Spago, novinho em folha, traz surpresas saborosas e bom preço
janeiro 14, 2012
Por @_montinho, o baby gourmet*

Novo restaurante do chef Carlos Bertolazzi mistura a cozinha italiana com influências norte-americanas
Foi sem entender direito o que estava acontecendo (afinal eu nem nasci!) que eu acabei provando as delícias do Spago, recém-aberto restaurante do chef Carlos Bertolazzi (@cabertolazzi), proprietário do Zena Caffé. Meus pais, o Alê e a Fabi, são comilões reconhecidos e já andaram colaborando com o Braun Café no passado, bem antes da minha existência. Aí resolvi assumir a responsabilidade e escrever minha primeira crítica culinária.
Meus pais me levaram lá na primeira sexta-feira do ano, dia 6 de janeiro, quando a cidade ainda estava vazia. Estranhamente, também o restaurante tinha a maioria das mesas desocupadas – uma prova de que ainda tem muita gente para descobrir e experimentar o Spago, que mistura a cozinha italiana com influências norte-americanas em um grande e aconchegante salão no Itaim. Continue lendo »
Jantar à italiana
dezembro 11, 2011

Meia garrafa do toscano Centine acompanhando um excelente jantar italiano no Zino Adega e Restaurante
O Zino Adega e Restaurante é um lugar que vale ter em mente quando se trata de comida italiana preparada com dedicação, bons vinhos e serviço atencioso, seja para um jantar romântico ou almoço descontraído.
O cardápio segue a linha dos restaurantes da Itália, com algumas sutilezas da nossa culinária como o risoto de castanha do Pará, que acompanha a respeitável coxa e sobrecoxa de frango ao molho de laranja, ou os deliciosos pãezinhos de tapioca com queijo servidos no couvert. Veja todas as fotos dos pratos do Zino Adega no Flickr do Braun Café. Continue lendo »
Caminito das boas empanadas
novembro 19, 2011
Quando o entregador disse ‘empanadas’ na portaria do prédio, logo saquei papel e caneta para anotar o telefone das Empanadas Caminito. O nome homenageia a colorida rua turística de Buenos Aires, próxima ao estádio do Boca Juniors.
Eis que um sábado à noite resolvi ignorar os cardápios de pizza e comida chinesa. Liguei no Caminito e rapidamente recebi uma linda embalagem temática imitando as paredes coloridas da rua portenha. Continue lendo »
Fettuccine con zucchini no Tatini
outubro 29, 2011

