: (11) 2219-2907
Um, dois, três… pochê!
abril 4, 2015

Essa dica preciosa da amiga Kay Gentile vai para quem gosta de ovo pochê prático e sem erro. Em uma tarde que passamos juntas, enquanto preparava as maravilhosas tartes da Depois de Paris, Kay compartilhou comigo essa técnica das trouxinhas que aprendeu na cozinha do Senac. É só alegria. Vamos nessa:

Forre uma xícara de chá com uma folha de papel filme, deixando sobrar um pouco nas bordas. O papel filme gruda mesmo na xícara, mas vá com jeitinho, que vai dar certo.
Unte o papel filme na xícara com algumas gotinhas de azeite (ou com manteiga em temperatura ambiente, se preferir).

Quebre o ovo na xícara e tempere com sal. Pimenta do reino moída na hora e ervas também vão bem.

Junte as pontas do plástico filme, dê uma voltinha para fechar bem a trouxinha e amarre com um filete de papel filme.

O legal dessa técnica é que você pode preparar vários pochês de uma vez só. “É assim que as cozinhas profissionais fazem na hora do brunch”, conta Kay.

Em uma panela com água fervente (não precisa de vinagre), deposite cuidadosamente a trouxinha, deixando a ponta do plástico filme para fora, na lateral da panela.
Após quatro minutos de fervura, retire a trouxinha da água e a coloque sobre uma colher para ajudar a servir.
Corte a ponta do saquinho com cuidado e coloque seu pochê delicadamente sobre uma torrada ou um prato de lentilha cozida, ou molho de tomates frescos, bacon crocante… hummm… e seja feliz!
Giro d’Italia: Cerveja artesanal e almoço desconectado
março 10, 2015
Em 14 dias de aventuras pelo Norte da Itália, você come muita massa e bebe muito vinho. É sensacional, claro. Mas na última noite, depois de pirar na megaloja do Eataly, em Milão, e pegar a maior chuva da viagem, dei de cara com um bar da cervejaria Baladin e aí foi só alegria.
Do cardápio, mezzo italiano mezzo alemão, a escolha foi uma porção de apetitosas salsichas variadas (a de cordeiro estava sensacional) com cebola roxa caramelizada e fritas crocantes pra acompanhar. Harmonia perfeita com a Isaac, a cerveja da qual eu não queria me despedir. Depois, descobri que ela é vendida em São Paulo. É cara, mas dá pra matar a saudade, de vez em quando.
No dia seguinte, de malas prontas para ir embora, ainda rolou um passeio na catedral de Milão (belíssimo) e o almoço de despedida no Rifugio del Ghiottone, um restaurante simples e honesto, que recebe os trabalhadores das redondezas. O dono, um senhor alto e simpático, circula pelas mesas conversando com os fregueses e aparece em milhares de fotos enquadradas nas paredes com clientes ilustres, aparentemente famosos locais, que visitam seu restaurante.
Com um menu executivo completo (entrada, principal, sobremesa e café) por 13 euros, o restaurante atrai as pessoas que trabalham na área. E enquanto eu esperava o meu penne com aspargos e tomates (leve e delicioso), observei um comportamento interessante: nas duas mesas com grupos de quatro e cinco pessoas, ao meu lado, nada de celular. Era o intervalo de trabalho e nenhum aparelho estava visível sobre a mesa. Ninguém largou o talher e o bate-papo nem para dar uma espiadinha em algum “whatsapp” da vida.
Bom… guardei meu aparelho na hora e me concentrei no prato, um levissimo penne com molho de aspargos e tomates, e saí de lá levando mais uma importante lição dos italianos sobre apreciar la dolce vita.
Baladin Milano
Via Solferino, 56 (Porta Nuova) – Milão, Itália
Eataly
Piazza XXV Aprile, 10 – Milão, Itália
Il Rifugio del Ghiottone
Viale Monte Grappa, 2 – Milão, Itália
Giro d’Italia: Lições de felicidade em Torino
janeiro 25, 2015
O apartamento mais legal que encontramos pelo Air BnB na viagem à Itália foi o da querida Valentina, na suntuosa Torino. Em um prédio bem antigo, que deve ter uns 200 anos, ela reformou todo o apê com estilo, preservando um belo ladrilho e arcos de tijolos originais. A sala, sem TV, tinha muitos CDs, livros e uma moto antiga, tipo Harley, como decoração.
Na cozinha toda equipada, encontrei diversas receitas com ovos penduradas entre os utensílios e uma mesa para pensar na vida. O quadro em frente, trazia a reflexão em um cartãozinho vermelho: “Pelo menos uma hora por dia, você precisa ser feliz”. Segui o conselho e preparei minha massa favorita: spaghetti à carbonara, com ovos e pancetta comprados no mercadinho do bairro.