Massa caseira em uma combinação infalível de lascas de abobrinha, presunto parma, parmesão e farinha de pão crocante
Imagine uma rotisseria de bairro, que serve uma deliciosa comida italiana para viagem ou à la carte, em um pequeno e aconchegante salão, no Campo Belo. Agora acrescente ao local o sobrenome Tatini, de uma família cuja história começou há mais de um século, na Itália, e se propagou em São Paulo, na década de 50.
Ao dar a primeira garfada em um simples fettuccine com abobrinha, presunto parma e parmesão você vai perceber o carinho dos Tatini com os sabores da Itália.
Tive o prazer de celebrar o aniversário da querida amiga Mariana com os ‘cari amici’ no Tatini Rosticceria, em um sábado de feriado. O plano era celebrar em outro restaurante, mas o dono resolveu fechar as portas em um sábado de feriado – vai entender – e o Tatini estava lá, de braços abertos para nos acomodar.
O atendimento carinhoso com os fregueses Mariana e Laham, bem no clima ‘lá em casa’, já agradou. O cardápio, renovado diariamente, oferece opções mais triviais como o frango ao molho de limão – macio e saboroso – acompanhado de arroz a grega e batata palha (R$ 27), e tradicionais como o escalope de vitelo ao molho madeira com risotto milanês (R$ 50).
Segui a dica da Mari, fiquei com o fettuccine (R$ 29) e me encantei com a massa caseira em uma combinação infalível de lascas de abobrinha – meu legume favorito – parma, parmesão e farinha de pão crocante. Para acompanhar o prato perfeito, uma taça do leve tinto Cardetto Rupestro selecionado pelo Maurício.
Logo na chegada fui espiar o balcão de antepastos, molhos, massas, compotas e outras especialidades. A salada de lulas me pareceu bem apetitosa, mas vou deixar para a próxima visita, e os molhos pareciam incríveis, mas achei os preços salgados (R$ 26 o vidro de 500 ml). No fim das contas saí do Tatini à francesa levando uma quiche lorraine para viagem (R$ 34) – outra ótima dica da Mari.
Antes da abertura da rostisseria, em 1993, a família já era conhecida pelo Restaurante Tatini, hoje localizado na Rua Batataes, 558, no Jardim Paulista. O local ganhou o selo de italiano ‘legítimo’ entre 30 cantinas de São Paulo.
Tatiti Rosticceria
Rua João de Souza Dias, 307 – Campo Belo.
Tels.: (11) 5535-0237/5535-5039
Eu quero Mocotó…
outubro 16, 2011
O Mocotó Restaurante e Cachaçaria, especializado na culinária nordestina, é um dos patrimônios gastronômicos de São Paulo. Basta observar a multidão que se forma na calçada, em frente à casa da Rua Nossa Senhora do Loreto, na Vila Medeiros, às 12h10 – o bar abre ao meio-dia – para perceber que o negócio é sério.
Já conhecia a fama do local aberto de 1973, e da fila formada por pessoas de todos os cantos da cidade atrás dos quitutes reinventados pelo simpático chef Rodrigo Oliveira. O filho do querido senhor José Oliveira de Almeida, o ‘Seu Zé Almeida’ com quem tive a honra de tomar uma cervejinha antes de ir embora, fez um excelente trabalho.
Cheguei ao Motocó no dia 12 de outubro após uma longa jornada, que começou dois anos antes, com um convite da querida Jô Elias. Conversa vai, correria vem e, finalmente, a Jô puxou o bonde.
A busca pelo santo Mocotó, no entanto, é uma missão para botequeiros de coração puro. Saímos às 11h da Zona Sul, munidos de GPS, e chegamos dez minutos após a abertura do local para garantir uma távola, que só chegou duas horas depois.
A espera faz parte da programação. Aproveite para bebericar deliciosas caipirinhas como as de jabuticaba, frutas vermelhas ou mix de limões, cervejas de garrafa, sucos naturais como o de caju ou abrir o apetite com a carta de cachaças especiais.
Para iniciar os trabalhos, recomendo os deliciosos dadinhos de tapioca com queijo, acompanhados de molho agridoce, torresminhos crocantes e chips de mandioquinha. Peça também a saborosa cumbuquinha carne de panela , acompanhada de pão francês, e o petisco de Torresmo, que derrete na boca.
As porções são ótimas, mas guarde espaço para os pratos principais. Entre as iguarias da casa estão a Carne de sol na chapa com pimenta biquinho, Baião de Dois e Mocofava (favas cozidas no caldo de mocotó). Pratos como o baião e a mocofava têm porções de ‘mini’ a ‘grande’, de acordo com o número de pessoas e o tamanho da fome.
Destaque para a suculenta Costelinha de Porco à moda, servida aos sábados. A costelinha de porco é desossada, recheada com pernil e servida com abacaxi dourado na manteiga, mandioca cozida e molho de mel de engenho. Sensacional.
Dificilmente você vai escapar das sobremesas. Prepare-se para escolher entre a mousse de chocolate com cachaça, o crème brûlée de doce de leite e sementes de umburana (fruta da caatinga) e o famoso pudim de tapioca. A vantagem de ir em uma turma de dez amigos é poder experimentar as três. Que felicidade.
Dizem que o Mocotó já foi mais barato, mas acheo o preço justo. Após três horas petiscando, bebericando e comendo do bom e do melhor, a conta saiu R$ 76 por cabeça.
Seu Zé
Provei os doces meio na pressa pois o “Seu Zé Almeida” me convidou para “tomar uma” na padaria ao lado do Mocotó, que estava mais tranquila. Bebericando uma pequena dose do digestivo Undemberg e fumando seu cigarrinho, Seu Zé me ofereceu uma Original e mostrou o açougue na esquina, quase em frente ao bar, onde tudo começou. “Hoje tenho 54 funcionários. Todos registrados”, frisou.
O proprietário do Mocotó se preocupa com os clientes que desistem de ir ao bar quando se deparam com a fila na calçada e contou que vai abrir o terceiro andar da casa, no terraço, em breve. A fama do Mocotó já lhe rendeu convites para a abertura de filiais na Zona Sul, mas Seu Zé, que mora há menos de um quarteirão do bar, não arreda o pé da Vila Medeiros. Olhei a fila na porta, às 15h30 da tarde, e disse “Pode ficar tranquilo Seu José. As pessoas não arredam o pé do seu bar”.
Prato da Boa Lembrança: No meio do almoço descobri que o Mocotó é um dos 11 restaurantes de São Paulo que integram a Associação dos Restaurantes da Boa Lembrança. A notícia é boa, mas já era gula demais pedir o prato para minha coleção. Como dizem os pernambucanos, “Pronto”. Está aí mais uma ótima razão para voltar rapidinho ao Mocotó.
Mocotó – Restaurante e Cachaçaria
Av Nossa Senhora do Loreto, 1100 – Vila Medeiros – São Paulo – SP.
Tel.: (11) 2951-3056
Horários: Segunda a sábado das 12h às 23h. Domingos e feriados das 12h às 17h
Para chegar de carro ou transporte coletivo: http://www.mocoto.com.br/contato.html