Logo ao lado do edifício estava o Mercato di Porta Palazzo, um misto de feira da pechincha e feira livre enorme, onde vi uns cogumelos tão grandes que pareciam enfeites de jardim. Pena que choveu muito, todos os dias, e não deu pra aproveitar muita coisa da área, que era tipo um Brás de Torino.
Em Torino também fiz minha primeira visita a uma loja da rede Eataly, um supermercado da gastronomia italiana, que deve chegar a São Paulo este ano, com uma loja na região do Itaim. Imagina escolher uma massa nesse lugar? É de enlouquecer.
Depois de pirar no Eataly, fiz um jantar para dois: filé com spaghetti all’arrabbiata, pão caseiro de centeio e vinhos do Piemonte para acompanhar (meia garrafa de Gavi, delicioso branco da região, e meia de Dolcetto D’Alba, da cidade de Treiso). Também teve entrada com abobrinha redonda, que foi refogada no azeite e servida com parmesão regiano e pimenta moída na hora. Ficou show.
Slow Food
Aproveitamos a viagem para conhecer a cidade de Bra, na província de Cuneo, onde nasceu o movimento Slow Food. E foi lá, na modesta Osteria Del Chiosco ao lado da estação de trem, que provei a melhor massa da viagem: o ravioli “plin”.
O dono do café beliscava o braço dizendo: “Plin! Assim… entende?”. Cheguei a achar que era recheado com pele ou pururuca, mas o belisco é só um jeito de fechar o ravioli com recheio de vitelo, servido na manteiga com sálvia.
Simples, perfeito e barato (7 euros), com uma taça de vinho tinto, o “plin” foi uma beliscada pra lembrar daquela mensagem da cozinha da Valentina. Feliz 2015!
Eataly
Via Nizza, 230/14, 10126 – Torino, Itália
Tel.: +39 011 1950 6801
L’Osteria del Chiosco
Piazza Roma, 35 – Bra, Itália
Tel.: +39 0172 41 2181
Mercato di Porta Palazzo
Piazza della Repubblica, 10.152 – Torino, Itália
Giro d’Italia: Se essa rua de Bologna fosse minha…
dezembro 26, 2014
Quando a chuva deu uma trégua fomos passear pelo centro histórico de Bologna, na Piazza del Netuno, na Biblioteca Salaborsa (lugar belíssimo onde se podem ver escavações de ruínas do século VII a.C. pelo piso de vidro) e então resolvemos espiar uma rua estreita do outro lado praça: “Via Pescherie Vecchie”.
O cenário era encantador. Bancas de verduras e legumes coloridos de um lado, mesinhas com taças de vinho e antepastos do outro e pessoas circulando em uma sequência de antigos empórios e salumerias com o melhor que a Emilia Romagna tem a oferecer. Um verdadeiro museu gastronômico a céu aberto para encher os olhos e a boca d’agua.
É nesta rua que se encontra o Mercato di Mezzo, o mais antigo da cidade. O galpão da era medieval que fazia parte do antigo mercado de Bologna, foi reformado e reinaugurado pela rede Eataly, em abril deste ano. No primeiro andar você encontra diversos fornecedores de comidinhas, bebidas e guloseimas a preços amigáveis para degustar em mesas comunitárias.
Recomendo os petiscos do mar da Pescheria del Pavaglione, onde provei o espetinho de lula com camarão e o sanduba de polvo e escarola em pão preto feito com tinta de lula. Foi lá que descobri a Isaac, da cervejaria artesanal Baladin, e me apaixonei pra sempre.
Na saída do mercado vale dar uma espiada na vizinha Salumeria Simoni. Dá vontade de ficar lá admirando os salames, mortadelas, prosciuttos e queijos lindamente expostos atrás do balcão da movimentada loja de esquina.

Clientes na fila da Salumeria Simoni. Vale apreciar a paisagem de salames e prosciuttos atrás do balcão
E se quiser comprar algo bem tradicional para fazer na sua cozinha de viagem, prove o tortellini fresco, que você encontra em todos os empórios, mas vale comparar preços. Comprei 250 gramas, para duas pessoas, por 5 euros. Os bolonheses o preparam cozido no caldo de galinha, mas resolvi improvisar uma versão na manteiga com parmesão. Que delícia.
Outra dica para quem é chegado nas compras gastronômicas é o Mercato delle Erbe, que também é próximo à Piazza Netuno. Vale caminhar tranquilamente por entre as bancas de frutas e verduras, cercadas de preciosidades à venda nos empórios.
Mercato di Mezzo
Via Pescherie Vecchie, 14 – Bologna, Itália
+39 051 227798
www.facebook.com/pages/Mercato-di-Mezzo/664060596993131
Mercato delle Erbe
Via Ugo Bassi, 23 – Bologna, Itália
+39 051 230186
www.mercatodelleerbe.it/
Salumeria Simoni
Via Drapperie, 5/2a – Bologna, Itália
http://www.salumeriasimoni.it/

























